Cabo Verde/ CEDEAO reforça alerta precoce com açáo de
formação e aponta vontade política como principal desafio
Bissau, 23 Abr 26 (ANG) – A Comunidade
Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reúne, durante três dias na cidade
da Praia, em Cabo Verde, analistas para reforçar o alerta precoce, destacando
como principal desafio a vontade política para transformar dados em decisões
eficazes de prevenção de conflitos.
Em declarações à imprensa, a directora
interina do gabinete de alerta precoce do vice-presidente da Comissão da
CEDEAO, Onyinye Onwuka, explicou que a açao formativa que decorre de 22 à 24 de
Abril se enquadra num esforço contínuo de capacitação iniciado em 2014.
Onwuka reconheceu, no entanto, que a
CEDEAO enfrenta inúmeros desafios relacionados à segurança, mudanças
climáticas, saúde e diferentes formas de crime, que exigem mecanismos de
resposta rápidos, coordenados e eficazes.
“Esta iniciativa é um treinamento para
os analistas de governança da arquitectura nacional”, afirmou, sublinhando que
a iniciativa abrange cinco áreas temáticas, nomeadamente governação e direitos
humanos, segurança, ambiente, saúde e ameaças transnacionais.
Segundo aquela responsável, o objectivo
é adaptar as competências dos analistas às novas dinâmicas regionais.
“A CEDEAO está consciente de que as
práticas da governança mudaram. Nós temos incursões dos militares, mudanças
constitucionais, instituições fracas, e pensamos que devemos melhorar a
capacidade a nível nacional”, disse.
Sobre o papel do sistema de alerta
precoce, destacou a sua importância na prevenção de conflitos.
“Você não pode prevenir o que você não
entende. Então, a acção de alerta ganha informação, ganha dados, faz a análise,
e essa análise é traduzida em um formato acionável para as autoridades”,
explicou.
Ainda assim, apontou desafios, sobretudo
ao nível da articulação política referindo que a implementação permanece a
mesma e que o sistema “não é uma condenação inicial, mas uma chamada para
aderir à ciência e evitar uma situação de conflito”.
Por sua vez, a conselheira política e
representante interina da CEDEAO em Cabo Verde, Kelly Lopes, destacou a
pertinência da formação face ao contexto regional.
“A utilidade deste encontro tem a ver
com o contexto actual que nós vivemos na nossa sub-região, com instabilidade
que pode ser extensível a outros países”, afirmou.
Segundo explicou, a capacitação contínua
dos analistas é essencial para melhorar a resposta a riscos emergentes.
“Quanto melhor capacitados, com mais
informações e capacidade de apresentar soluções, melhor serão as respostas a
serem dadas em função dos perigos iminentes”, disse acrescentando que estes
encontros permitem harmonizar conhecimentos e fortalecer o sistema regional.ANG/Faapa

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