segunda-feira, 10 de junho de 2019

UNTG


Confirmada  sexta vaga das paralisações na Função Pública não obstante a decisão governamental de descontar nos  vencimentos

Bissau 10 Jul 19 (ANG) – O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guine (UNTG),disse hoje que a sexta ronda de greves, vai mesmo ser uma realidade entre os dias 11,12 e 13 do mês em curso mesmo com a advertência do Governo de que os grevistas vão ter os dias de paralisação descontados no vencimento.

Júlio Mendonça , em entrevista a  ANG disse que “todo o político responsável e que tem noção Estado não fala  à toua ou de uma forma tão banal como é o caso deste Chefe de Governo”, porque “ele, Aristides Gomes quando foi Primeiro-ministro em 2006 antes de sair deixou dividas que os funcionários de Estado inclusive dos professores novos ingressos e contratados nos liceus não  receberam até hoje”.

“Agora um Estado responsável que sabe que tem obrigações para com os seus funcionários de pagar no final de cada mês e não o faz à tempo e hora, frustrando as expectativas das pessoas.  

Todos os funcionários já tinham a coragem de contrair empréstimos juntos aos comerciantes para depois pagar no final do mês, mas com este Governo hoje os funcionários não o podem fazer ou perderem crédito “,disse.

Mendonça frisou que existem muitas dívidas com deferentes instituições estatais que o Executivo não liquidou: casos dos jornalistas contratados dos Órgãos Públicos de Informação que já não recebem há quase seis meses.

Diz se mesmo assim  este Chefe de Governo tem a moral de dizer que vai descontar aos trabalhadores que aderirem a greve.

“Se querem fazer os descontos como manda a lei, primeiro devem cumprir a mesma, ou seja, que paguem todas as dívidas e a partir dali podem fazer os descontos. Estamos em greve porque o Governo não cumpre com o seu dever”, disse  salientando que Aristides Gomes como Primeiro-ministro é uma decepção para o Estado guineense.

Mendonça afirmou que  o país retrocedeu com o mandato deste Chefe de Governo,  e argumenta:”toda a crise que se viveu na Guiné-Bissau, o aspecto salarial já tinha sido ultrapassado”.

Disse que  Aristides não tem nenhum moral nem legitimidade de descontar nenhum tostão de um funcionário que aderiu a greve, porque estão a reivindicar porque não foram pagos.
Júlio Mendonça apela  aos trabalhadores a manterem serenos e tranquilos  e diz se  este Governo de Aristides tem mesmo a coragem, que avance com o  desconto dos salários como prometeu.

O Governo anunciou recentemente em comunicado que doravante, as faltas cometidas devido a greve vão ser descontadas nos vencimentos.

As duas maiores centrais sindicais, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG) e  a Confederação Geral de Sindicatos Independentes(CGSI) promovem, há mais de um mês,  greves de três dias semanais na Função Pública, afectando as escolas e o sector da saúde, entre outros serviços estatais, sem o cumprimento da obrigação de serviço mínimo.

ANG/MSC//SG



Governação


      Cidadãos guineenses pedem nomeação de novo primeiro-ministro

Bissau,10 jun 19 (ANG) – Alguns cidadãos guineenses pedem ao Presidente da República a nomeação do Primeiro-ministro na base do resultado das últimas eleições legislativas de 10 de Março passado e consequente formação do governo para acabar com situação de crise política.

Os cidadãos Uie Sonco, Dulce Gomes Correia, Cristina Nhaga José Djú, Banor da Fonseca e Inês Có que reagiram hoje em exclusivo a ANG, a não nomeação do primeiro-ministro da parte do Chefe de Estado guineense após três meses da realização das eleições, foram unânimes em instar a designação do chefe do governo para  sanear os problemas sociais, sobretudo do sector de ensino e saúde.

“ O Presidente da República prometeu trabalhar com quem quer que seja antes das eleições de 10 de Março e agora não está a cumprir com a promessa que fez ao povo”, recordou o estudante Uie Sonco.

Afirmou que o chefe de estado é único que pode tirar o país na situação em que se encontra e que isso passa pela nomeação do novo primeiro-ministro resultante das eleições de 10 de Março.

Segundo Uie Sonco a nomeação do primeiro-ministro não tem nada a ver com o problema que existe na Assembleia,  e  acrescenta que,  “se fosse o Partido da Renovação Social ou Movimento para Alternância Democrática que venceram as eleições numa situação igual, o Presidente da República nomearia o primeiro-ministro sem invocar a questão de entendimento no parlamento”.

