quinta-feira, 20 de junho de 2019

CEDEAO

Missão apela PR para nomear novo PM tendo em conta resultados eleitorais

Bissau, 20 jun 19 (ANG) -  A Missão da CEDEA0 apelou ao Presidente José Mário Vaz para nomear  novo Primeiro-ministro de acordo com os resultados eleitorais, antes do dia 23 de Junho, data em que termina o mandato do chefe de Estado.


O apelo foi tornado público com a  leitura, no aéroporto de Bissau, do Comunicado Final resultante dos dois dias de consultas que a missao realizou em Bissau com diferentes actores politicos guineenses.

A missão ainda declarou que a CEDEAO irá aplicar sanções contra actores políticos  que têm estado a dificultar a estabilização política da Guiné-Bissau.

O presidente José Mário Vaz ,depois de solicitar, segunda-feira, ao PAIGC, na qualidade de vencedor das legislativas de 10 de março passado, a apresentar a sua proposta de primeiro-ministro  recusou ,no dia seguinte, o nome de Domingo Simões Pereira indicado pelo partido para essas funções.

Como alternativa, Mário Vaz solicitou que seja indicada outra pessoa para o cargo de primeiro-ministro.

O PAIGC prepara uma resposta à essa recusa de José Mario Vaz. O Bureau Político do partido está reunido e no centro dos debates está a recusa do nome do líder do partido para as funções de primeiro-ministro.

Os estatutos do PAIGC, (artigo 40) determinam que em caso de vitória eleitoral, o líder do partido, na qualidade de cabeça da lista, é o candidato ao cargo de primeiro-ministro.
A Constituição da República determina que o primeiro-ministro é nomeado tendo em conta os resultados eleitorais.

Entretanto, o coordenador do partido Madem g-15, Braima Camará anunciou esta quinta-feira a sua desistência do cargo de 2º vice-presidente da Assembleia Nacional Popular, para o qual havia sido  reprovado pela maioria dos deputados numa votação feita no parlamento, a 18 de Abril.

Camará disse que se abdica do lugar ,”em nome dos superiores interesses da nação”.

A recusa do Madem G-15 de substituir o nome de Braima Camará por outro dirigente do partido esteve no origem do impasse verificado na eleição completa da mesa da ANP, e que serviu ao Presidente Mário Vaz de pretexto para não avançar com o processo de nomeação do primeiro-ministro, três meses após eleições legislativas ganhas pelo PAIGC.

O lugar de 2º vice-presidente do parlamento, de acordo com o Regimento da ANP, é reservado ao segundo partido mais votado nas eleições mas o seu preenchimento e legtimado  por votos da maioria dos deputados presentes na sessão. 

ANG//SG

Binar


Líder da Bancada Parlamentar da APU-PDGB se solidariza com vítimas de tempestade

Bissau,20 Jun 19(ANG) – O líder da Bancada Parlamentar do partido Assembleia do Povo Unido(APU-PDGB), Marciano Indi esteve quarta-feira em Binar tendo manifestado a sua solidariedade para com as vítimas da tempestade que devastou mais de 60 casas e cacifos comerciais naquela localidade do norte do país.
Vista de uma das casas devastadas

Em declarações à Agência de Notícias da Guiné e Jornal No Pintcha, Marciano Indi disse que deslocou-se à Binar em nome do líder de APU-PDGB, Nuno Gomes Nabian que foi eleito deputado no referido Circulo Eleitoral.

“Fomos indigitados pelo líder do partido APU-PDGB, Nuno Gomes Nabian para virmos juntar com o nosso colega deputado Úmaro Conté para se inteirar “in loco” do que aconteceu com os populares do sector de Binar”, explicou.

 “Vamos informar as autoridades competentes de que, de facto, a situação é preocupante e merece uma resposta rápida e  deve ser prioridade das prioridades”, disse.

O líder da Bancada Parlamentar de APU-PDGB sublinhou que é lamentável ver as famílias sem abrigo com todas as suas reservas alimentícios destruídas, acrescentando que se as chuvas voltarem a cair  a situação vai ser ainda mais dramática devido ao facto de haverem muitas casas sem tecto.

