Turquia/Dinamarca preparada para defender “cada centímetro” da Gronelândia - primeira-ministra
Bissau,09
Jul 26 (ANG) – A primeira-ministra da
Dinamarca reiterou quarta-feira que a Gronelândia “não está à venda”, após
novas ameaças do Presidente dos Estados Unidos da América, e disse estar
preparada para defender “cada centímetro” da NATO, incluindo a Gronelândia.
À chegada ao segundo dia da cimeira da NATO, que terminou, quarta-feira, em Ancara, capital da Turquia, a governante dinamarquesa foi questionada pela imprensa sobre o facto de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter voltado a insistir, no primeiro dia da reunião, que a Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, deveria ser controlado por Washington, sugerindo novamente que pode retirar "todas as tropas" da Europa.
Mette
Frederiksen reiterou que a Gronelândia, território semiautónomo da Dinamarca,
"não está à venda" e disse esperar que "todos os aliados
respeitem o direito do povo gronelandês à autodeterminação".
“Somos
um povo soberano e precisamos que todos respeitem a nossa integridade
territorial”, acrescentou.
Interrogada
sobre se a Dinamarca está preparada para defender militarmente a Gronelândia
caso tal seja necessário, a governante respondeu, "Estamos preparados para
defender cada centímetro da NATO, incluindo o nosso território".
Mette
Frederiksen lembrou que uma das razões pelas quais a Aliança Atlântica foi
construída foi porque "se algo acontecer a um de nós, todos devem defender
os restantes", tal como está estabelecido no artigo 5.º do Tratado da
organização.
A
primeira-ministra salientou que o artigo 5.º aplica-se ao flanco leste da NATO,
com a guerra que é travada na Ucrânia, serviu para os EUA nos ataques
terroristas do 11 de Setembro e servirá para a Gronelândia "se algo
acontecer".
Sobre
se acha que os EUA estão comprometidos com o artigo 5.º, Frederiksen respondeu,
"Não ouvi que os EUA não estejam comprometidos".
"Eu
não seria capaz de assegurar o meu povo sem a NATO e acho que o mesmo serve
para os EUA. É por causa da NATO que o nosso povo transatlântico pode estar em
segurança e isso vai manter-se no futuro", acrescentou.
Frederiksen
começou a sua declaração por salientar que o mundo se tornou "mais
inseguro" e é necessária uma NATO "mais forte".
A
governante considerou prioritário "rearmar a Europa", ter uma
"base industrial mais forte na Europa e transatlântica nos EUA" e
reforçar o apoio à Ucrânia.
“Penso
que todos sabemos que são tempos difíceis e, por isso, a nossa união neste
mundo é mais importante do que nunca”, salientou.
Antes,
também à chegada, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, considerou que se
está a assistir a uma alteração nas responsabilidades na Aliança, com um
reforço por parte de europeus e do Canadá.
O
governante salientou que esta mudança nos encargos assumidos no âmbito da NATO,
com uma redução do investimento por parte dos EUA, também era defendida por
Barack Obama e "é apropriado".
Sobre
os ataques norte-americanos a alvos iranianos, Carney apontou que o Irão tem
agido de forma irresponsável e houve uma "resposta apropriada". ANG/Inforpress/Lusa

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