quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Saneamento de Bissau



FARP promovem campanha de limpeza nos mercados e hospitais de Bissau
 
Bissau, 05 Nov 14 (ANG) – As Forças Armadas Revolucionarias do povo (FARP), promoveram hoje no quadro das comemorações dos 50 anos de sua existência uma campanha de limpeza pública dos hospitais, mercados e na paragem central de Bissau.

As FARP em missão de limpeza
Na cerimónia oficial do lançamento do acto, em representação de Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Albertino António Cuma, disse que sob orientações do novo CEMGFA, Biague Nam Tam, as forças armadas entenderam que o povo guineense não merece continuar a viver com o espírito de medo e de desconfiança.


“ Para pôr fim à tudo isso, a iniciativa deve partir de nós mesmo enquanto militares, marcando presença nas actividades do género nas vias públicas para falar e familiarizarmos” referiu Alberto António Cuma.

De acordo com António Cuma, as Forças Armadas estão com as portas abertas para todo o povo guineense, tanto no âmbito desportivo assim como em outras actividades.
Por sua vez, o Ministro da Administração Interna, Botche Candé, afirmou que o povo guineense sempre almejou ter Forças Armadas, que se dedicam ao desenvolvimento e à união dos guineenses.
“O único inimigo que o país tem até a altura, são pessoas que pretendem dividir o povo,” afirmou Botche Cande.

O Ministro da Administração Interna destacou ainda que uma das responsabilidades dos militares é de proteger o seu povo, por isso tem que haver confiança nos militares.
Adriano Freira, Presidente da CMB, presente na cerimónia considera importante a parceria da CMB com os militares, “porque é uma mão-de-obra não reembolsada que pode facilitar todo o trabalho de limpeza e repor a sociedade guineense a imagem que tinha há alguns anos atrás”.

Em representação de moradores, Maria José, do Bairro de Missira declarou a vontade da população se juntar aos militares para sempre que possível se efectuar a limpeza das ruas da capital guineense.

Por outro lado, elogiou a iniciativa dos militares, e apelou a população guineense em geral a colaborarem nesta campanha de limpeza. 

 ANG/LLA/SG

Ensino


Sector de Bedanda se depara com falta de materiais pedagógicos
 
Bedanda, 05 Nov 14  (ANG) O sector de Badanda, no sul do país, arrisca-se a iniciar muito tardiamente o novo ano lectivo 2014/2015, devido a dificuldades de varia ordem , nomeadamente  a falta de materiais pedagógicos .

.   Numa entrevista à Agência de Noticias da Guiné-ANG, o inspector de ensino daquele sector, Intam-Iaba Nanful revelou que há mais de cinco anos que não chegou nenhum apoio, em materiais didácticos, por parte do governo, àquela zona.

Segundo decisão governamental, estão a ser distribuídos livros para  os estabelecimentos escolares ao nível nacional, mas as condições precárias das vias de acesso estão a dificultar a chegada das equipas de distribuição gratuita de livros à muitas localidades do pais.

 “ Ficou prevista para os finais de Novembro a entrega dos livros, momento em que as estradas serão reabilitadas”, referiu Nanful.

Aquele responsável indicou ,por outro lado, que o preenchimento das vagas nas escolas para se poder dar inicio as aulas ainda está aquém do desejado.
Intam-Iaba disse que essa situação aliada a comparência à conta-gotas dos alunos impossibilitaram o cumprimento da data de 13 de Outubro, inicialmente marcada para o início das aulas.

Quanto a condição física dos estabelecimentos escolares de Bedanda, Nanful disse que os alunos não se sentem seguros naqueles estabelecimentos.
“Todos os anos temos dificuldades em cobrir as necessidades das crianças que estão na idade escolar por falta de espaço e insuficiência de professores”, lamentou.

.O  Sector de Bedanda dispõe de  36 escolas, 17 das quais são  publicas, 3 de autogestão, 13 comunitárias e 3 privadas.
 No ano passado, conforme o inspector local, foram inscritos  6.337 pessoas, dentre as quais 3.647 alunos e 2692 alunas.

Dos professores afectos às escolas desta localidade, o sector conta, no total, com 162 dentre os quais 148 professores e 14 professoras, sendo 61 sob responsabilidade do governo e o resto em regime privado ou comunitário.
  
ANG/FGS/SG

   

Saúde Pública




Redução considerável de casos de paludismo
 
Bissau,05  Nov 14 (ANG) –Os casos de paludismo reduziram-se consideravelmente este ano na Guiné-Bissau, revelou hoje o coordenador de Programa Nacional de Luta Contra Paludismo (PNLCP), apesar do relatório anual ainda não estar concluída.
 Em entrevista  exclusiva à ANG, Paulo Djata disse que a campanha de distribuição de mosquiteiro impregnado (MILDA) conseguiu atingir uma percentagem satisfatória de cerca de 93% da população.

“ Todos sabem que o paludismo é uma doença endêmica que na Guiné-Bissau  está a ser seguida desde  2000 e fazemos as comparações anuais e com variações, com aumento mais na época chuvosa”,informou o coordenador.

Em 2011,segundo Djata, o Ministério da Saúde Pública iniciou a primeira campanha de distribuição de MILDA e teve um grande impacto na diminuição de casos e morte por malária no país. Este ano realizou-se a segunda campanha de MILDA e os estudos do impacto serão feitos em 2015.

 “Como sabe, o país tinha uma sanção Internacional e isso impediu a realização de várias activadades sanitárias e a própria população não colaborou, porque quando os agentes recenseadores sairam à rua, há casas com murros onde os moradores se recusam a abrir os seus portões para agentes recenseadores fazerem os seus trabalhos. Isso faz com que muitos ficassem  fora”, explicou.