A mulher da actividade Económica, Cristina Nhaga pediu igualmente a nomeação do chefe do executivo para tirar não só o país e a sociedade na dificuldade, mas também para que resolvam os problemas existentes no ensino guineense.

Por sua vez, a estudante Dulce Gomes Correia, não só solicitou a nomeação do primeiro-ministro, bem como ao Partido da Renovação Social e o Movimento para Alternância Democrática a participarem na sessão do dia 11 de Junho para juntos encontrarem uma solução, a bem do povo guineense.


O funcionário público José Djú considerou de grave a não nomeação do primeiro-ministro após três meses de realização de eleições legislativas no país e acrescentou que a referida situação só prejudicará a sociedade guineense.

Djú sublinhou que a negligência dos governantes acaba por prejudicar o país no seu todo e que o interesse do povo deve ser colocado sempre na primeira posição.

A agricultora Inês Có disse que os agricultores, de certa forma, são  dos mais prejudicados com a situação de instabilidade no país, tendo reforçado que é urgente a nomeação de um primeiro-ministro para conduzir o país ao progresso.

“Este ano, a campanha de comercialização de castanha de caju é uma catástrofe, e,  de certa forma, podemos dizer que a instabilidade política está por detrás desta situação”, lamentou Inês Có.

O Director do curso de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona da Guiné, Banor da Fonseca exorta os governantes a não prejudicarem  mais o destino da Guiné-Bissau, tendo acrescentado que a nomeação de um primeiro-ministro deve ser feita com o objectivo de tirar o país da situação de estagnação em que se encontra.

Banor da Fonseca disse lamentar  o facto de a Guiné-Bissau ter  governantes que não colocam o interesse do povo na primeira posição, uma vez que segundo ele, o dever de um governante é de servir o seu povo.

“A situação da crise política normalmente afecta todas as áreas, começando pelas instituições estatais até às privadas. Nós da Universidade Lusófona também somos atingidos pela situação da crise, porque dependemos do pagamento das mensalidades por parte dos estudantes para melhor funcionamento da nossa instituição”, sustentou Fonseca.

ANG/AALS/LPG//SG

CMB


     Presidente  anuncia instituição de concurso de bairro mais limpo de Bissau

 Bissau, 10 Jun 19 (ANG) - O Presidente de Câmara Municipal de Bissau, Luis Silva de Melo anunciou no fim-de-semana a instituição do concurso para eleger o bairro mais limpo da Capital, em que o 1º vencedor receberá um prémio de 500.000 fcfa, o segundo 300.000 fcfa e o terceiro, 200.000 fcfa.

O anúncio foi feito  após a inauguração da exposição de artistas plásticos que vivem na diáspora.
Foto Arquivo

O Presidente da Câmara informou que o prazo vai até fim de junho corrente e que a iniciativa visa ter Bissau mais limpa possível, uma vez a produção do lixo aumenta cada vez mais.

“A Câmara Municipal de Bissau não tem condições para recolher a quantidade de lixo que a capital Bissau produz diariamente, por isso, vai precisar da colaboração de todos para ter uma cidade limpa como no período transato”, disse Luís da Silva Melo.

O Diretor-geral da Cultura, João Cornélio Correia louvou a iniciativa de artistas plásticos guineense que vivem na diáspora e disse que o acto é uma contribuição para enriquecer a cultura da Guiné-Bissau.

 “Apesar da situação de crise política que o país enfrenta ao longo de vários anos, o povo precisa de eventos deste tipo para demonstrar  que a Guiné-Bissau pode e deve fazer algo de bom para o progresso da nação”, referiu Cornélio.

A exposição feita pelos artistas plásticos da Guiné-Bissau que vivem na diáspora visa a demonstração da arte africana em especial a da Guiné-Bissau e o valor que a cultura tem no desenvolvimento de uma nação.

