sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Cultura/Embaixador Luís de Barros felicita Grupo “Biombo Promotion & MMEE” pelos trabalhos de  promoção da cultura guineense na Gâmbia

Bissau, 04 Set 26(ANG) -  O Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República da Guiné-Bissau na Gâmbia,  Luís Camará de Barros exaltou as acções levadas a cabo pelo Grupo “Biombo Promotion & MMEE”  na vertente de promoção do vasto mosaico cultural guineense no território gambiano.

De acordo com  a página de facebook da Embaixada da Guiné-Bissau na Gâmbia, Luís Camará de Barros, fez essa exaltação numa audiência que concedeu , quinta-feira,  na chancelaria em Kotu, aos membros da comissão organizadora do International Gam-Bissau Festival 2026, liderada pelo Allen Loppy (Vybz Major), representante da entidade promotora, “Biombo Promotion & MMEE”.

O encontro teve como objetivo a apresentação oficial do projeto cultural e o pedido formal de alto patrocínio, parceria e apoio institucional da Missão Diplomática para a realização da primeira edição deste festival, agendado para o próximo dia 23 de Outubro de 2026, em FajiKunda.,sob o lema "One Beat, One Stage",.

A iniciativa visa celebrar a riqueza artística, musical e patrimonial comum entre a Guiné-Bissau e  Gâmbia, reunindo em palco destacados nomes da música contemporânea e grupos de dança tradicional dos dois  países.

Na ocasião, o chefe da Missão Diplomática guineense louvou a iniciativa pela sua relevância e oportunidade, sublinhando que projetos desta envergadura se alinham perfeitamente com as prioridades do Plano de Ação da Embaixada para o corrente ano.

Conforme realçou o Embaixador Luís Camará de Barros, a vertente de promoção do vasto mosaico cultural guineense no território gambiano constitui um dos eixos estratégicos da ação externa do país, funcionando como uma ferramenta essencial de diplomacia pública e de reforço dos seculares laços de amizade e de fraternidade entre os dois povos e as suas comunidades juvenis e artísticas.


O diplomata Barros manifestou a total disponibilidade da Embaixada da Guiné-Bissau de acompanhar os trabalhos da comissão organizadora e
 prestar a devida facilitação institucional junto das instâncias e autoridades competentes, de modo a assegurar o êxito, a segurança e  projeção internacional deste intercâmbio cultural bilateral. ANG/ÂC//SG

 

Forças Armadas/Alfaiataria Militar com foco na redução de importação de fardamentos

Bissau, 04 Ago 26(ANG) – O chefe da  alfaiataria militar, Tenente Mamadú Djau Djaló pede continuidade de esforços do  Estado-maior-General das Forças Armadas(EMGFA),para o reforço da capacidade de produção  de fardamentos e acessórios militares  e  redução da dependência de aquisição externa de fardamentos .

Numa reportagem realizada, quinta-feira, a equipa da Imprensa Militar acompanhou, no local, o trabalho dos profissionais responsáveis pela confeção dos fardamentos e recolheu  testemunhos dos militares alfaiates sobre os desafios e as potencialidades da unidade.

Mamadú Djau Djaló destacou os esforços do Chefe do Estado-maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) para criação de  melhores condições de funcionamento da unidade.

Djau Djaló pediu a continuidade desses esforços, considerando que a melhoria das condições de trabalho poderá aumentar a credibilidade da alfaiataria e atrair parceiros interessados em investir no setor e aumentar a produção.

Djaló disse que a unidade dispõe de profissionais qualificados para a produção local de fardamentos militares e paramilitares.

O seu adjunto, Tenente Sélu Sané, exaltou a  capacidade da equipa e destacou a necessidade de confecção de equipamentos mais adequados para alcançar os padrões de qualidade exigidos pelas Forças Armadas.

“Todos os fardamentos militares podem ser produzidos localmente, contando com o empenho do CEMGFA, Major-general Tomás Djassi”, sublinhou o Tenente Sané.

Por sua vez, o Primeiro-Sargento Abudo Camará e o Soldado Djenabu Djau, ambos militares alfaiates da Divisão de Logística, destacaram o profissionalismo da equipa e garantiram estar preparados para produzir diferentes modelos de fardamento destinados à classe castrense.