“Por isso, penso que o Governo deve assumir as suas responsabilidades, de agir ,o mais rápido possível, de forma a colmatar a situação e minimizar o sofrimento do povo de Binar”, frisou.

Por sua vez, o deputado de APU-PDGB para o Circulo Eleitoral 5, Úmaro Conté qualificou de grave o que aconteceu em Binar. “Vocês jornalistas viram cá e constataram de facto o que aconteceu e o drama com que se depara a população.

Conté disse que na qualidade de deputado da área, a sua missão é de transmitir as dificuldades das populações às autoridades competentes neste caso ao Governo, acrescentando que, como deputado vai limitar a fazer o papel que a lei lhe confere.

“Desde as primeiras horas da tragédia estamos a envidar esforços para levar junto das autoridades competentes as informações sobre a situação, porque o nosso papel não é de executar”, referiu.

Úmaro Conté informou que segundo os levantamentos feitos no terreno, a tempestade devastou cerca de 60 casas e cacifos comerciais na secção de Binar. ANG/ÂC//SG


Tempo


          Tempestade devasta  Binar e deixa cerca de 60 famílias sem abrigo

Bissau,20 Jun 19(ANG) – Uma tempestade devastou na passada terça-feira a secção de Binar, sector de Bissorã, na região de Oio, norte do país,  tendo deixado sem abrigo cerca de 60 famílias, para além de danos materiais incalculáveis.

Segundo o que apurou o repórter da ANG junto de alguns sinistrados, a trovoada seguida de ventos fortes surpreendeu os populares da secção de Binar por volta das 21h00 horas de terça-feira, dia 18 do corrente mês.

“Ventos fortes arrancaram parcialmente  a cobertura  da minha casa. Na altura, toda a minha família que se encontrava no interior da casa entrou  em pânico, inclusive a minha filha menor assustada fugiu para a casa vizinha”, explicou uma das vítimas, Alberto Bussa Quimatcha.

Apela às autoridades competentes no sentido de apoiarem as vitimas da tempestade em Binar para evitar a destruição completa  das suas casas tendo em conta que já estamos em pleno período chuvoso.

Domingos Carlos Quidom, outra vítima, também afirmou  que a trovoada devastou-lhe toda a cobertura da casa para além de estragos causados aos seus  electrodomésticos, num valor incalculável em dinheiro.

Pediu todas as pessoas de boa vontade para lhes socorrer caso contrário não terão  onde ir se abrigar com a família.

Uma outra vítima de nome Serra Caby disse que a tempestade causou-lhe enormes danos materiais. “Todo o meu  stock de géneros alimentícios ficou destruído, inclusive o arroz. As minhas  vacas e cabras também ficaram feridas e não sei de vão resistir a morte ou não”, informou.

Serra Caby disse que se não receberem ajudas de emergências, as suas campanhas agrícolas do presente ano ficarão comprometidas, acrescentando que, os danos materiais por ele  sofrido podem ser avaliados em cerca de cinco milhões de francos CFA.

Por sua vez, Marinho Quadé explicou que se não for ajuda de Deus não estariam hoje a falar, porque seriam todos mortos. “A trovoada e o vento forte abalou repentinamente a vila de Binar e não demorou mais de dez minutos para causar tantos danos”, explicou.

A tempestade arrancou de raiz muitas árvores, devastou por completo a vedação de “quirintim” do Estádio de Futebol local.

“As nossas roupas e outros mantimentos da família foram totalmente atingidas e estragadas”, lamentou Quadé.

Marinho Quadé voltou a pedir apoios do Governo para as populares vitimadas pela tempestade da secção de Binar.

Fatinha Tavares, outra vítima da tempestade afirmou que desde que povoaram em Binar nunca viu fenómeno do tipo, frisando que só tem que agradecer a Deus porque não causou nenhuma perda humana.

O ancião João Miranda disse que a trovoada foi muito rápida em causar grandes estragos em Binar, sublinhando que nunca viram fenómenos do tipo em Binar. “Depois da tragédia se a chuva não tivesse parado, causaria muito mais danos”, disse.

João Miranda pediu apoios do Governo às vítimas de tempestade em Binar, acrescentando contudo que uma missão da Cruz Vermelha já está a fazer o levantamento de danos junto das vítimas.

