sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Ensino



Início do novo ano lectivo  previsto para 12 de Outubro
Bissau 02 set 15 (ANG) – O Encerramento do ano lectivo 2014/2015 e, simultaneamente, a abertura do novo ano escolar está previsto para o próximo dia 12 de outubro, anunciou hoje a ex- ministra da Educação, Maria Odete Semedo.
“As escolas públicas sem condições para o fazer no dia 12 têm até ao dia 19 de Outubro para arrancar as aulas”, acrescentou Odete Semedo que adianta que o ministério sob sua tutela se encontra de momento em trabalhos de organização do próximo ano lectivo.
Entretanto, Odete Semedo advertiu que o ano escolar 2015/2016 poderá se deparar com “pequenos problemas” no seu decurso devido ao atraso verificado no seu início.
Maria Odete Semedo falava durante o encontro sobre o calendário escolar previsto para o ano lectivo 2015/2016 e avaliação do ano transacto que se realiza anualmente com o Grupo Local da Educação (GLE), organização que reúne todos os parceiros do sector.
“Estamos aqui reunidos para ouvir o que é que os parceiros têm para dizer sobre o sector, porque todos já nos garantiram que vão continuar a apoiar a educação”, disse.
Por sua vez a, a representante do Unicef (chefe de fila de parceiros da educação), disse que o GLE está sempre disposto a apoiar o Ministério da Educação Nacional a desenvolver os seus programas para a educação.
Patrícia Robalo Rosa disse que o GLE marcou presença no encontro para ouvir as propostas do calendário e  as orientações gerais do ano lectivo 2015/2016 a fim de dar as contribuições necessárias.
A maioria das escolas privadas iniciou as aulas em Setembro passado.
ANG/FGS/SG

Governação



Primeiro-ministro entrega proposta de novo governo ao Presidente da República
Bissau, 02 Out  15 (ANG) – O novo Primeiro-ministro, Carlos Coreia entregou hoje ao Presidente da República, a orgânica e  proposta de nomes que deverão integrar o seu governo.
A saída de audiência com José Mário Vaz, Carlos Coreia disse à imprensa que agora tudo dependerá do Chefe de Estado, referindo-se a data de tomada de posse do futuro executivo, porque, segundo as palavras, o Chefe de Estado disse que antes irá analisar os nomes  para  depois decidir.
Segundo o Primeiro-ministro vai ser um governo de “base alargada”  ou seja que  inclui  personalidades de outras formações políticas. 
O Partido da Renovação Social (PRS) fez saber quarta-feira em comunicado, que não tomará parte no futuro governo do PAIGC liderado pelo Carlos Coreia, alegando que as propostas dos “libertadores” não satisfizeram as suas exigências.
Abordado se o nome do Primeiro-ministro demitido, Domingos Simões Pereira faz parte da proposta entregue ao Presidente Mário Vaz, Carlos Coreia limitou-se a remeter o assunto para altura do anúncio do elenco governativo.
O país se encontra há quase dois meses sem governo, depois de o Presidente José Mário Vaz ter demitido o executivo liderado por Domingos Simões Pereira à 12 de Agosto último. 
 ANG/QC/SG

Internacional



Angola pede apoios para Guiné-Bissau

Bissau, 02 Out 15 (ANG) - O vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, exortou quinta-feira a comunidade internacional a prosseguir com o apoio à Guiné-Bissau, considerando "ultrapassada" a crise institucional que culminou com a nomeação de um novo primeiro-ministro. 

"Apelamos a todos os atores políticos e sociais guineenses ao máximo sentido de responsabilidade e à comunidade internacional a prosseguir o apoio que a conferência de dadores de Bruxelas consagrou", declarou Manuel Vicente no seu discurso perante a 70.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas. 

O Presidente guineense demitiu a 12 de agosto o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, ambos eleitos pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) em 2014, mas que revelaram desentendimentos políticos e pessoais já em funções.
Carlos Correia foi entretanto proposto pelo PAIGC e empossado pelo Presidente da República como novo primeiro-ministro.

"Ultrapassada a crise institucional, os recentes desenvolvimentos políticos mantêm a expectativa no processo virtuoso de crescimento económico e de estabilização política e social", disse ainda o vice-presidente angolano.

Manuel Vicente assinalou que os 70 anos da organização das Nações Unidas foram preenchidos com "progressos e retrocessos", em que "a descolonização foi uma notável evolução", mas "não teve sucesso no que diz respeito à segurança coletiva", que esteve na origem da sua criação e que "permanece no centro das suas preocupações [da comunidade internacional]".

"Impõe-se uma reflexão conjunta sobre papel e o futuro da Nações Unidas, necessitamos de uma organização capaz de promover a paz e segurança internacional, de agir com celeridade e eficácia em situações de compito e dar resposta aos desafios atuais e emergentes", afirmou.

