segunda-feira, 30 de março de 2026

       Rússia/Petroleiro com 100.000 toneladas de crude chegou a Cuba

Bissau, 30 Mar 26 (ANG) - O petroleiro Anatoly Kolodkin, que transporta 100 mil toneladas de petróleo bruto, chegou hoje a Cuba, anunciou o Ministério dos Transportes da Rússia.

O navio está a aguardar descarregamento", informaram as autoridades russas, num comunicado divulgado pela agência de notícias Interfax, após o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ter autorizado a chegada do carregamento de petróleo russo.

Este é o primeiro carregamento de petróleo a chegar à ilha nos últimos três meses.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio petrolífero a Cuba em janeiro, na sequência da captura do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas forças norte-americanas e de uma subsequente interrupção abrupta dos fornecimentos de petróleo por parte de Caracas, principal fornecedor de combustível de Cuba nos últimos 25 anos.

"A Rússia está, mais uma vez, a cumprir o seu compromisso de fornecer ajuda material a Cuba. O combustível está a poucas horas de chegar a um porto cubano", informou no domingo a emissora estatal cubana Canal Caribe.

A Rússia declarou há algumas semanas que estava a considerar enviar petróleo bruto para Cuba por razões humanitárias, ainda que esta decisão representasse um desafio a Washington.

Cuba sofreu sete cortes gerais de eletricidade desde o final de 2024, dois dos quais recentemente.

Trump afirmou no domingo que não se importa que Cuba receba crude de um petroleiro russo. ANG/Lusa

 

Espanha/Governo fechou espaço aéreo à todos os voos envolvidos em ataques ao Irão

Bissau, 30 Mar 26 (ANG) - A Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão, além de ter recusado a utilização de duas bases militares pelos EUA, disseram o Governo e as forças armadas espanholas.

"Não só não permite o uso das bases de Rota (Càdiz e Morón de la Frontera (Sevilha) por parte de aviões e combate ou reabastecimento em voo que cooperam no ataque, como também não autoriza o uso do seu espaço aéreo às aeronaves norte-americanas destacas em terceiros países, como Reino Unido ou França", noticiou hoje o jornal El Pais, que cita fontes militares.

A informação, avançada por este jornal, foi entretanto confirmada por fontes do Governo espanhol citadas por outros meios de comunicação social, como a agência de notícias Europa Press.

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, disse na semana passada no parlamento que o Governo que lidera recusou aos Estados Unidos "a utilização das bases de Rota e de Morón para esta guerra ilegal".

"Todos os planos de voo que contemplam ações relacionadas com a operação no Irão foram recusados. Todos incluídos os de aviões de reabastecimento", disse Sánchez.

O primeiro-ministro espanhol assumiu que esta recusa "não foi fácil".

"Mas fizemo-lo porque assim o permite o acordo bilateral para a utilização das bases e porque somos um país soberano que não quer participar em guerras ilegais", afirmou.

Segundo escreve hoje o El Pais, nas semanas anteriores aos primeiros ataques dos EUA e Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, houve "intensas negociações entre Madrid e Washington sobre o papel de Espanha" e das bases militares espanholas usadas pelos EUA "no dispositivo militar norte-americano", que culminaram com o veto do Governo de Sánchez.

O líder do Governo espanhol condenou desde o primeiro momento os ataques ao Irão, assim como, posteriormente, a resposta do regime de Teerão, que tem bombardeado alvos em diversos países.

Sánchez considera que a guerra foi iniciada de forma ilegal, à margem de todas as normas do direito internacional, e defendeu, na mesma intervenção no parlamento espanhol na semana passada, que o mundo assiste a um "desastre absoluto", com um cenário "muito pior" do que o de 2003, com o Iraque.

O líder do Governo espanhol sublinhou que o Irão, ao contrário do Iraque, é uma "potência militar" e tem um poder económico várias vezes superior, com impacto a nível mundial, e considerou que a guerra atual, além de ter sido iniciada sem qualquer consulta ou aviso por parte dos EUA aos aliados ou "amparo legal", não tem também um "objetivo definido".

Sánchez lembrou que os ataques ocorrerem poucos dias depois de notícias que davam conta de avanços em negociações com o regime de Teerão e quando até cargos norte-americanos confirmam que não existia uma ameaça nuclear iminente.