Os artistas querem também com a iniciativa manifestar os seus descontentamentos face a constantes crises políticas que têm assolado a Guiné-Bissau nos últimos anos. ANG/AALS//SG

Política


           Líderes do PAIGC e da União para a Mudança  em Cabo Verde
Bissau, 10 jun 19 (ANG) - O presidente do PAIGC e o líder da União para a Mudança foram recebidos no fim-de-semana, na cidade da Praia, pelo chefe Estado Jorge Carlos Fonseca ,tendo os três falado  sobre a actual crise política que se vive na Guiné-Bissau.
Em declarações à agência de notícias Lusa, Domingos Simões Pereira referiu que o encontro serviu para "partilhar com o Sr. Presidente a actual situação política na Guiné-Bissau à luz dos últimos acontecimentos, à luz do aproximar do fim do mandato do Sr. Presidente da República [José Mário Vaz] sem que haja governo, sem que estejam fixadas as datas para as próximas eleições presidências".
O líder do PAIGC explicou que o chefe de Estado cabo-verdiano "ouviu com muita atenção", quis "tirar a limpo vários aspectos" e "compreender de que forma é que pode ajudar".
O vencedor das eleições legislativas ressalvou que este encontro não representa qualquer forma de ingerência interna. "Claramente não há intenção de se ingerir internos, há a intenção de se ajudar", disse.
O parlamento guineense está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC, a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro, que juntou o Madem-G15 e o PRS, com 48.
O Chefe de Estado José Mário Vaz afirma que que só irá indicar o primeiro-ministro e o governo quando a eleição para a mesa da Assembleia Nacional Popular estiver concluída.
Em falta está a eleição do 2º vice-presidente da ANP, que está agendada para sessão parlamentar que inicia terça-feira em Bissau.
Na primeira votação , no dia 18 de Abril, a maioria dos deputados votou contra o nome de Braima Camará, lider do partido Madem G-15 para esse lugar, Madem voltou a propor Braima e voltou a receber a reprovação, e perante a recusa de substituir Braima Camará por outra pessoa do Madem G-15 o lugar não foi preenchido até então.
O Lugar de 2º vice-presidente da ANP é reservado ao segundo partido mais votado nas legislativas mas o seu preenchimento é legalizado por votos sim da maioria dos deputados presentes na sessão.
ANG/RFI

Economia


                             Rússia e China defendem nova ordem económica
  Bissau, 10 jun 19 (ANG) - Vladimir Putin lançou um apelo para que seja reconsiderado o papel do dólar no sistema financeiro mundial,no âmbito do Fórum Económico Internacional de São Petersbugo e   da visita de Estado, efectuada pelo Presidente chinês Xi Jinping à Rússia.
Putin estimou que a moeda norte-americana tornou-se um instrumento de pressão utilizado pelos Estados Unidos.
Putin e Jinping denunciaram as desigualdades provocadas pela actual ordem económica, bem como puseram em causa o domínio dos Estados Unidos sobre a economia mundial.
No seu discurso diante de dirigentes políticos e empresários que participaram no Fórum Económico Internacional de São Petersbugo, o Presidente da Rússia acusou os Estados Unidos de querer alargar a sua jurisdição ao resto do mundo.
O chefe de Estado russo, criticou a retórica da guerra comercial e das sanções e apelou para que seja reconsiderado o papel do dólar norte-americano no contexto do comércio global,bem como denunciou a pressão dos Estados Unidos sobre os outros países.
Vladimir Putin, destacou nomeadamente os esforços de Washington para impedir a construção do Nord Stream 2, um importante gaseoduto que ligará a Rússia à Alemanha e reprovou a pressão de Washington sobre a firma chinesa Huawei. Putin acusa Washington de querer banir Huawei do mercado global.
O Presidente chinês Xi Jinping, realçou a necessidade de superar as desigualdades vigentes no sistema económico mundial.
Jinping afirmou que a China está pronta para partilhar,com o resto do mundo,as invenções tecnológicas, designadamente a 5G de Huawei.
Durante a visita de três dias de Xi Jinping à Rússia foram assinados bilateralmente várias dezenas de acordos, nos domínios do comércio online, das telecomunicações, do gás e de outros sectores.
A União Europeia permanece o primeiro parceiro económico da Rússia, mas regista-se um incremento no comércio entre Moscovo e Pequim.
O aumento das trocas comerciais, entre a Rússia e a China atingiu em 2018 o volume de negócios recorde de 108 mil milhões de dólares.
ANG/RFI 

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Política


           Apoiantes da maioria parlamentar de novo em protestos de rua

Bissau, 07 jun 19 (ANG) - Milhares de apoiantes dos partidos da maioria parlamentar  realizaram hoje, em Bissau, um novo protesto, exigindo ao Presidente guineense a nomeação do primeiro-ministro e do Governo e lembrar-lhe que o seu mandato termina a 23 de junho.

