sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Finanças Públicas

Ministério da Economia e Finanças anuncia novas medidas para melhorar contas do Estado

Bissau, 18 Nov 16 (ANG) – O Ministério das Finanças, através da Secretaria de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais (SEOAF), vai “rever algumas medidas fiscais”, aumentando a base tributária, com a finalidade de aumentar as receitas públicas.
Ministro das Finanças

A informação consta numa nota de imprensa deste pelouro à que a Agência de Noticias da Guiné (ANG) teve hoje acesso.

De acordo com a SEOAF, estas medidas visam igualmente minimizar os efeitos da suspensão dos apoios orçamentais, por parte de parceiros de desenvolvimento, ao Estado guineense, devido a compra da divida bancária de alguns empresários pelo estado da Guiné-Bissau.

Ainda de acordo com o documento da Secretaria de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, a partir do Novembro deste ano, “se procederá a retenção, na fonte, do imposto Profissional sobre a Remunerações Complementares e Pensões de Reforma e Aposentação, de valor superior a 200 mil Francos cfa.

Em relação as taxas do imposto profissional aplicáveis aos trabalhadores por conta de outrem, as taxas, por exemplo, de um e seis por cento, aplicam-se, respectivamente aos rendimentos anuais de 501 mil e até um milhão de Francos cfa.

Nos últimos meses tem havido algum atraso no pagamento de salários aos funcionários da Administração Pública, devido a dificuldades de tesouraria.

O Ministério das Finanças avança com essas novas mediadas fiscais, numa altura em que  ensino público encontra-se paralisado, devido a greve decretada pelos dois sindicatos do sector, para nomeadamente exigir o “pagamento das dívidas as diferentes categorias dos professores”.
ANG/QC/SG

Média



     Embaixada dos EUA capacita jornalistas em matéria de investigação    

Bissau, 18 Nov 16 – (ANG) - A Embaixada dos Estados Unidos de América em parceria com a Associação Cobiana Comunicação e Cultura, realizou entre os dias 16 e 17 do corrente uma acção de capacitação de cerca de 15 jornalistas dos órgãos públicos e privados de comunicação social no domínio da investigação jornalística.

Martina T. Boustani
O curso possibilitou aos jornalistas a aquisição de conhecimentos em matéria de verificação de factos, as formas de rejeitar as fontes anónimas, tipos de provas em pesquisa, estatísticas oficiais, documentos de uma empresa ou instituição, estudos de investigações, entre outros.

Os participantes ainda foram capacitados com conhecimentos sobre a elaboração de títulos, lead, a introdução, o corpo do texto ou desenvolvimento e confirmação de provas.

Em declarações á imprensa no acto do encerramento da formação, a Conselheira da Embaixada dos Estados Unidos da América Martina T. Boustani salientou que o modelo “ Verificação dos Factos” veio para ficar e irá servir de ferramenta para contar histórias de forma correcta e credível.  
  
Por sua vez, o Presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS),Mamadu Candé assegurou que a formação vai reforçar a convicção dos jornalistas sobre a importância da verificação dos factos antes de serem publicados.

Candé agradeceu a iniciativa da Embaixada dos EUA, exortando-a para que não fique por aqui e que continue a apoiar os jornalistas na elevação dos seus níveis de conhecimentos.
 Acrescentou que a Embaixada dos Estados Unidos da América é salvador e “inspirador” na formação dos jornalistas da Guiné-Bissau.
ANG/ PFC/ÂC/SG

Justiça

       Magistrados recebem formação sobre combate ao crime organizado

Bissau,18 Nov 16(ANG) - Um grupo de magistrados da Guiné-Bissau vai receber formação sobre combate ao crime organizado numa iniciativa conjunta da cooperação brasileira, Nações Unidas e União Europeia, anunciou quinta-feira a organização.
Vista do Palácio da Justiça

"O objetivo passa por fortalecer os serviços de investigação criminal" face a atividades ilícitas como o tráfico de pessoas e drogas, terrorismo, corrupção e lavagem de dinheiro.