Para o líder do Governo espanhol, a guerra está só a destruir a legalidade internacional, a desestabilizar o Médio Oriente ou "a enterrar Gaza nos escombros do esquecimento e da indiferença" e aquilo que conseguiu até agora foi substituir uma liderança iraniana por outra "ainda mais sanguinária", beneficiar a Rússia e enfraquecer a Ucrânia, com o Moscovo a beneficiar do levantamento de sanções, e perturbar a economia mundial. ANG/Lusa

 

Cabo Verde/Mais um turista morre após visita a Cabo Verde. É o 7.º britânico

Bissau, 30 Mar 26 (ANG) - Homem de nacionalidade britânica, que esteve uma semana de férias na ilha do Sal, em Cabo Verde, morreu de problemas gástricos.

A morte acontece depois de as autoridades do país terem confirmado a presença da bactéria Shigella em amostras de água de rega de produtos frescos fornecidos a hotéis.

Em três anos, pelo menos sete turistas de nacionalidade britânica morreram após irem de férias para Cabo Verde, e de padecerem de problemas gástricos.

Esta última vítima é um homem na casa dos 50 anos que morreu após uma estadia de uma semana no hotel de cinco estrelas Riu Palace, em Santa Maria, na ilha do Sal, noticia o The Mirror.

É a sétima pessoa a morrer desde janeiro de 2023, tendo as primeiras vítimas sido, alegadamente,  Jane Pressley, de 62 anos, Mark Ashley, de 55, ambos hospedados no mesmo hotel e de Karen Pooley, de 64, que estava no Rio Funana, pertencente à mesma cadeia. 

A notícia surge depois de Cabo Verde ter detetado a bactéria Shigella em amostras de água de rega de produtos frescos fornecidos a hotéis, após investigações nas ilhas do Sal e da Boa Vista, anunciou Hélio Rocha, administrador do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP).

Os resultados surgem depois de o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla europeia) ter emitido, na quarta-feira, recomendações para viajantes devido a um "risco moderado" de infeções gastrointestinais em Santa Maria, ilha do Sal.

O aviso foi feito por continuarem "a ser reportados casos" e "a origem da infeção" ainda não ter sido identificada, apontou o ECDC, indicando que, desde setembro de 2022, "foram detetados mais de 1.000 casos confirmados e prováveis" de infeções gastrointestinais com origem em Cabo Verde.

Recorde-se que em fevereiro deste ano, o ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde reforçou que não existia evidência de surtos Shigella no país, desvalorizando o impacto dos relatos de turistas publicados no Reino Unido sobre casos de infeções gastrointestinais entre turistas.

O governante assegurava que o sistema sanitário cabo-verdiano está a realizar uma "investigação rigorosa" em toda a cadeia produtiva, desde fornecedores a unidades hoteleiras, "para apurar se há ou não há [um surto].

"As informações que temos do nosso sistema de saúde é que não há ainda evidência de que haja surto de Shigella em Cabo Verde", afirmou o ministro, sublinhando que "o turismo está vivo em Cabo Verde" e que o país possui indicadores de saúde "próximos do nível de países desenvolvidos", com uma expectativa de vida de 75 anos. ANG/Lusa

 

França/Autarca recém-eleito  apresenta queixa contra canal de televisão por racismo

Bissau, 30 Mar 26 (ANG) - Bally Bagayoko, o novo autarca da cidade de Saint-Denis, junto a Paris, diz que vai avançar com uma queixa crime contra um canal de televisão tradicionalmente posicionado à direita por insultos racistas.


Uma das surpresas destas eleições autárquicas em França foi a eleição de Bally Bagayoko, candidato da França Insubmissa, que logo na primeira volta ganhou uma das cidades mais importantes da periferia de Paris. Bagayoko nasceu nos arredores de Paris, tem origens malianas e desde o início dos anos 2000 está envolvido na política local de Saint-Denis, que conta com quase 150 mil habitantes.

Desde a sua eleição que Bally Bagayoko se tornou uma figura da política nacional, recebendo uma grande atenção dos meios de comunicação franceses. Um dos meios que mais tem falado dele é a televisão CNews, especialmente depois de o autarca ter anunciado que vai retirar as armas aos polícias municipais para que se tornem uma polícia de proximidade.