"Nós estamos a fazer um protesto pacífico que vai culminar com uma vigília para exigir ao Presidente da República (José Mário Vaz) a nomeação do novo primeiro-ministro, mas também para o lembrar  que o mandato dele termina no dia 23, e que no dia 24 não será mais Presidente da República da Guiné-Bissau", disse Dionísio Pereira, presidente da juventude do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

A marcha, com menos participantes em relação às últimas realizadas pelos partidos que representam a maioria parlamentar na Guiné-Bissau, culminou no largo junto à Câmara Municipal de Bissau, onde os apoiantes gritaram palavras de ordem como "Jomav rua", "abaixo o Jomav".(uma simpleficação de José Mário Vaz)


No final da marcha, os apoiantes pretendem continuar com o protesto através da realização de uma vigília, que vai decorrer em vários pontos da cidade. As mulheres daqueles partidos já iniciaram uma na quinta-feira, que deverá prolongar-se até ao próximo dia 23.

"Nós como democratas só temos um caminho é demonstrar ao Presidente da República que o Governo deve ser nomeado e empossado. Na democracia uma das alíneas de demonstrar o descontentamento é a marcha pacífica, é a marcha demonstrativa de que algo não vai bem e é por isso que estou aqui como dirigente do meu partido que está nessa coligação e quer que o povo saia da dificuldade que está emergindo", afirmou Armando Mango, vice-presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB).

Três meses depois da realização de eleições legislativas na Guiné-Bissau, a 10 de março, o Presidente guineense continua sem nomear o primeiro-ministro e o Governo, alegando que falta resolver o problema da eleição do segundo vice-presidente da  Assembleia Nacional Popular, o que tem levado à realização de vários protestos.

O impasse político teve início com a eleição dos membros da Assembleia Nacional Popular.

Depois de Cipriano Cassamá, do PAIGC, ter sido reconduzido no cargo de presidente do parlamento, e Nuno Nabian, da APU-PDGB, ter sido eleito primeiro vice-presidente, a maior parte dos deputados guineenses votou contra o nome do coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15, Braima Camará, para segundo vice-presidente do parlamento.

O Madem-G15 recusou avançar com outro nome para o cargo e apresentou uma providência cautelar para anular a votação, mas que foi recusada pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Por outro lado, o PRS reclama para si a indicação do nome do primeiro secretário da mesa da assembleia.

O parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC (partido mais votado nas legislativas, mas sem maioria), a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro, que juntou o Madem-G15 (segundo partido mais votado) e o PRS, com 48.

O Presidente guineense já disse e reiterou que só vai nomear o primeiro-ministro e o Governo quando a eleição para a mesa da Assembleia Nacional Popular estar concluída.

O novo parlamento da Guiné-Bissau vai reunir-se a partir de 11 de junho e até 22 de julho, tendo na agenda da sessão a eleição do segundo vice-presidente do parlamento.ANG/Lusa

Política






Bissau,07 Jun 19(ANG) - O Vice-Coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), Luís Oliveira Sanca,  exortou ao Chefe de Estado guineense, José Mario Vaz, a não ceder, em nenhum momento, à pressão para nomear o novo primeiro-ministro e muito menos formação do novo governo, enquanto não for concluída a eleição da mesa de ANP .

Oliveira Sanca ainda acusou o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, “de ser desorganizador e perturbador do Estado da Guiné-Bissau”.

Luís Oliveira Sanca fez a acusação no espaço em frente à Câmara Municipal de Bissau, após a manifestação dos militantes e simpatizantes do Movimento Para Alternância Democrática MADEM-G15 , do Partido da Renovação Social (PRS) e mais dois movimentos de apoio a JOMAV e Botche Candé, que teve início no espaço verde de Bairro de Ajuda, em Bissau.

No seu discurso a milhares de militantes, simpatizantes e apoiantes dos dois partidos, Oliveira Sanca disse que uma pessoa com formação sόlida para dirigir o país não pode ter comportamento como atual líder do PAIGC em relação ao seu país.

“Queremos saudar todos os partidos políticos legalizados no país que estão a lutar para reconstrução da Republica da Guiné-Bissau em especial o nosso aliado, Partido da Renovação Social que vamos continuar unidos para sempre. Queremos estender a nossa saudação às organizações internacionais no país, sendo testemunhas de tudo o que aconteceu durante cinco anos na Guiné-Bissau”, sublinhou.

