quarta-feira, 21 de maio de 2014

Eleições presidenciais

Nuno Nabiam não concorda com resultados eleitorais publicados pela CNE

Bissau,21 Mai 14 (ANG) - O candidato presidencial independente, Nuno Gomes Nabiam afirmou que os resultados provisórios divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) não correspondem com os da sua Directoria de Campanha.

Em declarações à imprensa à saída de um encontro com o Presidente da República de Transição, em que também tomaram parte o candidato eleito, José Mário Vaz, as chefias militares e outras personalidades nacionais e internacionais, disse que irá dar uma conferência de imprensa hoje, dia 21 para anunciar a sua posição.

Entretanto, a  directoria de Campanha de Nuno Gomes Nabiam, realizou  na Terça-Feira uma conferência de imprensa, onde afirma que não  reconhece os resultados provisórios anunciados pela CNE, “porquanto não traduzem aquilo que foi a expressão da vontade popular, manifestada            nas urnas”.

Num comunicado lido por Joaquim Baldé,do gabinete estratégico, a directoria  disse que irá proceder a impugnação dos resultados perante as instâncias competentes, nomeadamente a CNE e os Tribunais, porquanto “em muitas regiões do pais e Mesas de Votos foram registadas fraudes graves que põem em causa a transparência e a justeza do processo e dos resultados eleitorais”.

Numa primeira declaração após o anúncio dos resultados eleitorais, o candidato vencedor das presidenciais, José Mário Vaz, disse que chegou a hora dos guineenses mudarem a página, acrescentando que o pais vai agora conhecer um novo rumo da sua história.

Entretanto o Estado-Maior General das Forças Armadas, através de um Comunicado assinado pelo general António Indjai, apelou a calma e ao respeito pelos resultados eleitorais.

“Não há situações alarmantes pois a  s Forças Armadas são submissas ao poder político”, disse o EMGFA no seu comunicado, frisando que respeitam e respeitarão o veredicto saído das urnas, facto que justifica a vontade do povo.

A saída do encontro com o Presidente da República de Transição, o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas António Indjai e o candidato vencedor das presidenciais, José Mário Vaz, surgiram frente ao Palácio Presidencial de mãos dadas e braços erguidas a saudarem multidões que se dirigiu a sede do PAIGC  para manifestar a vitoria do JOMAV. 

ANG/ÂC/SG



terça-feira, 20 de maio de 2014

Presidencias na Guiné-Bissau

Candidato do PAIGC vence com folgada diferença

Bissau, 20 Mai 14 (ANG) - O candidato apoiado pelo PAIGC, José Mário Vaz venceu a segunda volta da eleição presidencial com folgada diferença em relação ao adversário, Nuno Gomes Nabiam. JOMAV recolheu 364.394 votos, equivalentes a 61 por cento contra os 224.089, correspondente a 38, 1 por cento do candidato independente Gomes Nabiam.

Os resultados provisórios foram divulgados hoje pela Comissão nacional de Eleições (CNE), na voz dos seu presidente, Augusto Mendes.

De acordo com o Presidente da CNE JOMAV obteve 119.564 em Bissau, 14.994 na região de Tombali, 14.165 em Quinará, 41.062 no Oio, 27.671 em Biombo, 9.134 em Bolama, 45.053 em Bafatá, 34.002, 48.895 na região de caheu e na diáspora recolheu 9.856 votos.

Nuno Nabiam obteve em Bissau, 47.667, 19.777 em Tombali, 10.960, em Oio 48.575, região de Biombo 11.254, Bolama Bijagós 2.125, em bafatá 26.994, em gabú 29.179, região de Cacheu 25.351 e na dáspora 2.227 dos votos recolhidos.

José Mário Vaz nasceu em 10 de Dezembro de 1957. Economista de formação, JOMAV como é carinhosamete tratado, desempenhou as funções de ministro das Finanças, depois de ter desempenhado também o cargo de Presidente da Câmara de Bissau.

