quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Economia e finanças



Bissau,12 Set 18(ANG) – A Comissão da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA), promoveu terça-feira  um encontro de  sensibilização das  instituições sobre como conseguir os fundos da união para seus financiamentos, com o objectivo de atrair r os bancos e empresas que actuam no mercado financeiro.

Na abertura do encontro, o primeiro-ministro Aristides Gomes afirmou que o encontro visa a sensibilização das empresas, os bancos, seguros e todos que atuam no mercado financeiro sobre o sistema financeiro da UEMOA para que possam se apropriar das poupanças que oferece tendo em conta que pode ajudar a financiar a economia nacional, não só as instituições financeiras públicas mais também as privadas”.

Por outro lado, sublinhou que a falta de relacionamento com a instituição bancaria da sub-região “é um déficit para a economia nacional”.

“Há coisas que nós ainda desconhecemos, nosso público desconhece, as empresas públicas e privadas, os bancos desconhecem. Esta falta de relacionamento é um défice para a nossa economia para luta contra a pobreza e o desenvolvimento”, sublinhou.

O Presidente do Conselho Regional da UEMOA, Mamadou Ndiaye, disse que “daqui ao final de ano mais  empresas poderão ser selecionadas para beneficiar de financiamentos”,  e encorajou as pequenas e médias empresas a se aproximarem do conselho regional para terem oportunidades.

Segundo o Presidente do Conselho, os orçamentos dos 8 países da união são de  20 mil bilhões de francos enquanto que o montante de emissões do mercado primário é de 1.396 bilhões.

O encontro juntou empresários, estudantes universitários e instituições financeiras. ANG/Rádio Sol Mansi


Economia


                  Comércio entre PALOP e Macau foi quase nula em 2017

Bissau,12 set 18(ANG) - Cabo-Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe não venderam nem compraram absolutamente nada a Macau em 2017.

A revelação é da publicação on line do Hoje Macau .

Dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) apenas Angola e Moçambique entraram nas contas e só do lado das exportações. 

Timor-Leste também não existe no mapa das trocas comerciais de Macau, circunscritas praticamente ao Brasil e a Portugal.

O comércio entre Macau e os países de língua portuguesa atingiu 648,8 milhões de patacas em 2017, ficando limitado praticamente ao Brasil e a Portugal.

Dados disponibilizados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam zero trocas comerciais com quatro dos oito países do universo da lusofonia (Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste). Já Moçambique e Angola entraram na rota comercial, mas somente do lado das exportações.

Macau vendeu a Maputo bens avaliados em 273.042 patacas – ainda assim o equivalente a um terço das exportações para o universo lusófono – e a Luanda mercadorias de 31.873 patacas, ou seja, sensivelmente 3,9 por cento das exportações.
Em ambos os casos, as vendas circunscreveram-se a produtos farmacêuticos. Já as importações de Macau, tanto a Angola como a Moçambique, foram uma miragem em 2017.

Do universo da lusofonia, Portugal emerge como o segundo parceiro comercial de Macau, a seguir ao Brasil.
O comércio bilateral com Portugal atingiu 267,5 milhões de patacas (41,2 por cento do total das trocas comerciais com a lusofonia), numa balança comercial favorável a Lisboa.

Macau comprou a Portugal bens na ordem dos 267,1 milhões em 2017 e vendeu produtos avaliados em apenas 413.329 patacas. Já as trocas bilaterais com o Brasil totalizaram 380,9 milhões de patacas, ocupando um peso de 58,7 por cento, com as vendas de Macau a não chegarem sequer a 100 mil patacas.

Os dados relativos aos primeiros oito meses de 2018 atestam que a ausência de trocas comerciais com metade dos países da língua portuguesa no ano passado não foi conjuntural.

Entre Janeiro e Julho, Macau não comprou nem vendeu nada a Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Já para Timor-Leste apenas exportou, enquanto do Brasil apenas importou. Só com Portugal é que houve comércio nos dois sentidos.

Em Outubro, numa intervenção num fórum económico integrado na Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla em inglês), o economista Félix Pontes assinalou precisamente a “dimensão frustrante” do comércio entre Macau e os países de língua portuguesa.