Satú Cassamá outra vítima, ao responder as questões dos jornalistas sobre o sucedido, começou por deitar lágrimas, lamentando o estado degradante em que a tempestade deixou a sua casa e a do seu pai. “Já não temos ninguém na família com meios financeiros para nos ajudar a erguer de novo as nossas habitações”, lamentou Cassama com lágrimas nos olhos.ANG/ÂC//SG

França


                    Ex-presidente  Sarkozy  será julgado por corrupção
Bissau, 20 jun 19 (ANG) - Nicolas Sarkozy fez de tudo para evitar o julgamento por corrupção, mas na quarta-feira (19) o Tribunal de Cassação de Paris rejeitou os últimos recursos do ex-presidente francês.
Flagrado por grampos da polícia, Sarkozy é acusado de tentar influenciar um juiz.
Esta é a primeira vez desde a fundação da V República francesa, em 1958, que um ex-presidente do país será julgado por corrupção. O advogado de Sarkozy, Thierry Herzog, e o ex-juiz Gilbert Azibert, também são processados. Os três são acusados de “corrupção” e “tráfico de influências”.
A audiência acontecerá nos próximos meses em um tribunal de primeira instância, mas a data ainda não foi fixada.
O ex-presidente é acusado de tentar, em 2014, com a ajuda do advogado Thierry Herzog, obter informações do então magistrado Gilbert Azibert. Eles propunham ao juiz da Corte de Cassação um cargo de prestígio, em Mônaco, em troca de revelações secretas sobre o chamado “caso Bettencourt”.
Em 2013, o  ex-presidente havia sido acusado de receber doações milionárias da herdeira do grupo L’Oreal, Liliane Bttencourt ao partido UMP(União por um movimento Popular), para financiar sua campanha. Ele foi absolvido nesse.           Nessa época, o Tribunal de Paris havia autorizado o grampo dos telefones de Sarkozy na investigação de um outro caso de corrupção envolvendo o ex-presidente. As escutas acabaram revelando os diálogos e a transação com o juiz Azibert.
Sarkozy, que se retirou da política em 2016, ainda é alvo de um outro processo, o caso Bygmalion, por financiamento ilegal de campanha, em 2012.ANG/RFI



Moçambique


                                    Cimeira EUA-África decorre em Maputo
Bissau, 20 jun19 (ANG) - A 12a cimeira de negócios EUA-África está a decorrer a partir de hoje e até 21 de Junho em Maputo, contando com a presença de 14 chefes de Estado.
Vista da cidade de Maputo
Presente está também Karen Dunn Kelley, vice-secretária norte-americana do Comércio.
Em debate nesta cimeira de negócios EUA-África está o futuro das relações comerciais entre o continente africano e os Estados Unidos da América.
Nesse sentido, os governos de Moçambique e dos Estados Unidos assinaram um memorando de entendimento para impulsionar as trocas comerciais e a remoção de barreiras aos investimentos.
Karen Dunn Kelley diz que Moçambique é o quarto país a rubricar este tipo de acordo com os EUA, e o objectivo é levar à assinatura de acordos de comércio livre.
Durante a abertura do evento, o presidente da República de Moçambique recordou que o continente africano carece de financiamentos para infra-estruturas.
Filipe Nyusi convidou o empresariado norte-americano a investir em África para por cobro ao défice de financiamento que trava o desenvolvimento do continente. 
O continente apresenta um déficit de financiamento para infraestruturas estimado entre 68 e 108 biliões de dólares americanos, de acordo com o Banco Africano de Desenvolvimento
A mobilização desses recursos é vital para acelerar o processo de integração económica regional do continente, afirma o Presidente moçambicano.
Na ocasião, Karen Dunn Kelley lembrou ainda que, apesar de os Estados Unidos serem o maior doador de ajuda humanitária para África, o comércio com o continente caiu 62 por cento desde 2014.
Kelley referiu o medo de correr riscos e as violações ao Estado de Direito como razões para o fraco investimento norte-americano em África.
A cimeira Estados Unidos da América – África foi antecedida pelo histórico anúncio do consórcio liderado pela petrolífera norte-americana Anadarko que assegura a realização do maior investimento de sempre em Moçambique para a exploração de gás natural liquefeito, estimado em 22 mil milhões de euros. ANG/RFI

