quinta-feira, 29 de novembro de 2018

São Tomé e Príncipe


            ADI vai indicar novo nome para chefiar próximo governo

Bissau, 29 nov 18 (ANG) - A Acção Democrática Independente (ADI), vencedora das eleições legislativas de São Tomé e Príncipe, vai indicar o ex-governante João Álvaro Santiago para chefiar um executivo, anunciou à Lusa o presidente do partido.
“O ADI vai levar esse nome ao presidente da República”, indicou Patrice Trovoada, presidente do partido e chefe do Governo cessante.
Segundo Patrice Trovoada, o nome de João Álvaro Santiago foi escolhido na terça-feira, numa reunião da comissão política da ADI, presidida pelo secretário-geral do partido, Levy Nazaré.
Álvaro Santiago faz parte da comissão política da ADI, foi ministro da Educação em governos anteriores e ocupou o cargo de vice-governador do Banco Central.
A decisão do partido surge depois de o nome indicado anteriormente - Olinto Daio, ministro da Educação, Cultura, Ciências e Comunicação do executivo cessante da ADI - ter declinado o convite para chefiar um eventual próximo executivo, após ter sido indicado, no início do mês, pela direcção do partido para esta função.
O presidente da República, Evaristo Carvalho, ouviu os partidos com assento parlamentar entre sexta-feira e sábado passados, a quem indicou que esta semana indigitaria o próximo primeiro-ministro, apesar de não revelar de que partido.
O ainda primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, decidiu entretanto suspender as suas funções da liderança do seu partido ADI, anunciou hoje o próprio numa entrevista à Rádio Nacional de São Tomé e Princípe.
« Eu decidi que irei suspender as minhas funções como presidente do ADI », disse Patrice Trovoada, tendo acrescentado que  » espero que o partido vá rapidamente a um congresso para que saia mais fortalecido e com melhores ideias para os desafios dos próximos tempos ».
 » Penso que chegou o momento de eu recuar um pouco », disse Patrice Trovoada, tendo anunciado a realização já para o dia 09 de Dezembro de uma reunião do conselho nacional do partido para analisar a sua decisão.
.A ADI venceu as eleições legislativas de 07 de Outubro, com maioria simples – 25 em 55 deputados da Assembleia Nacional, enquanto o segundo partido mais votado foi o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), que conquistou 23 mandatos, seguido da coligação PCD-UDD-MDFM, com cinco assentos parlamentares.
Estas duas forças da oposição assinaram um acordo pós-eleitoral com incidência parlamentar e com fins governativos, reclamando ter maioria absoluta (28 deputados) e garantindo assim sustentabilidade parlamentar para viabilizar um governo composto pelo que chamam de “nova maioria”.
Nas eleições foram ainda eleitos dois deputados independentes pelo distrito de Caué, no sul do país.
Na quinta-feira, os deputados à Assembleia Nacional foram empossados e elegeram Delfim Neves, vice-presidente do PCD, como presidente deste órgão.
Após as legislativas, o primeiro-ministro cessante, Patrice Trovoada, defendeu a necessidade de procurar acordos com outras forças políticas para formar um Governo de unidade nacional ou de base alargada, mas MLSTP e coligação recusaram dialogar com a ADI.
Trovoada anunciou, na altura, que não pretendia liderar um próximo executivo, considerando que o seu afastamento poderia facilitar o entendimento com outras forças políticas, mas afirmou que se manterá na presidência do partido até 2022.
MLSTP e coligação já garantiram que um Governo liderado pela ADI cairá no parlamento e pediram ao Presidente que "queime etapas", indigitando um Governo composto por estas forças, mas Evaristo Carvalho recusou, no mês passado, ceder àquilo que classificou de "pressões".
Já a ADI tem insistido que espera que o chefe de Estado são-tomense cumpra a Constituição, chamando o partido mais votado a formar Governo. ANG/Angop



Escolas públicas


Direcção da Escola “Patrice Lumumba”, suspende aulas após ameaças do Colectivo dos Estudantes

Bissau, 29 Nov 18 (ANG) – A Direcção da escola Patrice Lumumba de regime de autogestão, decidiu suspender as aulas naquele estabelecimento do ensino entre os dias 29 e 30 do corrente mês, depois de receber ameaças de vandalização e agressão por parte do Colectivo do Estudantes das escolas públicas.