2ª volta das Presidenciais

José Mário Vaz é o grande vencedor das presidencias na Guiné-Bissau

Bissau, 20 Mai 14 (ANG) - José Mário Vaz é o grande vencedor das presidencias na Guiné-Bissau com 364.394 votos,  o que equivale a 61 por cento do total dos votantes.

Declarações preliminares


Observadores classificam 2ª volta das presidenciais de livres e justas

 Bissau, 20 Mai 14 (ANG) – As diferentes Missões de Observação Eleitoral (MOE), da segunda volta das presidenciais na Guiné-Bissau, do passado dia 18, qualificaram o escrutínio de Livres, credíveis, justas e transparentes.
 

As Declarações Preliminares das Missões de Observação Eleitoral foram tornadas pública na Segunda-Feira, durante uma conferência de imprensa, pelos seus respectivos chefes, nomeadamente, Joaquim Alberto Chissano, da União Africana (UA), Amos Sawyer, da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) e Leonardo Simão, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Para o chefe da MOE da CEDEAO, os padrões observados nas eleições gerais de 13 de Abril foram mantidos na segunda volta das presidenciais, incluindo a facilidade de identificação, votação, adequação dos materiais eleitorais e na eficácia do processo de votação e contagem.

Amos Sawyer disse que os observadores da CEDEAO não registaram nenhum caso de violência relacionada  às eleições ou fraude nos centros de votação. Adiantou que todos os guineenses admitidos que desejam exercer o seu direito cívico de votar puderam fazê-lo livremente, de forma justa e com segurança.

A MOE da CEDEAO recomenda ao novo Presidente da República em particular a Assembleia Nacional Popular para dar prioridade a uma abordagem inclusiva para a governação como a forma mais segura para o alcance de um consenso nacional, e mobilização de todas as forças do país para as tarefas pós-eleitoral urgentes da Nação.

O chefe da MOE da CEDEAO, encorajou ao  Presidente em exercício desta organização e chefe de Estado ganês, John Dramani Mahama, a reforçar o apoio à Guiné-Bissau nas tarefas urgentes, pós-eleição: a reconciliação nacional, reforma do Estado e das suas instituições.

Por sua vez, o chefe da MOE da União Africana, o antigo Presidente moçambicano, disse que a segunda volta das eleições presidenciais  decorreu em condições aceitáveis em termos de liberdade, transparência e de credibilidade em conformidade aos padrões internacionais .

Joaquim Chissano recomendou às autoridades políticas e  Forças de Defesa e Segurança a continuidade do respeito e da garantia da independência e  integridade da Comissão Nacional de Eleições, com vista a lhe permitir a finalização da contagem dos votos e o anuncio dos resultados das eleições, sem ingerência nem intimidação.

Ainda apelou-as a tomarem medidas necessárias para garantir a segurança das pessoas e bens, de uma forma global, e  para a manutenção de um ambiente de acalmia e  serenidade propício para a boa finalização do processo eleitoral.

O chefe da MOE da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Leonardo Simão, sublinhou que os observadores eleitorais desta organização lusófona, constataram uma participação massiva da juventude e das mulheres em todo o processo eleitoral.

No que toca ao funcionamento das Assembleias de Voto, a MOE da CPLP disse ter constatado uma boa organização, com meios técnicos e humanos adequados, bem como zelo e profissionalismo por parte dos agentes envolvidos no processo.

A MOE da CPLP lamenta a ocorrência dos actos de violência, bem como alegados actos de intimidação e manipulação do processo eleitoral e recomenda que os incidentes registados sejam tratados com o recurso ao quadro jurídico legal vigente.

A União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA), através do Vice-presidente do Comité Inter-parlamentar (CIP/UEM0A), Lancina Dosso, considerou também as eleições presidenciais de 18 de Maio de transparentes, livres e justas. 

ANG/AC/JAM/SG










CEDEAO

África Ocidental defende levantamento de sanções contra a Guiné-Bissau

 

Bissau, 20 Mai 14 (ANG) - A missão de observadores eleitorais da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) defendeu hoje que é tempo de levantar sanções à Guiné-Bissau, depois de eleições consideradas bem-sucedidas.