Numa das emissões deste canal que tem afinidades com a direita e com a extrema-direita francesas, um psicólogo disse que Bally Bagayoko estava a tentar impor-se como acontece "entre homo sapiens, que pertecem à família dos grandes macacos" e isso acontece "em todas as colectividades, todas as tribos". Mais tarde, noutro programa, o filósofo Michel Onfray disse que Bagayoko tinha uma atitude "tribal" e de "macho dominante".

Rapidamente, várias figuras de esquerda condenaram estas declarações dizendo que estas comparações aconteciam devido à cor da pele do novo autarca de Saint-Denis. No sábado, o autarca anunciou que vai apresentar queixa contra a CNews e que vai organizar "um grande encontro contra o racismo e contra o fascismo". Já o canal de televisão fala de "uma polémica infundada".

O canal de televisão CNews, que pertence ao milionário conservador Vincent Bolloré e é hoje o canal mais visto em França, já se viu envolvido em várias polémicas. Em Fevereiro pagou cerca de 100 mil euros de multa devido a duas emissões difundidas no Verão de 2025 em que houve discriminação contra muçulmanos e contra argelinos.ANG/Lusa

Portugal/Estudantes dos PALOP em Portugal queixam-se de dificuldades de vistos e elevado custo de vida

Bissau, 30 Mar 26 (ANG) - Os problemas administrativos, incluindo os vistos, assim como as dificuldades com o custo de vida em Portugal estão entre os grandes problemas aos quais se confrontam os estudantes dos países africanos de língua portuguesa que chegam às universidades lusitanas.

Os estudantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) em Portugal queixam-se de atrasos na emissão de vistos, aumento dos custo de vida e barreiras curriculares.

Bilkiça Câmara, estudante guineense na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, falou sobre as dificuldades dos estudantes que vêm dos PALOP para Portugal.

"Não são duas ou três pessoas que passam por isso e a grande maioria dos estudantes que ingressam através do regime especial, muitos acabam por desistir. Outros acabam por entrar num estado de espírito e mental completamente destrutivo e chega a altura em que eles têm que decidir se continuam com os estudos ou continuam a trabalhar para se sustentar. E muitos acabam por escolher a segunda opção, que é trabalhar para se sustentarem", disse Bilkiça Câmara, em declarações à Agência Lusa.

Os estudantes falam também da falta de apoio pedagógico quando matérias que deveriam ter sido aprendidas no 12º ano não foram ensinadas noutros países, sentindo que ficam para trás nas aprendizagens.

Bilkiça Câmara pede "mais sensibilidade" e ajuda para colmatar estas diferenças de forma a promover uma verdadeira inserção e universidades mais "diversas" e "internacionais". ANG/Lusa

 

Camarões/CAF realiza reformas para fortalecer a confiança na arbitragem, no VAR e nos órgãos judiciais

Bissau, 30 Mar 26 (ANG) – A Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou no domingo a implementação de uma série de reformas e melhorias em seus estatutos e regulamentos, visando fortalecer a confiança e a credibilidade dos árbitros africanos, dos operadores do VAR, bem como dos órgãos jurisdicionais da organização, incluindo o painel disciplinar e o Comitê de Apelações.

Essas medidas também visam evitar a repetição dos incidentes ocorridos durante a final da Copa Africana de Nações (CAN Marrocos 2025), afirmou a CAF em comunicado.

"A CAF manterá sua política de nomear alguns dos juízes e advogados africanos mais experientes e respeitados para o Júri Disciplinar e o Comitê de Apelações. Essas nomeações são feitas pelo Comitê Executivo da CAF e pela Assembleia Geral Ordinária, com base em indicações apresentadas pelas 54 Associações Membro e pelas Uniões Zonais", especifica a mesma fonte.

Ela também enfatizou que a independência e a imparcialidade de seus órgãos judiciais continuam sendo princípios fundamentais.

Citado no comunicado de imprensa, o presidente da CAF, Patrice Motsepe, afirmou que a organização "está implementando reformas estruturais significativas em seus Estatutos e Regulamentos, a fim de fortalecer a confiança nos árbitros, operadores do VAR, comissários de jogos e órgãos judiciais da CAF. Esses ajustes também ajudarão a evitar a repetição dos incidentes inaceitáveis ​​vistos durante a Copa Africana de Nações Marrocos 2025."