Segundo os dois profissionais, a unidade já produziu fardamentos para diferentes estruturas militares, incluindo os Batalhões da Banda de Música, Engenharia Militar, Presidência da República, Guarda de Honra e pessoal menor do Estado-maior-General das Forças Armadas.

A Alfaiataria Militar foi fundada em 1974, mas suspendeu as suas atividades em 1998, na sequência da guerra civil. A unidade só retomou o funcionamento em 2008, quando o então CEMGFA, General Tagme Na Wae, adquiriu máquinas manuais para permitir o reinício da produção.

Em 2014, o General Biaguê Clussé Na N’tan adquiriu  máquinas elétricas, dando novo impulso à capacidade produtiva da unidade.

A imprensa militar destaca que esta  Alfaiataria  é  capaz de responder às necessidades das Forças Armadas, reduzindo a dependência de aquisições externas. ANG/ÂC//SG

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Forças de Segurança/ Guarda Nacional capacita seus agentes no domínio de competências em investigação criminal

Bissau, 03 Set 26 (ANG) - A Guarda Nacional(GN) da Guiné-Bissau iniciou, quarta-feira, em Bissau, uma formação especializada destinada a reforçar as competências dos seus operacionais na área de investigação criminal.

A informação foi publicada na página de Guarda Nacional na Facebook, e refere  que  a iniciativa, que decorre até 18 de Setembro, reúne cerca de 50 militares provenientes de diferentes especialidades da corporação.

A formação vai ser  ministrada pelo mestre Domingos Etiene Gomes, subinspetor da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, no âmbito da cooperação e partilha de conhecimentos entre as forças de segurança do país.

Durante duas semanas, os participantes serão capacitados em matérias relacionadas com os principais desafios da investigação e do combate à criminalidade, as técnicas de investigação criminal, gestão do local do crime, técnicas de entrevista e interrogatório.

O programa inclui igualmente formação sobre procedimentos de buscas e revistas, seguimento e vigilância, bem como matérias relacionadas com crimes de furto e roubo.

A recolha e validação de provas em contexto judicial são outros temas desta formação para além dos  módulos dedicados às provas e aos meios de obtenção de provas.

Com a iniciativa, o comando da Guarda Nacional pretende reforçar a qualificação técnica dos seus efetivos e melhorar a capacidade de resposta perante os desafios da criminalidade urbana e organizada no país.ANG/MI/ÂC//SG

 

Regiões/Treinador do Futebol Clube de Canchungo promete vitória ou empate no jogo contra o Tengueth Futebol Clube do Senegal

Canchungo, 03 Set 26 (ANG) - O. Treinador do Futebol Clube de Canchungo, promete ganhar ou empatar no jogo contra a equipa senegalesa de Tengueth Futebol Clube, marcado para o próximo sábado(05) no estádio 24 de Setembro em Bissau.

Segundo o despacho do Correspondente regional da ANG de Cacheu, João Dembi fez a promessa momentos antes da equipa de Canchungo sair para Bissau, onde deverá realizar treinos de adaptação ao relvado.

O mister Dembi disse que os jogadores estão motivados para alcançar esses resultados, no jogo que assinala o primeiro jogo da pré-eliminatória da Liga de Campeões Africanos.

O Capitão do Futebol Clube de Canchungo, Kennedy Gomes, promete a vitória aos canchunguenses, e diz que . os jogadores estão motivados, dedicados e com a vontade de jogar, mas também, pede a presença em massa dos adeptos no Estádio Nacional 24 de Setembro para apoiarem aos Lobos do Norte da Guiné-Bissau.

O Futebol Clube de Canchungo, defrontará, no dia 05 de Setembro de 2026, no Estádio Nacional 24 de Setembro, o Tengueth Futebol Clube do Senegal, para o primeiro jogo da pré-eliminatória da Liga dos Campeões Africanos, organizada pela  Confederação Africana de Futebol-CAF. ANG/AG/JD/ÂC//SG

 

 

Regiões/Uma descarga de Raio deixa sete pessoas feridas no Lumo de “Candjufa” em Pirada 

Gabu, 03 Set 26 (ANG) – Uma queda  de Raio provocou ferimentos à sete pessoas que participavam na feira popular(Lumo) em Candjufa no sector de Pirada, Região de Gabu, no leste do país.