Por outro lado, o vice-presidente do Partido da Renovação Social (PRS), Jorge Malú, informou que os renovadores e o Movimento para a Alternância Democrática MADEM-G15 não permitirão uma formação política com 46% de votos ocupar 80% dos lugares da mesa da Assembleia Nacional Popular.

“Estamos aqui nesta manifestação convocada pelos dois partidos da oposição para ajudar interpretar de forma clara o que é a democracia, porque PAIGC e os seus aliados têm dificuldades em fazer interpretação da democracia de maneira que não vamos permitir de forma nenhuma que as pessoas transformem a mesa da Assembleia Nacional Popular num “Mandjuandadi di Lobos”. Portanto, a lei está bem clara sobre essa matéria”, vincou.

O dirigente dos renovadores encorajou as forças de defesa e segurança do país pelo espírito republicano demostrado ao longo da crise que durou mais de quatro anos, sem, no entanto, aceitar provocações dos políticos, ou seja, impedi-los que abram alas.

“Quero informar-vos que vamos continuar a reivindicar para que MADEM retome o seu lugar que merece, através do nome que foi indicado pelo Movimento, como também exigir a devolução do posto de 1º secretário ao PRS, terceiro mais votado”, observou.
O parlamento agendou para o próximo dia 11 de junho uma sessão plenaria no decurso da qual deverá, entre outros assuntos, ser feita a eleição do segundo vice-presidente da ANP, cargo não preenchido devido a recusa do Madem g-15 de substituir o nome do seu coordenador, Braima Camará, indicado para esse lugar mas que  fora chumbado com votos da maioria parlamentar na sessão decorida a 18 de abril passado.
Não está prevista nova eleição do cargo de 1º secretário da ANP reclamado pelo PRS. ANG/O Democrata




CAF


                  Presidente   ouvido em Paris por suspeita de corrupção
Bissau, 07 jun 19 (ANG) - O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Ahmad Ahmad, foi interrogado  quinta-feira (6) pelas autoridades francesas.
 A informação, revelada pelo site da revista Jeune Afrique, foi confirmada através de  um comunicado emitido pela FIFA.
Segundo a revista, Ahmad Ahmad foi levado às 8h30 (horário local) do hotel onde está hospedado em Paris para ser interrogado pelo Escritório francês de luta contra corrupção e crimes fiscais e financeiros (OCLCIFF, na sigla em francês).
O caso pode estar relacionado com a decisão da CAF de romper unilateralmente um contrato com a alemã Puma para negociar com a empresa francesa Tactical Steel. Ahmad teria autorizado a compra de uniformes desportivos superfaturados em US$ 830 mil por meio da empresa francesa, ao invés de adquirir diretamente de fabricantes. Ele negou a acusação e disse que as decisões foram tomadas de maneira "transparente" e por um "colegiado".
No mês passado, o secretário-geral da CAF, Amr Fahmy, acionou o comitê de ética da Fifa para relatar denúncias de corrupção e também de assédio sexual envolvendo o presidente Ahmad Ahmad. O secretário-geral foi demitido logo depois.  
Em nota, a Fifa confirma que o presidente da CAF foi ouvido pela polícia francesa, mas se recusou a comentar o caso por não conhecer os detalhes da investigação e da acusação.
Na mensagem, a Fifa disse estar comprometida a erradicar a corrupção e todo comportamento duvidoso em todos os níveis no futebol.
"Qualquer pessoa que tenha cometido atos ilícitos ou ilegais não tem espaço no mundo do futebol", declarou o presidente Gianni Infantino, reeleito na quarta-feira (6) no Congresso da entidade.ANG/RFI

Tribunais de Contas


Cabo Verde e Guiné-Bissau assinam protocolo de cooperação e de assistência técnica

