sexta-feira, 7 de julho de 2017

Aniversário da OOAS


“Abordagem Saúde Única”  marca comemoração da efeméride

Bissau, 07 Jul 17 (ANG) - A Organização Oeste Africana de Saúde (OOAS) comemora 30 aniversário da sua existência sob o lema “Abordagem Saúde Única: Exigência de uma Sinergia de Acções na Luta contra as Doenças em África Ocidental”.

Numa mensagem  lido  pelo Secretário-geral do Ministério da Saúde Pública, António Guilherme Silá, o Director-geral da OOAS, Xavier Crespin disse que em trinta anos da sua existência são evidentes os esforços feitos pela OOAS no domínio da governação em saúde.

Referiu que a parceria estratégica de harmonização das políticas de luta contra epidemias e outras doenças da saúde materna e neonatal infantil, dos adolescentes, jovens, dos idosos,  e do desenvolvimento da pesquisa têm um caminho longo à percorrer.

Crespin acrescentou que a medicina tradicional, os Recursos Humanos da Saúde,o reforço do sistema de saúde, a promoção das boas práticas, medicamentos e vacinas e informação sanitários também deverão enfrentar os mesmos desafios futuros.

“A região Oeste Africana ainda é afligida por epidemias recorrentes de meningites, cólera, sarampo, dengue, o ressurgimento de epizootias da gripe aviária altamente patogénica, epidemia da febre do vale de Rift, da doença do vírus zika e do vírus Ébola”, disse.

Xavier Crespin explicou que a abordagem integrada da saúde coloca em destaque as integrações entre os sectores da saúde animal, humana e ambiente.

Salientou por outro lado que a mesma encoraja igualmente as colaborações, sinergias e o enriquecimento dos sectores e actores cujas actividades podem ter impacto sobre  a saúde.

“Setenta e cinco por cento das novas doenças infecciosas que afectarem os seres humanos ao longo da última década são de origem animal.O objectivo da abordagem saúde única é de melhorar a saúde e o bem-estar das populações, graças à prevenção dos riscos e atenuação dos efeitos das crises provenientes da interface entre os seres humanos e animais”, destacou.


Acrescentou que os animais e os seus ecossistemas requerem a apreensão da segurança sanitária numa perspectiva global e que por isso, é necessário uma colaboração estreita entre os actores da saúde humana, saúde ambiental e saúde animal com objectivo de criar mecanismos aptos para garantir a prevenção e o controlo das doenças.

disse que varias decisões foram tomadas recentemente no sentido de dar início à uma mudança de paradigma em termos de luta contra as doenças e as epidemias da região Oeste Africana.

Nesse quadro foram tomadas várias decisões nomeadamente a  criação de um centro regional de vigilância e controlo das doenças, criação de uma equipa regional de intervenção rápida, adopção da resolução de Dakar sobre a criação de um quadro de coordenação regional de abordagem saúde única e adopção da declaração de Monróvia sobre a reconstrução pós Ébola.

Xavier Crispin lança um apelo aos actores da saúde humana, saúde ambiental e saúde animal no sentido de darem os seus máximos para que, juntos, possam lutar contra epidemias de modo à acelerar o desenvolvimento socioeconómico da região. 

ANG/AALS/SG


Movimento da Sociedade Civil/eleições


Fodé Mané almeja liderança sólida e inclusiva para a organização

Bissau,07 Jul 17(ANG) – O candidato para a presidência do Movimento Nacional da Sociedade Civil, Fodé Mané afirmou hoje que deseja uma liderança sólida e inclusiva para a organização.

Fodé Mané discursava  no acto de lançamento oficial da sua candidatura à presidência do Movimento Nacional da Sociedade Civil subordinada ao lema “Kassa Ku Nô Djunta” ,no próximo congresso da organização a decorrer de 14 e 15 do corrente mês.

“O Movimento da Sociedade Civil sofreu desgastes. Não se deve a incapacidade das pessoas mas sim devido ao próprio percurso do país, desde as organizações e as famílias. Por isso, é preciso, num determinado momento, termos que reflectir o futuro da organização”, salientou.