Segundo a TV local “Sintchan Oco”,  entre as sete vitimas, cinco são adultos e as duas são crianças.

Em declarações a TV “Sintcham Oco”, o responsável do Centro de Saúde de Secção de “Candjufa” Fodé Indjai assegurou que todas as sete vitimas, receberam assistência médica de imediato, e já estão todos fora do perigo. ANG/LLA/ÂC//SG

     

         Uganda/Governo anuncia produção de primeiros barris de petróleo

Bissau, 03 Set 26 (ANG) – O governo de Uganda anunciou , quarta-feira, que o início de sua primeira produção histórica de petróleo está previsto para o final de 2026.

No oeste deste país da África Oriental, o campo de Kingfisher deverá iniciar suas operações até o final do ano, com uma produção de 28.000 barris por dia, que deverá atingir 40.000 barris em plena capacidade no início de 2027.

Por sua vez, a unidade de Tilenga, localizada na margem nordeste do Lago Albert, deverá produzir eventualmente 190.000 barris por dia e está atualmente 74% concluída.

As autoridades, que pretendem colocar ambas as unidades em produção até o final de 2026, esperam gerar até dois bilhões de dólares em receita anual no pico da produção.

De acordo com a mídia local, as autoridades também alegam querer limitar a poluição relacionada à operação, enquanto o projeto é alvo de fortes críticas por parte de organizações ambientais. ANG/Faapa

 

 

ONU/”Mundo caminha para superar limite de 1,5°C, mas aquecimento ainda pode ser reduzido”, diz ONU

Bissau, 03 Set 26 (ANG) - O mundo está prestes a ultrapassar o limite de 1,5°C de aquecimento global, segundo novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), publicado , quarta-feira (2).

No entanto, o documento afirma que isso não significa que a meta esteja definitivamente perdida. Ainda é possível limitar o aquecimento e, posteriormente, reduzir as temperaturas.

A prioridade, agora, segundo o relatório é limitar ao máximo o excedente de temperatura, atingir um pico de aquecimento o mais baixo possível e, depois, reduzir as temperaturas, segundo a sul-africana Debra Roberts, coautora do relatório.

Para isso, "precisamos reduzir drasticamente todas as nossas emissões de gases de efeito estufa", insiste.

"Mas, para baixar a temperatura desse pico para aproximadamente 1,5°C, também precisaremos remover dióxido de carbono da atmosfera e armazená-lo de forma sustentável", acrescenta.

Para alcançar esse objetivo, o plantio de novas florestas é uma opção que vale a pena explorar, já que as plantas são capazes de absorver CO2. Outra possibilidade é o uso de tecnologias de captura direta de carbono do ar. No entanto, essas técnicas ainda são incertas e bastante limitadas.

O limite de 1,5°C corresponde ao aumento da temperatura média global em relação aos níveis pré-industriais, registados antes do uso em larga escala de combustíveis fósseis. Ele foi estabelecido no Acordo de Paris como o objetivo mais ambicioso para conter os efeitos das mudanças climáticas.

Mesmo o cenário mais otimista analisado pelo Pnuma prevê um pico de 1,8°C acima dos níveis pré-industriais. A maioria dos outros cenários aponta para um aquecimento ainda maior.

"Consideramos 1,8°C de aquecimento como um limite máximo. Acima disso, essas medidas não seriam mais eficazes", alerta Debra Roberts. Segundo ela, esse nível de aquecimento desencadearia "mudanças irreversíveis em cascata".

Acima de 1,5°C, os impactos climáticos se tornam progressivamente mais graves a cada fração de grau e a cada ano de temperaturas mais elevadas, alerta o documento. Entre as consequências estão ondas de calor e outros eventos extremos mais intensos, perda de ecossistemas, problemas de saúde, insegurança alimentar e hídrica, além de danos a cidades, infraestruturas e economias.

Além disso, aumenta a possibilidade de ultrapassar pontos de não retorno.

Quanto maior e mais prolongado o aquecimento, maior o risco de alterações potencialmente irreversíveis, como a desestabilização de grandes geleiras e mantos de gelo, a degradação da Amazónia e alterações na circulação oceânica do Atlântico.