“Ontem a tarde na minha ausência, alguns elementos do Colectivo de estudantes ameaçaram lançar  pedras e garrafas e quando cheguei recebi essa  informação  e logo reuni o Conselho Directivo de urgência e chegamos a conclusão de que devemos suspender as aulas hoje no sentido de se prevenir de  possíveis danos", explicou Aristóteles Soares da Gama.

Informou ainda que não haverá aulas igualmente sexta-feira por ser dia de realização de comissões de Estudos, instituido pelo Ministério da Educação.

Aquele responsável disse que a sua direcção se depara  com algumas dificuldades tais como a vedação da escola para dar mais segurança aos alunos. ANG/DMG/ÂC//SG

ONU


  Guterres alerta líderes do G20 para necessidade de uma “globalização justa”
Bissau, 29 nov 18 (ANG) -  O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que vai pedir aos líderes na cimeira do G20 que avancem com uma “globalização justa”, defendendo medidas mais ambiciosas contra as alterações climáticas.
António Guterres, que parte hoje para Buenos Aires, na Argentina, para participar na cimeira, que decorre na sexta-feira e no sábado, alertou que o mundo enfrenta uma “crise de confiança”.
“Os abandonados pela globalização estão a perder a confiança nos governos e nas instituições. A desigualdade é generalizada e crescente, as disputas comerciais estão a aumentar e a corrente de tensões geopolíticas estão a colocar mais pressão na economia global”, disse.
De acordo com secretário-geral das Nações Unidas, os países devem trabalhar juntos para responder a estes problemas e promover uma “globalização justa”, utilizando os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável acordados em 2015 como base.
Ao mesmo tempo, Guterres enfatizou a necessidade de se actuar para evitar um grande desastre climático.
“Alguns dizem que não se pode lutar contra as alterações climáticas e ter uma boa economia, eu discordo, na verdade, é o oposto”, declarou.
Guterres sublinhou que os custos de não agir em face do aquecimento global serão muito maiores do que os investimentos necessários para reduzir as emissões de gases com efeito estufa e promover um crescimento mais ecológico.
Questionado sobre a posição do Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, que retirou o seu país do Acordo de Paris e reiterou que não acredita nas alterações climáticas, o secretário-geral das Nações Unidas disse ser necessário “olhar para além das acções dos governos”.
“Nós vemos uma reacção muito importante da sociedade civil, das empresas, das cidades, e eu acho que é perfeitamente possível que os Estados Unidos cumpram os compromissos do Acordo de Paris”, disse Gueterres.ANG/Inforpress/Lusa



Transportes terrestres


   Direção-geral de Viação reafirma uso obrigatório de “chips” nas viaturas

Bissau,29 Nov 18 (ANG) – A Direção-geral de Viação e Transportes Terrestres reiterou o uso obrigatório do sistema “chip” em todas as viaturas que circulam no país, de forma a controlar os seus processos com maior rigor a facilidade.

Em entrevista exclusiva à ANG, o director administrativo e financeiro da Direção-geral de Viação e Transportes Terrestres afirmou que é obrigatório o uso de chips, “porque permite aquela instituição ter todos os dados informáticos dos carros”.

Malansinho Dabó acrescentou u que a outra vantagem do sistema, é que permite detectar se o processo da legalização das viaturas está conforme ou não l, acrescentando que todos os dados a serem levados em conta estão inseridos dentro do verbete do despacho das viaturas e sem a qual o carro não está legal.

“Então, para o efeito é obrigatória qualquer viatura ter um chip de forma a fornecer ao serviço de Viação e Transportes Terrestres elementos e suportes para puderem quantificar o número de viaturas que circula ao nível nacional”, informou.

Segundo o director administrativo e financeiro da Viação, o processo foi instalado desde  2015 com o objectivo de fazer o registo de viaturas ao nível nacional.

Disse que ao longo dos anos, os serviços de Viação e Transportes Terrestres enfrentam  enormes dificuldades em apresentar um documento sobre o número exacto de viaturas que existem  no país.