Paulo Djata declarou também que há citadinos que se recuzam a fazer o uso do mosquiteiro alegando que não conseguem respirar debaixo deste, ou  que as suas casa têm tectos próprios e redes protectoras nas janelas.
ANG/JD/SG

Ensino Superior


“A maioria das instituições não tem condições para funcionar” diz Director Geral do Ensino Superior
 
Bissau, 05 Nov 14 (ANG) -O Director-geral do Ensino Superior e Investigação Científica do Ministério da Educação, Fodé Mané, disse esta terça-feira que 80 por cento das instituições do ensino superior da Guiné-Bissau não têm condições técnicas  para  funcionar, não obstante estarem em actividades.

Em entrevista à Agência de Notícias da Guiné- ANG, Fodé Mané disse que para regularizar o funcionamento das instituições de formação superior o Estado adoptou uma legislação que estabelece as condições  que as escolas deste carácter devem reunir  para iniciar as suas actividades.

“A lei indica que a escola deve ter uma estrutura própria, recursos humanos suficientes para leccionar os cursos que devem ser aliados às necessidades do país, porque não podemos continuar a formar as pessoas para o desemprego”, referiu o Director-geral do Ensino Superior.

Mané reconheceu que a criação das escolas privadas de formação superior, tem a ver com o aumento do número das pessoas que concluíram o ensino secundário e as bolsas para  efeitos de formação deixaram de existir, situação que sustentou uma certa pressão dos que procuram o acesso ao ensino superior.

Acrescentou  que esta procura  também se verificou ao nível externo, onde muitas vezes as escolas recorridas para formação superior, nem sempre são reconhecidas pelas autoridades competentes do  próprio pais.

Contudo, Fode Mané prometeu fazer aos proprietários das instituições do ensino superior e formação profissional da Guiné-Bissau cumprirem a lei, e que ,segundo disse,  aquelas que se recusarem a obedecer as orientações do  ministério,  as suas instituições  serão  encerradas.

“ Não podemos ter  escolas com cursos que não têm a autorização do Ministério da Educação Nacional, porque em maioria dos casos o título não corresponde com a formação”, justificou.

Perante esta realidade, o Director-geral do Ensino Superior exortou aos pais e encarregados de educação no sentido de se informarem  junto do Ministério da Educação, se a escola e o curso que pretendem para os seus educandos estäo regularizados ou não.
 Fode Mané disse que o país tem alguns indicadores, através dos quais pode orientar as instituições do ensino superior em termos de cursos, “porque na verdade há cursos para os quais não há formados, como é o caso de Engenheiros agrónomos, gestores da comunidade e contabilistas.

O Director-geral do Ensino Superior e Investigação Científica reconheceu que as instituições privadas de formação superior,  sendo parceiros do governo  devem ter todo o apoio necessário do Ministério da Educação Nacional Cultura Ciência e Juventude para funcionar.

 Mas disse que o apoio será feito na base da qualidade para que os formados possam ser observados no mercado de trabalho, “porque hoje em dia pode se abrir um concurso no país e se alguém no Senegal está interessado pode concorrer”.

Por isso, reafirmou que as instituições devem funcionar de acordo com a lei em vigor no país, apelando aos proprietários das escolas a contactarem a sua direcção no sentido de terem informações sobre as normas de  funcionamento de uma instituição de formação superior.

 ANG/LPG/SG
  







Cooperação



Portugal apoia “Plano de Urgência” guineense com cerca de sete milhões
de Euros

Bissau, 05 Nov 14 (ANG) - As autoridades da Guiné-Bissau e de Portugal assinaram terça-feira em Lisboa um acordo segundo o qual Portugal vai apoiar a Guiné-Bissau com quase sete milhões de euros, num “plano de urgência” que privilegia a paz, segurança e desenvolvimento, e que assegura a “retoma plena da cooperação portuguesa”, anunciou um comunicado do gabinete do primeiro-ministro português.

O plano “garante a retoma plena da cooperação portuguesa com a Guiné-Bissau, através da alocação de 6.825.000 euros, refletindo o apoio do Governo português às novas autoridades guineenses”.
 
O apoio “privilegia os setores da paz, segurança e desenvolvimento, contribuindo igualmente para o reforço da boa governação e para o fortalecimento do Estado de Direito”, refere a mesma nota.

O plano de ação incide também no apoio à capacitação institucional “em domínios como a gestão das migrações e o controlo de fronteiras, a prevenção e investigação criminal e a área fiscal e aduaneira”.

 “Portugal continuará ainda a envidar esforços, em plena articulação com as autoridades guineenses, junto de outros doadores bilaterais e multilaterais, designadamente a União Europeia, procurando dessa forma aumentar a eficácia e o impacto dos programas de cooperação no desenvolvimento e bem-estar da Guiné-Bissau”, acrescenta o comunicado do Governo.

Portugal tinha interrompido a cooperação com Bissau depois do golpe de Estado de abril de 2012, que deixou o país sob um governo de transição durante quase dois anos, situação ultrapassada com as eleições legislativas e presidenciais realizadas em abril e maio deste ano.

O acordo foi assinado pelo secretário de Estado guineense da Cooperação e das Comunidades, Idelfrides Gomes Fernandes e pelo Secretario português dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Campos Ferreira, na presença dos primeiros-ministros dos dois países, bem como das ministras guineenses da Defesa Nacional, Cadi Seidi, e da Saúde Pública, Valentina Mendes.

O acordo assinala o fim da visita de Domingos Simões Pereira à Portugal no decurso da qual manteve um encontro com o seu homólogo português, Pedro Passos Coelho.  

ANG/DC