"É um choque de realidade. Temos de conviver com esse mundo mais quente (...), mas ainda há muito a fazer para limitar o aquecimento", disse Richard Betts, coautor do relatório e professor da Universidade de Exeter, no Reino Unido, durante uma coletiva de imprensa na terça-feira.

O relatório "concentra-se nas respostas necessárias, em vez de simplesmente reconhecer que o fenómeno está ocorrendo", explicou.

É importante que os formuladores de políticas "percebam que as regras do jogo estão mudando" e que as abordagens atuais para combater as mudanças climáticas já não são adequadas, observou Debra Roberts. "Precisamos agora repensar nossa governança climática para lidar com uma trajetória de ultrapassagem do limite. Nenhum de nossos planos está preparado para isso", alertou a cientista climática sul-africana.

As conclusões do relatório alarmaram organizações que se mobilizaram em torno da meta de 1,5°C desde que ela foi estabelecida como a referência climática mais ambiciosa no Acordo de Paris. 

"É um momento desolador, mas essa ultrapassagem de limite não é motivo para desistir e abandonar a meta de 1,5°C", disse Jasper Inventor, vice-diretor de programas do Greenpeace Internacional.

Bill Hare, cientista climático e diretor do instituto de pesquisa Climate Analytics, criticou o relatório, argumentando que ele corria o risco de se tornar "um convite à apatia" em vez de estimular a ação.

Para Cláudio Ângelo, coordenador de Política Internacional do Observatório do Clima, o relatório mostra que a humanidade falhou em cumprir o objetivo central da Convenção do Clima da ONU de evitar a interferência perigosa da humanidade no sistema climático.

"Abandonar o objetivo de devolver os termómetros a 1,5ºC não é uma opção; seria assinar um pacto coletivo de suicídio. Mas o pico e o declínio não ocorrerão enquanto países produtores de combustíveis fósseis olharem para essas indústrias como uma benesse em vez de uma maldição. É preciso parar já a expansão fóssil no mundo, e a COP31, daqui a dois meses, é uma oportunidade de tomar essa decisão”, disse. 

Na mesma linha, Maria Netto, diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (iCS) afirmou que o relatório traz uma mensagem preocupante, mas também um chamado à ação muito importante. "Estamos entrando em um mundo no qual ultrapassar temporariamente o limite de 1,5°C é cada vez mais provável.

Mas o overshoot nunca pode se tornar uma desculpa para desistirmos da meta de 1,5°C. Cada fração de grau importa. Cada ano que conseguimos reduzir o período dessa ultrapassagem importa. E cada investimento que fazemos hoje em mitigação, adaptação e resiliência importa", disse. 

O mundo já aqueceu cerca de 1,4°C desde o período de 1850 a 1900, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis.

Os últimos três anos foram os mais quentes já registados, e as emissões de gases de efeito estufa que retêm calor, como dióxido de carbono e metano, continuam a aumentar.

O relatório ressalta que adaptação e mitigação precisam avançar juntas, já que, mesmo com uma trajetória de retorno a 1,5°C, haverá impactos que não poderão ser evitados. Por isso, os países precisam reduzir as emissões e, simultaneamente, preparar sociedades, cidades e ecossistemas para enfrentar os impactos já inevitáveis.

O Pnuma também coloca equidade e justiça no centro da resposta. Os países que mais contribuíram para a mudança climática devem assumir maior responsabilidade e adotar medidas mais ambiciosas.

Para o organismo, o sucesso depende de vontade política, cooperação internacional e financiamento, além de multilateralismo, políticas eficazes, governança inclusiva e recursos financeiros. ANG/RFI

 

 

 

Suíça/ONU prevê um El Niño "muito forte" com possível duração até Fevereiro de 2027

 

Bissau, 03 Set 26 (ANG) - O fenómeno El Niño está "firmemente estabelecido" e deverá intensificar-se ainda mais nos próximos meses, atingindo uma intensidade "muito forte" com uma probabilidade "próxima dos 100%" de durar até Fevereiro de 2027, alertou hoje a Organização Meteorológica Mundial.