Bissau, 07 jun 19 (ANG) - O Tribunal de Contas de Cabo Verde assinou quarta-feira, na Cidade da Praia, com a sua congénere da Guiné-Bissau, um protocolo de cooperação e de assistência técnica para intercâmbios, trocas de experiências, visando o fortalecimento das duas instituições.
O acordo foi rubricado  na Cidade da Praia, pelo presidente do Tribunal de Contas de Cabo Verde (TCCV) João da Cruz Silva, e pelo seu homólogo guineense, Dionísio Cabi, e visa promover o intercâmbio, visitas de estudo, no sentido de fortalecer a organização e funcionamento das duas entidades.
Na ocasião, o presidente do TCCV considerou que este protocolo vai melhorar a qualidade do controlo através da melhoria dos métodos técnicos de auditoria, intercâmbio de informações e documentação, trocas de experiências relativas a diferentes tipos de controlo exercido pelas duas instituições, permitindo assim a transferência de conhecimento mútuo.
“Este protocolo assume uma especial importância e dignidade, porque permitirá aos países, onde os recursos não abundam, procurar interesse comum, usa-lo de forma mais sustentável”, realçou João da Cruz Silva, que disse que este acto representa um novo capitulo na história dos tribunais de contas dos dois países, permitindo assim colocar a experiências cabo-verdiana ao serviço de um projecto comum de exercer a fiscalização financeira de conformidade e de gestão em benefícios dos dois povos.
Para este responsável, este acto revela-se de uma importância incomensurável para o fortalecimento do controlo e gestão das finanças públicas da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.
Por seu turno, o presidente do Tribunal de Contas da Guiné-bissau, Dionísio Cabi, afirmou que este acordo vai contribuir para desenvolver acções concretas, em cumprimento das missões fiscalizadoras enquanto órgão de controlo externo, e criará condições para o melhor desempenho no combate à corrupção e no fomento à política de boa governação, com projectos “ inovadores, úteis e com inabalável vontade de melhorar a gestão da coisa pública”.
“O protocolo de cooperação e de assistência técnica representa mais um passo nesta caminhada de combate à corrupção, no fomento à política da boa governação e na edificação do estado social e democrático do direito, pois a problemática de combate à corrupção é um desafio mundial , considerando que, nos dias actuais, é assente que a corrupção é a causa de má governação, aumento generalizado da pobreza, é fonte de desperdício de recursos, má afectação dos mesmos e é motivo de desistência dos investimentos”, considerou.
Com este acordo, segundo Dionísio Cabi, o Tribunal de Contas da Guiné-Bissau vai obter ganhos no domínio da organização interna, da tecnologia de informação e de comunicação, sobretudo, na elaboração de instrumentos jurídicos de que não dispõe, tendo em conta os passos já dados pelo Tribunal de Contas de Cabo Verde nesta matéria.
Para tal, defendeu que é necessário efectivar e operacionalizar mecanismos de controlo, criar canais de comunicação mais eficientes, melhorar a transmissão de informações e monitorar a coordenação das suas actuações, por forma a imprimir maior controlo interno na administração pública e transparência na gestão dos recursos públicos.ANG/Inforpress

Política


“Cabe ao Presidente da República tirar o país da situação em que se encontra”, diz comentador Político da Rádio Sol Mansi

Bissau, 07 Jun 19 (ANG) - O comentador político da Radio Sol Mansi, Rui Jorge Semedo disse esta quinta-feira que cabe ao Presidente da República a responsabilidade de tirar o país da situação em que se encontra.

Segundo a Rádio Sol Mansi, Jorge Semedo falava em jeito de análise da situação de não nomeação de um primeiro-ministro saído das últimas eleições legislativas realizadas no passado dia 10 de Março do corrente ano.

“As sucessivas marchas é uma forma de fazer pressão, mas só que o próprio Presidente da República deve colaborar para o bem-estar do povo guineense, porque se não, o país jamais sairá da actual situação”, referiu o comentador político.

Sublinhou que a prioridade dos governantes deve residir na busca de consensos com o objectivo de tirar o povo da Guiné-Bissau na situação de constantes dificuldades.

“Já la vão três meses após a realização das eleições legislativas, até então, o primeiro-ministro não foi nomeado, o país ficou parado e a situação agrava cada vez mais. Por isso, é necessário que  o Presidente da Republica faça algo, uma vez que ele é que tem a competência de nomear o chefe de governo”, exortou Rui Semedo.

Acrescentou que o desejo de criar a estabilidade política e governativa deve estar sempre na mente dos governantes, pelo facto de serem  escolhidos democraticamente como os promotores de desenvolvimento e de segurança interna.

