terça-feira, 6 de setembro de 2016

Economia/agroindústria



Grupo americano TEKONTROL promete investir na Guiné-Bissau

Bissau, 06 Set 16 (ANG) – O grupo empresarial americano, “TEKONTROL” promete investir a curto prazo, nomeadamente no sector agroindustrial da Guiné- Bissau.

A garantia foi dada segunda-feira pelo seu Presidente, Jimmy Rieks, em declarações à imprensa depois de um encontro com o Chefe de Estado, José Mário Vaz.

De acordo com este operador económico, o grupo recebeu garantias da parte das autoridades guineenses, em particular, do Presidente da República, de que o investimento externo é bem-vindo e que o mesmo pode contar com o “apoio do Estado”.

Segundo o Consultor Especial deste grupo de empresários, Fernando Jorge Ramos, entre cinco e seis fimas dos Estados Unidos de América preveem investir na Guiné-Bissau, em diferentes áreas.

É a terceira visita deste grupo de empresários dos Estados Unidos de América ao país, com o objectivo de identificar as áreas de investimento e sensibilizar os “homens” de negócios da América sobre as potencialidades da Guiné-Bissau.

Durante a sua permanência no país, o grupo de empresários americanos manterá encontros com os responsáveis de vários departamentos públicos e do sector privado guineense. ANG/QC/SG

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Política

PAIGC convicto no acordo com PRS e outras formações políticas
Bissau, 05 Set 16 (ANG) – O PAIGC manifesta-se optimista quanto a um acordo de incidência parlamentar visando a sustentaçao de um eventual executivo de unidade nacional, que governe o país até ao fim da presente legislatura.
Em comunicado à imprensa, à que ANG teve acesso, o libertadores afirmam que o eventual acordo com o PRS iria permitir, entre outros, que se proceda a revisão  da Constituição, da Lei Eleitoral e demais pacotes legislativos.
O PAIGC refere que o momento é crucial para o país devido a crescentes riscos de uma intervenção militar na cena política, caso não haja uma solução, e se a crise politica persistir, impedindo a realização das reformas nos sectores relevantes e ao normal funcionamento das instituições e a garantia dos salários aos servidores de Estado.
‘Por isso decidiu sentar-se a mesa de negociação com o PRS e durante a qual o PAIGC propôs a demissão de Baciro Djá que considera de ilegal e a formação de um Governo Inclusivo como forma da sair desta perigosa crise que afecta o funcionamento da Assembleia Nacional Popular ANP”, lê-se no comunicado.
Entretanto, o PAIGC mostrou-se  preocupado com o facto de o  último Relatório do Secretário-geral das Nações Unidas, apresentado  recentemente aos membros do Conselho de Segurança, optar pela  manutencao de  sanções contra as pessoas envolvidas no golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, “quando todos os guineenses sabem que este levantamento de sanções estava já sendo obtido pelo então Governo”.
Igualmente o PAIGC mostrou-se preocupado pela suspensão do apoio orçamental de instituições como o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento(BAD) e a União Europeia à Guiné-Bissau. ANG/LPG/ÂC/JAM

Justiça

Supremo Tribunal confirma prisão do deputado Gabriel Sow

Bissau,05 Set 16 (ANG) - O Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau indeferiu o pedido de 'habeas corpus' apresentado pelo advogado do deputado Gabriel Sow, detido no passado dia 28 de julho, confirmando desta forma a detenção.

O Supremo Tribunal guineense, através da Câmara Criminal, emitiu um acórdão a que a Lusa teve acesso, com o qual deu conta do indeferimento da providência de 'habeas corpus' com o qual o advogado de Gabriel Sow solicitava a sua libertação.

Sow foi detido, por ordens de um juiz, no dia 28 de julho, em plena via pública em Bissau, e imediatamente conduzido para o estabelecimento prisional de Bafatá, a 150 quilómetros da capital guineense, onde se encontra desde então.

O advogado do político alegou como fundamento para pedir a sua libertação o facto de este ter sido detido sem que lhe tenha sido levantada a imunidade parlamentar.

O partido a que pertence Gabriel Sow, o PAIGC, tem exigido a libertação do deputado cuja detenção considera de "abuso de poder" por parte do poder judicial.

O Supremo Tribunal invoca como argumento para negar o provimento de 'habeas corpus' o facto de Gabriel Sow ter sido condenado a uma pena de oito anos de prisão efetiva e que essa condenação tenha sido transitada em julgado.

O deputado fora condenado num processo de uma empresa comercial de que era socio gerente e que foi declarada falência.

O Supremo Tribunal nega ainda provimento o facto de Gabriel Sow ter recorrido a um tribunal africano do qual diz que aguarda pelo recurso aí interposto, invocando o facto de que aquela instância não ter competência para julgar "infrações penais cometidos por dirigentes de sociedades comerciais no exercício das suas funções de gestão".ANG/Lusa