segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cooperação



EUA prometem desenvolver relações com Guiné-Bissau em diversas áreas
Bissau, 28 Set 15 (ANG) – Os Estados Unidos da América vão trabalhar com a Guiné-Bissau nos objectivos compartilhados a longo prazo, ajudando os guineenses a construir um governo democrático estável e promover um crescimento económico sustentável e inclusivo.
A garantia foi deixada sexta-feira em conferência de imprensa pelo Embaixador norte-americano para a Guiné-Bissau, com residência em Dakar, Senegal, no final de sua visita ao país.
James Peter Zumwalt afirmou que  nas audiências que manteve em Bissau  encorajou as autoridades do país a continuarem com a “serenidade e o compromisso de  resolver as diferenças, sempre em conformidade com o estado de direito e o respeito pelo poder judiciário independente e no âmbito da Constituição”.
“Parece que foi encontrada uma solução pacífica para essa situação” , disse referindo-se a crise política no país.
Zumwalt disse  congratular-se  com a acção “dos líderes políticos e civis, as forças armadas e o povo da Guiné-Bissau”.
Sobre os apoios de Washington, o diplomata lembrou que uma equipa norte americana do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças(CDC) se encontra no país há cerca de um ano a apoiar as autoridades sanitárias guineenses na prevenção contra a Ébola e na preparação para as emergências de saúde em geral.
Acrescentou que a “CDC espera expandir esta colaboração no ano que vem para incluir um centro nacional de operações de emergência, uma rede de laboratórios nacionais, segurança de saúde melhorada nas fronteiras e uma força de trabalho nacional, treinada para detecção, notificação e investigação de surtos de doenças infecciosas."
Sobre o sector educativo informou que “em breve”, os Estados Unidos  entregará mais de 6.000 quilos de materiais para o “laboratório” de língua inglesa, e  que  planeiam fazer o mesmo acto em 2016.
No domínio da segurança, para, além  do patrocínio em Agosto último em Bissau da Conferência sobre a Relação Civil-Militar, afirmou que o seu país está engajado no apoio aos militares guineenses, nomeadamente a Marinha Nacional, no domínio de  segurança marítima.
Ainda durante a sua permanência no país, o diplomata norte americano assinou  vários acordos com as Associações e ONGs na Guiné-Bissau, no quadro do fundo denominado "Auto-Ajuda", através do qual apoiaram com 14 mil dólares uma organização de mulheres de Nhacra, norte do país, que se dedica ao desenvolvimento de  projectos socioeconómicos.
Para além do Presidente da República e outros responsáveis públicos, o diplomata norte americano manteve igualmente encontros, nomeadamente  com líderes empresariais, figuras religiosas, estudantes e membros da sociedade civil para, segundo as suas palavras, promover os laços entre os dois povos.
James Peter Zumwalt veio à Bissau propositadamente para tomar parte nas comemorações do 24 de Setembro, dia da Independência da Guiné-Bissau, trazendo consigo uma mensagem de solidariedade do Presidente Barack Obama para com o povo guineense.  
ANG/QC/JAM/SG

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Tragédia em Meca



Mais de 700 peregrinos morrem esmagados 

Bissau, 25 Set 15 (ANG)- As autoridades da Arábia Saudita confirmaram que pelo menos 717 peregrinos morreram quinta-feira esmagados no vale de Mina, numa debandada que acabou em tragédia, junto a Meca.

Um porta-voz do Departamento de Defesa Civil citado pelo jornal espanhol “El País” disse que há ainda 805 feridos, e que a debandada se deveu a uma disputa que irrompeu quinta-feira às nove horas da manhã quando os peregrinos se dirigiam a Jamarat, uma estrutura com vários níveis e a partir da qual os fiéis apedrejam simbolicamente o diabo. 

De acordo com um comunicado, a debandada fez com que muitos caíssem e acabassem esmagados por outros.

De acordo com a Defesa Civil, estão a decorrer as operações de socorro e seis das suas equipas estão no terreno a prestar os primeiros cuidados aos feridos e a direcionar o fluxo de peregrinos para “rotas opcionais”.

Não foram adiantadas razões para a debandada em Mina, onde foram realizadas obras nos últimos anos para facilitar o movimento dos peregrinos. Em Janeiro de 2006, morreram 364 peregrinos numa debandada na mesma zona.

No primeiro dia da festa de Adha, perto de dois milhões de peregrinos, segundo estatísticas divulgadas na quarta-feira, começaram quinta-feira o ritual de apedrejamento de Satanás, no vale de Mina, no oeste da Arábia Saudita.

O ritual consiste em atirar sete pedras no primeiro dia do Eid al-Adha contra uma grande coluna que representa o Diabo e outras 21 no dia seguinte ou nos dois dias seguintes contra as três colunas (grande, média e pequena).

A peregrinação está entre os cinco pilares do islamismo e todos os muçulmanos devem realizá-la pelo menos uma vez na vida. 

ANG/Jornal de Angola

Festa Nacional



“É urgente mobilizar energias para restabelecer confiança entre  órgãos da soberania” diz Cipriano Cassamá

Bissau, 25 Set. 15 (ANG) - O Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) disse ser prioritário e urgente a mobilização de energias para o restabelecimento da confiança entre os titulares dos órgãos da soberania.

Cipriano Cassamá, no seu discurso no hemiciclo guineense alusivo ao 42/o aniversário da independência nacional, afirmou que o tempo que durou a crise política e as dificuldades encontradas na sua resolução, demonstram como a degradação do nível de confiança entre estes órgãos da soberania prejudica o país.

De acordo  com o líder da ANP, a crise mostrou também a urgência de se fazer uma reforma adequada da Constituição.

“As zonas de sombra, as diferenças no entendimento e a interpretação dos preceitos constitucionais, relegam-nos para a necessidade de proceder a limpeza de zonas de confronto “ conta Cipriano Cassamá, salientando que antes mesmo da crise dos últimos dias a Assembleia já tinha iniciado o processo de revisão da lei magna do país.

O Presidente do parlamento guineense salientou que após 42 anos  de conquista da “nossa independência “, é fundamental criar alicerces sólidos para o futuro, nomeadamente na organização do Estado num quadro alargado de acordos políticos com o objectivo de criar estabilidade no país.

Cassama disse que nenhuma crise política pode fazer os guineenses perderem a esperança no seu futuro, salientando que, contudo, não há tempo para continuar de crise em crise.  

“Não temos esse direito, o nosso povo não merece que continuamos a pedir a sua paciência e para que continue a votar e reitero o meu compromisso de que nós os deputados estamos decididos a ser sempre parte da solução e não do problema “ disse.

A cerimónia do quadragésimo segundo ano da Independência da Guiné e cabo Verde contou com as presenças do Presidente da República, Primeiro-ministro, autoridades religiosas, tradicionais, militares entre outros.

ANG/MSC /SG