quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Pescas


              Mercado interno abastecido  com  104 toneladas de peixes

Bissau,26 Out 16(ANG) - O director da Indústria e Mercado do Ministério das Pescas anunciou terca-feira o abastecimento do mercado interno com 104 toneladas de peixes, que deverão ser adquiridos à preços considerados acessíveis.
 
Em declarações à Rádio Sol Mansi, Mulai Baldé disse que o peixe de primeira  qualidade será vendido à 800 francos CFA o quilo e o de segunda , 750 francos fca e o de terceira- 600 francos cfa.

Aquele responsável disse que a aplicacao do novo precario vai ser fiscalizado no mercado para se evitar a especualção de preços, que tem sido prática corrente no mercado.

Nesse quadro, segundo Mulai Baldé o Ministério das Pescas ofereceu 30 balanças á Associação das Mulheres da Actividade Económica (AMAE), gesto considerado pela Vice-Presidente desta organização, Antónia Adama Djaló de bastante louvável.

Adama Djalo  garantiu que vão fazer cumprir nos mercados os preços agora anunciados pelo governo., e apelou a seus associados a denunciarem  eventuais  especulaçoes de preço em qualquer lugar onde estiverem, porque segundo ela,  só assim será possivel combater a crise de peixe que se verifica actualmente nos mercados.
ANG/Rádio Sol Mansi

Solidariedade


Embaixador do Reino da Bélgica apela entendimento entre actores políticos guineenses

Bissau,26 Out 16 (ANG) - O novo embaixador extraordinário e plenipotenciário do Reino da Bélgica apelou terça-feira o entendimento entre os actores políticos nacionais para que o país possa avançar.


Philippe Colyn que falava à imprensa depois da entrega das cartas credenciais ao Presidente da República, disse acreditar que as partes envolvidas na crise e todos os partidos políticos em conjunto e José Mário Vaz vão ser capazes de encontrar uma solução para a saída da situação em que o país se encontra.

“Com o fim da crise politica a Bélgica pretende reforçar a cooperação com a Guiné-Bissau no domínio de reforço de capacidades dos quadros nacionais “referiu o diplomata.

O Presidente da República José Mário Vaz recebeu igualmente as cartas credenciais de dois novos embaixadores: da Suíça e  Arábia Saudita.

Após a entrega do documento que os acreditam no país a embaixadora da Suíça, Dogmart Tartagli disse que o seu país está disposto a apoiar o país, sobretudo no que se refere a preservação do meio ambiente.

O embaixador da Arábia Saudita, Abdallah Ahmad Abdam afirmou que o seu país está disponível para apoiar o povo guineense em tudo o que é possível.

Os três novos embaixadores têm residência em Dakar (Senegal).
ANG/LPG/SG
   

Política



        “Não é por agora a aplicação do acordo de Conacry”, diz Silvestre Alves

Bissau, 26 Out 16 (ANG) – O Presidente do Partido Movimento Democrático Guineense (MDG) disse terça-feira que o Acordo de Conacri está em causa porque até ao momento o grupo dos 15  não voltou ao PAIGC como foi acordado.
Silvestre Alves

Silvestre Alves que falava à imprensa a saída da auscultação presidencial com os partidos políticos sem assento parlamentar, disse que a situação está muito complicada e confusa, acrescentando que no seu entender a chave da solução do problema da Guiné-Bissau passa pelo grupo dos 15, porque são eles que estão a inviabilizar o país. 

“Não é por agora a implementação do Acordo de Conacri. Aconselho ao Partido da Renovação Social (PRS) e o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) no sentido de procurarem o acordo em volta de duas figuras, porque a terceira não deu prova nenhuma que se justifique coloca-lo em pé de igualdade com os outros, Não tem perfil para ser chefe do governo”, avisou.

Alves não identificou o nome dessa terceira pessoa, mas analistas acreditam que esteja a referir-se ao Umaro Sissoco, tido como a figura próxima ao Presidente da República.

Os dois outros nomes são de Augusto Olivais, dirigente do PAIGC e de Aladje João Fadia, actual director nacional do BCEAO.