ONU


Relatora especial responsabiliza príncipe saudita por assassinato de jornalista Khashoggi
Bissau, 20 jun 19 (ANG) - A relatora especial das Nações Unidas Agnès Callamard afirmou  quarta-feira (19) que existem provas suficientes apontando a responsabilidade do príncipe herdeiro saudita Mohamed Bin Salman, conhecido como MBS, no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.
Ela pediu sanções contra os responsáveis pelo homicídio, assim como uma investigação internacional.
Crítico do regime saudita,Jamal Khashoggi foi assassinado em outubro passado, dentro do consulado de seu país em Istambul      .
 A relatora especial da ONU viajou para a Turquia e investigou o caso durante seis meses.
Agnès Callamard considera a Arábia Saudita "responsável" pela "execução extrajudicial" do jornalista. Segundo ela, o relatório, divulgado  para a imprensa, aponta a responsabilidade individual de altos funcionários sauditas, incluindo o príncipe herdeiro. "A investigação demonstrou que há provas suficientes que justificam uma investigação suplementar sobre a responsabilidade de MBS", afirmou.
A relatora, assim como outros especialistas independentes da ONU, não fala em nome das Nações Unidas.
O ministro turco das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu, afirmou que seu país "apoia " o relatório.
A especialista pediu que os países que impõem sanções, como os Estados Unidos, prossigam com a medida contra 17 sauditas, já acusados por seu papel no assassinato. Ainda assim - acrescenta Agnès -, trata-se de medida insuficiente, por não considerar a questão da responsabilidade “do mandante". Por isso, ela pede que as sanções incluam Mohamed Bin Salman e seus bens pessoais no exterior.
Jamal Khashoggi criticava abertamente o príncipe, mas tinha plenamente consciência de seus poderes e o temia", destacou Callamard. Depois negar o crime em um primeiro momento, a Arábia Saudita apresentou diversas versões contraditórias e, agora, diz que Khashoggi foi assassinado em uma operação não autorizada pelo governo.
De acordo com a imprensa americana, a CIA também acredita que o homicídio foi provavelmente encomendado por MBS, que governa de fato a Arábia Saudita.
A especialista da ONU pede ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que inicie uma "investigação penal de acompanhamento sobre o assassinato do senhor Khashoggi para constituir relatórios sólidos sobre cada um dos supostos autores". Ela também reivindica a criação de mecanismos, como um tribunal especial, para determinar as responsabilidades no caso.
No processo, já realizado na Arábia Saudita, a acusação descartou a responsabilidade do príncipe herdeiro e indiciou 20 pessoas, com pedidos de penas de morte para cinco homens. Callamard pede a suspensão deste julgamento, por considerar que o processo judicial não respeita as normas internacionais. Também pede ao FBI (a Polícia Federal americana) a abertura de uma investigação pela morte do jornalista, que morava nos Estados Unidos.ANG/RFI



quarta-feira, 19 de junho de 2019

Política


Presidente da República nega  nomeação de DSP ao cargo de primeiro-ministro

Bissau, 19 jun 19 (ANG) -  O presidente da República, José Mário Vaz rejeitou a proposta do PAIGC para nomeação de Domingos Simões Pereira(DSP), lider do partido, ao cargo  de Primeiro-ministro.

Em carta datada de 18 de junho, (terça-feira) publicada hoje nas redes sociais, O chefe de estado não indicou as razões dessa recusa, depois de convidar ao PAIGC para lhe indicar alguém que seria nomeado primeiro-ministro.

“Enquanto Presidente da República e, nesta qualidade, fazendo jus aos poderes costituicionais que se me reservam, declino a proposta  de nome feita pelo vosso partido para a nomeação ao cargo de primeiro-ministro”, lê-se na carta.

Em alternativa, o  chefe de Estado solicitou ao PAIGC para indicar outro nome para essas funções.

Segundo o jornalista, Nicolau Gomes Dautarim , que cita fontes ligadas ao PAIGC, a Comissão Permanente desta formação políica vai reunir-se com caracter de urgência para se posicionar sobre a decisão do Presidente José Mário Vaz.

O PAIGC foi o vencedor das eleições legislativas de 10 de março passado com 47 deputados mas garantiu uma maioria parlamentar de 54 deputados através de acordos de incidência governativa e parlamentar celebrados com três outras formações políticas.