O Comentador Político disse ainda que o “puxa-puxa” e o orgulho devem ser deixado de lado com a finalidade de garantir um mínimo de conforto ao povo guineense. ANG/AALS/ÂC//SG

UE


                      Conselho simplifica regras para concessão de vistos

Bissau, 07 jun 19 (ANG)  – O Conselho da União Europeia (UE) adoptou quinta-feira novas regras que simplificam a concessão de vistos de entrada no bloco europeu, nomeadamente para viajantes regulares.
As novas regras permitem a apresentação dos pedidos por via electrónica e entre seis meses e 15 dias antes da viagem, passando a ser permitida a emissão de vistos de entradas múltiplas a viajantes regulares com um historial de vistos favorável, por um período que aumenta gradualmente de um para cinco anos.
As alterações ao Regulamento Código de Vistos prevêem ainda que os custos de emolumentos do visto serão aumentados para 80 euros e avaliados de três em três anos.
Segundo as novas regras, a Comissão Europeia avaliará periodicamente a cooperação dos países terceiros em matéria de readmissão e, quando um país não colaborar, poderão ser adoptadas medidas restritivas específicas relacionadas com o tratamento e, em última análise, com os emolumentos do visto.
Em contrapartida, se se considerar que um país está a cooperar em matéria de readmissão, a Comissão pode propor que o Conselho adopte uma decisão de execução que preveja uma redução dos emolumentos do visto, uma redução do tempo de decisão sobre os pedidos de visto ou uma prorrogação do período de validade dos vistos de entradas múltiplas. ANG/Lusa

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Função Pública


Centrais sindicais declaram continuidade  de greves até que suas exigências forem atendidas

Bissau,06 Jun 19(ANG) – As duas centrais sindicais do país, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG) e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau(CGSI-GB), declararam que vão  continuar com vagas de greves na função pública até que as suas reivindicações forem atendidas.

O secretário geral da UNTG, na sua intervenção perante milhares de funcionários públicos no final de uma marcha pacífica realizada hoje para exigir ao Governo o cumprimento das suas reivindicações, apelou à todos os servidores de Estado para acreditarem nas suas lutas.

Júlio Mendonça afirmou que os funcionários públicos sempre foram enganados pelos sucessivos governos que passaram no país, de que não é possível pagar um salário condigno, devido alegados  fracos recursos do país para a sua sustentabilidade.

Aquele líder sindical sublinhou que a Guiné-Bissau dispõe de recursos mais do que qualquer país da sub região, acrescentando que “já venderam os nossos recursos haliêuticos e agora estão actualmente em querelas políticas por causa do petróleo”.

“Estas divergências políticas que existem é por causa do nosso petróleo. Já têm conhecimento da sua existência e por isso estão a lutar, a todo o custo, para o poder”, afirmou Júlio Mendonça.

Disse que os funcionários públicos igualmente já estão com olhos abertos e que vão lutar para os melhores salários e condições de trabalho.

“É possível pagar o salário mínimo de 100 mil francos CFA na Função Pública. É só a questão de gerir correctamente as receitas provenientes das pescas”, afirmou, acrescentando, a título de exemplo de corrupção, que nesse sector todos os agenciadores são  funcionários do Ministério das Pescas.

Por sua vez, o Secretário-geral da Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau(CGSI-GB), Malam Li Baldé desmentiu as informações proferidas quarta-feira por um dos conselheiros do Primeiro-ministro segundo as quais as centrais sindicais condicionaram o levantamento da greve na função pública à  aplicação do salário mínimo de 100 mil francos CFA.

“Hás dias ouvimos um dos conselheiros do Primeiro-ministro a dizer que o Governo liquidou os salários na função pública até o mês de Maio. Isso não corresponde minimamente à verdade porque existem muitos estagiários com muitos meses de salários em atraso incluindo os jornalistas dos órgãos de comunicação social públicos”, criticou Malam Li.

Disse que existem igualmente os professores de novos ingressos de 2017 à 2018 com oito meses de ordenados em atraso e outros contratados com dois meses de atrasados.

As duas centrais sindicais concluíram hoje a quarta vaga de greves na função pública em que  reivindicam, entre outras, a aplicação de 100 mil francos CFA como salário mínimo na Função Pública.

Actualmente o salário mínimo nacional é de 50.000 fcfa, e foi adoptado em Agosto do ano passado, na sequência de  reivindicações das duas centrais sindicais.

