quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Eleições legislativas


 “Atraso da chegada dos kits condiciona calendário eleitoral” diz presidente do PAIGC

Bissau, 13 set 18(ANG) – O atraso da chegada dos kits  condiciona o calendário eleitoral disse   quarta-feira o presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC).

Domingos Simões Pereira que falava aos jornalistas a saída do encontro que os partidos políticos com assento parlamentar mantiveram com o Primeiro-Ministro  acrescentou  que, com a presença destes materiais na Guiné-Bissau, o executivo vai apresentar um  calendário eleitoral actualizado e que posteriormente será submetido para avaliação dos partidos políticos com assento parlamentar.

O presidente do PAIGC disse que aguarda com muita expectativa a chegada, nas proximas horas dos Kits à Guiné-Bissau, conforme indicação do Primeiro-ministro.

Simões Pereira indicou que é preciso criar as condições objetivas para a ida as urnas no prazo mínimo possível. 

Disse que é prematuro dizer que a data de 18 de Novembro não vai ser uma realidade.
O líder do PAIGC exortou aos responsáveis de outras formações políticas para não fazer o uso da situação para tirar benefícios políticos, acrescentando que o actual governo é consequencia do bloqueio político que se tem registado ao longo dos últimos três anos no país.

Ainda sobre o encontro com o chefe do governo, Certório Biote, vice-presidente do PRS declarou que o partido deu as suas contribuições para que sejam encontradas soluções para a saída do impasse provocado pela atraso da chegada dos kits para o registo biométrico dos eleitores.

Segundo Biote, o  PRS deu as suas contribuições necessárias para que sejam encontradas soluções o mais rápido possível para saída desta situação.
Considerou igualmente ser cedo para se falar do adiamento das eleições legislativas previstas para 18 de Novembro. ANG/JD/ÂC//SG

      

Justiça internacional


                                 TPI reage a ataques de Estados Unidos

 
Bissau, 13 set 18 (ANG) - O TPI reagiu as ameaças de Bolton, sublinhando, que ele actuará estritamente dentro do marco legal definido pelo Estatuto de Roma e que tem apego ao exercício independente e imparcial do seu mandato.
A instituição sediada em Haia, na Holanda, explicou que as declarações de John Bolton, que qualificou o TPI de ilegítimo, não vão dissuadi-la de continuar a efectuar o seu trabalho sobre os crimes de guerra e contra a humanidade.
Na segunda-feira, por intermédio do seu conselheiro nacional para a segurança, os Estados Unidos levaram a cabo um ataque sem precedentes contra o Tribunal Penal Internacional e ameaçaram com sanções os juízes e os procuradores da referida instituição, se eles decidirem julgar americanos e israelitas.
John Bolton, conselheiro em questão,acusou a jurisdição internacional de ser ineficaz e irresponsável.
Diante da conservadora Federalist Society de Washington, o conselheiro nacional para a segurança, de Donald Trump, denunciou a possibilidade do Tribunal Penal Internacional de Haia vir a investigar actos cometidos pelos militares americanos no Afeganistão, assim como de encetar um inquérito sobre os israelitas a pedido da Autoridade da Palestina.
John Bolton, anunciou que os Estados Unidos retaliarão contra o TPI, se esta jurisdição internacional investigar sobre actos levados a cabo por militares americanos e israelitas, e também por aliados de Washington.
Bolton , afirmou que os magistrados do Tribunal penal Internacional serão proibidos de entrar no território americano.
A França, através de um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, manifestou  terça-feira o seu apoio ao TPI.
De acordo com o governo francês, o TPI deve poder exercer sem entraves prerrogativas, de forma independente e imparcial, segundo o Estatuto de Roma . ANG/RFI