Afirmou que o Presidente da República José Mário Vaz está impotente perante o  problema, porque não pode obrigar nenhum militante do PAIGC à voltar ao partido clarificando que a militância é um direito pessoal e livre.
ANG/JD/SG 

Ensino público



                    Sindicatos entregam novo Pré-Aviso de Greve de 30 dias

Bissau, 26 Out 16 (ANG) - Os dois sindicatos do sector do ensino público guineense nomeadamente o SINDEPROF e SINAPROF entregaram terça-feira um novo Pré-Aviso de greve com a duração de 30 dias a começar no próximo dia 31 de Outubro corrente. 

Segundo o Pré-Aviso de greve à que ANG teve acesso, o Sindicato Nacional dos Professores (Sinaprof) e o Sindicato Democrático dos Professores (Sindeprof) exigem o cumprimento integral do Estatuto de Carreira Docente (ECD),a atribuição e harmonização de letra” F” à todos os professores oriundos de diferentes centros de formação nomeadamente, 17 de Fevereiro, Tchico Té, ENAC e Máximo Gorgui.

Ainda no Pré-Aviso consta as exigências do pagamento dos atrasados aos novos ingressos e contratados do ano findo, dos retractivos aos professores que saíram em diferentes anos nas escolas de formação, e a conclusão do processo da efetivação.

A calendarização do pagamento das dívidas salariais de 2003 /2004, 2005/2006 e 2012 /2013 às diferentes categorias de professores e por último a melhoria das condições de trabalho, são outras reivindicações constantes no Caderno Reivindicativo. 

A primeira greve do presente ano lectivo terminou na semana passada e durou 15 dias.
ANG/JD/SG

Auscultação presidencial


“A crise que se vive na Guiné-Bissau é uma vergonha tremenda “, diz Presidente da Plataforma da Sociedade Civil

Bissau, 25 Out 16 (ANG) - O Coordenador da Plataforma Nacional das Organizações da Sociedade Civil e dos Direitos Humanos, considerou a crise que se vive no país “uma vergonha nacional”, que não dignifica o país.
 
Vençã Mendes que falava segunda-feira à saída da auscultação promovida pelo Presidente da República com vista a nomeação de um novo Primeiro-ministro de consenso, criticou a forma de resolver a crise através de protagonistas estrangeiros.

Mendes adiantou que o recurso a intervenção externa para se encontrar uma solução da crise significa que os guineenses não têm quadros e pessoas capazes de a solucionar.

Aquele dirigente da Sociedade Civil aconselhou as partes desavindas a mostrarem a vontade de cumprir o acordo de Conacri. 

Mendes exortou à todos para cumprirem o acordo, para tirar o país da situação de desgovernação, sem programa e nem Orçamento Geral do Estado.

O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva afirmou ter garantias do chefe de estado José Mário Vaz de que será possível se encontrar uma solução para a crise. Augusto Mário apelou a classe política no sentido de se entenderem e colocar o interesse da nação acima de interesses pessoais.

O Presidente da República recebeu também as entidades religiosas que à saída preferiram não prestar declarações à imprensa.
ANG/JD/SG

Futebol



 O internacional guineense  Sami declara disponibilidade para regressar à selecâo

Bissau,25 Out 16(ANG) - O internacional guineense Leocisio Sami, disse estar disponível para representar a selecção se for convocado pela equipa técnica.

Em declarações à Rádio Jovem, Sami disse que desde que pediu desculpa publicamente, há vários meses,por no passado ter recusado jogar contra a selecao de Quenia, não teve nenhuma resposta por parte dos responsáveis da selecção e espera discutir o assunto no fórum próprio. 

O jogador que já representou o Futebol Clube do Porto e o Marítimo, entre outros, refuta as afirmacoes segundo as quais não aceitou  o convite de voltar a jogar pela selecção principal. 

"Nunca mais ninguém me disse nada sobre a minha situação", disse o atual jogador do Akhisarspor, clube da primeira liga turca.