 

"A missão de observadores eleitorais da CEDEAO exorta todos os parceiros  de desenvolvimento a acelerar o levantamento das sanções impostas ao país",  anunciou a organização regional em comunicado. 

O documento defende ainda que deve ser alargada "assistência técnica  e financeira para a realização das tarefas" que se seguem às eleições.
A CEDEAO acompanhou a segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, realizada no domingo, com 120 observadores espalhados por todo o país e  considera que a ida às urnas decorreu de forma "livre, justa e transparente".
A Guiné-Bissau aguarda agora que a Comissão Nacional de Eleições (CNE)   divulgue os resultados da votação para saber se será José Mário Vaz ou Nuno  Nabian a ocupar o Palácio da Presidência.
A CEDEAO faz duas recomendações ao novo Presidente guineense: que seja  dada "prioridade a uma abordagem inclusiva da governação, como forma mais  segura para forjar um consenso nacional e mobilizar todas as forças do país  em tarefas pós-eleitorais urgentes". 
Exorta ainda a nova administração a facilitar a adopção e implementação  de "um vasto programa de reformas que inclua o diálogo e a reconciliação  nacional". 
Os apelos são extensivos também à nova Assembleia Nacional Popular,   eleita a 13 de Abril e em que o Partido Africano da Independência da Guiné  e Cabo Verde (PAIGC) terá maioria absoluta.   

ANG

Mortalidade Infantil


Bissau, 20 Mai 14 (ANG) - A Guiné-Bissau e Angola estão entre os dez países mais perigosos para se nascer, com taxas de mortalidade neo-natal superiores a 45 recém-nascidos por cada mil nascimentos, revela um estudo publicado esta terça-feira pela revista The Lancet.

Com 45,7 recém-nascidos mortos em cada mil nascimentos em 2012, a Guiné-Bissau é o terceiro país mais perigoso para se nascer, seguido de Angola, com uma taxa de mortalidade neo-natal de 45,4.

A diferença entre os dois países está nos progressos alcançados, já que a Guiné-Bissau reduziu a sua taxa de mortalidade neo-natal em 22% entre 1990 e 2012, enquanto em Angola a taxa apenas caiu 12% no mesmo período.

Há a acrescentar que 29,6 em cada mil partos na Guiné-Bissau foram de nados-mortos, enquanto em Angola a taxa de nados-mortos é de 23,9 em cada mil.

Moçambique é outro país lusófono entre os 30 piores de 162 países classificados, com uma taxa de mortalidade neonatal de 30,2 por cada mil nascimentos e uma taxa de nados-mortos de 28,1. Ainda assim, o país reduziu a sua taxa de mortalidade neonatal em 44% entre 1990 e 2012.
Timor-Leste surge na 117.ª posição dos 162 países analisados, com 24,4 em cada mil bebés a morrerem antes de completarem quatro semanas de vida e 13,2 em cada mil a nascerem sem vida.

Segue-se São Tomé e Príncipe, que tem uma taxa de mortalidade neonatal de 19,9 em cada mil nascimentos e onde 21,9 em cada mil nascimentos resulta num nado-morto.

Com uma taxa de mortalidade neonatal de 10 e 14,5 nados mortos em cada mil nascimentos, Cabo Verde é o país africano lusófono com melhores resultados, embora, tal como São Tomé e Príncipe, não surja classificado no ranking global.

Cabo Verde é também o país lusófono africano com maiores progressos, já que a taxa de mortalidade neonatal caiu 53% entre 1990 e 2012.

Finalmente, o Brasil tem uma taxa de mortalidade neonatal de 9,2, taxa que registou uma queda de 68% desde 1990.

A tabela dos países mais arriscados para recém-nascidos é liderada pela Serra Leoa, com 49,5 bebés em cada mil a morrerem antes dos 28 dias. Nos nove países que se seguem há oito africanos -- Somália, Guiné-Bissau, Angola, Lesoto, República Democrática do Congo, Mali República Centro Africana e Costa do Marfim - e o Paquistão.

