Política/“CNE
deve pautar sua atuação na legalidade, independência e imparcialidade”, diz a nova presidente
da instituição
Bissau 24 Fev 26 (ANG) – A nova presidente da Comissão Nacional de Eleições
(CNE), afirmou segunda-feira que a instituição que vai liderar enquanto órgão
independente da administração eleitoral deve pautar a sua atuação .pela legalidade,
independência, imparcialidade, transparência e igualdade de tratamento das
candidaturas.
Carmen
Isaura Lobo proferiu estas afirmações momentos depois de ser empossada como a
primeira mulher no cargo da Presidente da CNE.
Acrescentou
que vai igualmente observar a integridade do processo eleitoral, segurança jurídica
e confiança pública.
“Num
contexto em que se aproxima as eleições marcadas para o dia 6 de Dezembro próximo
reafirmo que a CNE atuará com absoluto respeito pela lei eleitoral. Enquanto
magistrada judicial trago para esta função a cultura de decisão fundamentada
,de observância estrita da lei e da salvaguarda das garantias fundamentais do
processo eleitoral”, disse.
Carmem
Lobo explicou que a CNE não será parte das disputas politicas, mas garante das
regras do processo democrático uma vez que num Estado de Direito Democrático a
legitimidade do poder político nasce da vontade popular expressa nas urnas.
Segundo
ela, essa vontade deve ser apurada com rigor,
neutralidade absoluto e respeito pela verdade eleitoral.
A
nova Presidente da CNE sublinhou que a história registou hoje um marco
importante, pelo facto de, pela primeira vez uma mulher assume a função de Presidente da CNE.
Disse
que o facto representa não apenas um avanço
na representação feminina, mas sim. um reforço da cultura democrática e
institucional da Guiné-Bissau.
Conclui
reafirmando que a Comissão Nacional de Eleições será uma instituição de equilíbrio,
firme na aplicação da lei, aberto ao diálogo e determinada na defesa da verdade
eleitoral e que a confiança depositada seja honrada com trabalho rigor e integridade.
Por
seu turno, o Presidente do Conselho Nacional de Transição(CNT), Tomas Djassi salientou que , nos termos da Carta
Política de Transição o ato representa a continuidade da vida institucional e
reafirma o compromisso do Estado com a democracia, a legalidade e a
transparência.
“A
CNE é uma instituição independente tutelada pela Assembleia Nacional Popular e
desempenha um papel central na consolidação da confiança política e na garantia
da vontade soberana do povo guineense “, explicou.
Djassi
frisou que a nova líder da CNE assume as funções num contexto decisivo da
história política do país e que a sua missão será assegurar que cada processo
eleitoral decorre com rigor, imparcialidade e credibilidade formulada a unidade
nacional e a confiança dos cidadãos nas instituições.
Disse
que o ato de posse não é apenas uma
formalidade jurídica mas um compromisso público com os valores que sustentam a
transição e que cada ato da CNE seja transparente, claro e essencial para que a
democracia seja um bem público e partilhada, tendo desejado boa sorte a
empossada nas novas funções.
A
nova Presidente da CNE Carmen Batista Lobo substitui no cargo o Npabi Cabi que
exercia as funções interinas na instituição desde finais de 2020.ANG/MSC//SG

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