A Constituição da República determina que o primeiro-ministro é  nomeado tendo em conta  os resultados eleitorais.

ANG//SG

Desporto internacional


   Transferência de João Félix por 120 milhões de euros pulveriza recordes
Bissau, 19 jun 19 (ANG) - A  iminente saída de João Félix do Benfica para o Atlético de Madrid por 120 milhões de euros" põe Portugal ao rubro.
Quem o diz é o comentarista desportivo Luís Aguilar" , o que desde logo pulverisa muitos recordes, em primeiro lugar seria a venda mais cara num clube português, seria também a aquisição mais cara de sempre na história do Atlético Madrid, seria dentro deste mercado - e até ao momento a transferência mais cara - havendo também depois essa questão de Antoine Griezman, jogador francês do Atlético de Madrid, que estaria de saída para o Barcelona ou para o PSG, que também ele tem uma cláusula de 120 milhões de euros".
Mas ainda segundo Luís Aguilar "a diferença entre Antoine Griezman [que foi campeão do mundo com a França no Mundial em 2018] eJoão Félix é que este último teve apenas uma época na equipa principal do Benfica, que foi a anterior, que com o Rui Vitória nem jogava muito, portanto ele foi figura e destaque durante seis meses e isso bastou para que o Atlético Madrid - à partida - consiga bater a cláusula de rescisão do jogador por 120 milhões de euros, oferecendo-lhe ainda um salário que ronda os 6 milhões limpos por época, para um contrato de 5 anos, o que dá no total cerca de 30 milhões de euros e...estamos a falar de um jovem de apenas 19 anos, que apareceu só nesta época".
Luís Aguilar termina afirmando "se tal acontecer será uma grande vitória para o presidente do Benfica Luís Filipe Vieira e a decisão pode ser oficializada ainda esta terça-feira (18/06) dado que João Félix já fez os exames médicos no Atlético Madrid".
A concretizar-se esta transferência o avançado do Benfica João Félix será além do jogador português mais caro de sempre, o quinto jogador mais caro na história do futebol mundial: à frente do jovem português vem Neymar 222 milhões euros, Kyllian Mbapé 180 milhões de euros, Coutinho 130 milhões de euros e Dembelé 125 milhões de euros.
A título comparativo Cristiano Ronaldo custou aos cofres da Juventus de Turim 100 moilhões de euros em 2018.ANG/RFI

Política/presidenciais


  Presidente da República marca eleições presidenciais para 24 de Novembro

Bissau,19 Jun 19(ANG) – O Presidente da República fixou a data de 24 de Novembro do ano em curso para a realização das eleições presidenciais através do Decreto Presidencial número 5, publicado na terça-feira.

José Mário Vaz marcou a data parta o escrutínio presidencial, depois de ter auscultado terça-feira, os partidos com e sem assento parlamentar, a Comissão Nacional de Eleições, o Governo e a Assembleia Nacional Popular(ANP), para o efeito.

A Comissão Nacional de Eleições(CNE), tinha proposto no seu cronograma a realização das eleições à 3 de Novembro do ano em curso e a segunda volta à 8 de Dezembro.

O país aguarda ainda a nomeação do novo primeiro-ministro e consequentemente  formação do Governo da X Legislatura, após a carta endereçada pelo Presidente da República ao partido vencedor das últimas legislativas, neste caso o PAIGC, para lhe enviar o nome do futuro chefe do executivo.

Sabe-se que o PAIGC enviou o nome do seu líder, Domingos Simões Pereira, aliás os estatutos do PAIGC determinam que, em caso de vitória eleitoral, o presidente do partido é quem assume a chefia do governo.ANG/ÂC//SG

