Portugal/Imigração desacelera e brasileiros são a maior comunidade
No final do ano passado, eram 1.585.854 imigrantes no país, um aumento de 2,7% em relação a 2024. Entre 2021 e 2023, o crescimento anual chegou a ultrapassar os 30%.
Pelo sexto ano consecutivo, os brasileiros
foram a maior comunidade estrangeira em Portugal. Atualmente são quase 500 mil
cidadãos em terras lusas, o que representa 31% do total de imigrantes. Mas os
dados incluem apenas quem está com a situação migratória regularizada ou em
processo de regularização.
Pessoas em situações irregulares não entram
na conta. Também ficam de fora os imigrantes que já adquiriram a nacionalidade
portuguesa, ou os que tenham dupla nacionalidade de outro Estado-membro da
União Europeia. Portanto, o relatório não é capaz de captar a quantidade real
de brasileiros vivendo no país.
O estudo mostra ainda um aumento no número de
notificações para o "abandono voluntário", enviadas quando o
imigrante não cumpre os requisitos para permanecer em Portugal. O total saltou
de 446 em 2024 para 23.133 no ano passado. De acordo com o relatório, o
crescimento se deve ao “esforço de regularização e saneamento de situações
pendentes e ao reforço da capacidade de atuação administrativa e policial”.
Neste
quesito, os brasileiros estão em terceiro lugar, atrás dos cidadãos da Índia e
Bangladesh. A notificação de abandono voluntário chegou no ano passado para 2.354
brasileiros, mas não há registos de quantos de fato deixaram o país após
receberem o aviso.
Quase 85% dos estrangeiros residentes em
Portugal estão em idade economicamente ativa, o que é importante em um dos
países mais envelhecidos da Europa, com uma taxa de 188 idosos por cada 100
jovens.
“Trata-se de uma população predominantemente
jovem e ativa com um forte potencial de integração no mercado de trabalho,
contribuindo de forma decisiva para o crescimento e dinamismo social do país”,
destaca o relatório.
No
que diz respeito ao género, a predominância é masculina: 55,6% são homens e
44,4% mulheres. “Esta diferença reflete, em grande medida, os padrões de
mobilidade laboral internacional, nos quais os homens tendem a migrar primeiro,
sendo posteriormente acompanhados por familiares”, explica a Agência para a
Integração, Migrações e Asilo (Aima), responsável pela elaboração do relatório.
Contudo,
quando se trata dos brasileiros, o equilíbrio é ainda maior, mas a percentagem
se inverte: a maioria é de mulheres, com 51% do total. ANG/RFI

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