segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Caju

      Fiscalizadores da campanha 2016 reivindicam pagamento de subsídio

Bissau, 24 Otb 16 (ANG) – Os agentes fiscalizadores da campanha de castanha de caju recrutados pela Secretaria de Estado do Tesouro reivindicaram hoje  à frente do Ministério das Finanças  o pagamento de um mês do subsídio em atraso. 

Em declarações exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), o porta- voz dos fiscalizadores, Valdano Pereira, disse que não foi nada fácil  os dois meses que permaneceram na campanha na região de Oio.

“Permanecemos, as vezes a trabalhar afincadamente, dia e noite a dormir com picadas de mosquito e hoje somos obrigados a mendigar para sermos retribuídos o montante restante de pagamento”, disse. 

Valdano Pereira salientou que durante a campanha   a Secretaria de Estado do Tesouro arrecadou grande soma em dinheiro devido ao desempenho e rigor demostrado pelos fiscalizadores no terreno.

“Já la vão cinco meses que estamos a andar atrás do nosso subsídio de 150 mil FCA por cada fiscalizador. Mas até hoje não recebemos nada e nem sequer existe vontade ou engajamento da Secretaria de Estado do Tesouro”, disse o porta-voz.

Valdano fez questão de referir que os seus colegas fiscalizadores recrutados pelo Ministério do Comércio já receberam os seus subsídios .
ANG/LLA/SG

Futebol

     Equipa técnica dos “Djurtus” com sete meses de salários em atraso

Bissau,24 Out 16(ANG) - A equipa técnica da selecção nacional de futebol já vai ao sete meses sem salário, revelou o adjunto do seleccionador nacional, Romão dos Santos em entrevista a Rádio Sol Mansi, no  espaço desportivo “Quatro Linhas”.
Dupla Baciro Candé e Romão dos Santos

Romão dos Santos revelou que desde que a nova equipa técnica assumiu a liderança dos “djrurtos” não receberam os seus vencimentos.

“Desde que assinamos o contrato e até hoje não recebemos nenhum tostão, já lá vão sete meses sem salário” revelou dos Santos.

Considerou de lamentável a situação , adiantando que é inadmissível viver nessa situação uma equipa técnica que conseguiu o apuramento inédito do país para o CAN-2017.

“Parece que não fizemos nada para o país, apesar de termos qualificado para o CAN”, lamentou o técnico, para de seguida sublinhar que não se pode pensar em ganhar o CAN nessas condições.

Segundo dos Santos, só se pode pensar em ter proezas no CAN quando as autoridades desportivas começassem a pautar pela organização básica do futebol nacional.

Sobre o sorteio do CAN-2017 realizado na semana passada, Romão dos Santos considera que a Guiné-Bissau não está preparada para enfrentar os seus adversários do grupo A, porque segundo ele, não fazeram nenhum jogo amigável se quer.

Segundo dos Santos, a Guiné-Bissau está num nível que devia orgulhar à todos os guineenses.

“Se o governo não tem dinheiro para pagar salários da equipa técnica, e as despesas para a realização dos jogos do calendário da FIFA, quem terá dinheiro para o fazer”, questiona.

O governo revelou recentemente que só recebeu o contrato formal do seleccionador principal, Baciro Candé, e não do resto dos elementos da equipa técnica.

Ainda no inicio da semana, o resto da equipa técnica entregou, na sede da Federação de Futebol, um pedido de audiência com o Comité Executivo para pedir esclarecimento sobre esse  assunto.
ANG/Rádio Sol Mansi

Crise política


Padre Domingos da Fonseca considera de triste declaraçâo do presidente da Sociedade Civil

Bissau, 24 Out 16 (ANG) - O Presidente da Comissão Organizadora da Conferência Nacional para Reconciliação Nacional considerou de triste a declaração do presidente do Movimento Nacional de Sociedade Civil guineense de que não foi determinado, em Conacri, o nome de o novo primeiro-ministro.

Padre Domingos da Fonseca
Em declarações  à Rádio Sol Mansi, o Padre Domingos da Fonseca, que igualmente foi o representante dos Bispos da Guiné-Bissau na mesa redonda de Conacri para a mediação da crise guineense explicou  que durante a reunião de Conacri as partes saíram com uma “indicação concreta” de quem seria o novo primeiro-ministro.

Padre Domingos da Fonseca remete a responsabilidade ao Presidente da República no que concerne o anúncio ao público  da figura escolhida na mesa redonda da Guiné-Conacri.