"Pedi desculpa por ter cometido o erro de não entrar no jogo contra o Quénia em Bissau devido a situação alheias à minha vontade. Cedi às provocações e acabei por ser vítima. Agora continuo disponível para ajudar a minha terra", afirmou.

Sami foi uma das peças importantes nos jogos de qualificação da selecção nacional de futebol para a fase final do CAN. 

Segundo a Radio Jovem que cita fontes não identificadas, o jogador está de costas voltadas com a atual equipa técnica por alegadamente ter sido considerado  “amigo proximo”  do antigo seleccionador nacional, Paulo Torres.

Naquela que será a estreia dos «Djurtus» na fase final do CAN 2017, a equipa comandada por Baciro Cande e Romao dos Santos, vai medir forças, no grupo A, com Gabão (treinado pelo português Jorge Costa), Camarões e Burkina-Faso.

A estreia está marcada para 14 de Janeiro, diante dos anfitriões, em Libreville.  
ANG/R. Jovem

Economia


Guiné-Bissau emite títulos de tesouro no valor de 13 mil milhões de francos CFA

Bissau,25 Out 16(ANG) - A Guiné-Bissau vai emitir 13 mil milhões de francos CFA (19,8 milhões de euros) em títulos do tesouro, na terça-feira, dia 25, anunciou a agência de emissão e gestão da União Monetária de África Ocidental (UMOA, sigla francesa).
Vista exterior do Ministério das Finanças

A UMOA dirige a operação de financiamento do Estado guineense que dá aos investidores diferentes taxas de juro a dois anos, prazo para o qual a última emissão (em abril de 2015) garantiu um rendimento médio de 6,17 por cento.

Esta é a terceira  e última vez que a Guiné-Bissau recorre aos mercados financeiros em 2016, depois de já ter emitido 24 mil milhões de francos CFA (36,5 milhões de euros) em dívida pública, segundo dados da agência da UMOA.

Fazem parte da união monetária o Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Togo e Guiné-Bissau. 
ANG/Lusa

Media/CPLP



 Plataforma das Entidades Reguladoras  debate exercício responsável do jornalismo de internet

Bissau,25 Out 16(ANG) - O exercício responsável do jornalismo na Internet é o tema que está em debate durante esta semana, em Bissau, no quinto encontro da Plataforma das Entidades Reguladoras da Comunicação Social de países e territórios de língua portuguesa.
 
O objetivo passa por "trocar experiências, mas também suscitar debates à volta do jornalismo na Internet", disse à Lusa Ladislau Embassa, presidente do Conselho Nacional de Comunicação Social da Guiné-Bissau.

As recomendações e conclusões do encontro serão remetidas para o Parlamento e Governo, para criação de legislação e políticas, acrescentou.

A organização conta juntar mais de 100 pessoas, na maioria jornalistas da Guiné-Bissau, para "beberem das experiências" de profissionais portugueses e um senegalês, referiu.

Entre outros, participam no encontro José Rodrigues dos Santos, jornalista da RTP, que vai abordar o tema da independência editorial, e Nuno Severiano Teixeira, diretor do Instituto Português de Relações Internacionais, para falar sobre geoestratégia de comunicação.

Carlos Magno, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social em Portugal, lidera o secretariado permanente da Plataforma das Entidades Reguladoras lusófonas e será outro dos oradores.

Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe também estão representados por elementos das respetivas entidades reguladoras.
ANG/Lusa

Bubo Na Tchuto



      Primeiro-ministro disse estar feliz pelo regresso do ex-chefe da armada

 Bissau,25 Out 16(ANG) - O primeiro-ministro Baciro Djá afirmou segunda-Feira estar feliz pelo regresso de Bubo Na Tchuto, um cidadão com estatuto de combatente da liberdade da pátria.
Momento da chegada de Bubo em Bissau

Em declarações à Rádio Jovem, Djá entende que o Estado deve zelar pelo bem estar dos seus cidadãos.

Familiares e amigos receberam em euforia na madrugada de sábado o antigo líder militar Bubo Na Tchuto, libertado pelos Estados Unidos da América após cumprir três anos e meio de prisão por tráfico de droga.