É um facto indesmentível que o relacionamento comercial entre Macau e os países de língua portuguesa tem tido uma dimensão frustrante, não traduzindo em nada as expectativas emergentes das frequentes manifestações políticas nesse sentido”, observou. ANG/HojeMacau

Cooperação



Bissau,12 Set 18(ANG) - O governo, através do Ministério da Comunicação Social e o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) formalizaram terça-feira uma nova parceria que prevê a inovação, produção e emissão de um jornal infantil com conteúdo variado à diversas áreas relacionadas com as crianças.

A nova parceira assenta nas áreas da educação, saúde e nutrição, protecção, água, higiene e saneamento, protecção social e comunicação.

A representante do UNICEF na Guiné-Bissau, Christine Jaulmes, comprometeu realçar a parceria orçada em 17 milhões de francos cfa e que inclui ainda o donativo de uma câmara amador de filmagem entregue terça-feira à Televisão da Guiné-Bissau.

“Esta parceria inscreve-se no quadro do programa de cooperação assinado com o Governo da Guiné-Bissau para o período 2016-2020. O UNICEF já tem parceria em curso com 29 rádios ao nível nacional e comunitário e as mesmas vão reforçar a inclusão das crianças e jovens na elaboração e disseminação dos seus conteúdos”, disse Jaulmes.

Acrescentou que parceria visa aumentar o conhecimento das famílias no que diz respeito às práticas familiares essenciais para a saúde da mulher e criança. “Conteúdos adicionais serão a coberturas jornalísticas, spots, videoclipes, reportagens e debates no domínio dos direitos das crianças”, referiu.

O ministro da Comunicação Social, Vítor Pereira agradeceu a oferta da câmara de filmagem e a organização pela iniciativa.

“Agradeço a organização no que toca aos esforços que está a dar  a favor do Ministério da Comunicação Social para corresponder a expectativa das metas não só para a televisão como para outros órgãos de comunicação”, disse o governante. ANG/Rádio Sol Mansi

Saúde


 Más condições da estrada Tite - Fulacunda na origem da mor________________________________________________________________________________________________________________te de duas grávidas

Bissau, 12 Set 18 (ANG) - O estado avançado de degradação do troço que liga o sector de Tite e Fulacunda na região de Quinará, sul do país, provocou nos últimos dias a morte de duas mulheres grávidas devido as dificuldades nas suas evacuações para  Buba. 

A informação foi tornada pública pela sogra de uma das vítimas em entrevista exclusiva à Rádio Sol Mansi.

“A minha nora acordou bem-disposta. Ela não estava a sentir qualquer tipo de mal-estar, ao sairmos de casa para o hospital, ela começou a passar mal no caminho e acabou por morrer. Acho que tudo isso pode ser provocado pelas dificuldades que enfrentamos no caminho devido as más condições da estrada”, disse a sogra de uma das vítimas.

Explicou que a primeira vítima faleceu na segunda-feira e que a sua nora acabou por falecer na terça, tendo sublinhado de que se algo não foi feito para mudar a situação, o número de vítimas pode aumentar. 

“Sairmos de casa andamos alguma distância e apanharmos uma moto para a paragem local. Ao chegarmos a paragem vimos a ambulância do hospital de Buba e embarcamos aí, mas infelizmente a minha nora não resistiu”, lamentou.

O sector de Tite pertence região de Quinara zona sul da Guiné-Bissau, é uma das zonas em que as  condições das estradas são péssimas.
 ANG/AALS/ÂC//SG

Segurança alimentar


                                   Palop sofre com choques climáticos

Bissau,12 Set 18 (ANG) - Angola, Moçambique e Guiné-Bissau estão entre os países africanos onde os choques climáticos foram uma das causas de crises alimentares em 2017, segundo um relatório das Nações Unidas.

Esta é uma das principais conclusões da avaliação global sobre segurança alimentar e nutricional (SOFI 2018), elaborada por cinco agências da ONU, incluindo a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), terça-feira apresentada em Roma.

A avaliação é pessimista, realçando que os objetivos de erradicação da fome em 2030 estão em risco, face ao crescimento da situação de fome, que atingiu 821 milhões de pessoas em 2017, ou seja, um em cada nove habitantes do mundo. ANG/Lusa