Ele acrescentou que a CAF contou com a experiência de advogados especializados em direito desportivo, tanto em África como a nível internacional, para garantir que os seus textos estivessem alinhados com as melhores práticas globais na governação do futebol, dentro e fora de campo. ANG/Faapa

Moçambique/Época das chuvas em Moçambique com 306 mortos desde Outubro

Bissau, 30 Mar 26 (ANG) - O número de mortos na atual época das chuvas em Moçambique subiu para 306, com 1,05 milhões de pessoas afetadas, desde outubro, segundo atualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com informação da base de dados do INGD atualizada esta manhã, consultada pela Lusa, contabilizam-se mais dois mortos nos últimos dias, tendo sido afetadas 1.053.575 pessoas (mais 25.000 face ao balanço anterior) na presente época das chuvas - que se prolonga ainda até final de abril -, correspondente a 243.201 famílias.

Há também registo de 17 pessoas desaparecidas e 351 feridos.

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afetando globalmente 715.803 pessoas, com algumas zonas do sul a registaram nos últimos dias uma nova vaga de inundações.

Já a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de fevereiro, causou mais quatro mortos e afetou 9.040 pessoas, segundo os dados do INGD.

No total, 24.229 casas ficaram parcialmente destruídas, 11.996 totalmente destruídas e 209.219 inundadas, em toda a presente época chuvosa, até ao momento.

Ao todo, 304 unidades de saúde, 109 locais de culto e 764 escolas foram afetadas em menos de seis meses.

Os dados do INGD indicam ainda que 316.267 hectares de áreas agrícolas foram perdidos, afetando 371.320 agricultores, e 531.116 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves.

Foram ainda afetados nesta época das chuvas 9.522 quilómetros de estradas, 51 pontes e 237 aquedutos.

Desde outubro, o instituto de gestão de desastres moçambicano ativou 197 centros de acomodação, que chegaram a albergar 139.461, dos quais 29 ainda estão ativos, com pelo menos 9.751 pessoas, além do registo de 7.214 pessoas que tiveram de ser resgatadas. ANG/Lusa

 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Comunicação Social Secretário Executivo do CMICS adverte aos novos jornalistas licenciados  que o futuro do sector está nas suas mãos

Bissau, 27 Mar 26 (ANG) – O Secretário Executivo do Consórcio Media, Inovação da Comunicação Social (CMICS) advertiu hoje os 30 jornalistas licenciados  que o futuro da Comunicação Social guineense está nas suas mãos, e lhes pediu para se comprometerem com a verdade, ética e  prestação de serviços à sociedade.

Jorge Camilo Handen, que falava na cerimónia de entrega de  diplomas aos primeiros  39 finalistas do curso de licenciatura em jornalismo, ministrado pelo CMICS em colaboração com a Escola de Artes e Ofícios (AD) , com apoio financeiro das Nações Unidas, através de Fundo da Consolidação da Paz .

Os 39 diplomados, 25 mulheres e 14 homens iniciaram a formação  no ano letivo 2021/2022.

Handen referiu que a formação começou com  96 inscritos, 53 mulheres e 43 homens.

 “Se a ambição de mundo que inspirou os primeiros profissionais da Comunicação Social tornou-se mais complexa diante dos desafios atuais, continua a ser fundamental cultivar, em cada jornalista, um forte compromisso com a sociedade”, salientou Jorge Camilo Handen.

Acrescentou que os novos diplomados irão contribuir, de forma progressiva, para construção de uma sociedade mais justa, democrática e participativa, promovendo um ambiente de diálogo transparente, saudável e competitivo.

Aquele responsável afirmou que o objetivo desta iniciativa é de  dotar profissionais jovens na área de jornalismo de competências e ferramentas essenciais para o exercício da profissão, promovendo uma prática jornalística responsável, isenta e independente.

Handen disse que, inicialmente, o curso era para o nível de Bacharelato que durou um ano e meio, mas que, com a concorrência do mercado foi restruturado e o curso foi aprovado pelo Ministério da Educação para uma licenciatura de quatro  anos.

A madrinha do evento a jornalista Elci Pereira Dias, alertou,  entretanto, que o jornalismo exige compromisso com a verdade, mas também exige constante aprendizado e adaptação.

O padrinho, Alberto Luís Quematcha, pediu aos diplomados para recusarem a indiferença, e  servirem ao povo e não manipular o povo.