Numa série especial sobre a mortalidade neo-natal, que reúne o contributo de 54 especialistas de 28 instituições em 17 países, a revista científica diz apresentar o quadro mais claro de sempre sobre as hipóteses de sobrevivência de um recém-nascido e os passos que devem ser tomados para reduzir as mortes de bebés.

No estudo, os investigadores lamentam também que muitos dos bebés que morrem até às 28 semanas não chegam a ser registados, o que reflecte "a aceitação do mundo de que estas mortes são inevitáveis".

"Este fatalismo, falta de atenção e falta de investimento são os motivos por detrás do lento progresso na redução da mortalidade neonatal e de um progresso ainda mais lento na redução dos nados mortos. Na realidade, estas mortes são quase todas evitáveis", diz a coordenadora da investigação, Joy Lawn, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Segundo os dados divulgados, a Guiné-Bissau está entre os dez países onde é menos provável que uma criança esteja registada ao chegar ao primeiro aniversário. Com efeito, apenas 14% dos bebés guineenses são registados antes de completarem um ano de idade.

Em Angola, a percentagem de bebés com menos de um ano registados é de 21%, enquanto em Moçambique é de 29%.

LUSA


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Solidariedade


China oferece material médico à Guiné-Bissau

Bissau, 19 Mai 14 (ANG) - A Republica Popular da China vai oferecer as autoridades sanitárias da Guiné-Bissau um lote de materiais médicos no valor de milhão de Yuan Renminbi (moeda chinesa), correspondem a cerca de 80 milhões de francos CFA.

Segundo um comunicado da Embaixada chinesa em Bissau entregue a redacçäo da Agência de Noticias da Guiné-ANG, a cerimónia de entrega dos referidos materiais está prevista para quarta-feira, 21 de Maio.

Ainda de acordo com o comunicado, trata-se de materiais que deverão ser utilizados na prevenção contra um eventual surto de cólera, doença que atacava a vizinha república da Guiné-Conacri mas que já esta sob controlo das autoridades sanitárias desse pais vizinho.
Os referidos medicamentos serão doados a título de donativo, na sequência de um pedido feito pelo governo da Guiné-Bissau.

A iniciativa expressa “o sentimento amistoso do governo e do povo da Republica Popular da China para com o governo e o povo da Guiné-Bissau”, refere o comunicado.


ANG/SG

Votação 2ª volta das presidenciais

LGDH condena actos de agressões e ameaças contra dirigentes do PAIGC

Bissau, 19 Mai. 14 (ANG) - A Direcção Nacional da Liga Guineense dos Direitos Humanos LGDH, condenou os actos de agressões físicas e de ameaças contra os dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) ocorridos sábado a noite, dia 17, em Bissau e na cidade de Bafatá.

 Num comunicado de imprensa emitido este Domingo, a organização exige das autoridades de segurança e o Comando Conjunto para o Asseguramento do Processo Eleitoral a identificação e consequente responsabilização criminal do grupo de “malfeitores” por trás disso.

Na opinião da organização de defesa dos direitos humanos, as acções visam, acima de tudo, pôr em causa o sucesso do processo eleitoral, cuja segunda volta o povo guineense acabou de votar.

A LGDH sustenta que os actos não passa de uma clara tentativa de instalar um clima de medo susceptível de comprometer o processo eleitoral em curso.

O 3° Vice-presidente do PAIGC, Baciro Djá os deputados da recém-eleitos,  Fofana Queita,  Enfamara Sonco, Matilde Indeque,  deputados da nação recém-eleitos e os militantes, Mamadu Boi Djaló, Danca Dundé, Negui Bangura, Bubacar Sani, José Rui, Cadidjatu Djaló, Filomena Danif e Paulo Alvarenga, foram as vítimas dos actos descritos, segundo o comunicado.

 As vítimas dos espancamentos encontram-se neste momento sob fortes cuidados médicos, em consequência dos ferimentos graves contraídos, conclui o documento do PAIGC.