Fodé Mané disse que chegaram à conclusão de que o Movimento necessita de uma nova liderança, que não se limita a uma pessoa.

“Apesar deste projecto estar a ser muito ligado ao meu nome, é um projecto colectivo de todos os activistas que entendem que podemos contribuir para o país”, esclareceu, sublinhando que ele é apenas a cara do projecto.

Mané referiu que o Movimento da Sociedade Civil foi fundado há 19 anos, e  que no início houve uma mobilização total e hoje muitas organizações, com alguma pujança em termos de actuação, não estão activas.

“Por isso dissemos que o nosso primeiro propósito é juntar. Aí é que está a designação da nossa candidatura denomnada Movimento Kassa Ku Nô Djunta”, esclareceu.

Fodé Mané frisou que o Movimento não é de exclusão porque sozinho não se pode fazer nada.

“Há uma oportunidade em termos de características do Movimento. Nós temos sindicatos dentro do Movimento, as organizações empresariais, de consumidores, instituições religiosas, e aquilo que é a nossa maior força que são as associações de jovens e de mulheres”, destacou.

Disse que para o efeito o Movimento é um espaço único em que podemos encontrar plataformas de dialogarmos todos de forma a provocar entendimentos.

“Por isso devemos dizer que o Movimento é um espaço de tudo. Aí é que no próprio processo de reflexão devemos começar por definir o que é a Socieade Civil em si. Nesta análise encontramos mais de 40 definições e existe um aspecto importante para nós que é tudo que não tem a ver com exercício do poder, é a Sociedade Civil,” explicou.

Fodé Mané sublinhou que não estão contra os governos e pelo contrário são parceiros, frisando que têm, de facto, de reconhecer que a sua vocação não é lutar para o poder mas sim colaborar com os detentores de cargos políticos.

“A nossa preocupação é para que haja fontes para as populações carenciadas nomeadamente no domínio da saúde e para que as nossas mulheres deixem de morrer nos partos, para elevar o nível do ensino, entre outros”, sublinhou.

Fodé Mané é jurista de formação e docente Universitário.

ANG/ÂC/SG










Governação integrada


Reflexão sobre problemas sociais complexos marcada para próxima segunda-feira

Bissau, 07 Jul 17 (ANG) - O Fórum Governação Integrada na Guiné-Bissau promove no próximo dia 10, um encontro de reflexão sobre os problemas sociais complexos da Guiné-Bissau, no Centro Cultural Português, em Bissau.

No evento serão apresentados à sociedade civil as reflexões sobre os problemas sociais nomeadamente, o desemprego jovem, a  reconciliação nacional, as desigualdades de género e bairros críticos.

O Fórum GovInt (Governação Integrada) GB é uma rede colaborativa informal de atores e instituições públicas e privadas que se comprometem a cooperar para a reflexão e a ação no âmbito da resolução de problemas sociais complexos através de modelos de governação integrada, que permitam dar melhores soluções aos problemas das comunidades.  

O encontro de reflexão sobre Problemas Sociais Complexos vai apresentar a análise e diagnóstico realizados nos últimos meses pelos Grupos de Trabalho temáticos (Desemprego Jovem, Reconciliação Nacional, Desigualdades de Género e Bairros Críticos), assim como promover o diálogo em volta destas questões, permitindo criar uma visão partilhada e integrada, e consequentemente mais apropriada sobre os problemas. 

O evento contará com a presença do Dr. Rui Marques (especialista em Governação Integrada) e de diversas organizações com atuação no país.  

O projeto “Governação Integrada na Guiné-Bissau” visa contribuir, ao nível do fortalecimento das Organizações da Sociedade Civil e das políticas públicas, para a promoção da Governação Integrada enquanto modelo de Boa Governação adequado à compreensão e resolução de problemas sociais complexos.  Este projecto é financiado pela União Europeia. 

ANG/SG



Polónia


EUA admitem usar força militar contra a Coreia do Norte

Bissau, 07 Jul 17 (ANG) - O Presidente norte-americano avisou,  quinta-feira, a Coreia do Norte de que está a considerar “algumas coisas bem severas” em resposta ao lançamento sem precedentes de um míssil com a capacidade de atingir os EUA.