França


Jornalista  lembra que filho de Platini ganhou emprego do Catar logo depois do voto na Fifa
Bissau, 19 jun 19 (ANG) - O jornalista do site Mediapart, Yann Philippin que revelou nesta terça-feira (18) em entrevista a RFI a detenção preventiva de Michel Platini, disse que ainda há muitos pontos a serem esclarecidos pela Produradoria Nacional de Finanças sobre o envolvimento do ex-dirigente da UEFA na concessão “litigiosa” da Copa do Mundo de 2022 ao Catar
Michel Platini
Platini, ex-presidente da UEFA, está sendo ouvido por agentes do escritório central de luta contra a corrupção e delitos financeiros e fiscais, em Nanterre, na periferia de Paris.
“Temos conhecimento das suspeitas que pesam contra ele, a partir do famoso almoço no Palácio do Eliseu no qual o ex-presidente Nicolas Sarkozy [2007-2012] teria pedido a Platini para votar pelo Catar”, disse. A custódia pode durar 48 horas.
A Procuradoria Nacional de Finanças (PNF) francesa se interessa particularmente por esse almoço, ocorrido no dia 23 de novembro de 2010, nove dias antes de a Fifa designar o Catar como país anfitrião.
 A “reunião”, convocada por Sarkozy, contou com a presença do então príncipe do Catar Tamim bin Hamad al-Thani, Michel Platini – na época presidente da UEFA e vice-presidente da Fifa – e assessores próximos do ex-presidente francês. Nesse encontro, teria sido acertado que Platini votaria no Catar.
Os participantes também discutiram a compra do PSG pela família real do Catar, um aumento da participação do emirado no grupo Lagardère e a criação de um canal de esportes (BeIN Sports) para competir com o Canal +.
Tempos depois, em entrevista ao jornal Le Monde, Platini reconheceu ter participado do almoço e ter votado no Catar, mas disse que Sarkozy "nunca" pediu a ele que votasse no país do Golfo.
Philippin aponta um segundo elemento a ser esclarecido pela justiça francesa. O filho de Platini, Laurent, foi empregado como diretor de uma empresa de equipamentos esportivos (Burrda), financiada pelo Fundo de Investimentos do Catar, poucos dias depois do almoço no Eliseu. Laurent Platini trabalhou nessa empresa durante quatro anos, de dezembro de 2011 até dezembro de 2016.
O terceiro aspecto opaco para o jornalista do site Mediapart é o pagamento dos 2 milhões de francos suíços que obrigou Platini a pedir demissão da presidência da UEFA. “Esse pagamento foi feito pela Fifa dois meses após a designação do Catar para o Mundial de 2022 e logo após a conclusão de um acordo secreto”, recorda o jornalista do Mediapart.  
Em outubro de 2015, o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter mencionou um "acordo diplomático" para que os Mundiais de 2018 e 2022 acontecessem na Rússia e Estados Unidos, mas este plano fracassou após "a interferência governamental de Sarkozy", de acordo com Blatter. O ex-presidente francês nega qualquer intervenção.
Além de Platini, o ex-secretário-geral do Palácio do Eliseu Claude Guéant e a ex-conselheira para o Esporte sob a presidência de Sarkozy, Sophie Dion, também foram detidos nesta manhã. Eles são interrogados nas dependências do escritório central de luta contra a corrupção e delitos financeiros e fiscais, em Nanterre.
A investigação busca esclarecer se houve crime de "corrupção privada", "associação de criminosos", "tráfico de influência e ocultação de tráfico de influência". O inquérito, aberto pela PNF em 2016, ocorre em colaboração com órgãos judiciais da Suíça e dos Estados Unidos.
O advogado e o porta-voz de Platini, William Bourdon e Jen-Christophe Alquier, divulgaram um comunicado no qual afirmam que o ex-craque está confiante. "Ele não fez nada do que possa se arrepender e é alheio a uma série de fatos que ultrapassam sua alçada", afirma a defesa.ANG/RFI