Cada um dos tipos de crime será analisado em detalhe nas sessões dirigidas por magistrados brasileiros até ao dia 25, em Bissau, nas instalações do Centro Cultural Brasileiro.

A iniciativa complementa outras em curso no seguimento da resolução 2267 aprovada este ano pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A resolução apela às autoridades da Guiné-Bissau para implementarem e avaliarem a "legislação nacional e mecanismos para combater, de forma mais eficaz, o crime organizado transnacional, incluindo o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro".

Segundo o Conselho de Segurança, estes ilícitos "ameaçam a segurança e a estabilidade na Guiné-Bissau e na sub-região".

A ameaça levou o órgão a pedir aos parceiros internacionais para apoiarem a presença do Escritório das Nações Unidas para a Droga e Crime Organizado (UNODC) na Guiné-Bissau. 

A formação de magistrados é apoiada no âmbito da Rede Judiciária Europeia (Crimjust) e da Iniciativa da Costa Ocidental Africana (WACI) para combate ao crime.
ANG/Lusa

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Efeméride


Instituto da Mulher e Criança celebra 27º Aniversário da Convenção dos Direitos da Criança na próxima segunda-feira

Bissau,17 Nov 16(ANG) – O Ministério da Mulher, Família e Coesão Social através do Instituto da Mulher e Criança assinala na próxima segunda-feira o 27º aniversário da assinatura da Convenção sobre os Direitos da Criança(CDC) e abertura do Parlamrnto Infantil.
 
De acordo com uma nota à imprensa do IMC enviada à ANG, o acto terá como lema”Juntos contra qualquer forma de violência na criança”, e contará com a presença de representantes de diferentes instituições que defendem os direitos das crinaças no país.

“O aniversário da assinatura da CDC é assinalado em todo o mundo, dia 20 de Novembro de cada ano com o objectivo de consciencializar as autoridades locais(Estatais e poder tradicional), deputados dos círculos concernentes e líderes de opiniões, organização de base comunitárias e a população em geral sobre riscos e consequências da violação dos direitos das crianças”, refere a nota.

A Covenção dos Direitos das Crianças foi adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 20 de Novembro de 1989 e foi ratificada pela Guiné-Bissau através da resolução 6/90 de 18 de abril do mesmo ano, pelo Conselho de Estado.
ANG/ÂC/SG

TPI

                              Gâmbia notifica ONU sobre sua retirada

Bissau, 17 Nov 16 (ANG) - O Governo da Gâmbia notificou esta semana a ONU sobre a decisão do país de retirar-se do Tribunal Penal Internacional (TPI), juntando-se à África do Sul e ao Burundi, que também anunciaram a decisão de abandonar o organismo.

“Recebemos a notificação oficial da Gâmbia sobre a sua retirada do TPI”, disse o porta-voz das Nações Unidas, Farhan Haq.
Yaya Djemé

Ao justificar a decisão, o ministro gambiano da Informação, Sheriff Bojang, afirmou que o Tribunal Penal Internacional tem sido usado para processar apenas africanos, especialmente os seus líderes, ignorando crimes cometidos nos países do Ocidente. 
A retirada da Gâmbia do Tribunal Penal Internacional, acrescentou Farhan Haq, tem efeitos um ano depois da notificação. 

A medida do Governo gambiano constitui mais um revés para o Tribunal Penal Internacional e para a sua procuradora-chefe, Fatou Bensouda, depois de as autoridades de Pretória e Bujumbura terem ignorado apelos do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no sentido de reconsiderarem as suas posições em relação ao TPI.

A Namíbia, Quénia e Uganda estão também a ponderar o abandono do Estatuto de Roma, tratado fundador do TribunalPenal Internacional.