Em nome dos licenciados,  Soraia Djara Sambú parabenizou os colegas por terem alcançado seus objectivos e reafirmou as suas determinações de defender os valores e princípios que regem a profissão .

Pediu à todos para defenderem a ética e deontologia profissional,  um jornalismo capaz de contribuir para o fortalecimento da democracia,  Paz e o desenvolvimento sustentável, à semelhança do  lema:” Por um jornalismo livre e independente perante os desafios do presente”.

Os trinta finalistas que receberam diplomas 24 são residentes em Bissau e os seis na diáspora. ANG/JD/ÂC//SG

Comunicação Social/”Preservar o Jornal Nô Pintcha significa preservar a identidade de Guiné-Bissau”, diz ministro Abduramane Turé

Bissau, 27 Mar 26 (ANG) - O ministro da Comunicação Social Abduramhane Turé defendeu  hoje que , a preservação e o fortalecimento do Jornal Nô Pintcha significa preservar uma parte essencial da identidade do país.

Turé discursava a cerimónia comemorativa do 51º aniversário do jornal Nô Pintcha celebrado esta quinta-feira, na sede do semanário estatal, em Bissau, sob o lema “Informar com total isenção e imparcialidade abdicando de conteúdos suscetíveis de gerar conflitos ou violência gratuita”.

Turé disse  que, o NÕ Pintcha  constitui um pilar fundamental na informação, formação e construção da consciência colectiva do povo guineense.

 “Vivemos hoje um momento particularmente sensível e decisivo para o nosso país. Estamos numa fase de transição política que culminará com a realização de eleições gerais no próximo mês de Dezembro. Neste contexto, o papel dos órgãos de Comunicação Social torna-se ainda mais crucial. São eles os guardiões da verdade, os promotores do debate democrático e os facilitadores de uma cidadania consciente e participativa”, disse.

Abduramhane Turé sublinhou que é fundamental que haja união em torno dos objectivos básicos do jornal, de modo a permitir-lhe informar com rigor, isenção e responsabilidade, promover os valores democráticos e contribuir para a estabilidade e o desenvolvimento do país.

Por outro lado, o ministro reafirmou o compromisso do Governo de continuar a apoiar iniciativas que visem o fortalecimento institucional, a modernização e a valorização dos profissionais da Comunicação Social, com particular atenção aos órgãos públicos.

Por sua vez, o Director-Geral do Jornal Nô Pintcha Abulai Djaló afirmou que o momento lhes incumbe, enquanto profissionais de imprensa, a missão de renovar os seus compromissos com a verdade, rigor, isenção e transparência, exercendo, acima de tudo, um jornalismo virado ao desenvolvimento, que o povo guineense tanto almeja.

“Na celebração dos  50 anos do Jornal Nô Pintcha, tínhamos desenvolvidos diferentes actividades, mas este ano, o momento nos convida para uma profunda reflexão sobre o nosso desempenho enquanto fazedores de opinião pública, sobretudo no contexto actual em que o país observa um período de transição”, sublinhou aquele responsável.

Djaló sustentou que o Jornal Nô Pintcha está sempre na linha de frente dos acontecimentos que marcam a actualidade nacional e internacional, narrando os factos com transparência e rigor profissional.

“Apesar das dificuldades financeiras que enfrentamos, mantemos como meta  trabalhar com afinco para angariar os equipamentos necessários à criação de uma gráfica própria para nos proporcionar total autonomia, concernente a periodicidade da impressão em papel”, disse o Director-Geral do Jornal Nô Pintcha.

Abulai Djaló ainda enalteceu  os esforços que estão sendo empreendidos pelo ministro da Comunicação Social  para angariação de  meios com vista a criação de condições laborais nos órgãos públicos de Comunicação Social da Guiné-Bissau.

O Jornal Nô Pintcha é um dos quatro órgãos públicos da Comunicação Social da Nação guineense, e foi criado a 27 de Março  1975 ..ANG/AALS/ÂC//SG

Agricultura/Ministro Amadu Ury Guissé reitera em visita a Região de Cacheu o compromisso do Governo com  desenvolvimento agrícola sustentável

Bissau, 27 Mar 26(ANG) – O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Amadu Ury Guissé, após realizar visitas as regiões de Biombo, Oio, Bafatá e gabu esteve quinta-feira na região de cacheu onde reiterou o compromisso do Governo de Transição com o desenvolvimento agrícola sustentável e  combate à pobreza no país.