Egipto


                              ONU quer inquérito sobre morte de Morsi
Bissau, 19 jun 19 (ANG) - A ONU pediu uma investigação sobre a morte de Mohamed Morsi, antigo presidente do Egipto, enterrado terça-feira , numa pequena cerimónia sob alta protecção policial, um dia depois de ter sofrido um ataque cardíaco durante uma audiência em tribunal.
Em causa estão as preocupações sobre as condições de detenção do antigo chefe de Estado, que estava preso desde 2013.
Morsi foi o primeiro presidente eleito democraticamente na história moderna do Egipto. A sua presidência foi curta. Durou apenas um ano, ao ter sido destituído em 2013 pelo actual presidente do Egipto, Abdel Fatah El Sisi, e a sua vida acabaria por terminar segunda-feira com um ataque cardíaco num tribunal.
O ex-presidente acabaria por ser enterrado discretamente a leste do Cairo poucas horas depois.
A sua morte não poderia deixar de gerar controvérsia. Condições precárias durante seis anos de detenção poderão ter acelerado a deterioração da sua saúde, mas é improvável que Morsi tenha sido assassinado, porque há poucas ou nenhumas razões para isso.
O ex-presidente é uma figura marginal na vida política do Egipto desde pelo menos 2014, e o mesmo se pode dizer da Irmandade Muçulmana.
Quase todos os líderes ou apoiantes desta organização se encontram detidos, exilados ou em silêncio desde há vários anos.
Não é de surpreender que apenas um jornal dito independente tenha publicado hoje em primeira página o falecimento do ex-presidente.
A explicação reside na limitada liberdade de imprensa instaurada no Egipto no período pós Primavera Árabe. O actual regime tem assumido este posicionamento como necessário para manter o país estável.
O percurso de Morsi é uma história de infortúnio. Quando foi escolhido para representar a Irmandade Muçulmana nas primeiras eleições democráticas do Egipto, não era sequer um dos membros mais proeminentes da organização.
Durante a sua presidência, Mohamed Morsi pareceu sempre um homem inseguro, tentando disfarçar a sua falta de autoridade com uma linguagem corporal de general que acabaria por nunca assimilar. ANG/RFI

terça-feira, 18 de junho de 2019

Presidenciais 2019


Partidos com e sem assento parlamentar se divergem quanto a data de realização das eleições presidenciais

Bissau,18 Jun 19(ANG) – Os partidos políticos com e sem assento parlamentar se divergiram quanto a data para a realização das eleições presidenciais no país.

À saída de uma auscultação que está a ser feita hoje pelo Presidente da República às referidas formações políticas, visando a marcação da data para a realização das presidenciais no país, Alípio da Silva, líder do partido Frente Democrática(FD), disse que sugeriu ao José Mário Vaz a data de 24 de Novembro do ano em curso, que considera  ideal para o escrutínio presidencial.

o Presidente da Resistência da Guiné-Bissau/ Movimento Bâ-fatá, Fernando Mendes, também subscreveu a data de 24 de Novembro para a realização das eleições presidenciais.

“Nós propomos ao Presidente da República a data de 24 de Novembro, e se levarmos em conta de que do recenseamento que se fez para as eleições legislativas, mais de vinte mil guineenses ficaram de fora, sem contar com muitos que recensearam e cujos os nomes não constaram nos Cadernos Eleitorais, o Governo deve analisar todos estes dados para encontrarem uma solução para o efeito”, sustentou.

Helena Barbosa, do partido Frente Democrática Social)FDS), defendeu a data de 10 de Novembro para o escrutínio presidencial, acrescentando que propõem essa data para evitar a época chuvosa.

Para o líder do Partido da Convergência Democrática(PCD), Vicente Fernandes, 3 de Novembro é  a data defendida pela sua formação política para a realização das eleições.

Fernandes alega  que a data não deve ser dilatada para não coincidir com a época festiva.
Alfredo da Silva, Presidente do Partido Unido Social Democrata(PUSD), disse que propõe a última quinzena de Novembro para o pleito eleitoral no país.

O líder do partido Frente de Libertação Nacional da Guiné (FLING), Luís Cherno Mendes é de opinião de que  as eleições presidenciais devem ser realizadas no dia 24 de Novembro.
Carlos Joaquim Vamaín, do Fórum Cívico Social Guineense, defendeu que deve haver um consenso de todos os actores políticos para a marcação de uma data ideal para a realização das eleições presidenciais.

