terça-feira, 27 de novembro de 2018

Socieade Civil


Plataforma  Web para consultas sobre eleições é lançado quarta-feira em Bissau

Bissau, 27 nov 18 (ANG) – As Organizações Não Governamentais, InnovaLab, que actua no campo de empreendedorismo e das tecnologias, e o Observatório da Democracia e Governança(ODG) da Guiné-Bissau lançam quarta-feira em Bissau um projecto denominado Nha Voto(o meu voto) destinado a assegurar aos cidadãos o acesso digital aos instrumentos legais concernantes ao processo eleitoral e de governação vigente no país.

Segundo uma Nota à imprensa enviada à ANG, o Nha voto consistirá na disponibilização de uma plataforma web – www.nhavoto.org,  aos cidadãos, que servirá não só como meio de informação e de consultas mas também como um fórum de troca de ideias entre cidadãos e  o registo de contribuições ou opiniões sobre a vida pública e o processode de desenvolvimento da Guiné-Bissau. 

Os promotores do Nha voto declararam que  o objectivo da iniciativa é de promover a transparência eleitoral e uma governação coerente, a sensibilização de todos os cidadãos guineenses no sentido de participarem activa e positivamente no processo democrático e de governação do país, através de um voto responsável, e acompanhamento das actividades governativas.

“O Nha voto – para uma cidadania mais activa dos guineenses – resulta de uma profunda reflexão de um grupo de jovens apartidários que querem ver a Guiné-Bissau democraticamente sã e evoluida”, lê-se na nota. 
ANG//SG
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Contas públicas



Bissau,27 nov 18 (ANG) - O presidente do Tribunal de Contas disse esta segunda-feira que o combate à corrupção não “é exclusivamente o dever dos órgãos legalmente assinalados para o efeito mas também o dever da sociedade civil”.

Dionísio Cabi falava no cerimónia comemorativa do vigésimo sexto aniversário do Tribunal de Contas que se realiza hoje (27 de Novembro).

“O combate à corrupção não é exclusivamente o dever dos órgãos legalmente assinalados para o efeito. É  também  o dever da sociedade civil contribuir na acção fiscalizadora em observância ao princípio da democracia financeira”, referiu o presidente do Tribunal de Contas.

Por outro lado, solicitou a denúncia de pequenas corrupções do dia-a-dia , e a mudança da cultura de conformismo que caracteriza a grande maioria dos guineenses..

“Embora a grande parte dos guineenses critica as práticas corruptas na administração pública e seus serviços, mas na realidade não colabora, com frequência, na sua denúncia e consequente combate as pequenas corrupções do dia-a-dia, e  a postura de conformismo” sublinhou Dionísio Cabi.

Em relação ao vigésimo sexto aniversário que se realiza hoje, Dionísio Cabi sublinha que o acto vai ser momentos de reflexão sobre o combate a corrupção, fomento a política de boa governação e edificação do estado social e  democrático no país.

Segundo Dionísio Cabi, o Tribunal de Contas fez 32 inquéritos nas escolas públicas com maior incidência ao nível dos liceus e escolas superiores, na federação de futebol, serviço de assistência Aeroportuária, INACEP, fundo turismo e Hospital Militar.

No decurso da cerimonia comemorativa do dia do Tribunal de Contas foram distinguidas as personalidades e instituições como Estado Maior-general das Forças Armadas, a Rádio Capital-FM, os ex-ministros de Finanças e de Função Pública, liceu Agostinho Neto, Empresa Latex FOAM Bissau como também a Papelaria Dalas, por terem colaborado durante a realização das auditorias.

A ANG soube de fontes ligadas ao Tribunal de Contas que algumas auditorias às contas públicas resultaram em processos que serão submetidos ao julgamento em tribunal. ANG/Rádio Sol Mansi

Imigração


Angola
 
Bissau,27 Nov 18 (ANG) - O Governo da Guiné-Bissau iniciou uma operação especial para emitir passaportes aos cerca de 2.800 cidadãos guineenses residentes em Angola, disse o encarregado de negócios da embaixada guineense em Luanda, José Manuel Vieira.

Contactado pela Lusa a partir de Bissau, José Manuel Vieira disse que a operação é a resposta das autoridades guineenses aos apelos de vários cidadãos residentes em Angola que não tinham a sua documentação.