De acordo com uma nota do Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural, publicada na  página da Facebook da instituição, no âmbito desta visita, Amadú Guissé identificou as dificuldades que os agricultores enfrentam e procedeu a distribuição de materiais agrícolas.

No terreno, o ministro efetuou visitas técnicas às hortas comunitárias de São Vicente e Quitebado, no setor de Bula, onde constatou algumas preocupações, nomeadamente a falta de sementes melhorados, insuficiência de equipamentos agrícolas e de formação técnica. ANG/AC//SG

           Rússia/ Moscovo acolhe 3ª cúpula Rússia-África neste Outono

Bissau, 27 Mar 26 (ANG) - A capital russa sediará a terceira cúpula Rússia-África no outono, anunciou , quinta-feira a Fundação Roscongress, entidade responsável desde 2007 pela organização de grandes eventos económicos e internacionais na Rússia.


A cúpula reunirá chefes de Estado e de governo, bem como representantes de ministérios e instituições de países africanos, organizações regionais e internacionais, além de atores do setor privado, especialistas e membros do mundo académico, conforme especificado.

Os preparativos para este encontro já haviam sido discutidos na segunda Conferência Ministerial Rússia-África, realizada em Dezembro passado no Cairo.

O encontro de Moscou dá continuidade à Cúpula Rússia-África de 2023, durante a qual os líderes participantes adotaram uma declaração que define as principais diretrizes da parceria russo-africana de longo prazo.

Citado no comunicado de imprensa, o conselheiro presidencial Anton Kobiakov indicou que a Cúpula Rússia-África e outros eventos planejados para este outono "visam fortalecer a cooperação abrangente com os países africanos" e definir novas áreas de cooperação tanto em nível bilateral quanto multilateral.

"Os eventos planejados permitirão uma análise aprofundada de todas as relações russo-africanas e a definição de perspectivas de cooperação a longo prazo nas áreas política, de segurança, económica, científica, cultural e humanitária", afirmou.

De acordo com a Roscongress, os principais objetivos da cúpula são o fortalecimento do diálogo político de alto nível, a coordenação de esforços para enfrentar os desafios de segurança contemporâneos e o desenvolvimento de intercâmbios econômicos (particularmente nos setores de investimento, energia, infraestrutura e agricultura).

Espera-se também que a cúpula fomente a expansão dos laços culturais e educacionais, bem como a promoção de iniciativas conjuntas em ciência, tecnologia e inovação. Vários acordos intergovernamentais e interinstitucionais deverão ser assinados durante o evento.

A primeira Cúpula Rússia-África foi realizada em Sochi, em Outubro de 2019, enquanto a segunda ocorreu em São Petersburgo, em Julho de 2023. Esta última resultou na adoção de uma declaração final e de um plano de ação conjunto com vigência até 2026. ANG/Faapa

    

 

EUA/Nicolás Maduro faz segunda aparição em tribunal nos EUA e tem pedido de arquivamento de acusações negado

Bissau, 27 Mar 26 (ANG) - O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro apareceu sorrindo na quinta-feira (26) em um tribunal de Nova York, onde permaneceu em silêncio durante sua segunda aparição pública desde sua dramática captura pelos Estados Unidos.

Ao longo da audiência, que durou pouco mais de uma hora, o juiz responsável indicou que não atenderia ao pedido da defesa para arquivar as acusações.

Acusado de tráfico de drogas juntamente com a esposa, Cilia Flores, de 69 anos, o ex-líder venezuelano, de 63, demonstrou estar relaxado: sorriu, fez anotações, conversou com seus advogados por meio de um intérprete, observando a imprensa. Ele vestia o uniforme cinza de presidiário.

Retirados antes do amanhecer da prisão no Brooklyn, onde estão detidos desde 3 de Janeiro, Maduro e a esposa chegaram ao Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, onde algumas dezenas de opositores e apoiadores já aguardavam.

“Estamos buscando desesperadamente qualquer forma de justiça por tudo o que passamos”, disse à AFP o educador venezuelano Carlos Egana, 30 anos, segurando um manequim representando Maduro com expressão sombria. “E o fato disso estar acontecendo, seja aqui nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar, é algo a se comemorar”.