Ao aprovar em Outubro, por maioria qualificada, uma proposta para retirar o Burundi da alçada do Tribunal Penal Internacional (TPI), o Parlamento burundês tomou uma decisão inédita, que tornou o país no primeiro a recusar a jurisdição do tribunal criado pelo Estatuto de Roma, em 1998, e abriu um precedente para outros países africanos fazerem o mesmo.

No ano passado, o então presidente da União Africana, Robert Mugabe, anunciou em Addis Abeba, numa Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da organização, que o continente podia desvincular-se do TPI, e propôs a criação de um Tribunal de Justiça e Direitos Humanos para África. 

Em 2013, o presidente em exercício da União Africana, o primeiro-ministro etíope Hailemariam Desalegn, acusou o TPI de promover “uma espécie de perseguição racial” ao “acusar apenas dirigentes africanos”. Quando o TPI foi criado, o objectivo era evitar todo o tipo de impunidade, “mas agora o processo degenerou numa espécie de perseguição racial”, disse Hailemariam Desalegn.

Na segunda-feira, a procuradora -Chefe do TPI disse ter “razões concretas” para acreditar que militares norte-americanos e a CIA cometeram crimes de guerra no Afeganistão e anunciou uma investigação que “pode culminar em acusações e mandatos de prisão”.

EUA, Rússia e China, assim como Angola, assinaram o tratado fundador do Tribunal Penal Internacional, mas não o ratificaram.
ANG/JA

Política


PRS acusa PAIGC de tentativa de aliciar militares para subverter a ordem constitucional

Bissau,17 Nov 16 (ANG) – O Partido da Renovação Social (PRS), acusou quarta-feira o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) de tentativa de aliciar os militares para subverterem a ordem constitucional.
Porta Voz do PRS

Em comunicado lido à imprensa pelo porta-voz dos renovadores, Victor Pereira, o PRS responsabiliza o PAIGC de eventual consequência resultante da crise política.

O PRS na nota, acusou ainda o PAIGC de não aceitar outro nome a não ser o de Augusto Olivais para liderar o futuro executivo de inclusão, pondo assim em causa o Acordo de Conacri.

No comunicado, o PRS reafirma que “não houve consenso em Conacri, sobre a nomeação do Augusto Olivais para liderar o futuro governo, tal como disse a Presidente em Exercício da Conferência de Chefes de Estado da CEDEAO”.

Os renovadores acusaram ainda o PAIGC de provocar greves e marchas organizados através de movimentos da sociedade civil, financiados pelos fundos desviados no âmbito de resgate bancário e de procurar apoios de comunidade internacional através de “mentira e intriga”.

No documento, o maior partido da oposição nega existência de um acordo entre PRS, grupo dos 15 e a Presidência da República, que impede o regresso ao partido dos deputados expulsos do PAIGC.
ANG/LPG/ÂCSG

Quadra festiva

Utentes do mercado de Bandim protestam contra aumento de preços de produtos de primeira necessidade

Bissau, 17 Nov 16 (ANG) – Os utentes do mercado de Bandim, o maior centro comercial da capital, protestam a subida dos preços dos produtos da primeira necessidade com o aproximar da quadra festiva do natal e novo ano.
 
Em auscultações feitas hoje pela Agência de Notícias da Guiné (ANG),  Armanda Caetano de Barros lamentou  que os preços dos produtos já tinham subido muito antes da aproximação da quadra festiva. 

“Agora que nos encontramos na véspera das festas e com a crise política que abala o país, não temos como escapar de comprar os produtos num preço elevado”, disse Armanda Barros.

Segundo Armanda, a carne primeira que antigamente custava 3.000 francos passou para 4.000 e o peixe primeira subiu de 1500 para 3.000 FCA.

Para Ana Maria Tavares, o disparo dos preços no mercado, tem a ver com a instabilidade interna do país.