O encarregado de negócios da Guiné-Bissau acreditado em Angola disse à Lusa serem falsas as notícias postas a circular nas redes sociais e nos órgãos de comunicação social em Bissau segundo as quais alguns guineenses teriam sido agredidos ou mortos pela polícia angolana no âmbito da Operação Resgate.

"Nunca recebemos, aqui no Consulado Geral, informações de que algum guineense tenha sido maltratado no âmbito dessa operação de Resgate. Nenhum guineense foi agredido ou morto nessa operação", assinalou José Manuel Vieira.

O responsável consular desafia mesmo quem possa ter informações no sentido contrário a confrontar os serviços consulares.

José Manuel Vieira indicou que dos cerca de 2.800 guineenses registados no Consulado Geral "quase 99% estava sem documentos" do país, o que considerou ser grave.

"Há pessoas aqui em Angola há mais de 15 anos sem documentos, nem cartão consular tinham", observou, sublinhando que com a Operação Resgate muitos estão a procurar o consulado.

José Manuel Vieira admitiu a possibilidade de alguns cidadãos estrangeiros em Angola estarem a assumir-se como guineenses "quando abordados pelas autoridades angolanas".

Uma equipa composta pelo diretor-geral dos serviços de Migração e Fronteiras, Mutaro Embaló, pelo diretor dos assuntos jurídicos e consulares do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cândido Barbosa, e por um técnico consular, encontra-se há uma semana em Luanda para tratar dos passaportes aos guineenses.

O Encarregado de Negócios da Guiné-Bissau em Angola explicou à Lusa que antes da emissão do passaporte, o candidato é submetido a um "rigoroso teste para que prove se é na verdade guineense". Neste processo muitos acabam por confessar que na verdade não são guineenses ainda que estejam munidos de algum documento do país", frisou José Manuel Vieira.

"Muitos nem sabem onde fica Bissau", disse Manuel Vieira, admitindo serem estes os que estariam a ser tomados por cidadãos guineenses.

Em relação aos relatos de fecho de postos comerciais aos alegados cidadãos guineenses no âmbito da Operação Resgate, o encarregado de negócios da Guiné-Bissau em Angola sublinhou que as autoridades angolanas apenas fazem cumprir as leis do país, perante situações anómalas.

"São pessoas indocumentadas que alugam alvarás aos angolanos. Neste caso não podem fazer atividade comercial sem estarem legais", disse José Manuel Vieira, realçando que os angolanos "estão a controlar o país deles".

"Angola é um país onde a lei funciona", referiu José Manuel Vieira. ANGLusa

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Dados Estatísticos nacionais


Governo e os parceiros lançam sexto inquérito aos Indicadores Múltiplos- MICS6

Bissau,26 Nov 18 (ANG) – O governo, através do Ministério da Economia e Finanças e Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) lançaram esta sexta-feira em Bissau, o sexto Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS-6), cujo tema é “Monitorando a situação de mulheres e crianças”.

A cerimónia do lançamento do MICS-6, foi presidida pelo Secretário do Estado do Plano e Integração Regional que na ocasião, disse que o facto de o país estar inscrito no programa de cooperação, testemunha a firme determinação de ambas as partes sobretudo do governo, de trabalhar cada vez mais, com vista a melhorar a situação de sobrevivência das crianças e mulheres.

“A partir de 1996 esse programa passou a inscrever-se periodicamente no programa de cooperação entre o governo e UNICEF, como importante fonte de dados estatísticos oficiais que serviram não só para análise e tomada de decisão política sobre a situação das mulheres e crianças, como também para a planificação, desenvolvimento nacional, seguimento, avaliação dos problemas e planos de desenvolvimento e os seus impactos”, informou Humuliano  Alves Cardoso.

O governante agradeceu a equipa do MICS-6 e parceiros do desenvolvimento pelos apoios dados, afirmando que sem os quais seria impossível a realização desse inquérito, acrescentando  que o governo espera, com muito interesse e entusiasmo, o resultado do inquérito.