ANG/LPG
 

domingo, 18 de maio de 2014

Eleições presidenciais


Serifo Nhamadjo promete continuar política activa no PAIGC

Bissau,18 Mai. 14 (ANG) – O Presidente da República de Transição, Manuel Serifo Nhamajo, afirmou que o seu futuro político está no Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), ao qual vai voltar como militante e disposto a concorrer ao lugar de dirigente no próximo congresso do Partido.

Serifo Nhalajo que falava hoje à imprensa, momentos apos ter exercido o seu direito de voto, no Distrito Eleitoral 104, Mesa N° 1, no Circulo 29, no Bairro Militar, apelou a todos os cidadãos nacionais para votarem em massa no candidato de preferência.

“Que  seja um Presidente da República que vai terminar o seu mandato de forma a pudermos virar a página da nossa história. Mas virar a página no sentido de caminharmos juntos, sem côr e odio e para demonstrarmos ao mundo  que podemos fazer  coisas justas e melhor tal como  outros países do mundo”, desejou Manuel Serifo Nhamajo.

Perguntado sobre como vai deixar a presidência da República, Nhamajo respondeu que, irá deixa-la com o que é possível.

Explicou que gerir a transição num período de dois anos com  as sanções impostas ao pais, näo permitiu fazer mais do que tem feito.

“Foi difícil, contudo, sinto-me contente por tudo aquilo que fizemos. Vou sentir ainda mais feliz no dia em que ponho a faixa ao novo Presidente da República”, disse.

Questionado sobre qual deve ser a principal missão do futuro Presidente da República, Manuel Serifo Nhamajo respondeu que deve ser a pessoa que vai unir todos os filhos da Guiné-Bissau, acrescentando que, só quando conseguir consensos, é que poderá começar a fazer projectos de desenvolvimento.

Nhamajo referiu ainda que o futuro chefe de Estado deve usar a sua influência junto do Governo no sentido de regularizar os salários atrasados na Função Pública.

ANG/AC/SG
  

                                                                                                   

Eleições presidenciais


Presidente do PAIGC disse ter havido agressões contra militantes do partido

Bissau, 18 Mai 14 (ANG) – O presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira disse hoje que o presidente da Comissão Politica do PAIGC para a região de Bafatá,( Leste) e mais 15 militantes do partido estão a ser vítimas de ameaças e intimidações, e que alguns até sofreram espancamentos.

 Simões Pereira fez essa afirmação após ter votado e acrescentou que além de Bafatá a mesma situação teria ocorrido noutras localidades, mas disse que estes factos carecem ainda de confirmação razão pela qual promete, assim que se confirmar tudo, emitir um comunicado.

Domingos Simões Pereira não deu qualquer indicação sobre quem são os actores dessas praticas contra militantes do PAIGC em Bafatá;

“Contudo, não queremos que este registo venha a ensombrar a festa da democracia e liberdade que esperamos que a votação de hoje constitua”, referiu o presidente dos libertadores que apelou o povo a votar em consciência e liberdade.

“Temos que ser capaz de enfrentar qualquer tipo de ameaça”, incentivou Domingos Simões Pereira lembrando que a liberdade que hoje se celebra foi conquistado com muito sacrifício, e o medo não pode conduzir o povo a por em causa essas mesmas conquistas.

Na opinião do líder do PAIGC, a confirmar-se esses actos, fica demonstrado que algumas pessoas não compreenderam ainda os direitos da democracia e nem têm sequer a noção  de que com isso, todos poderão sair a ganhar.

 “De certeza que o povo não se deixara intimidar. O guineense irá as urnas e votará em consciência e liberdade o melhor para si”.


ANG/JAM/SG

Eleições presidenciais


Deixo tudo nas mãos dos guineenses, diz JOMAV

Bissau, 18 Mai 14 (ANG) - O candidato do PAIGC à segunda volta das eleições presidenciais, José Mário Vaz mostrou-se confiante que o povo guineense ira saber fazer a escolha certa, ou seja, elegendo-lhe como seu futuro Presidente da República.