“Um país que não consegue garantir estabilidade à sua população nada consegue organizar para a mesma. Como é que queremos comer boa carne, peixe e tudo que toca com a nossa alimentação, num preço razoável uma vez que não temos um Estado que nos possa garantir isso”, lamentou Ana Tavares.

Em resposta, os comerciantes do mesmo mercado Ussai Cande Nbalo e Amadu Balde, defendem que a subida dos preços dos produtos se deve ao fraco apoio de sucessivos governos aos agricultores, camponeses e comerciantes assim como os criadores de gados.

Os mesmos foram unânimes em revelar que nos últimos tempos, os guineenses estão a consumir mais os produtos importados do Senegal.

“O preço de carne disparou porque as vacas são compradas no Senegal e Guiné-Conacri, e durante o percurso do seu transporte para o país, os magarefes são obrigados a pagar taxas elevadas, razão pela qual são obrigados a vender num preço que lhes garante um certo lucro”, sublinhou Amadu Balde.         
ANG/LLA/ÂC/SG

COP22

    Guiné-Bissau realça sua contribuição no esforço global a favor do clima

Marrakech, 17 nov 16 (ANG) – O ministro cessante dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau afirmou quarta-feira que o país tem encetado algumas acções no quadro dos esforços globais para a redução das emissões de gases com efeito de estufa.
 
Soares Sambu que se dirigia a plenária dos Chefes de Estados e de Governos reunidos na Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Marrakech, Marrocos, citou, a título de exemplo, a promoção da gestão sustentada das florestas, reforçando o seu papel de sumidouro absoluto de gases responsáveis pelo aquecimento global.

O Ministro referiu-se a reorganização do sistema agrícola que, doravante, passará a usar mecanismos inteligentes e resilientes ao clima para garantir a segurança alimentar e nutricional das populações.

Soares Sambu realçou ainda a implementação de estratégias e planos de acções com vista a promoção do desenvolvimento das energias renováveis.

Na ocasião, Sambu referiu que o fenómeno em curso no mundo tem ameaçado o modo de subsistência da população guineense e está a pôr em causa as principais actividades económicas.

"Além de pertencer ao grupo dos pequenos Estados Insulares em desenvolvimento, o pais é arquipelágico e se situa há cinco metros abaixo do nível do mar, pelo que é vulnerável aos efeitos climáticos", resumiu.

 Diante desta situação tão exacerbada e devido a sua fraca capacidade técnica e financeira de a fazer face, a Guiné-Bissau optou por elaborar documentos e políticas para combater os fenómenos climáticos.

Nesse âmbito, segundo Soares sambu, foram criadas o Plano de acção Nacional de Adaptações as Alterações Climáticas, cujo respectvo relatório bianual de médio e longo prazo já está feito.

A extensão do sistema nacional das áreas protegidas terrestres e marinhas que até 2020 cobrirão 26 por cento do território nacional, a preparação do documento de contribuição para atenuar os gases nocivos na atmosfera e a elaboração em curso da politica do ambiente e desenvolvimento, são esforços a nível interno para tornar o pais mais resiliente as alterações climáticas. 

Depois de anunciar que o pais, em tempo oportuno, ira ratificar o Acordo de Paris, cujo documento já assinou, disse esperar que, com esta conferencia se possa remover as barreiras ligadas ao financiamento climático com vista a implementação deste documento.

Igualmente, disse esperar que se operacionalize o Fundo Verde do Clima, estipulado em 100 mil milhões de dólares anuais, para apoiar aos países mais vulneráveis, e reforçar as capacidades institucionais com a criação de um Centro Regional de Excelência de Alerta Precoce.
José Augusto Mendonça, enviado especial da ANG

Saúde materno/infantil

                                Novo bloco operatório  continua fechado

Bissau,17 Nov 16(ANG) - Duas salas de operações para cesarianas com material novo estão fechadas, há dois anos, na principal maternidade da Guiné-Bissau, onde deviam ajudar a diminuir a taxa de mortalidade materna, a maior do mundo lusófono.