 

"O El Niño estabeleceu-se firmemente e irá intensificar-se, tornando-se um fenómeno muito forte nos próximos meses, com repercussões significativas nos padrões de temperatura e precipitação, bem como nos riscos associados de inundações, secas e calor extremo", alerta uma nova atualização da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

 

Espera-se que o fenómeno "se intensifique ainda mais nos próximos meses, atingindo uma intensidade muito forte antes de atingir o pico no final de 2026", alerta ainda a OMM.

 

Além disso, a organização sublinha que as últimas previsões sazonais dos centros de produção globais da OMM indicam uma "probabilidade excecionalmente elevada", de quase 100%, de que o El Niño persista até Fevereiro de 2027.

 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para a intensificação nos próximos meses do fenómeno El Niño, realçando que o mundo vive uma situação de “alto risco" com eventos climáticos extremos.

 

"A ciência é inequívoca: o planeta está a entrar em águas desconhecidas, e essas águas estão a aquecer. As temperaturas da superfície do mar estão a atingir níveis recorde, os termómetros continuam a subir e encontramo-nos numa zona de alto risco onde os eventos climáticos extremos estão a tornar-se a nova normalidade", disse Guterres em comunicado.

 

António Guterres sublinhou que “este evento excepcional do El Niño exige uma preparação e uma resposta excepcionais”.

 

“Não há tempo a perder. Está em curso uma corrida contra o tempo entre os riscos crescentes e a nossa determinação em agir contra as alterações climáticas e proteger as pessoas. É uma corrida que devemos ganhar", disse.

 

O El Niño é um fenómeno natural que se repete a cada dois a sete anos. As águas superficiais do Pacífico equatorial central e oriental começam a aquecer na primavera, levando a grandes alterações nos padrões de vento, pressão e precipitação em todo o mundo nos meses seguintes.

 

As temperaturas da superfície do mar nesta zona do Pacífico equatorial já estão significativamente acima da média e continuam a subir.

 

As temperaturas estiveram, em média, 1,5 graus acima do normal entre Maio e Julho de 2026, passando para dois graus acima do normal em Julho, segundo a OMM, que refere ainda leituras de 2,2 graus a 2,6 graus acima da média entre o final de Julho e meados de agosto, "o que demonstra o contínuo fortalecimento do fenómeno".

 

Abaixo da superfície do oceano, as temperaturas oceânicas estiveram ainda mais de 08 graus acima da média em algumas áreas durante Julho e início de agosto.

 

Embora cada El Niño seja diferente, o fenómeno causou ou intensificou historicamente secas e riscos de incêndio em partes da Amazónia, América Central, Indonésia e Austrália, interrompeu a monção na Índia e trouxe chuvas torrenciais para a África Oriental.

 

Este fenómeno soma-se às alterações climáticas causadas pelas atividades humanas, exacerbando os eventos climáticos extremos.

 

Para o período de Setembro a Novembro deste ano, as previsões da OMM indicam um aumento da probabilidade de temperaturas acima da média em quase todas as massas terrestres, bem como padrões de precipitação consistentes com uma resposta atmosférica forte e clássica a um El Niño intenso no Pacífico.

 

No ano seguinte ao El Niño, o calor armazenado no oceano é libertado para a atmosfera, contribuindo geralmente para o aumento das temperaturas globais, levando muitos cientistas do clima a prever que 2027 será o ano mais quente de que há registo.

 

O ano mais quente até à data é 2024, depois do último El Niño.

ANG/Inforpress/Lusa

 

     Alemanha/ Governo identifica suspeitos de tentativa de ataque em Leipzig

 Bissau, 03 Set 26 (ANG) - A polícia alemã identificou o DNA de dois homens portadores de passaportes russos suspeitos de participar da tentativa de ataque ao Aeroporto de Leipzig, segundo reportagens publicadas por três veículos de comunicação alemães , quarta-feira (2).


Enquanto isso, a União Europeia estuda aumentar a pressão sobre a Rússia por meio de novas sanções.

De acordo com o jornal Süddeutsche Zeitung (SZ) e as emissoras públicas regionais NDR e WDR, o primeiro suspeito é um cidadão bielorrusso que também possui passaporte russo. Ele teria entrado no Espaço Schengen usando um visto de turista italiano emitido em Minsk.