“Deixo tudo nas mãos dos guineenses”, respondeu Jomav ao ser questionado se estaria confiante na vitória, tendo acrescentado que o sucesso se encontra no “dedo do povo”. “Falarei sobre isso só no fecho das urnas e depois da CNE divulgar os resultados finais”, voltou a repetir depois da insistência dos repórteres.

Sobre a futura relação com as forças armadas, caso for escolhido para dirigir o destino do país, José Mário Vaz respondeu que elas serão “exactamente” as mesmas que manterão com todo o povo guineense.

Ao povo desejou a paz e um futuro muito importante e avisou que aceitaria apenas o resultado que sair das urnas. “Fora das urnas, não aceitarei”, advertiu.

Referindo-se a alegadas ameaças, intimidações e espancamento de que estariam sendo sujeitos alguns militantes do PAIGC, JOMAV condenou-as nestes termos: “Isso é grave e inadmissível numa democracia. O que queremos é instalar definitivamente a paz e liberdade na Guiné-Bissau. O povo guineense não deve se deixar intimidar”.


ANG/JAM/SG

Eleições presidenciais


Nabiam confiante na vitória mas aceita qualquer que fosse resultado das urnas

Bissau, 18 Mai 14 (ANG) - O Candidato independente à segunda volta das eleições presidenciais, Nuno Gomes Nabiam mostrou hoje confiante na sua vitoria, mas disse estar preparado para aceitar a sua derrota se assim indicarem as urnas.

O candidato que falava à imprensa momentos depois de ter exercido o seu direito cívico em Bissau, encorajou ao povo a sair em massa para votarem nesta segunda volta, pois, justificou, “só desta maneira se poderá mudar o país, com a escolha do próximo Presidente da República”.

“Se o Nuno ganhar é bom, mas se perder tem que saber respeitar a vontade do povo”, disse tendo revelado que a primeira medida a adoptar logo nos primeiros 100 dias, se for Presidente da República é promover unidade nacional entre todos os filhos desta terra.

Nuno Gomes Nabiam que disse estar  alegre pela forma como o processo tem vindo a correr, parabenizou o povo guineense pela sua conduta na primeira volta e disse estar a constatar a mesma situação neste segundo turno, por, nomeadamente não se ter registado até aquela altura  nenhum incidente.

Disse esperar que as coisas continuassem assim até a proclamação dos resultados finais.

Confiante na sua vitória, Nuno Nabiam sublinhou ter feito um trabalho muito importante ao longo da campanha eleitoral e espera agora colher os frutos. “Percorremos o país inteiro e a mensagem da Guiinendade passou”.


ANG/JAM/SG

Eleições presidenciais


Primeiro-ministro de transição considera ter cumprido a missão

Bissau, 19 Mai 14 (ANG) – O Primeiro-ministro de transição, Rui Duarte Barros considerou hoje ter cumprido a missão de organizar as eleições para permitir a Guiné-Bissau voltar a normalidade constitucional.

Barros falava à imprensa momentos após ter exercido o direito de voto, em Bissau.

“As eleições eram um dos objectivos do governo de transição e com apoio de todos nomeadamente de Timor leste foi possível cumprir essa etapa”, disse.

Rui Barros pediu que os eleitores participassem em massa na votação “para a escolha do melhor para a Guiné-Bissau”.

O primeiro-ministro da transição recomendou muito trabalho ao novo governo “para a união dos guineenses e o bem-estar das populações”.



ANG/SG
Eleições presidenciais/2a volta

Bissau, 18 Mai 14 (ANG) - Os eleitores guineenses estão a votar no âmbito da 2ª volta das presidenciais para escolha entre José Mário Vaz e Nuno Gomes Nabiam do novo chefe de estado para um mandato de 05 anos.

As urnas foram abertas as sete da manhã e devem encerrar-se as 17 horas, TMG em todo o território nacional.

Mário Vaz, candidato apoiado pelo PAIGC vencedor das legislativas de 13 de Abril, e Nuno Nabiam, apoiado pelo maior partido da oposição, o PRS, foram os mais votados na primeira volta das presidências que contaram com 13 concorrentes.