Os materiais oferecidos ao Hospital Simão Mendes, em Bissau, continuam fechados, alguns ainda embalados, nas salas requalificadas em 2014: há mesas e iluminação técnica para operações, máquinas eletrónicas de controlo de sinais vitais, aparelhos de anestesia e diversos consumíveis, das luvas aos bisturis.

Num país onde morrem 549 mulheres por cada cem mil nascimentos (em Portugal são dez por cada cem mil, dados da Organização Mundial de Saúde de 2015), diversos médicos e técnicos contactados pela Lusa mostraram incómodo ao ver aqueles recursos fechados.

Margarida Alfredo Gomes, diretora do hospital entre 2014 e junho deste ano, disse à Lusa que tentou colocar as salas a funcionar, mas houve resistência por parte de técnicos anestesistas do hospital, uns à beira da reforma, outros doentes com diabetes.

Concluiu-se que eram insuficientes e sem capacidade para dar conta do recado.

Para resolver o problema, uma das entidades doadoras do novo bloco operatório da maternidade, o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA, sigla inglesa), contratou em 2014 um médico anestesista e avançou com a formação de mais técnicos.

Mas mesmo assim, o novo bloco operatório da maternidade continua fechado.

Kourtoum Nacro, representante do UNFPA em Bissau, acredita que já se podia ter feito melhor.

O hospital "tem um bloco a funcionar", o bloco de cirurgia geral, pelo que "se houvesse organização e coordenação, o bloco da maternidade podia também ter aberto", que mais não fosse durante parte do dia, referiu, em entrevista à Lusa.

O diretor da maternidade, Raúl Nancassa, é um dos médicos que também pensa que as novas salas já podiam estar a acolher cesarianas "há muito tempo".

O médico disse ter questionado os superiores hierárquicos e sucessivos ministros sobre o assunto, o que não foi tarefa fácil: só no último ano já houve quatro governos no país, um dos quais só esteve em funções durante 48 horas.

Nas respostas foram sempre evocadas "questões administrativas" relacionadas com pessoal, ar condicionado, cabos elétricos "ou não sei o quê", completa o médico em tom de desabafo.

Raúl Nancassa até disse que "se tivesse serventes" ia para lá operar, mas não os consegue ir buscar a outros serviços do hospital.

"Às vezes os médicos vão com as pacientes debaixo de chuva" ao atravessar o caminho em terra do edifício da maternidade até ao único bloco de cirurgia geral que funciona, em vez de irem todos trabalhar nas salas novas.

"É um risco para as grávidas" que sofrem também com "a demora" que às vezes têm que suportar à beira do parto, quando o bloco geral está ocupado.

Se as salas de operações da maternidade estivessem abertas, "em cinco ou dez minutos podíamos tratar da paciente", acrescentou.

Uma vida pode depender do que acontece "num minuto", sobretudo "se há uma hemorragia", o que é frequente nos casos urgentes, refere Ramón Soto, o único anestesista do país.

O médico cubano foi contratado em 2014 pelo UNFPA para formar técnicos e combater a alta taxa de mortalidade materno-infantil.

"Era ali que eu devia trabalhar e formar", acrescenta, apontando para as salas novas e sem que tenha recebido uma explicação clara para o atraso.

Confrontado com a situação, o diretor-geral do hospital, Orlando Lopes, no cargo há três meses, prometeu empenho pessoal e do atual Governo.

Não tem explicações para dar sobre o passado, mas garante que está a trabalhar em concertação com a secretaria de Estado da Gestão Hospitalar para a abertura das salas de operações acontecer "muito em breve".

A representante do UNFPA deixou um alerta: o bloco da maternidade não pode ser inaugurado para fechar a seguir e acredita que os dirigentes políticos estão convencidos da urgência do assunto.