Em visita à Polónia, antes de se deslocar à cimeira do G20, que decorre este fim-de-semana em Hamburgo, na Alemanha, o Presidente dos EUA apelou ainda a todos os países para confrontarem Pyongyang com o seu comportamento muito, muito mau, de acordo com a agência Associated Press.

Donald Trump vai encontrar-se em Hamburgo com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, que se tem oposto ao reforço das sanções económicas e a eventuais ações militares contra Pyongyang.

Nas primeiras declarações públicas desde que a Coreia do Norte testou pela primeira vez um míssil balístico intercontinental, Trump escusou-se a avançar quaisquer pormenores sobre que resposta pode ser esperada por parte dos EUA, mas considerou o incidente como “uma ameaça”, deixando claro que será “confrontada com muita força”.

“É uma vergonha que eles estejam a comportar-se desta maneira”, afirmou. “Estão a comportar-se de uma maneira muito, muito perigosa, e alguma coisa tem que ser feita em relação a isso”, acrescentou o chefe de Estado norte-americano, sem especificar.

Os EUA têm vindo a considerar um conjunto de novas sanções, medidas económicas e outras, em resposta ao teste na passada terça-feira do míssil intercontinental pela Coreia do Norte – avanço tecnológico que Washington considera como um aumento significativo da ameaça por parte de Pyongyang.

Na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, realizada esta quarta-feira, Nikki Haley, embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, afirmou que, “se tiver de ser”, o país não exclui a possibilidade de recorrer às suas “forças militares consideráveis”, cita o semanário Expresso.

Outra alternativa será cortar os laços comerciais com países que continuem a negociar com a Coreia do Norte em violação das resoluções da ONU impostas ao país. “Iremos dar atenção a qualquer país que opte por fazer negócios com este regime fora da lei”.

A China apelou a que sejam evitados os “discursos e atos” suscetíveis de agravar as tensões na península coreana, em reação à defesa por parte dos EUA e da França de novas sanções contra Pyongyang propostas nas Nações Unidas.

“Apelamos a todas as partes a que deem prova de contenção, evitando os discursos e atos suscetíveis de agravarem as tensões e a trabalharem em conjunto para diminuírem as tensões”, declarou o porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Geng Shuang, citado pela agência France-Presse.

A China reiterou que critica claramente o lançamento histórico do míssil intercontinental e apelou “firmemente à Coreia do Norte para respeitar as resoluções da ONU”, mas recordou também que “a manutenção da paz e a estabilidade na península serve os interesses comuns de todas as partes”, acrescentou o porta-voz.

ANG/ZAP/ Lusa




quinta-feira, 6 de julho de 2017

Comunicação social



Assessoria de imprensa do Ministro Victor Pereira acusa Presidente da ANP de “Ignorância ao considerar inconstitucional actual executivo

Bissau 05 Jun 17 (ANG) – A assessoria de Imprensa do ministro da Comunicação Social, Victor Gomes Pereira acusou esta quarta-feira em comunicado,o Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANG) de “ ignorância” e contraditório ao chamar de inconstitucional o actual Governo liderado por Umaro Sissoco.

Trata-se de uma reacão contra o posicionamento do gabinete da comunicação do Presidente da ANP em relação a suspensão das actividades da RTP- e RDP/ África na Guiné-Bissau.

“O Presidente da ANP contraria as suas afirmações uma vez que recebe do mesmo Governo que afirma ser inconstitucional astronómicos salários, subsídios de representação, bem como despesas inerentes as missões no exterior, incluindo encargo de saúde “, lê -se na nota.

No documento a assessoria de imprensa do ministro da Comunicação social acrescenta que “nos dois anos da crise política institucional provocada por Cipriano Cassamá, o dito Governo ilegal já lhe pagou cerca de 350 milhões de FCFA, ou seja cerca de 20 milhões por mês”.

“Mas nunca o ouvimos a contestar as ilegalidades das referidas verbas, antes pelo contrário ouvimos-lhe a reclamar quando existem atrasos nos pagamentos”, lê-se no comunicado. 