Segundo dados da Comissão Nacional de Eleições foram inscritos para o pleito cerca de 800 mil eleitores.

As eleições legislativas decorridas em simultâneo com as presidências a 13 de Abril foram ganhas pelo PAIGC com maioria absoluta de 57 mandatos contra 41 do Partido da Renovação Social, dois do Partido da Convergência Democrática e Um cada para a União para a Mudança e o Partido Nova Democracia.

Estas eleições marcam o fim do período de transição em vigor desde o golpe militar de Abril de 2012, que afastou do poder o governo eleito do PAIGC e interrompeu o processo para eleição, na segunda volta, do novo presidente da república, em substituição de Malam Bacai Sanha que falecera em exercício de funções vítima de doença. ´


ANG/SG

Segunda volta das presidenciais


CNE apela participação em massa na votação  

Bissau 18 Mai 14 (ANG) – O Presidente da Comissão Nacional de Eleições apelou aos eleitores para que façam da participação cívica e ordeira na votação de domingo uma demonstração do inicio do caminho irreversível de construção da “Pátria Imortal”, evocada no Hino nacional.

Augusto Mendes ontem dirigia uma mensagem aos eleitores por ocasião da realização da segunda volta das presidenciais no domingo, 18 de Maio.

“Todos somos poucos para a imensidão da resolução dos problemas que o nosso pai enfrenta”, disse.

Mendes sublinhou que está-se perante o desafio de superar o sucesso atingido na primeira volta, mas disse acreditar no desempenho profissional de todos.

Aos concorrentes e seus apoiantes pediu preservação da ordem e respeito ao espírito e letra da lei eleitoral.

Augusto Mendes destacou as garantias legais que dão ao processo eleitoral guineense validade e transparência e que tornam impossível por em causa a livre vontade popular. “Todos somos chamados a assumir as nossas responsabilidades”, advertiu.


ANG/AI/SG

sábado, 17 de maio de 2014

Eleição Presidencial

Jomav aposta sua presidência na promoção da reconciliação nacional

 Bissau, 17 Mai. 2014 (ANG) – O candidato do PAIGC às presidenciais de Domingo, dia 18, José Mário Vaz, afirmou que se for eleito irá promover a unidade nacional, reconciliação, solidariedade e coesão entre os guineenses.

Mário Vaz que falava na Sexta-Feira, no encerramento do comício da segunda volta das eleições de 18 de Maio, disse que só desta maneira é que o país poderá trilhar a senda do desenvolvimento.

Neste sentido prometeu copiar o legado deixado pelo líder anti-apartheid, Nelson Mandela, cuja política de reconciliação por si implementada na década de 90 conduziu a África do Sul a actual estado de desenvolvimento.

“Por isso, juntos e unidos iremos tirar o país do estado actual”, desafiou lembrando que a responsabilidade da situação presente toca a todos e ninguém em particular.

Prometeu pôr os seus conhecimentos académicos e experiências ao serviço do futuro Governo do Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira e, em colaboração com executivo, prometeu prestar atenção especial ao sector da agricultura, através do aumento da produção do arroz de forma a combater a fome.

Dirigindo-se aos militares em particular, José Mário Vaz advertiu que o tempo de medo vai acabar depois da sua vitória, pois a Guiné-Bissau transformar-se-á em terra de paz e de liberdade.

“Ninguém pode, quando lhe prover, por em pânico o povo. Isso vai acabar”, prometeu justificando que os militares são mantidos graças aos impostos pagos pela população.

No entanto, enquanto forças armadas, devem estar prontas pela defesa da pátria em caso de ameaça externa e nunca voltar essas armas contra o próprio povo. Pediu as forças armadas para porem-se de lado nas querelas políticas e prometeu transformar a actual classe castrense em “verdadeira” forças armadas republicanas.

Prometeu reduzir nos próximos 4 anos, a diferença em termos de nível de desenvolvimento, entre Guiné-Bissau e Cabo-Verde, e mostrou-se indignado com a situação actual, cuja comparação favorece mais ao país “irmão”.