A Representante do Fundo das Unidas para Infância (UNICEF), Ainhoa Jaureguibeitia, afirmou que trabalhar nesse sentido significa usar a riqueza de dados gerados através do MICS para identificar os grupos e subgrupos mais vulneráveis da população e, para assim focalizar intervenções que promovam a equidade, com base em evidências sólidas, e acompanhar o progresso feito na redução e eliminação das disparidades.

Disse que o momento atual, caracterizado por um contexto de grandes desafios, apresenta um conjunto de dificuldades acentuadas pela crise financeira, de doadores, falta de parceiros, mas também por isso representam uma janela de oportunidade para fazer um balanço do passado e projetar o futuro, recuperando os sonhos que motivaram a independência da Guiné-Bissau.

Ainhoa realçou que o MICS é um bem público global que, para além dos governos, serve as necessidades, em dados estatísticos fiáveis e atualizados da grande maioria de parceiros de desenvolvimento, incluindo agências das Nações Unidas e outros doadores.

Realçou que desde os meados dos anos noventa, o MICS permitiu à muitos países produzir dados fiáveis e estatisticamente comparáveis a nível internacional, a partir de uma gama de indicadores nas áreas de saúde, educação, proteção da criança, água, higiene, nutrição, acesso aos média, VIH/SIDA, entre outros.

Disse ainda que o MICS têm sido amplamente utilizado como indicadores de base para a tomada de decisão sobre políticas públicas e intervenções programáticas, com finalidade de influenciar a opinião pública sobre a situação das crianças e mulheres em muitos países em todo o mundo, bem como para monitorar o progresso dos países em relação, tanto a metas nacionais, como aos compromissos globais.

Durante os inquéritos serão inqueridos 7.500 agregados familiares, 375 distritos, 10.800 mulheres,7.200 crianças de 5 à17 anos e 2.200 homens de 15 à 49 anos. A campanha terá a duração de 4 meses e conta com o apoio do UNICEF, EU, UNFPA, PAM, PNUD, entre outros. ANG/DMG/ÂC//SG

São Tomé e Príncipe

Delfim Neves é o novo Presidente da Assembleia Nacional

Bissau, 26 nov 18 (ANG) - Delfim Neves, foi eleito  quinta-feira, novo Presidente da Assembleia Nacional santomense, na sequência da tomada de posse dos deputados, para um mandato de 4 anos.

Obteve 28 votos a favor contra os 25 do seu adversário, Carlos Correia Cassandra, candidato do partido Ação Democrática Independente (ADI), na sequência da vitória da ADI, com maioria simples, nas eleições legislativas de 7 de Outubro.

 Delfim Neves foi candidato do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) e da coligação Partido da Convergência Democrática (PCD), Movimento Democrático Força de Mudança (MDFM) e União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD).

Neves,  do  seu  discurso  salientou  a  necessidade dos deputados  trabalharem  em prol  da  nação  e  de  não  defraudarem  os  seus  eleitores.

Avizinha -se  um  período de coabitação  difícil  entre  a nova  maioria, constituída  por  MLSTP-PSD  e  a  coligação  de  três  partidos(PCD, MDFM  e  UDD) e  o  próximo  governo. 

A  correlação  de forças  entre  a  nova  maioria composta  por  28 deputados  e   o  ADI  com  25 deputados, exigirá  consensos  sobre  diversas  matérias  da ação  governativa.

O Movimento  de cidadãos independentes  de Cauê (distrito  ao sul  da ilha  de  São  Tomé) poderá  ser  factor  de  convergência  nesta  correlação  de  forças  tendo  em  conta os  seus  dois  deputados.

Apesar  do  Presidente da  República, Evaristo  Carvalho  no  seu  discurso  na constituição  da décima  primeira  legislatura ter  manifestado a  sua  total disponibilidade de cooperação institucional, no estrito cumprimento das normas constitucionais e legais em vigor, analistas vaticinam  momentos de  pouco  entendimento  entre o  órgão  legislativo  e  o  Presidente  da República.

Delfim  Neves, tem  53  anos  de  idade. É  licenciado  em tecnologia  de comércio  internacional no Brasil. Foi Presidente  do  Partido  de  Convergência Democrática (PCD), foi  igualmente  líder  parlamentar  deste  partido. Exerceu  entre 2006 a 2008, funções  de ministro  das  obras  públicas, transportes, comunicações e habitação.