O contra-almirante, ex-Chefe do Estado-Maior da Armada guineense, 67 anos, chegou a Bissau  num voo comercial oriundo de Marrocos e antes que alguém o visse, preferiu receber o filho sem sair do carro que o pegou à porta do avião.

Só depois do encontro de família a que se juntou a mulher é que Bubo enrolou uma bandeira da Guiné-Bissau ao pescoço e saiu da viatura, gerando-se uma comoção que arrastou centenas de pessoas durante duas horas, até o antigo líder militar conseguir chegar a um hotel na baixa da cidade.
ANG/Rádio Jovem

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

EUA



            Procuradora-Geral rejeita insinuações de fraude eleitoral

Bissau, 24 Out 16 (ANG) - A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, rejeitou as insinuações do candidato republicano Donald Trump sobre a manipulação eleitoral a favor da democrata Hillary Clinton.
 
Em declarações feitas na quinta-feira, em Roma, pouco antes dos últimos comentários de Trump sobre o assunto, Lynch disse não existir razões para crer que haveria um perigo real de boletins falsos, eleitores impedidos de exercer o direito de votar, ou contas falsificadas.

Em diferentes ocasiões, Donald Trump afirmou que a classe dirigente dos Estados Unidos está tão desesperada para que Hillary ganhe as eleições que o resultado pode ser distorcido a seu favor.

Nas últimas declarações, em Delaware (Nordeste), o candidato republicano à Casa Branca disse que aceitaria “um resultado claro das eleições presidencias” do mês que vem, mas reservou-se ao direito a apelar legalmente do resultado, se achar que é “questionável”.

Sobre comentários parecidos feitos por Trump na quarta-feira antes do debate com Hillary, a Procuradora-Geral afirmou que o Departamento de Justiça consideraria qualquer recurso que se apresentasse no órgão.

Ela acrescentou, porém, que “neste momento, não acho que seja útil especular sobre se investigaríamos ou não algo, enquanto não virmos qualquer ameaça actual”.

Lynch realçou que o Departamento de Justiça trabalha de forma estreita com os Estados do país para verificar que os sistemas sejam seguros frente ao risco de “hackers, ataques (cibernéticos) e coisas parecidas”.

“Acreditamos que seja muito difícil para qualquer pessoa de fora influir no resultado. Temos uma grande confiança no nosso sistema eleitoral”, sentenciou.

Lynch disse também que o seu Departamento foi informado pelos especialistas em Inteligência sobre as supostas tentativas da Rússia de influenciar as eleições, através do envolvimento em fuga de informações consideradas prejudiciais para Hillary. 

O Presidente norte-americano, Barack Obama, foi uma das principais vozes a criticar a postura de Donald Trump ao acusar o candidato republicano à Casa Branca de “minar a democracia dos Estados Unidos” e de causar consternação devido à ameaça de não reconhecer o resultado das eleições presidenciais do dia 8 de Novembro.

“Quando se tenta semear a semente da dúvida nas mentes das pessoas sobre a legitimidade da nossa eleição, isso mina a nossa democracia”, disse Barack Obama durante um comício em Miami.

O Presidente pediu uma “grande vitória” para a democrata Hillary Clinton para “não deixar dúvidas” sobre o resultado.

Obama condenou as “alegações sem precedentes” de Trump de que a eleição corre o risco de fraude” e alertou de que as declarações do republicano não eram piada, mas um passo “perigoso”.

“Acreditamos na democracia e aceitamos a decisão do povo”, disse o Presidente.
“Não há forma de manipular uma eleição num país tão grande”, insistiu. “É mais fácil ser atingido por um raio que estar perto de alguém que comete fraude eleitoral”.

Um público de 2.800 pessoas ovacionou Obama numa quadra de basquete da Florida Memorial University, no noroeste de Miami.

Quando deixou Las Vegas, após o debate de campanha, na madrugada de quinta-feira, Hillary Clinton, comentou rapidamente à imprensa que foi “horroroso” perceber que Trump evitava comprometer-se a aceitar os resultados eleitorais. 