Para tal, advertiu a todos que chegou a altura de todos arregaçarem as mangas.



ANG/FESM/JAM

Eleição Presidencial


Nabiam promete lutar contra fenómeno de divisão étnica na Guiné-Bissau

Bissau, 17 Mai. 14 (ANG) – O candidato independente à segunda volta das presidenciais, prometeu lutar contra o fenómeno de divisão étnica na Guiné-Bissau.

"O país pertence a todos, independentemente da origem, cor, raça ou crença religiosa", prosseguiu Nuno Nabiam que discursava sexta-feira, em Bissau, no comício do encerramento da campanha eleitoral da segunda volta das presidenciais de Domingo, dia 18.

“Vamos lutar para fazer da Guiné-Bissau um país de paz e estabilidade”, prometeu, acrescentando que isso é fundamental para que a Guiné-Bissau possa arrancar rumo ao desenvolvimento.

Mostrando-se convicto na vitória no domingo, o candidato garantiu que irá trabalhar afincadamente com o Governo do PAIGC para que haja estabilidade e unidade nacional almejada por todos os filhos da Guiné-Bissau.

 “Digo-vos uma coisa, a partir do dia 18, vamos devolver a dignidade e poder ao povo. Trabalhar para que a unidade e estabilidade sejam realidades no pais”, informou.

Prometeu que com ele na presidência e, em colaboração com o Governo do PAIGC, num horizonte temporal de 4 anos a Guiné-Bissau irá encontrar o rumo certo.

“Não pretendo com isso indicar ao PAIGC quem deve nomear para o futuro Governo”, esclareceu, tendo no entanto aconselhado que a escolha dos elementos tenha em vista sempre a constituição de um  executivo de unidade nacional.

Defendeu que deve-se apostar em todas as competências que existem para dar oportunidades a todos de forma a levar o pais em frente, mas voltou a informar que a responsabilidade de escolher os integrantes na futura equipa governativa cabe inteiramente ao PAIGC.

Nuno Nabiam sublinhou que se for eleito Presidente da República, vai lutar contra a impunidade e fazer com que a justiça funcione no pais, tendo negado as acusações segundo as quais estaria por detrás da corte de madeiras nas florestas da Guiné-Bissau.

Mostrou-me triste com estas insinuações tendo lembrando ao seu adversário na corrida que, afinal, os autores dos cortes das nossas matas estariam debaixo da sua barba, nomeadamente o seu filho.

ANG/ÂC/JAM


Presidenciais de 18 Maio

PR pede bom comportamento aos cidadãos

Bissau, 17 Mai 14 (ANG) - O Presidente guineense de transição, Serifo Nhamadjo, desafiou nesta sexta-feira os cidadãos do país a terem um "bom comportamento" na segunda volta das eleições presidenciais porque o "mundo está com os olhos" sobre a Guiné-Bissau.
Dirigindo-se à Nação num discurso lido no Palácio da Presidência, em Bissau, Nhamadjo aproveitou a ocasião para apelar "ao civismo da população" e à "responsabilidade dos dois candidatos (José Mário Vaz e Nuno Nabian)" à segunda volta presidencial que se realiza no domingo.
 "O mundo continua a estar com os olhos postos em nós, por isso devemos mais uma vez acorrer massivamente aos locais de voto para em liberdade e em consciência fazermos as nossas escolhas", pediu, numa intervenção que disse encerrar o período de transição (iniciado com o golpe de Estado de Abril de 2012).
 O Presidente lembrou aos guineenses que a escolha que fizerem no domingo irá determinar o futuro de todos nos próximos cinco anos.
 Aos dois candidatos à segunda volta, Nhamadjo chamou a atenção para as responsabilidades que têm entre mãos, referindo que a paz e a estabilidade "dependem muito" da sua actuação.
O Presidente de transição espera que as eleições de domingo sejam "transparentes, justas e credíveis, num ambiente de total tranquilidade social, ganhe quem ganhar".
O Presidente da República que for eleito terá que receber de todos os guineenses "um país sereno", vincou Serifo Nhamadjo.

ANGOP