"Não devemos pensar no passado, queremos pensar em frente", conclui Kourtoum Nacro, que espera ver o bloco inaugurado ainda durante este mês de novembro.
ANG/Lusa

Forças armadas


                                    Lançado Guia dos Direitos Humanos

Bissau,17 Nov 16(ANG) - O Ministério da Defesa da Guiné-Bissau e a ONU lançaram quarta-feira um guia de direitos humanos para as Forças Armadas, dias depois de os militares terem sido acusados por uma organização nacional de violar garantias fundamentais.
 
O guia apresenta "o sistema internacional dos direitos humanos, a configuração e o papel que cabe" aos militares num "Estado de direito democrático", lê-se no prefácio da publicação de 80 páginas.

O texto é assinado por Miguel Trovoada, ex-representante da ONU no país (deixou o cargo em abril) e por Cadi Seidi, ministra da Defesa do governo eleito em 2014 (entretanto já houve outros quatro, que já caíram, aguardando-se a nomeação de um novo executivo).

Tal como na altura, o guia apresenta-se como uma "base para a formação de formadores em direitos humanos" de maneira a integrar "o conteúdo programático da futura Academia Militar".

O guia foi simbolicamente distribuído pelos militares no Dia das Forças Armadas da Guiné-Bissau, assinalado na quarta-feira dia 16.

Na passada semana, um relatório apresentado pela Liga Guineense dos Direitos Humanos, em Bissau, acusou os militares de espancamentos, detenções arbitrárias, assassinatos e desrespeito pelos tribunais entre 2013 a 2015.

Os militares tomaram o poder num golpe de Estado em 2012, levando a um período de transição até às eleições de 2014 após as quais o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, António Indjai, foi substituído pelo atual líder, Biaguê Na N Tan.
ANG/Lusa

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Dia das FARP

CEMGFA reafirma  total submissão dos militares ao poder politico

Bissau,16 Nov 16(ANG) – O Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA),reafirmou hoje a submissão das forças armadas ao poder político.

Biague Na Ntan falava na cerimónia que assinalou a passagem dos 52 anos de criação das Farças Armadas Revolcionárias do Povo-FARP.
Biagué Na N´tan

Na Ntan disse que os militares estao a trabalhar dia a dia para o seu desenvolvimento e restruturação dos quarteis.

De acordo o Chefe de Estado Maior, um dos objectivos das forças armadas é dar oportunidade de formação aos mais novos, “porque são os futuros dirigentes dos quarteis uma vez que se encontram já a caminho da reforma”.

Realçou, por outro lado, que na sua tomada de posse  em 2014, tinha alencado tres    prioridades, entre os quais:o  respeito a Contituição da República e demais leis, a restruturação das Forças Armadas,e criação de  condições para a formação dos jovens.    

“Antigamente, em 1974, a nossa força Armada era measmo Repúblicana, poque não tinha nada a ver com a plitica, é o que estamos a tentar fazer com a actual força armada é torna-la como na era anterior”, disse Biague Na Ntan.

A título de exemplo, sublinhou que já foi criado um centro de formação para os quadros militares em Comeré, e uma escola para o ensino das línguas, Português, Francês e Inglês, para além de outros projectos já lançados.

“Tudo isso demostra que os militares já não estáo  enteressados em golpe de estado mas sim em trabalhar na sua restruturação e desenvolvimento”, descreveu o Chefe de Estado Maior.

Entratanto, o CEMGFA, negou que  em nenhum momento, os militares impediram ou condicionaram uma eventual nomeação de Umaro Sissoco para o cargo de Primeiro-ministro.

Um semanário nacional havia sido citado como tendo noticiado que chefias militares terão manifestado  ao Biague Na Ntan o seu repúdio a uma evantual nomeacao de Umaro Cissoco, ao cargo de Primeiro-ministro.