O parlamento santomense   que tem  um  mandato  de  4  anos é  constituído por  55  deputados. 

Nas eleições  parlamentares de 07  de  Outubro  o  ADI  conquistou 25  deputados MLSTP-PSD 23,  Coligação PCD, MDFM e  UDD 5 e o Movimento dos  cidadãos  independentes  de  Cauê  2 deputados. ANG/RFI

Lei da Terra

Director de Planificação Costeira afirma que promulgação da lei  facilita elaboração de políticas de zonas húmidas


Bissau, 26 Nov 18 (ANG) - O Director do Gabinete de Planificação Costeira, Joãozinho Sá afirmou que a promulgação da lei de Terra facilita o seu gabinete nos trabalhos da elaboração da política nacional de zonas húmidas.

 Joãozinho Sá, em declarações à imprensa esta segunda-feira, disse que o seu gabinete vai esforçar para que haja uma política nacional de zonas húmidas no país.

"Será feito um trabalho de base junto das comunidades e de todos os interessados, para verem como as zonas húmidas podem ser útéis para todas as pessoas interessadas. Vamos fazer os trabalhos de zonagem e inquéritos, em benefício desta geração e as vindouras", revelou Joãozinho Sá.

Disse que o seu gabinete trabalhou muito na zona costeira e fez a sua zonagem (ordenamento) onde mostrou tipos de unidade de produção que cada comunidade tem, bem como na forma como podem utilizar a terra, acrescentando que essa é a lei mãe e que vai incorporar todas as outras que virão no futuro.

Sá acrescentou que todas as actividades feitas na terra devem respeitar o princípio de ordenamento, quer dizer que o solo pertence ao Estado, mas a lei mostra o direito que as comunidades locais têm enquanto ocupantes tradicionais.

“Aconselho à todos no sentido de utilizarem os recursos naturais de forma racional, sobretudo aos pescadores que fazem as suas actividades de uma forma abusiva”, avisou.

Afirmou que no passado mês de Junho, o país, através do Ministério do Ambiente, Gabinete de Planificação Costeira e com o seu parceiro Wetland Internacional, conseguiu ter uma base sobre  como a Política Nacional vai ser elaborada e que tudo  vai ter engajamento de Estado e dos parceiros.

O Presidente da República, José Mário Vaz promulgou na semana passada a Lei a Terra, instrumento que regulamenta a gestão e concessão da terra entre outros aspectos que têm provocado muita conflitualidade entre o Estado,ocupantes tradicionais e particulares interessados na aquisição e exploração de tarras para vários fins. ANG/DMG/ÂC//SG

ONU/ODS

Missão de seguimento inicia segunda visita à Bissau 


Bissau, 26 Nov. 18 (ANG) – Uma missão de seguimento da Campanha de Ação das Nações Unidas pelos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) inicia hoje os contactos com as autoridades guineenses para avaliação do cumprimento dos ODS.


Segundo um comunicado do PNUD enviado à ANG a missão estará em Bissau entre os dias 26 e 29 de Novembro com o propósito de apoiar a promoção do engajamento dos cidadãos e advocacia dos ODS.


A nota informa ainda que a referida consulta entre os diferentes atores visa planear o lançamento do inquérito MY World 2030 na Guiné-Bissau em 2019, bem como analisar como a Assembleia Nacional, o Setor Privado e a Sociedade Civil podem se engajar mais na implementação dos ODS no país.  


A Campanha de Ação das Nações Unidas pelos ODS é uma iniciativa especial do Secretário-geral das Nações Unidas administrada pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD). 


A Guiné-Bissau adotou a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável em setembro de 2015, e é um conjunto transformador de compromissos para erradicar a pobreza em todas as suas formas e dimensões e proteger as pessoas e o planeta, promovendo parcerias.


O PNUD tem apoiado o Governo da Guiné-Bissau na implementação desta Agenda através da abordagem Mainstreaming, Acceleration, Policy Support (MAPS em Inglês) , que significa  Integração, Aceleração e Apoio a Políticas para a Agenda 2030. para fornecer assistência técnica aos países na implementação dos ODS. 


Uma missão pré-MAPS  decorreu no país em Outubro passado. 

