quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Sociedade Civil


Aliança das Organizações da Sociedade Civil aconselha ao governo para adiar eleições 

Bissau, 12 Set 18 (ANG) - O Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil aconselha ao governo para adiar as eleições, caso não consiga fazer o recenseamento até final do mês corrente, para não criar mais instabilidades.
 
Fodé Caramba Sanhá falava à imprensa esta quarta-feira em nome da Aliança das Organizações da Sociedade Civil após o encontro com o Presidente da República.

Fodé  Sanhá disse que a Aliança está preocupada com o atraso no processo de recenseamento que até então não começou, informando ainda que o Presidente da República também mostrou a mesma preocupação, mas que está aguardando o governo, que tem o objectivo específico de realizar as eleições.

“É uma preocupação que viemos manifestar ao Presidente da República, que deve jogar a sua influência para ajudar o governo a realizar eleições legislativas prevista para 18 de Novembro”, salientou Carambá Sanhá.

Disse que devem ser ouvidos todos os partidos políticos, independentemente de terem ou não assento parlamentar porque todos eles têm interesses no processo eleitoral, tendo em conta o novo cronograma que está sendo perspectivado.

Disse que segundo a informação do Presidente da República, o governo afirma que a data ainda não está em causa porque têm trabalhos que estão a ultimar, acrescentando que enquanto o governo não apresentar indicações de que tecnicamente as eleições não poderão ter lugar na data prevista nada se pode fazer.    

Fodé Caramba Sanhá disse que a Sociedade Civil está esperançada no cronograma que está sendo ajustado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), e que vai ditar a possibilidade da realização do escrutínio na data marcada. 

ANG/DMG/ÂC//SG


Recursos florestais


Governo promete  transformação local de produtos não-lenhosos

Bissau, 12 Set 18 (ANG) – O Director-geral das Florestas e Fauna disse hoje que o governo  vai criar mecanismos estratégicos, para que os produtos alimentícios florestais Não-Lenhosos sejam transformados e consumidos localmente. 

Ao presidir a cerimónia de abertura da Conferencia alusivo a Comemoração dos 45 anos da criação de Comité Permanente Inter-Estados de Luta Contra Seca no Sahel (CILSS), Augusto Cabi disse que o país perde economicamente, por não ter valorizado o produto florestal não-lenhosos que no país existe em abundância.

Aquele responsável defendeu que o governo preocupado com a situação, vai criar uma política de protecção ambiental, como forma de permitir que os produtos florestais como Farroba, Fole, Veludo, Calabaceira  entre outros, possam ser transformados localmente para permitir que haja boa nutrição nas zonas rurais do país.

“Para que isso aconteça, o governo tem que criar condições para que as autoridades possam controlar constantemente as zonas florestais, para impedir abusivos cortes florestais, a semelhança do que foram registados nos últimos anos na Guiné-Bissau, para  que este sonho se torne mesmo uma realidade”, referiu.

Segundo o Director Geral das Florestas e Fauna, entre os países membros, a Guiné-Bissau tem menos controle das suas florestas e apresenta maior défice em termos  de segurança alimentar e nutricional.

O Governo através do Ministério da Agricultura e Florestas e Pecuária, comemorou os 45º anos da criação do Comité Permanente Inter-Estados de Luta Contra Seca e Sahel, e celebrou a 33ª Jornada da organização, sob lema, “A importância dos produtos florestais Não-Lenhosos, no esforço da segurança alimentar e nutricional e meios de existência de agregados familiares vulneráveis no Sahel e na África Ocidental”.  

ANG/LLA/ÂC//SG
 

CMB


Presidente Melo promete ampliar casa de banho do Mercado de Bandim

Bissau,12 Set 18 (ANG) – O Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB), Luís Silva de Melo ,prometeu realizar, a breve trecho, obras de  reabilitação e ampliação da casa de banho do  Mercado de Bandim.

Em declarações à imprensa no final da visita que efetuou hoje ao maior mercado da capital guineense, disse que a casa de banho deste empreendimento comercial foi feita por um determinado número de pessoas e que agora aumentaram.

“Temos que arranjar uma solução rápida porque é urgente sanear a situação higiênica do mercado. Os lixos são diariamente removidos, mas a casa de banho encontra-se numa péssima situação e até os seus esgotos estão a prejudicar os moradores de arredores da feira ”, reconheceu.

Luís Melo disse no entanto ter constatado o estado de sufoco em que se encontra o Mercado de Bandim, não obstante existir dois mercados paralelos, uma sob tutela da Câmara Municipal e outro gerido pelos privados.

“Nós como autoridades camarárias, vamos acionar mecanismos de forma a encontrar uma situação par disciplinar o Mercado de Bandim”, prometeu.

O Presidente da CMB anunciou a existência de perspectivas para a construção de uma nova feira improvisada de “crintim”, num horizonte temporal de um ano, de forma a descongestionar o Mercado de Bandim.

Perguntado sobre as obras de ampliação do Mercado de Bandim em um piso, iniciadas há cerca de 20 anos, Luís Melo respondeu que já estão a entabular contactos com a empresa responsável pela execução do projecto.

“Estamos à espera do abrandamento da chuva para podermos voltar a visitar a Feira de Bandim de forma a se inteirar da referida obra. Em todo o caso temos de relançar o projecto”, garantiu.

Por sua vez, o Presidente da Associação dos Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau, afirmou que os seus associados ficaram contentes com a visita do Presidente da CMB.

“Deste a sua nomeação, de facto, instaurou a ordem e a disciplina no Mercado de Bandim. Agora notamos a presença de forças policiais no mercado e nos passeios facto que contribuiu bastante para a redução de roubos, agressões e saques de mercadorias por parte de malfeitores”, reconheceu Aliu Seidi.  
ANG/ÂC //SG