 “Para o efeito foi introduzido o referido sistema de forma a podermos saber da quantidade de viaturas que existem no país. Além de mais, o sistema dispõe de um software com capacidade de desempenhar diferentes funções no  processo de legalização da viatura”, esclareceu.

Malansinho Dabó sublinhou que, a título de exemplo,  dantes para que os serviços de Viação disponha  de uma folha de homologação das viaturas os dados eram tratados de forma manual, o que agora está fora de uso.

“A introdução do chip nas viaturas fez substituir os trabalhos manuais que antigamente eram usados nos processos de legalização dos carros porque agora tudo é digitalizado”, disse.

Afirmou que o sistema chip, um pequeno dispositivo fixado junto à placa de matrícula das viaturas, permite ainda a identificação, com facilidade, de documentos e  carros roubados. ANG/ÂC//SG  

São Tomé e Príncipe


            Justiça liberta suspeitos de tentativa de golpe de Estado

Bissau, 29 Nov 18 (ANG) - A Justiça santomense libertou segunda-feira os três cidadãos espanhóis e dois santomenses detidos há quatro meses, acusados de tentativa de golpe de Estado.
Segundo a Lusa que cita uma fonte judiciária, o juiz substituiu a prisão preventiva por termo de identidade e residência, apreensão dos passaportes e proibição de saída do país..
Segundo a fonte, o juiz justificou a acção pelo facto de os argumentos esgrimidos, mormente o perigo de fuga e a possibilidade de perturbar o andamento normal das investigações foram rebatidos, pelo facto das investigações terem sido concluídas.
Em Agosto, o governo santomense dissera, em comunicado, que tinha impedido uma acção terrorista que visava, o sequestro do Presidente da República, do presidente da Assembleia Nacional e a eliminação física do Primeiro-ministro, Patrice Trovoada.
Em 08 de Novembro o Ministério Publico acusou 20 arguidos de crimes de alteração do estado de direito, atentado contra o presidente da república, associação criminosa, posse de armas proibidas, engenhos e substâncias explosivas e contrafacção de moedas.
Em comunicado enviado a Lusa, o MP acrescentou ainda três crimes de conjura atribuídos aos arguidos, sublinhando que aquelas acusações surgem no âmbito "das investigações de tentativa de golpe de estado desmantelado a 04 de Agosto" deste ano.
Segundo o comunicado, fazem parte dos 20 arguidos, os três cidadãos espanhóis e dois são-tomenses, detidos preventivamente desde aquela altura para investigação.
Se no debate instrutório a argumentação da defesa demonstrar que a acusação não tem fundamento, o juiz pode mandar arquivar o processo. ANG/Angop

Caju


“O país já exportou 147 mil toneladas  no presente ano”, afirmou o Inspector-geral do Comércio

Bissau, 29 Nov 18 (ANG) – O Inspector-geral do Comércio afirmou que o país já exportou até o momento 147.410 toneladas de castanha contra a previsão inicial de 130 mil.

Em declarações exclusivas à ANG, Alberto Mendes Pereira disse que esperam atingir uma cifra de 150 mil toneladas até o fim das exportações.

O Inspector-geral do Comércio qualificou  a campanha de comercialização da castanha de caju de positiva visto que ultrapassou as expectativas.

 Alberto Mendes Pereira disse que com toda a turbulência verificada no início da campanha deste ano, o país conseguiu exportar mais do que era previsto.

"Muitas pessoas pensam que não íamos atingir 100 mil toneladas mas com o grande esforço, empenho e dedicação de todos nós, conseguimos atingir a quantidade desejável", disse.

Afirmou  que não restou nenhuma castanha de caju junto dos agricultores, adiantando que há empresas que têm castanha nos seus armazéns que ainda não declararam, razão pela qual não podem anunciar a quantidade exacta da castanha que ainda resta no país.

Aquele responsável disse que ainda sobrou castanha para exportar, mas devido a exportação de troncos de madeiras ficou cancelado o embarque da castanha de caju para o estrangeiro, ou seja se exporta de vez enquanto no intervalo dos contentores de madeiras.

Chamou a atenção aos políticos para não misturar a política com a campanha de caju, acrescentando que o preço mais praticado na compra deste produto este ano é de 500 francos CFA por quilo.

O caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau. ANG/DMG/ÂC//SG

ONU


Alterações climáticas e esgotamento dos solos enfraquecem sistemas alimentares
Bissau, 29 Nov 18 (ANG) -  As Nações Unidas consideram que alimentar um planeta faminto é cada vez mais difícil, porque as mudanças climáticas e o esgotamento dos solos e outros recursos estão a enfraquecer os sistemas alimentares.
Um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgado hoje diz que são necessárias melhores políticas para alcançar a “fome zero”, acrescentando que o aumento da população exige o fornecimento de alimentos mais nutritivos a preços acessíveis.
Mas, prossegue o documento, o aumento da produção agrícola é difícil, tendo em conta o “estado frágil da base de recursos naturais”, uma vez que os seres humanos ultrapassaram a capacidade de carga da Terra em termos de solos, água e alterações climáticas.
Cerca de 820 milhões de pessoas estão desnutridas, refere o relatório, divulgado pela FAO e o Instituto Internacional de Pesquisas sobre Políticas Alimentares no início de uma conferência global destinada a acelerar os esforços para alcançar a fome zero em todo o mundo.
A segurança alimentar continua fraca para muitos milhões de pessoas que não têm acesso a dietas acessíveis e adequadamente nutritivas por uma variedade de razões, sendo a mais comum a pobreza.
De acordo com o relatório, a segurança alimentar está igualmente ameaçada por conflitos civis e outro tipo de disputas.
No Iémen, onde milhares de civis morreram em ataques aéreos perpetrados por uma coligação liderada pela Arábia Saudita, o grupo de ajuda ‘Save the Children’ diz que 85 mil crianças menores de cinco anos podem ter morrido de fome ou de doenças durante a guerra.
No Afeganistão, as secas severas e os conflitos desalojaram mais de 250 mil pessoas, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
O director-geral da FAO, José Graziano da Silva, observou que o número de pessoas famintas e subnutridas no mundo subiu para níveis de há uma década.
“Depois de décadas de ganhos no combate à fome, este é um sério revés e a FAO e as agências irmãs da ONU, juntamente com governos membros e outros parceiros, estão muito preocupadas”, disse Graziano da Silva, numa mensagem de vídeo transmitida durante a conferência.
A fome ainda é mais severa na África, mas o maior número de pessoas subnutridas vive na região da Ásia-Pacífico, segundo o relatório, que defende que melhores políticas públicas e a tecnologia são as chaves para melhorar a situação.
A FAO estima que a procura global por alimentos crescerá 50% entre 2013 e 2050. Os agricultores podem expandir o uso da terra para ajudar a compensar parte da diferença, mas essa opção é restrita em lugares como a Ásia e o Pacífico e a urbanização está a consumir ainda mais terras do que aquelas que poderiam ter sido usadas para agricultura.
Aumentar a produção agrícola além dos níveis sustentáveis pode causar danos permanentes aos ecossistemas, segundo o relatório, que sublinha a erosão do solo, a poluição com cobertura de plástico, os pesticidas e fertilizantes e a perda de biodiversidade.
De acordo com o documento, a China destrói 12 milhões de toneladas de sementes contaminadas por ano, com uma perda de quase 2,6 biliões de dólares. ANG/Inforpress/Lusa

Cultura


Associação Nacional de Promotores da Arte pede mais atenção do governo para o sector

Bissau,29 Nov 18 8 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional de Promotores da Arte guineense (ANPA) pediu mais atenção do governo, sobretudo da direcção-geral de artesanato  ao sector da arte.


O apelo foi feito hoje em declarações á Agência de Notícias da Guiné (ANG) por Mamadu Conté no quadro da semana cultural em curso, organizada pela ANPA, sob o  lema: Bim djunbai ko nos, (vêm divertir connosco).

O evento, segundo Conté serve, por um lado, para se exibir ao público as diferentes peças que compõe o mosaico étnico cultural guineense e, por outro, incentivar aos cidadãos nacionais a adquirirem produtos artesanais.

Por isso, disse esperar que haja muita aderência das pessoas, “porque o preço é acessível para todos”.