ANG//SG


Presidência da Interpol

Sul-coreano Kim Jong-yang vence russo Prokopchuk
Bissau, 26 nov 18 (ANG) - A Interpol tem novo presidente na pessoa do sul-coreano Kim Jong-yang que irá presidir à organização internacional nos próximos dois anos.
 O candidato russo, o general Alexander Prokopchuk, que era o grande favorito na corrida, não conseguiu obter a confiança dos 194 estados-membros da organização.
Segundo a RFI, Alexandre Prokopchuk esteve longe da unanimidade. A Ucrânia e a Lituânia chegaram mesmo a ameaçar sair da Organização Internacional de Policia Criminal (OIPC), habitualmente designado por Interpol, no caso da eleição do general russo. Mas, de facto, foram os americanos que orquestraram uma verdadeira campanha contra Prokopchuk. Numa carta aberta, quatro senadores, democratas e republicanos, tinham apelado os delegados a rejeitar a candidatura russa – por receio de ver a organização internacional a transformar-se num instrumento nas mãos do Kremlin para reprimir a oposição.
O apelo dos senadores teve o apoio do porta-voz do Conselho Nacional de Segurança norte-americano, Garrett Marquis, que no Twitter acusou o governo russo “de abusar dos procedimentos da Interpol para assediar os seus opositores políticos”. Washington que de resto não escondeu o seu “firme apoio” ao candidato sul-coreano.
Um receio confirmado no terreno pelo opositor número um do regime, Alexei Navalny, que denunciou abusos da Interpol na perseguição política que sofre no seu país.
Na altura em que Alexandre Prokopchuk era chefe da delegação da Interpol em Moscovo, foram muitas as vezes em que utilizou os meios da Interpol para atingir as vozes críticas do regime.
O Kremlin rejeita todas as acusações e fala de uma “politização inadmissível”. Moscovo denuncia uma “campanha difamatória” contra um candidato de qualidade, que trabalha “exclusivamente nos interesses da comunidade internacional”.
O sul-coreano Kim Jong-yang foi hoje eleito presidente da Interpol para terminar o mandato iniciado pelo chinês Meng Hongwei, investigado por suspeitas de corrupção. Kim Jong-yang era já presidente interino da organização. ANG/RFI


Comunicações


“Correios continuam a ser um meio de comunicação importante para o país”, diz Director-geral

Bissau, 26 Nov 18 (ANG) – O Director-geral dos Correios da Guiné-Bissau disse que apesar da evolução desfavorável de alguns tipos de tráfego postal a instituição continua a ser um meio de comunicação importante, dando contribuição para coesão social e o desenvolvimento económico do país.

Em entrevista exclusiva à Agência de Noticias de Guiné (ANG), sobre  os Correios da Guiné-Bissau e a concorrência das agências de transferências de dinheiro e de outros serviços de envio de encomendas, Fernando Lacerda disse que aquela instituição tem um papel de muita relevância em todos os domínios em que actua, mas que necessita de se posicionar melhor no mercado.

Afirmou que a sua estratégia empresarial consiste na melhoria da eficiência e promoção do crescimento e desenvolvimento de negócio.

Aquele responsável sustenta que a missão atribuída aos correios permite-lhe actuar, com muita dinâmica, em diversas áreas de negócio, tais como os serviços de expresso, encomendas e logísticas, serviços de transferência de dinheiro e pagamento electrónicos, entre outras.

Destacou  o papel reservado aos Correios na qualidade de operador designado para fornecer o serviço Postal Universal (SPU) , ser distribuidor dos serviços financeiros na União Económica Monetária Oeste Africana (UEMAO),visando uma contribuição  na implementação da estratégia global de inclusão financeira.

“Tudo isso exige uma melhor organização, rigor na gestão dos recursos e aposta na formação do pessoal”, disse.

Nesta entrevista concedida à ANG, Lacerda enumerou os desafios que os Correios da Guiné-Bissau enfrentam, com destaque para o declínio do tráfego de correspondências, assegurar a viabilidade do negócio num contexto de concorrência acrescida e o desenvolvimento de competências de gestão.

Instado a falar das  estratégias para fazer face aos desafios acima referidos, o Director-geral dos Correios indicou a aposta  em novos negócios e serviços de valor, procura da liderança no negócio actual para promoção do crescimento sustentado .