Segundo os três veículos de comunicação, esse homem já havia chamado a atenção das autoridades por infrações cometidas nos países bálticos.

Questionado em Wicklow, na Irlanda, à margem de uma reunião com seus homólogos da União Europeia, sobre a emissão do visto, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, prometeu realizar "todas as verificações necessárias", mas ressaltou que "se não houver alertas sobre os indivíduos em questão, o visto é concedido".

O segundo suspeito teria passaportes letão e russo, de acordo com a NDR e a WDR, e nasceu na Rússia, detalha o SZ. Ele teria atuado como coordenador logístico e instrutor do ataque. De acordo com as mesmas fontes, o homem chegou à Alemanha pelo Aeroporto de Berlim no fim de julho e alugou um carro para viajar até a região de Leipzig, no leste do país, antes de deixar o território alemão dois dias antes do suposto ataque.

Segundo a imprensa alemã, os dois homens foram identificados por meio de vestígios de DNA coletados por peritos forenses nas imediações do aeroporto: em um drone, em uma lata contendo explosivos e em uma antena fixada a uma árvore.

Bancos de dados europeus permitiram estabelecer correspondências na Lituânia e na Finlândia, informação corroborada por agências de inteligência, segundo esses veículos de comunicação.

Também nesta quarta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou o que classificou como crescente "imprudência" da Rússia e denunciou a mais recente escalada em solo europeu.

"Foi um ataque realizado com equipamento militar por agentes russos em território da UE", disse ela a repórteres em Bruxelas. "A Europa e a Otan não vão apenas manter a pressão sobre a Rússia. Vamos intensificá-la e não cessaremos nossos esforços", enfatizou.

Durante uma reunião ministerial em Wicklow, na Irlanda, a Alta Representante da UE para Assuntos Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, afirmou que o ataque frustrado em Leipzig/Halle apresentava "todas as características de terrorismo patrocinado pelo Estado".

Ela também indicou que a UE decidiria sobre sanções direcionadas ao complexo industrial-militar da Rússia.

Na terça-feira (1º),a Alemanha anunciou medidas de retaliação contra a Rússia, acusando-a de enviar um drone carregado de explosivos ao Aeroporto de Leipzig no início de agosto.

O local é um centro logístico militar considerado vital tanto para as Forças Armadas alemãs quanto para a Otan.

O drone oi encontrado na área segura de operações de carga, próximo a várias aeronaves ucranianas.

Segundo a imprensa alemã, outro drone, também com vestígios de substâncias explosivas, foi encontrado posteriormente nas proximidades do aeroporto.

A Chancelaria alemã informou que Friedrich Merz conversou por telefone com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre o "ataque híbrido" em Leipzig e assegurou o "apoio civil e militar contínuo e firme" da Alemanha.

Por sua vez, após quatro anos e meio de conflito que transformaram a Ucrânia em uma das principais referências mundiais em guerra com drones, Kiev declarou estar "pronta para ajudar" a Alemanha com sua "expertise" e "experiência", afirmou Zelensky na rede social X.

Enquanto isso, na terça-feira, o presidente Vladimir Putin criticou o que chamou de "novo erro grosseiro" da Alemanha, que se tornou o principal financiador da Ucrânia. Autoridades diplomáticas russas anunciaram nesta quarta-feira que convocaram o encarregado de negócios alemão em Moscou.

A Alemanha registou dois casos suspeitos de sabotagem  num intervalo de 24 horas: um em uma subestação elétrica na Renânia do Norte-Vestfália e outro, na terça-feira, em Brandemburgo, onde linhas de transmissão foram danificadas. ANG/RFI/Com agências


Desporto / Primeiro-ministro promete apoio de 100 milhões de FCFA ao campeonato  Inter-bairros

Bissau, 03 Set 26 (ANG) – O Primeiro- ministro de Transição anunciou um apoio financeiro de 100 milhões de francos CFA para melhoria de condições de organização do campeonato Inter-bairros,  e garantir uma participação mais digna das equipas envolvidas.

O anúncio foi feito por Ilídio Vieira Té, no âmbito de  uma visita ao Estádio Lino Correia, onde decorrem o torneios de futebol, promovido pela Mix Service.