“Quando escutei as palavras do líder do Movimento da Sociedade Civil fiquei muito triste. Continuamos a criar confusões na cabeça do povo e isto não é bonito. Nós, os líderes religiosos e a sociedade civil, somos os últimos a serem recebidos pelos mediadores e o que nos disseram foi que já tiveram candidatos ao cargo do primeiro-ministro, mas não serão eles a anunciar os nomes”, Explicou.

Acrescentou que lhes disseram que foi mandado os três nomes onde um será escolhido e que saíram da Guiné-Conacri com a garantia de que já foi escolhido um nome para liderar o próximo governo.

Na quarta-feira (19), o presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil afirmou, durante uma conferência de imprensa, que “não foi determinado em Conacri quem seria o novo Primeiro-ministro entre as três figuras propostas”.

Jorge Gomes disse igualmente que ficou acordado que o mediador vai tentar convencer o presidente da república para nomear uma figura do PAIGC “para acalmar os ânimos”.

A expectativa continua em relação ao anúncio de um novo Primeiro- ministro. Esta quinta-feira, o presidente da república disse que  começaria hoje a auscultar as partes.
O chefe de estado dissera que a escolha de um novo primeiro-ministro vai depender de todas as partes implicadas.

ANG/Rádio Sol Mansi


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Polémica sobre figura de PM

       UM afirma que “se chegou ao consenso sobre um nome” em Conacri

Bissau, 21 Out 16 (ANG) O Partido “União para a Mudança” defende que “se chegou à um consenso sobre um nome”, entre os propostos pelo Presidente José Mário Vaz, para desempenhar o cargo do Primeiro-ministro do futuro governo inclusivo e de consenso.

Agnelo Augusto Regala
Durante uma conferência de imprensa convocada hoje para o efeito, o seu Presidente, Agnelo Regala, disse que o referido “consenso” não constou no Acordo, nem no Comunicado Final do encontro de Conacri, “por uma questão de soberania”.

“O referido nome deveria ser apresentado, em primeiro lugar, ao Presidente da República da Guiné-Bissau, que por sua vez, procederia a sua divulgação” declara o político.

Como fundamento, o Presidente da União para a Mudança afirma que o mediador da crise política no país indigitado pela CEDEAO, o Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, terá declarado na plenária em que foi assinado o “Acordo de Conacri”, que “tinha sido alcançado um consenso sobre o nome do novo Primeiro-ministro”.

Segundo Agnelo Regala, Alpha Condé “ deveria transmitir esse nome de consenso, em primeira mão, ao Presidente da República da Guiné-Bissau, a margem da Cimeira da União Africana”, que se realizou na semana passada em Togo, para que José Mário Vaz, por sua vez, pudesse o divulgar em seguida.

Perante aquilo que este líder político chama de “aprofundamento da crise política, cuja repercussão se faz sentir a nível social, com a degradação constante das condições de vida das populações”, a União para a Mudança  convida aos actores políticos e sociais a assumirem as suas rresponsabilidades na procura de uma solução em prol do país.

Por fim, o Presidente da União para a Mudança (UM), Agnelo Regala agradeceu à Comunidade Internacional e ao mediador da CEDEAO, o Presidente Alpha Condé, pelo “papel desempenhado em prol da paz e da estabilidade na Guiné-Bissau”.

Uma delegação da União Para a Mudança chefiada pelo seu líder Agnelo Regala tomou parte na reunião de Conacry, promovida por Alpha Condé.  
ANG/QC/

Residentes gambianos



       Secretário-geral da Comunidade pede obdiência às leis da Guiné-Bissau

 Bissau, 21 Out 16(ANG) – O Secretário-geral da Comunidade Gambiana na Guiné-Bissau exortou aos seus conterâneos a respeitarem as leis do país como forma de salvaguardarem a integração na sociedade guineense.

Ansumane Mané, em entrevista exclusiva à ANG disse que actualmente existem no país cerca de quatro mil cidadãos gambianos cujA maioria trabalha na área dE comércio.

Afirmou que uma das maiores dificuldades com que se deparam  tem a ver com as exigências de pagamento de diversos impostos por parte das autoridades nas linhas fronteiriças quando entram com as suas mercadorias.

Perguntado sobre se os cidadãos gambianos no país estão todos documentados e legalizados, Ansumane Mané disse que neste sentido não houve queixa, acrescentando que todos estão bem seguros com respectivos cartão de estrangeiro.

Questionado sobre como é que tem reagido cada vez que  seus conterâneos praticam actos ilícitos no país, Ansumane Mané respondeu que comunicam de imediato a sua representação diplomática e que esta deligencia junto das autoridades competentes a fim de solucionar o problema.
ANG/ÂC/SG