Cissoco, que tem sido identificado como oficial superior das forças armadas é um dos três nomes que o chefe de estado deve escolher para a substituição de Baciro Dja, terca-feira demitido das funções de chefe de governo.

Na Ntan reafirma  que não é  competência militar opinar sobre quem deve ser Primeiro-ministro.
ANG/LLA/SG

Auscultações presidenciais

“Chefe de Estado recusa identificar futuro Primeiro-ministro”,diz Carlos Correia

Bissau,16 Nov 16(ANG) – O primeiro vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), Carlos Correia, disse que José Mário Vaz não aceitou informar ao partido  o nome da figura que irá nomear Primeiro-ministro do país. 
 
Carlos Correia proferiu estas afirmações a saída do encontro com o Presidente da República, realizada no das auscultações que Mario Vaz realiza sobre a figura que devera ser nomeado novo  Primeiro-ministro.

"Não viemos aqui ouvir que vai nomear um novo primeiro-ministro. É óbvio que se demitir Baciro Djá terá que nomear um novo chefe de governo. O que queremos saber é quem é que vai nomear", disse o antigo primeiro-ministro, a saída do encontro de auscutação com o chefe de Estado.

Segundo Carlos Correia, o Presidente informou apenas que, com base no acordo de Conacri, irá nomear um dos três nomes propostos.

“ Se José Mário Vaz retirar uma vírgula ao que ficou estabelecido em Conacri, o acordo é nulo”,advertiu.

Por seu lado, O Partido da Renovação Social reafirma a sua posição de apoiar a nomeação de qualquer  das três figuras indicadas pelo Presidente da República para primeiro-ministro, disse Vítor Pereira, porta-voz do partido e ministro da Comunicação Social do governo demitido. 

"O PRS enquanto subscritor do acordo de Conacri vai honrar esse compromisso assinado e espera que as partes façam o mesmo. Mas, reafirmamos que não houve nenhum consenso sobre a figura de Augusto Olivais", afirmou Vítor Pereira.

O Presidente do Partido da Convergência Democrática (PCD),disse estranhar o não pronunciamento até agora do nome de consenso encontrado em Conacri , tendo exortado ao Chefe de Estado a por em prática os resultados dos Acordos de Bissau e Conacri, o mais rápido possível.

Vicente Fernandes disse que a escolha que não recai sobre  Augusto Olivais , será de inteira mesponsabilidade do Presidente da República.

Considerou   que não deve haver uma escolha por amizade ou outras razões que não sejam do interesse nacional.

 Iaia Djalo líder do partido da Nova Democracia (PND), disse igualmente que não foram informados do nome do novo Primeiro-ministro pelo Presidente da República , frisando que, contudo, vão acompahar o Chefe de Estado na sua decisão final , tendo afirmado que vai-se procurar o consenso dentro da configuração parlamentar.
 
Para o Presidente da União para a Mudança Agnelo Regala, o presidente José Mário Vaz   mais uma vez, não apresentou o nome da pessoa que vai nomear em concreto, mas sim  da possiblidade desse nome surgir entre os três propostos no Acordo de Conacri.

“Nós, União para a Mudança pedimos o respeito integral do Acordo de Conacri e o nome que foi obtido como consenso deve ser indigitado para o cargo do Primeiro-minitro, caso contrário, vamos ver quais serão as consequências ou seja se estariamos a sair de uma crise e entrar na outra talvez muito mais agravada do que aquela que temos vivido até hoje”disse Regala.

O Chefe de estado demitiu terça-feira o governo liderado por Baciro Djá e  ouviu agora os partidos com assento parlamentar com vista a nomeacao de novo Primeiro-ministro.

São candidatos ao cargo, três nomes a saber- Umaro Cissoco, pessoa próxima ao presidente Mario Vaz, Augusto Olivais, dirigente do PAIGC e Alaje João Mamadu Fadia, independente e actual Director Nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental-BECEAO.   
ANG/MSC/ÂC/SG