De acordo com a informação partilhada pelo gabinete de assessoria de Imprensa do Primeiro ministro, o compromisso foi formalizado através de assinatura de um memorando de entendimento entre o chefe de governo e a organização da competição, sob a liderança do empresário Toninho Pinheiro.

No Campeonato Inter-bairros, participam 32 equipas de Bissau e tem como objectivo promover novos talentos  jovens futebolistas, além de incentivar a ocupação saudável dos tempos livres através do desporto.

Ilídio Vieira Té destacou que a iniciativa representa uma oportunidade para reforçar valores como disciplina, solidariedade e espírito de equipa, contribuindo também para afastar os jovens da delinquência, do consumo de droga, da prostituição e de outras práticas consideradas prejudiciais.

“O futuro do país está nas mãos dos jovens. A Guiné-Bissau só poderá desenvolver-se plenamente quando a sua juventude tiver consciência da sua força, das suas capacidades e do papel que deve desempenhar na defesa dos superiores interesses da Nação”, afirmou o Primeiro-ministro Vieira Té. ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

Regiões / Governo Regional  de Gabu prevê medicação de cerca de 53 mil crianças contra paludismo  

Gabu, 03 Ago 26 (ANG) – O Secretário Regional do Comité de Estado  de Gabu,  Tino Tchuda presidiu terça-feira, a abertura da 11ª campanha de Quimioprevenção do paludismo Sazonal (QPS), que deve abranger  cerca de 53.827 crianças de 3 meses à cinco anos.

Segundo a  Rádio Gandal, a campanha  decorre de 01 à 06 de Setembro em curso.

No ocasião, Tino Tchuda  disse que  o Governo Regional está disponível para apoiar os trabalhos da Direcção Regional de Saúde com o objectivo de melhorar os serviços prestados à população local.

Aquele responsável solicitou  a participação ativa dos pais e encarregados de educação para garantir que as crianças abrangidas sejam  medicadas .

Por sua vez, o responsável pelas Grandes Epidemias na Direcção Regional de Saúde de Gabu, Diamantino Vítor da Gama reforçou o pedido de colaboração de todos os intervenientes no processo para garantir o sucesso da cobertura medicamentosa.

A Presidente da Sociedade Civil de Gabu,  Genabu Sano apelou às mães para colaborarem levando os seus filhos ao encontro das brigadas de vacinação.

A campanha de Quimioprevenção do Paludismo Sazonal, QPS, foi, oficialmente, lançada, terça-feira, dia 01 de Setembro e vai decorrer  até o próximo dia 06, nas regiões sanitárias de Bafatá, Bolama, Gabu, Quinará e Tombali. ANG/AALS/LPG//SG

 

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UEMOA/Costa do Marfim, Senegal e Togo foram campeões de ambiente de negócios em 2025

Bissau, 03 Set 26 (ANG) - A Costa do Marfim, o Senegal e o Togo registaram os melhores indicadores de ambiente de negócios em 2025 dentro da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), de acordo com dados do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), divulgados , quarta-feira, pela mídia local.


A Costa do Marfim lidera o ranking com um índice de 102 pontos, à frente do Senegal (101,8 pontos) e do Togo (101,2 pontos), especifica a mesma fonte, acrescentando que Níger e Benim seguem no ranking, enquanto o Mali ocupa o oitavo lugar com 98,7 pontos.

Esses resultados são consistentes com os do relatório "Business Ready 2025" (B-Ready) do Banco Mundial, no qual Togo, Senegal e Costa do Marfim estão entre os dez melhores países africanos em termos de ambiente de negócios, ocupando o 4º, 9º e 10º lugar, respectivamente.

O desempenho alcançado é notavelmente impulsionado pelas reformas implementadas nesses países para melhorar o ambiente de negócios e aumentar sua atratividade para os investidores.

Na Costa do Marfim, a primeira fase do Programa de Apoio à Melhoria do Ambiente Empresarial (PACA-CI), lançada em 2023 com um custo superior a 9 mil milhões de FCFA, visa, em particular, aumentar os investimentos e promover a transformação estrutural da economia.

No Senegal, um novo Código de Investimentos, adotado em 2025, prevê, nomeadamente, a simplificação de procedimentos, uma janela digital única, o processamento de processos em menos de dez dias, bem como incentivos aduaneiros e fiscais.