“O nosso país existe há 240 anos (...) e nunca questionamos eleições. Um dos princípios sempre foi que aceitamos o resultado das eleições”, expressou.

“É claro que Trump diz estas coisas porque não pode acreditar que não vai ganhar. Isto é o pior nele”, disse à AFP uma simpatizante de Hillary, Debra Dawkins.

“A ideia de que Trump chegue à Casa Branca é algo que dá medo não só no nosso país, mas por todo o mundo”, acrescentou a mulher, de 66 anos. 

Também o candidato a vice-presidente de Clinton, senador Tim Kaine, disse ao canal ABC que os comentários de Trump foram “chocantes, absolutamente chocantes”.  
ANG/JA

Comunicação Social

“A profissão de Jornalista deve ser exercida por técnicos capacitados e conscientes do poder da Comunicação “ diz o Presidente da Republica

Bissau 24 Out 16) ANG) – O Presidente da Republica afirmou hoje que a profissão de jornalista constitui uma actividade de elevada responsabilidade e obrigações sociais, por isso, deve ser exercida por técnicos capacitados e conscientes do poder da Comunicação Social.


José Mário Vaz falava na cerimónia de abertura do Vº Encontro da Plataforma das Entidades Reguladoras da Comunicação Social dos Países e Territórios de Língua Portuguesa sob lema: A Regulação Editorial On line.

Disse que a sua presença na reunião expressa o seu reconhecimento do papel particular reservado a Comunicação Social na informação e formação de uma sociedade mais democrática nos respetivos países.

“ Nos próximos dias, acredito que vão ser chamados ao debate temas como auto – regulação da profissão, o respeito escrupuloso dos códigos de ética, a independência dos órgãos, a importância do editorial online, o impacto do alcance das notícias online, os acontecimentos que podem gerar “disse.

De acordo com Mário Vaz, a auto -regulação da profissão é o caminho correto para conciliar a liberdade  e a responsabilidade, salientando que o sector no país tem neste encontro uma enorme responsabilidade para troca de experiencia, colher ensinamentos e estreitar laços de cooperação com as suas congéneres de países da Comunidade da Língua Portuguesa.

O Chefe de Estado frisou ainda que a liberdade de expressão e de imprensa, a semelhança das outras liberdades, são conquistas democráticas do nosso povo que devem ser preservadas e protegidas, pelo que a classe política, sociedade civil, mas sobretudo os órgãos da comunicação social devem fazer o seu trabalho de forma livre, sem serem incomodados.

O Presidente da Republica pediu o apoio de todos os participantes na reposição da verdade dos factos, invertendo a imagem negativa do país no exterior, com base no que vão ver e constatar ao longo da estadia na pátria de Amílcar Cabral.

Por seu turno, o ministro da Comunicação Social, Victor Pereira  frisou que num regime democrático influenciar a opinião publica é influenciar indiretamente o poder, o que evidencia a necessidade de apropriação de padrões morais de conduta e de referência por parte da comunicação social.

Acrescenta que  são esses comportamentos normalizados que as  instancias de regulação compete fiscalizar.

Victor Pereira referiu  que enquanto quarto poder, a média têm uma função de exprimir a voz dos cidadãos, tendo questionado em que medida a comunicação social é tão necessária à democracia, ou então qual o impacto que ela tem sobre a opinião pública.

“Os jornalistas têm pois, um poder extraordinário, constatamos, no entanto, que eles nem sempre são independentes e podem ser influenciados pelo poder financeiro ou então sofreram a pressão dos órgãos para os quais trabalham ou ainda dos partidos políticos “disse.

O Presidente do Conselho Nacional da Comunicação disse que a presença dos órgãos da soberania no evento mostra o interesse e a preocupação que têm quanto aos desafios que o sector da comunicação social enfrenta nesta fase em que se assistem  profundas transformações nesta área essencial da convivência colectiva.

Ladislau Embassa lembrou que o legislador guineense, quer no plano constitucional quer no plano da legislação estabeleceu um quadro jurídico propício ao livre exercício da liberdade de imprensa e de expressão e que se ajusta as exigências do Estado de direito.