Perguntado se  a organização chegou de participar numa feira sub-regional de arte, Mamadu Conté disse que sim, acrescentando que o primeiro foi em Dakar e segundo recentemente em Macau, considerando as duas participações de “espectacular”.

Justificou a sua afirmação com a venda de quase todas as peças culturais que levaram as respectivas feiras de arte em que tiveram a oportunidade de representar o país, razão pela qual prometeu fazer tudo para que os produtos artesanais da Guiné-Bissau sejam conhecidos no mundo da cultura através das feiras internacionais que em que possivelmente vão participar à semelhança de outros países.

A feira de arte da Guiné-Bissau fica localizada na Avenida Unidade Africana, ao lado do Prédio (SIDA), em Bissau. ANG/LPG/ÂC//SG

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Ucrânia


Presidente  declara estado de excepção no país
Bissau, 27 nov 18 (ANG) – O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, assinou segunda-feira um decreto em que declara o estado de excepção em todo o país.
A medida vem na sequência do apresamento pela Rússia, no domingo, de três navios da Armada da Ucrânia no mar Negro.
O estado de exceção estará em vigor até 25 de Janeiro de 2019, embora possa ser levantado a qualquer momento, segundo explicou o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia (CSNDU).
O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, já reagiu, criticando hoje a decisão da Ucrânia e pedindo aos parceiros ocidentais em Kiev para que “acalmem” as autoridades ucranianas.
O Ministério das Relações Exteriores russo expressou o seu “forte protesto” pelo comportamento da Marinha ucraniana, que acusou de encenar uma provocação para incitar tensões na área, que possam levar a novas sanções contra a Rússia.
O decreto presidencial ucraniano, que não se traduz na mobilização obrigatória de tropas, terá ainda de ser aprovado pelo Rada Suprema, o parlamento da Ucrânia.
Poroshenko, que assinou o decreto depois de conversar com o secretário-geral da Nato, Jens Stoltenberg, afirmou igualmente que o estado de emergência agora decretado não significa a introdução de restrições aos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.
O responsável máximo do CSNDU, Alexander Turchinov, propôs o estado de emergência, com o argumento de criar as condições para repelir uma possível “agressão militar” e quaisquer ameaças à independência e integridade territorial por parte da Rússia.
Por sua parte, o ministro do Exterior da Ucrânia, Pavlo Klimkin, que apelidou a apreensão dos navios de “ato de agressão”, disse que “a Ucrânia vai procurar uma solução pacífica para a disputa (…), mas reserva-se o direito de autodefesa, nos termos do artigo 51 da Carta da ONU”.
A Rússia já admitiu ter aberto fogo na tarde de domingo contra os navios ucranianos que, na sua versão, estariam estacionados nas suas águas territoriais, perto de Crimeia, para forçá-los a parar.
A Ucrânia afirma que o ataque ocorreu em águas neutras, depois de Moscovo decidir fechar o Estreito de Kerch, para impedir o acesso de navios ucranianos no Mar de Azov.
O Presidente da Ucrânia Poroshenko exigiu hoje aos líderes russos a libertação “imediata” da tripulação dos três navios apreendidos que estão a ser interrogados pelas forças de segurança russas.
A Provedora de Justiça russa, Tatiana Moskalkova, informou que três dos tripulantes feridos, quando a guarda costeira russa abriu fogo sobre os navios ucranianos, foram hospitalizados. ANG/Inforpress/Lusa


Feira /CPLP


Chefe de Estado convidado para participar na 2ª Edição da Feira empresarial

Bissau, 27 Nov 18 (ANG) – O Vice-presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CE-CPLP) convidou esta terça-feira o Chefe de Estado guineense, José Mário Vaz a participar na segunda edição da Feira Empresarial denominada (Feira das empresas de Bissau) que terá início esta quarta-feira com duração de dois dias, em Bissau.
 
Laurentino Ferreira que falava aos jornalistas após o encontro com José Mário Vaz disse que, tendo em conta o êxito que a primeira edição teve, apesar do evento contar com apenas 35 empresas, decidiram renová-la este ano com o objectivo de organizar para o ano uma feira que traga mais de uma centena e meia das empresas.

