Sociedade /Primeiro-ministro diz que a estabilidade e o futuro da Guiné-Bissau dependem da capacidade do país de colocar a juventude no centro das políticas públicas
Bissau, 22 Mai 26(ANG) – O Primeiro-ministro disse, esta sexta-feira, que a estabilidade política, paz social e o desenvolvimento nacional dependem, diretamente, da capacidade do país de colocar a juventude no centro das políticas públicas, seja na economia assim como na governação.
Ilídio
Vieira Té falava na abertura oficial do “Diálogo Nacional da Juventude e
Governo de Transição”, promovido pela Rede Nacional das Associações Juvenis
(RENAJ), e que reúne, em Bissau, cerca de 500 jovens provenientes de diferentes
regiões do país.
O chefe do
Governo apontou a mobilização juvenil evidenciada
no encontro como prova de que “a juventude guineense não quer ser apenas espectadora
da história nacional mas também participante ativa na construção do futuro da Guiné-Bissau”.
Vieira Té reconheceu que os jovens continuam a
enfrentar enormes desafios estruturais, entre os quais o desemprego, a falta de oportunidades, as dificuldades de
acesso à educação de qualidade e à formação profissional, bem como a limitada
participação em instâncias de decisão.
“Ignorar
estas dificuldades representa um risco para o futuro do país. Um país que
abandona a sua juventude está, na prática, a comprometer o seu próprio futuro”,
advertiu.
O Chefe do
Executivo disse ainda que a estabilidade
nacional não poderá ser alcançada apenas através de entendimentos políticos,
sublinhando que “a verdadeira estabilidade constrói-se quando os jovens
acreditam no país, sentem que têm futuro e encontram oportunidades para trabalhar,
estudar, empreender e viver com dignidade.
Té prometeu analisar, “com seriedade”, as conclusões que
vão sair desse diálogo para, progressivamente,
transformá-las em instrumentos de políticas públicas.
Disse que nenhum Governo conseguirá, sozinho, resolver
todos os problemas da juventude, e que, para o efeito, pede um esforço colectivos, envolvendo famílias,
escolas, organizações juvenis, autoridades religiosas e tradicionais, setor
privado, parceiros internacionais e a própria juventude.
O também
ministro das Finanças apelou aos jovens
para continuarem a defender a paz, o diálogo, a unidade nacional e os valores
democráticos, e para que rejeitem qualquer forma de violência ou divisão
política, étnica ou religiosa.
“A juventude
deve ser a principal força de reconciliação, modernização e transformação
positiva da Guiné-Bissau”, afirmou.
O presidente
da RENAJ Abulai Djaura, por sua vez, destacou a importância do Dialogo Nacional
da Juventude com o Governo.
“Compreendemos
que, independentemente de cada um estar a trabalhar no seu lado, é preciso que as
autoridades nacionais interagissem com os jovens, porque existem muitos
problemas no país, entre os quais o emprego jovem, promoção de empreendedorismo, a emigração por várias razões, e percebemos que é necessário haver uma
interação entre gerações”, disse o líder da juventude guineense.
Acrescentou que
é por isso que a RENAJ decidiu organizar este encontro, para debater os
problemas que a juventude guineense enfrenta.
Abulai
Djaura disse esperar que no final do encontro saísse recomendações que vão
permitir a continuidade do dialogo entre os jovens e o Governo, assim como com a
comunidade internacional, para a resolução dos problemas que afetam a juventude
guineense.
Pede
realização de concursos públicos para entrada na Administração Pública, a descentralização da administração, para a redução
do êxodo de jovens das regiões para Bissau, local onde há mais oportunidades.
O “Diálogo
Nacional da Juventude e Governo de Transição” deve decorrer entre 22 e 23 de
Maio e visa a produção de um documento
consolidado de recomendações políticas destinadas a reforçar a participação
juvenil na governação e na construção da estabilidade nacional. ANG/LPG//SG

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