Por sua vez, o Togo continua a modernização da sua administração e as reformas destinadas a melhorar a eficiência da ação pública e o ambiente empresarial.

No âmbito da UEMOA, o indicador de clima empresarial situou-se em 101,1 pontos em 2025, o mesmo nível que em 2024, em comparação com os 100,9 pontos registados em 2023.

Desenvolvido pelo BCEAO com base em pesquisas mensais junto a empresas, este indicador reflete a percepção dos líderes empresariais sobre a evolução do ambiente económico. Seu valor de referência é de 100 pontos, correspondente à sua média de longo prazo. ANG/Faapa

    

 

Nepal/Após enchentes devastadoras no Himalaia, Governo pede 'compensação climática' a nações poluidoras

Bissau, 03 Set 26 (ANG) -Após as enchentes devastadoras que deixaram mais de mil mortos no Nepal, equipes de resgate seguem trabalhando na tentativa de localizar sobreviventes.

Em meio ao caos, a indignação cresce na capital Katmandu contra os países que mais emitem gases poluentes, uma vez que as mudanças climáticas são a provável causa do desastre, embora isso ainda precise ser confirmado por cientistas.

Nesta quarta-feira (2), os ministro nepalês das Relações Exteriores, Shisir Khanal, reforçou o pedido por uma “compensação”.

À frente dos protestos na esfera civil, muitos jovens exigem que os maiores poluidores assumam a responsabilidade.

Eles argumentam que o Nepal é um dos países com as menores emissões de carbono per capita do mundo — um índice insignificante se comparado ao das nações industrializadas da América do Norte ou da Europa.

"Não é justo. Justiça precisa ser feita", diz indignado o advogado de 31 anos, Aayush, que vive no bairro estudantil de Katmandu.

“Como país em desenvolvimento, o Nepal não tem os recursos, a força de trabalho, a resiliência económica para enfrentar tais crises”, complementa Suraj Raj Pandey, 29 anos. Suraj e seus amigos fazem viagens frequentes a áreas afetadas para levar alimentos doados pelos moradores de Katmandu.

De acordo com a plataforma de pesquisa Climate Watch, China, Estados Unidos, Índia e os países-membros da União Europeia estão entre os que mais emitem CO2 no planeta. Diante disso, a juventude nepalesa reivindica que essas nações paguem reparações financeiras ao Nepal pelo valor real do dano causado.

"Todos os países que emitem grandes quantidades de carbono devem ser responsabilizados. Afinal, não são eles que estão sofrendo", afirma Aayush. "O que precisamos é reduzir as emissões de carbono, conter as inundações e impedir o recuo das geleiras. Isso é o que mais importa — mais do que nos enviar doações depois que já estamos contando nossos mortos".

O número de mortes por conta da enchente chegou a 1.204, com 4.216 pessoas ainda desaparecidas. O desastre ocorreu em 26 de Agosto, quando o colapso de uma geleira na região do Himalaia, na fronteira com a China, desencadeou uma gigantesca onda de água e detritos que atingiu cidades, vales e infraestruturas próximas.

 

Em entrevista ao canal local Kantipur TV nesta quarta-feira (2), o ministro nepalês das Relações Exteriores, Shisir Khanal, reforçou a ideia de uma reparação aos danos climáticos e disse que o governo está oficialmente adotando essa abordagem.

"As emissões de gases de efeito estufa do Nepal são praticamente insignificantes. No entanto, estamos pagando o preço mais alto por uma crise global que não criamos”, argumenta Khanal.

“Estamos mudando nossa abordagem diplomática de 'ajuda' para 'justiça e compensação'. Não se trata de caridade; trata-se de responsabilidade jurídica e moral. Os grandes emissores industriais, como a China, maior emissora do mundo, seguida pelos Estados Unidos em segundo lugar e pela Índia em terceiro, têm a responsabilidade histórica de compensar nações vulneráveis ​​como o Nepal”, concluiu Khanal.

Ele acrescenta que o Ministério das Finanças “enviou uma carta de solicitação formal de compensação climática aos nossos parceiros internacionais”.

ANG/RFI