Angola assume lugar como membro não-permanente do Conselho de Segurança da organização e o vice-presidente afirmou que esta ocasião "deveria constituir incentivo adicional para acelerar reformas visando a revitalização do sistema das Nações Unidas", em particular daquele órgão.

"Através do alargamento do número dos seus membros, permanentes e não-permanentes, tornado este órgão [Conselho de Segurança] mais representativo e melhor apetrechado para dar resposta aos desafios e oportunidades que o mundo enfrenta", apontou.

"Angola reitera o direito do continente africando a estar representado entre os membros permanentes do Conselho de Segurança", enfatizou Manuel Vicente. 

ANG/Lusa

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Internacional

França abre investigação contra regime de Bashar al-Assad

Bissau, 01 Out 15(ANG)- A França abriu uma investigação por "crimes de guerra" contra o regime de Bashar al-Assad por abusos realizados na Síria entre 2011 e 2013.

 Num momento em que a Rússia lançou os primeiros bombardeamentos aéreos em território sírio.

 A procuradoria de Paris abriu no passado dia 15 de Setembro uma investigação preliminar por "crimes de guerra" contra o regime sírio como avança hoje, à agência noticiosa France Presse, uma fonte diplomática.

A investigação baseou-se  no testemunho de "César" através do qual os investigadores franceses trabalharam, principalmente, com base nas fotografias de um antigo fotógrafo da polícia militar síria que fugiu desse país em Julho de 2013, transportando 55 mil fotografias que retratam corpos torturados.

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, em declaração à France Presse afirmou que "diante desses crimes que ferem a consciência humana, diante dessa burocracia do horror, diante dessa negação dos valores de humanidade, temos a responsabilidade de agir contra a impunidade desses assassínios".

O anúncio desta investigação acontece no momento em que a crise síria domina a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Quartq-feira o Presidente norte-americano, Barack Obama, insistiu na demissão do Presidente sírio, Bashar al-Assad, com vista a derrotar os jihadistas do Estado Islâmico. Posição contrária à defendida pela Rússia que defende o permanecer de Al-Assad no poder sírio.

Hoje a Rússia lançou os primeiros bombardeamentos aéreos em território sírio, poucas horas depois de o parlamento russo ter emitido o sinal verde para que o Presidente Vladimir Putin pudesse recorrer à força militar no estrangeiro. O primeiro ataque aéreo teve como alvo o oeste sírio, a norte de Homs. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, dá conta à France Presse que no ataque de hoje resultam pelo menos 27 mortes.


 Este que acontece três dias depois do governo francês de François Hollande ter levado a cabo o primeiro ataque aéreo contra o autoproclamado Estado Islâmico (E.I.) - matando pelo menos 30 jihadistas. Ataque que teve como alvo um campo na província oriental de Deir Ezor usado pelo grupo radical E.I. para estabelecer comunicação com as suas forças presentes no Iraque e na Síria.

Energia hidroelétrica

BAD financia projeto de central hidrelétrica de Saltinho

Bissau, 01 Out 15  (ANG) - O Fundo de Energia Sustentável para a África (SEFA, sigla inglesa) aprovou uma subvenção de 866 mil euros para preparação do projeto de uma central hidroelétrica a instalar na zona de Saltinho, no Rio Corubal, anunciou o Banco Africano de Desenvolvimento.

"A central hidrelétrica de 20 megawatts vai fornecer energia a Bissau e aos países vizinhos no âmbito do programa regional de energia da Organização para o Desenvolvimento do rio Gâmbia (OMVG, sigla francesa)", refere o BAD em comunicado divulgado na quarta-feira.

A verba é destinada à assistência técnica para estruturar o projeto, a fim de atrair investidores privados e contribuir para o financiamento dos bancos, refere.

Em particular, a subvenção vai abranger um estudo de viabilidade técnica, a definição das relações institucionais e financeiras para criar uma produtora independente de energia ou criar uma parceria público-privada.

"O financiamento visa atrair parceiros e ganhar a confiança dos bancos", referiu João Duarte Cunha, coordenador do SEFA, citado no comunicado.

Quando concluído, o projeto deverá aumentar a capacidade instalada de produção de eletricidade da Guiné-Bissau, que se estima estar atualmente limitada a 26 megawatts e apenas à capital.


O Fundo de Energia Sustentável para a África (SEFA) é administrado pelo Banco Africano de Desenvolvimento e suportado em 54 milhões de euros pelos governos da Dinamarca e EUA "para apoiar projetos de energias renováveis e eficiência energética a pequena e média escala em África", refere a página do Fundo na Internet. 

ANG/Lusa