Perto dali, ativistas de pequenas organizações de esquerda exibiam cartazes criticando as políticas de Donald Trump: “Da Venezuela ao Irã, chega de sanções e bombas!”. Pela manhã, uma breve confusão ocorreu entre membros dos dois grupos.

Enquanto isso, em Caracas, centenas de apoiadores do ex-presidente se reuniram na Praça Simón Bolívar, no centro da capital, para demonstrar solidariedade.

Presente ao protesto, o filho do ex-líder, o deputado Nicolás Maduro Guerra, declarou confiar “no sistema jurídico dos Estados Unidos”, embora afirmasse que seu pai deveria gozar de “imunidade” devido ao seu status.

Apesar de Maduro e Cilia Flores terem se declarado inocentes, seus advogados pediram o arquivamento do processo, alegando que as sanções internacionais impostas pelos EUA impedem o Estado venezuelano de pagar os honorários da defesa.

Segundo eles, isso viola um direito garantido pela Sexta Emenda da Constituição americana. A promotoria, por sua vez, sustenta que o casal possui recursos suficientes para custear sua defesa. “Não vou retirar as acusações”, afirmou o juiz Alvin Hellerstein, sem definir uma nova data para a próxima audiência.

Maduro não se pronunciou publicamente desde sua audiência inicial, em 5 de Janeiro no mesmo tribunal, quando ele e a esposa foram formalmente indiciados.

Na ocasião, adotou um tom desafiador, apresentando-se como “presidente em exercício da República da Venezuela”, declarando-se “sequestrado” pelos EUA e afirmando ser um “prisioneiro de guerra.”

Também nesta quinta-feira, em reunião na Casa Branca, Donald Trump disse à imprensa que “outros casos serão levados aos tribunais” contra o ex-chefe de Estado da Venezuela, sem fornecer detalhes.

Desde sua chegada aos EUA, Maduro e a esposa estão detidos no Metropolitan Detention Center (MDC), no Brooklyn, uma prisão federal conhecida por condições insalubres e problemas de gestão. Isolado em sua cela, sem acesso à internet ou a jornais, o ex-presidente — chamado de “o presidente” por alguns detentos — passa o tempo lendo a Bíblia, segundo pessoas próximas.

Enfrentando quatro acusações nos EUA, incluindo narcoterrorismo, Maduro é acusado de proteger e promover uma ampla operação de tráfico de drogas, principalmente por meio de alianças com grupos guerrilheiros e cartéis considerados “terroristas” por Washington. Sua esposa enfrenta três acusações.

Desde a captura do casal o ex-motorista de ônibus que sucedeu Hugo Chávez e governou a Venezuela por 12 anos foi obrigado a ceder o poder à sua vice-presidente Delcy Rodríguez. Desde então, ela tem feito diversas concessões e gestos conciliatórios em direção aos Estados Unidos, enquanto Trump repete que agora é ele quem exerce, de fato, a liderança venezuelana a partir de Washington. ANG/RFI/ AFP

 

EUA/ONU pede responsabilidades aos EUA pelo ataque contra uma escola no Irão

 

Bissau, 27 Mar 26(ANG) - O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou hoje veementemente o bombardeamento norte-americano contra uma escola iraniana no dia 28 de fevereiro pedindo responsabilidades. 

 

O ataque que atingiu a escola iraniana fez 165 mortos e ocorreu no primeiro dia da campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

 

O Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou esta sexta-feira veementemente o bombardeamento norte-americano contra uma escola iraniana no dia 28 de fevereiro pedindo responsabilidades.

 

O ataque que atingiu a escola iraniana fez 165 mortos e ocorreu no primeiro dia da campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

 

"O bombardeamento contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh em Minab causou um profundo horror", disse Volker Turk perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

 

Volker Turk sublinhou que é obrigação dos autores do ataque conduzir uma investigação rápida, imparcial, transparente e completa.

 

O alto-comissário recordou que a Administração dos Estados Unidos afirmou que o bombardeamento está a ser investigado e apelou para que as conclusões sejam tornadas públicas.

 

"A justiça deve ser feita pelos terríveis danos causados", acrescentou Volker Turk.