Mais partidos com e sem assento parlamentar deverão ser ouvidos hoje pelo chefe de Estado, que de seguida decidirá sobre uma data a ser fixada para as presidenciais que deverão ser realizadas ainda este ano.ANG/ÂC//SG



Índia


                                           Vaga de calor mata no Norte
Bissau, 18 jun 19 (ANG) - Uma vaga de calor no estado de Bihar, norte da Índia, provoca várias dezenas de mortos, no decurso das últimas 48 horas.
Segundo as autoridades competentes,a citada região é atingida, há mais de duas semanas, por um calor extremo. Uma parte importante das vítimas são de Magadh, zona que enfrenta uma seca onde as temperaturas alcançaram os 45 graus centígrados.
Segundo Vijay Kumar, dos serviços de saúde locais, as mortes ocorridas em Bihar, um dos Estados mais pobres no norte da Índia, devem-se a temperaturas muito elevadas.
Quarenta e nove pessoas morreram em três bairros de Magadh, zona atingida pela seca. De acordo com Kumar, foi no sábado que a temperatura registou uma alta repentina e pessoas afectadas por uma insolação começaram a precipitar-se para vários hospitais.
Vijay Kumar, sublinhou que a maioria das vítimas morreram no sábado a noite e no domingo de manhã, durante o tratamento.
O dirigente do departamento de saúde regional, acrescentou que cerca de 40 pessoas continuavam a ser tratadas num hospital público de Aurangabad.
A maioria das pessoas faziam parte de um faixa etária acima dos 50 anos e foram transportadas para os serviços de urgência num estado meio inconsciente, com sintomas de febre alta, diarreira e vómitos.
Segundo ainda as autoridades do estado de Bihar, ocorreram 27 mortos no distrito de Aurangabad, 15 em Gaya e 7 em Nawada.
O Ministro-chefe do Estado de Bihar, Nitish Kumar, anunciou que as famílias de cada vítima receberão uma compensação de 400.000 rupis, o equivalente de 5.700 dólares.
Harsh Vardhan, ministro da Saúde da Índia, lançou um apelo para que os habitantes do estado de Bihar evitem sair das suas casas, enquanto não se registar uma queda das temperaturas.ANG/RFI


União Africana


                Missão analisa situação política com autoridades guineenses  

Bissau, 18 jun 19 (ANG) – Uma missão da  União Africana(UA) está em Bissau a analisar com as autoridades políticas e a sociedade civil guineenses as formas de se ultrapassar o clima de tensão instalada com a não nomeação do primeiro-ministro pelo Presidente da República, três meses após a realização  de eleições legislativas.

Na segunda-feira, a missão manteve  encontros com os parceiros internacionais, as autoridades guineenses e partidos políticos com representação parlamentar.

Esta  terça-feira vai reunir-se com o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, sociedade civil e com os partidos políticos sem representação parlamentar.

A missão acontece depois de, na semana passada, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana, na sequência de uma reunião em que se analisou da Guiné-Bissau, ter manifestado "profunda preocupação"com a ausência de progressos para a resolução do impasse político no país, incluindo a nomeação de um primeiro-ministro e a conclusão da eleição da mesa da Assembleia Nacional Popular.

Para a União Africana, aquelas situações têm um impacto negativo na situação socioeconómica do país.

As eleições legislativas na Guiné-Bissau realizaram-se a 10 de março, mas o Presidente, José Mário Vaz, só na sexta-feira passada começou a ouvir os partidos para indigitar o primeiro-ministro e consequente nomeação do Governo, tendo na segunda-feira convidado ao PAIGC para lhe indicar a sua proposta de primeiro-ministro, que recaiu na pessoa do seu líder, Domingos Simões Pereira.

O Presidente guineense tem justificado o atraso na indigitação do futuro chefe do Governo com o impasse que se verifica no parlamento sobre o preenchimento do lugar de 2º vice-presidente da ANP.

Os novos deputados guineenses tomaram posse a 18 de abril, mas não se entenderam quanto à eleição do segundo vice-presidente da mesa.

Depois de Cipriano Cassamá, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), ter sido reconduzido no cargo de presidente do parlamento, e Nuno Nabian, da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), ter sido eleito primeiro vice-presidente, a maior parte dos deputados guineenses votou contra o nome do coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Braima Camará, para segundo vice-presidente do parlamento.

O Madem-G15 recusou avançar com outro nome para cargo e apresentou uma providência cautelar para anular a votação, mas que foi recusada pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Por outro lado, o Partido de Renovação Social (PRS) reclama para si a indicação do nome do primeiro secretário da mesa da assembleia.

O parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC (partido mais votado nas legislativas, mas sem maioria), a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro, que juntou o Madem-G15 (segundo partido mais votado) e o PRS, com 48. ANG/Lusa