“O défice de recursos humanos qualificados e a carência de ordem técnica e financeira constituem grandes obstáculos ao bom desempenho da Comunicação Social guineense”, afirmou.

Embassa  salientou que a criação de uma instituição de formação de qualidade para os jornalistas, bem como a adoção de um fundo para o sector como acontece em alguns países da nossa comunidade, poderiam constituir medidas interessantes se se quer  assegurar a qualidade de informação e a sustentabilidade dos órgãos da Comunicação nacionais.

O encontro  hoje iniciado deve decorrer  até a próxima quinta-feira e conta com  as presenças das autoridades de regulação da Comunicação Social dos países da CPLP.
ANG/MSC/SG

Mercado comum



                Tarifa Exterior Comum da CEDEAO lançada em Bissau

Bissau,24 Out 16(ANG) – O ministro da Economia e Finanças afirmou hoje que é preciso agir rápido com todas as sinergias e a coerência requerida  para ter Alfândegas moderna virada não somente para a recolha de receitas mas  tembém para a preservaçao da saúde das populações, segurança interna e o meio ambiente contra o comércio ilícito.

Henrique Horta dos Santos que falava hoje na cerimónia do lançamento oficial da Tarifa Exterior Comum(TEC) da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO),disse que a matéria constitui um dos objectivos do Tratado da CEDEAO, e que é a construção do mercado comum sub-regional que se deve consolidar primeiro antes de passar pela União Aduaneira Comunitária.

“O acordo da União Aduaneira significa a livre circulação de bens originários dos Estados membros, a utilização de uma Tarifa Exterior Comum bem como o estabelecimento de regulamentos de acompanhamento para a regulação dos procedimentos e a protecção de interesses de operadores económicos dentro da sub-região”, explicou o governante.

Horta dos Santos disse que o trabalho da construção do mercado sub-regional comum é árduo e implica o engajamento de todos, tanto da Comissão da CEDEAO como dos Estados membros.

“Julgo que o Estado guineense merece ser felicitado por ter conseguido aplicar a segunda etapa da União Aduaneira chegando agora a uma Tarifa Exterior Comum da CEDEAO”, frisou.

Para o ministro do Comécio e Indústria a harmonização das políticas sociais comerciais e do desenvolvimento sustentável é obrigatória para os países membros da CEDEAO.

António Serifo Embaló reafirmou a  vontade política  do governo de aplicação da Tarifa Exterior Comum”, e  prometeu a harmonização de todos os regulamentos que considera  muito importante para o desenvolvimento sustentando nos países da CEDEAO no quadro da integração.

O Director-geral das Alfândegas frisou que com o lançamento da Tarifa Exterior Comum da CEDEAO, a Guiné-Bissau deu um passo em frente na realização do mercado comum regional que é um dos objectivos dos países fundadores da organização em 28 de Maio de 1975.

Francisco Rosa Cá informou que a unificação e a harmonização dos direitos aduaneiros e das taxas de efeito equivalente nas fronteiras dos Estados membros da CEDEAO, disponibilizam uma plataforma adequada para a construção de uma política comercial comum da comunidade.

“A Tarifa Exterior Comum constitui o instrumento de referência do qual a região se servirá para negociar e concluir o acordo de Parceria Económica com a União Europeia”, explicou.

Rosa Cá sublinhou que dos 15 Estados membros da CEDEAO, a Guiné-Bissau acaba de sair da lista dos seis países que ainda não adoptaram a Tarife Exterior Comum, nomeadamente a Guiné-Conacri, Gâmbia, Libéria, Serra Leoa e Cabo-Verde.

“Para viabilizar a aplicação dessa medida economica comunitária importante, queremos reconhecer a participação do Governo que autorizou e apoiou as acções de informação e sensibilização nesta matéria”, sublinhou Francisco Rosa Cá.

Disse que, contudo, o caminho continua a ser longo no país e nos outros Estados membros para a tradução da Tarifa Exterior Comum no direito positivo nacional do Estado e a promocão da visibilidade da união aduaneira iniciada em Janeiro de 2015.  
ANG/ÂC/SG