Interrogado como os Correios pode voltar a ter serviço bancário como antigamente, Fernando Joaquim Ferreira de Lacerda disse que o sector dos serviços financeiros é composto por bancos, empresas seguradoras, instituições de pagamentos e demais outros.

Afirmou que dado ao declínio contínuo do tráfego, os Correios da Guiné-Bissau deve concentrar-se no crescimento do portfólio de serviços financeiros e na ampliação dos recursos adicionais no desenvolvimento deste segmento de negócio a curto e médio prazo, através da expansão dos negócios baseados nas suas principais competências, bem como na sua vasta rede de serviço e produtos financeiros que consiste na distribuição de produtos de poupança, serviço de pagamento e cobrança (incluindo pagamento nas lojas de correios e as suas agências) e transferências internacionais de fundos, entre outros.

Acrescenta que o Correios pode ainda constituir parcerias com contrapartida locais e internacional com instituições financeiras, por forma a aumentar a sua quota no mercado através da oferta de novos produtos financeiros.

Quanto aos serviços financeiros postais disse que este se  encontra suspenso há vários anos, devido a falta de condições, e promete  o seu relançamento a curto prazo, com uma aposta forte nos serviços de transferência de dinheiro e pagamento electrónico.

Fernando Joaquim de Lacerda relacionou a complexidade do processo da criação do banco postal com os níveis de organização e eficiência que possam garantir a sustentabilidade da empresa.

Por isso, revelou para breve o inicio de um estudo, para o qual será necessário o recurso à assistência técnica externa que irá permitir a tomada de decisão de prosseguir ou não com projecto de criação do banco postal, que deve ser visto numa óptica de produção de maior impacto possível para justificar a sua criação.

Existe , segundo Lacerda, um  ponto de equilíbrio entre os dois objectivos gerais que devem ser considerados para que a inclusão financeira seja uma realidade.

“Caso os serviços financeiros postais continuassem a ser fornecidos apenas nos grandes centros, onde existe acesso aos serviços bancários ou a preços proibitivos para as camadas mais pobres da população, os Correios terá um impacto muito limitado sobre a inclusão financeira postal”, admitiu.

ANG/LPG/ÂC//SG 

Emigração

EUA e México negoceiam criação de emprego para migrantes



Bissau, 26 Nov 18 (ANG) -  O secretário de Estado norte-americano debateu com as autoridades mexicanas a criação de empregos na região para responder às necessidades dos migrantes que se encontram no país à espera de asilo nos Estados Unidos, noticiou hoje a Lusa.



A questão foi analisada na semana passada num encontro com o actual homólogo mexicano, Luis Videgaray, e o futuro sucessor na pasta dos Negócios Estrangeiros, Marcelo Ebrard, de acordo com um comunicado divulgado por Mike Pompeo.

A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kirstjen Nielsen, um dos rostos da política de "tolerância zero" da adminstração Trump contra a imigração ilegal, também participou das reuniões.

"Expressámos o compromisso comum de responder a esta situação. Não será permitido às caravanas entrarem nos EUA", lê-se na nota assinada pelo chefe da diplomacia norte-americano.

Mike Pompeo manifestou também vontade de trabalhar com a futura administração do Presidente eleito do México, André Manuel López Obrador, e explorar várias opções, como a criação de emprego no país, "para beneficiar as autoridades mexicanas e o seu povo".

Obrador, o primeiro Presidente eleito de esquerda desde o fim do Governo de partido único, em 2000, vai assumir a Presidência mexicana no dia 01 de Dezembro.

A primeira caravana de migrantes, que partiu das Honduras no dia 13 de Outubro, começou a chegar na semana passada à cidade fronteiriça mexicana de Tijuana, onde milhares permanecem acampados à espera de asilo nos Estados Unidos.

No entanto, o Governo do Presidente Donald Trump expressou repetidamente a sua oposição à entrada destes migrantes no país.

A Casa Branca ordenou, no final de Outubro, o destacamento de de mais de cinco mil soldados na fronteira e já emitiu um decreto que impede os migrantes de arranjarem asilo no Estado norte-americano.

Trump ameaçou, na quinta-feira, fechar a fronteira a sul do país caso o "México não controle" a situação. ANG/Angop