Assessoria de imprensa de Victor Pereira questiona por isso onde estão os alicerces morais e patrióticos do Presidente da ANP, tendo reafirmado que o Governo liderado por Umaro Sissoco é legal a luz do Acórdão numero 4 /2017 do  Supremo Tribunal de Justiça .

“Ao declarar inconstitucional o presente Governo Cipriano Cassamá mostrou o seu total desconhecimento dos princípios da separação de poderes consagrada na lei Magna do país ausência de patriotismo, aliando-se aos ditames e interesses de estrangeiros “, lê-se no comunicado.

ANG/MSC/ÂC/SG


Safim/Saúde



Técnicos  lamentam situação do Centro  local

Bissau, 06 Jul 17 (ANG) - Os técnicos de saúde do sector de Safim pediram a ampliação do hospital daquela vila devido a enormes dificuldades que os populares enfrentam em obter assistência sanitária num único estabelecimento existente.

De acordo com uma reportagem feita recentemente pelo jornal Nô Pintcha, paralelamente a esta situação, o sector de Safim se confronta com  dificuldades de falta de capacidades  para atender os pacientes uma vez que a população cresce cada vez mais e continuam a ter apenas um único centro. 

Segundo o Nô Pintcha,o Centro de Saúde do Sector de Safim tem uma única cama de pré-parto (marquesa) para o serviço do parto e que a mesma serve igualmente para dar primeiro socorro e para aplicação de soro.

“O Centro de Saúde de Safim não tem condições para internar  doentes, por isso quando se verificam  casos que precisam ser internados são encaminhados para Bissau”, refere o jornal citando o director do referido centro, Janete Malak.

Malak lançou um apelo aos governantes no sentido de darem mais  atenções ao hospital de Safim, justificando que o número de pessoas que habitem o sector ultrapassa a capacidade de atendimento do centro de saúde.

“Temos grandes técnicos, mas não temos condições para cumprir com as nossas obrigações de tratar os pacientes”, lamentou Janete. 

ANG/AALS/SG   

Safim/infraestruturas



Concluídas obras de reabilitação, mercado entra em funções

Bissau, 06 Jul 17 (ANG) – O Mercado de Safim, em obras de reabilitação desde finais de marco do ano em curso, reabriu as portas hoje, depois de concluídos os trabalhos.

A cerimónia de reinauguração daquele espaço, rebaptizado como o nome de Lona Namberra foi presidida pelo Administrador daquele sector, Libânio Gomes Dias que na ocasião destacou algumas iniciativas ainda em curso visando mudar o aspecto visual de Safim.

“Vocês são testemunhas hoje do enchente de utentes neste mercado”, regozijou-se o edil do sector de Safim que sublinha que o facto se deve as novas condições que o espaço apresenta, muito diferente das do anterior à estas obras, que incluem o seu alargamento, a vedação e construção de casas de banho.

A feira dispõe agora de   água canalisada, um agente de segurança, e um  portão central de acesso, além de nova pintura e de um novo espaço destinado aos tradicionais “Lumos”.
De acordo com Libânio Dias, a nova infra-estrutura vai impulsionar a actividade comercial  local, particularmente o desenvolvimento de pequenas actividades por parte das mulheres e contribuir para a redução da pobreza.

Meta Sonco, uma comerciante no mercado elogiou o desempenho da administração local pelas iniciativas empreendidas em prol do desenvolvimento de Safim, tendo contudo solicitado a colocação de tanques para a recolha de lixos, e o reforço de segurança.

A par do mercado, a administração local procedeu ao trabalho de melhoramento do matadouro de Safim, com a criação de mínimas condições higiénicas para o desempenho dos magarefes.

“Tudo isso graças aos esforços internos, ou seja, as obras foram financiadas com parte de receitas recolhidas pela administração”, disse Libânio Gomes Dias que nega ter recebido qualquer financiamento externo para o efeito.

 “Lona Nambera” ,nome dado ao mercado, foi o primeiro administrador de Safim e em cuja administração se construiu o referido espaço, logo após a Independência da Guiné-Bissau.

ANG/JAM/SG