Afirmou que este ano vão participar no evento cerca de meia centena de empresas dentre as quais 15 nacionais e 35 estrangeiras, acrescentando que todos os empresários que tomarão parte no evento mostraram interesse em investir na Guiné-Bissau.

Questionado sobre a data para a realização da feira do próximo ano, respondeu que isso será definido em conjunto com as instituições presentes no país,  adiantando apenas   que será no segundo semestre de 2019.

Ferreira esclareceu que a CE-CPLP não tem plano de investimento no país, mas sim apoia um conjunto de empresários interessados em investir na Guiné-Bissau e havendo entre eles os que  já montaram empresas no país.

Por sua vez, o secretário-geral da CE-CPLP, José Medina Lobato disse que, no proximo ano a sua organização vai realizar a primeira edição da Feira Internacional de Bissau denominada (FIBA), explicando que  o evento será marcado com apresentação das potencialidades empresariais  guineense, valorização dos “nossos” produtos nacionais, de toda a sub-região,  e ao nível do espaço da CPLP e mundial.

Lobato disse que, o que  a Confederação pretende com esses eventos é  mostrar que realmente os guineenses não são aquilo que muita gente pensa que é, acrescentando que, infelizmente “o passado é passado”  o que importa  é o presente e perspectivas para o futuro. ANG/JD/ÂC//SG


Legislativas 2018


“Já foi recenseado mais de 700 mil guineenses” afirma o Porta-Voz do Governo
Bissau,27 Nov 18 (ANG) - O ministro porta-voz do governo afirmou segunda-feira  que até o momento já tinha sido  recenseado mais de 700 mil eleitores.

Agnelo Regala que falava no acto da entrega de equipamentos de recenseamento ao Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), doados pelo governo timorense diz ainda que com os novos equipamentos entregues, vão ser possível concluir o processo em breve.

“Os apoios que são feitos do coração são sempre positivos e  vão levar a conclusão do processo de recenseamento eleitoral  a breve trecho. Neste momento, já ultrapassamos a barreira dos 700 mil eleitores recenseados e pensamos que brevemente, com estes equipamentos entregues hoje, vamos aumentar a capacidade de recenseamento e concluir o nosso trabalho de recenseamento eleitoral”, diz o governante.

O Encarregado da missão de Agência de Cooperação timorense na Guiné-Bissau, José Turquel, disse esperar que o apoio faça diferença no processo do recenseamento em curso, tendo realçado que a delegação timorense vai estar sempre ao lado do povo guineense “porque sentiram que fizeram parte desta família”.

Para o diretor-geral interino do GTAPE, Cristiano Nabitam, o reforço de equipamentos vai permitir fazer a cobertura em todos os distritos eleitorais onde se registam baixas taxas de registo de eleitores.

“ O gesto de Timor-Leste vem confirmar aquilo que tem feito desde o processo de recenseamento anterior. Este novo reforço de equipamentos vai nos permitir fazer uma limpeza a todos os distritos eleitorais onde ainda se verificam baixas taxas de registo de eleitores a nível nacional”, confirmou o responsável do GTAPE.

O Governo Timorense entregou 50 kits ao Governo da Guiné- Bissau para o processo de recenseamento em curso no país. E havia  disponibilizado ao país uma ajuda financeira de mais de 500.000 dólares americano.ANG/ÂC//SG

ONU


"Rússia volta a violar Direito Internacional"
Bissau, 27 nov 18 (ANG) -  O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência  para discutir a tensão entre Rússia e Ucrânia.
A Rússia atacou, no domingo, três navios ucranianos ao largo da Crimeia. Os confrontos entre os dois países intensificaram-se no Estreito de Kerch, que liga o mar de Azov ao mar Negro, onde a Rússia construiu uma ponte para a Crimeia, depois da anexação do território em 2014.
O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, vai propor ao parlamento o reforço do poder militar através da implementação da lei marcial, durante 60 dias.
O analista José Milhazes recorda que a comunidade internacional não aprovou a anexação da Crimeia e analisa a escalada de violência e hostilidades entre os dois países, não esquecendo que o Presidente Petro Poroshenko se prepara para perder as eleições, que se avizinham como as mais renhidas de sempre no país, e pode estar a aproveitar-se deste incidente bem como o faz Vladimir Putin. ANG/Angop