Igualmente hoje, Bissau foi palco de manifestações políticas promovidas pelos partidos Madem G-15 e o PRS, da oposição .ANG/ÂC//SG



Islão/Ramadão





Bissau,06 Jun 19(ANG) - Os fiéis muçulmanos da Guiné-Bissau voltaram a divergir-se em relação ao dia da reza de Ramadão.

Uma parte procedeu a reza, no passado dia  04, e uma outra rezou no dia seguinte ou seja dia 05 do corrente mês.

Segundo a Rádio Sol Mansi, a mesma divergência paira também dentro das próprias estruturas do governo.
De acordo com estação emissora,  na noite de
segunda-feira passada, o Ministério da Reforma Administrativa, Função Pública e Trabalho, ao abrigo da lei, decretou feriado para o dia 04 de junho. Horas depois o mesmo Ministério divulgou uma nota lamentando “profundamente” que não houve uma data consensual entre as organizações islâmicas, pelo que os fiéis podem fazer a reza de fim do jejum conforme o início lunar de cada um.

Também numa outra nota de esclarecimento, o primeiro-ministro diz ter tomado conhecimento, sem consulta prévia, do comunicado da reza produzido pelo Ministério da Função Pública.

Ainda sobre a reza muçulmana “Aid El Fitr” (ramadão), o imame da mesquita central de bairro D´Ajuda, Mamadu Iaia Djaló, diz estar preocupado porque fiéis muçulmanos não rezaram no mesmo dia.

Mamadu Iaia Djaló diz ainda estar preocupado com a situação de alguns fiéis muçulmanos que alegam não ter completado os dias de jejum e por isso rezaram somente ontem dia 05.

Mamadu Iaia Djaló sustenta ainda que, há dois anos foram convocadas as organizações mais destacadas para decidirem juntos os três pontos importantes para o início de jejum e data de ramadão.

Mamadu Djaló pede união no seio dos muçulmanos e também o entendimento no seio dos partidos políticos para viabilização do país.

Os fiéis juntaram-se na mesma voz deste líder religioso pedindo o entendimento entre os muçulmanos no que concerne a celebração desta data.

No entanto, num outro lugar da reza, no espaço da Câmara Municipal de Bissau, o Conselheiro do Presidente da República para as áreas de Defesa e Segurança Interna e Externa exortou, na psssada terça-feira dia (04), o chefe de Estado e os políticos a pensarem no sofrimento do povo e para que haja união no seio dos guineenses.

Botche Candé pediu ainda as formações políticas a pensarem no sofrimento dos cidadãos guineenses para deixarem diferença de lado e, no entanto, pondo o país em primeiro plano.

Na mesma senda, o líder do partido Frente Patriótica de Salvaçaõ Nacional (FREPASNA), Baciro Dja, considera que a classe política deve estar preparada não para dividir os guineenses.ANG/Rádio Sol Mansi

Sudão


                Militares querem negociar e oposição pede governo civil
Bissau, 06 jun 19 (ANG) - Os tiros continuam a fazer-se ouvir nas ruas de Cartum, depois de a repressão levada a cabo pelo Conselho Militar no poder ter feito, desde segunda-feira, 60 mortos e mais de 300 feridos, alguns em estado grave.
Os militares sudaneses querem agora negociar com a oposição.
No entanto, os movimentos contestatários não comentam o pedido de diálogo dos militares, que surge dois dias depois duma intervenção mortal contra manifestantes em Cartum .
A oposição tem vindo a exigir a transferência do poder para mãos civis, e rejeita o pedido de eleições feito pelos militares.
Faz, contudo, saber que um dos seus chefes foi preso, em Cartum, pelos serviços de segurança.
E fala-se de massacre, acusando os paramilitares, ligados ao exército sudanês, de terem dispersado, à força, as manifestações que, desde o início da semana, se concentram frente ao quartel-geral do exército.
Segundo os contestatários, os hospitais têm sido também atacados pelos militares sudaneses.
A nível internacional, a Arábia Saudita sublinha a importância de se retomar o diálogo no Sudão.
Por seu turno, Washington, Londres e Oslo denunciam o apelo dos militares sudaneses.
A China e a Rússia bloquearam, no Conselho de Segurança da ONU, um texto condenando os mortos civis e pedido o fim imediato das hostilidades.
Ao som das balas poucos automóveis circulam nas ruas quase desertas da capital sudanesa, onde hoje se celebra o final do Ramadão.
São, no entanto, poucos os fiéis que oram em Cartum. ANG/RFI