Esta sexta-feira, o Conselho de Direitos Humanos da ONU vai realizar uma nova reunião sobre a segurança das crianças no conflito do Médio Oriente na sequência do bombardeamento contra a escola da região iraniana de Minab.

 

A reunião foi pedida pelo Irão, República Popular da China e Cuba e vai concentrar-se na "proteção das crianças e das instituições de ensino em conflitos armados internacionais".

O Governo iraniano acusou os militares norte-americanos de terem atacado a escola.

 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, negou inicialmente qualquer envolvimento dos Estados Unidos no bombardeamento que atingiu a escola de Minab e culpou o Irão, antes de indicar que "aceitaria" o resultado de uma investigação. ANG/Inforpress/Lusa

 

Bruxelas/Parlamento Europeu valida novas regras para deportações e centros de migrantes fora da UE

Bissau, 27 Mar 26 (ANG) - O Parlamento Europeu aprovou , quinta-feira (26) um significativo endurecimento da política migratória do bloco e endossou o conceito de “centros de retorno”, locais para onde migrantes seriam enviados fora da União Europeia.

A medida foi exigida pela maioria dos Estados-membros e por eurodeputados de direita e extrema-direita, que celebraram o resultado da votação com aplausos.

Atualmente, apenas cerca de 20% das ordens de expulsão emitidas na União Europeia são realmente executadas, um índice frequentemente criticado por defensores de políticas migratórias mais rígidas.

 Sob pressão para endurecer a legislação, a Comissão Europeia apresentou, há um ano, uma proposta destinada a aumentar o número de deportações.

Na manhã desta quinta‑feira, essa medida foi aprovada por ampla maioria no Parlamento Europeu, com o apoio de eurodeputados da direita, da extrema‑direita e do centro reunidos em sessão plenária em Bruxelas.

“O texto simplesmente garantirá este princípio básico: se você vier para a Europa ilegalmente, tenha certeza de que não ficará”, afirmou o eurodeputado de direita François‑Xavier Bellamy.

A proposta autorizaria os Estados‑membros a criar centros de acolhimento para migrantes em países fora da UE, para enviar — e, possivelmente, deter — pessoas cujos pedidos de asilo foram rejeitados e que enfrentam ordens de deportação. São os chamados “centros de retorno”.

A ideia de criar polos para deter migrantes antes ou depois da análise de seus pedidos de asilo não é nova. A Itália já a testou na Albânia, mas o centro instalado em território albanês permaneceu praticamente vazio durante muito tempo devido a uma série de contestações judiciais.

Em Fevereiro, ele abrigava cerca de 90 pessoas, segundo uma fonte das autoridades italianas.

Um acordo semelhante havia sido firmado entre o Reino Unido e Ruanda, mas Londres acabou abandonando rapidamente o projeto, novamente por causa de obstáculos legais. Os dois países agora travam uma batalha judicial sobre o tema.

Nas últimas semanas, um pequeno grupo de Estados-membros da UE —Dinamarca, Áustria, Grécia, Alemanha e Países Baixos — se formou para estudar esses dois modelos e aprender com seus “erros”, segundo um diplomata. O objetivo é concluir, até o fim do ano, acordos “com países terceiros para avançarmos para a próxima etapa: o estabelecimento desses centros de retorno”, explicou o ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt.

Outros países, incluindo França e Espanha, demonstram ceticismo quanto à eficácia dessas estruturas e permaneceram à margem das discussões.

O texto aprovado também prevê regras e sanções mais rígidas para requerentes de asilo rejeitados que se recusam a deixar o território da UE, incluindo confisco de documentos de identidade, detenção e proibição prolongada de entrada.

Por fim, estabelece o reconhecimento mútuo das decisões tomadas por qualquer Estado-membro. Assim, ordens de expulsão decretadas na França devem ser aplicadas na Espanha e vice‑versa.

Essa votação representa “um retrocesso histórico para os direitos dos refugiados”, alertou Marta Welander, do Comité Internacional de Resgate, expressando preocupação com o aumento das “detenções de pessoas vulneráveis, incluindo crianças”.

Assim como outras medidas migratórias, o texto avançou no Parlamento graças à colaboração reforçada entre deputados de direita e extrema‑direita — uma aliança que gerou reações na Alemanha e foi duramente criticada pelo chanceler Friedrich Merz. ANG/RFI/Com AFP