Congo/ Ex-PR Sissoco Embaló anuncia candidatura às presidenciais de Dezembro
Bissau, 29 Set 26(ANG) - O ex-presidente guineense Umaro Sissoco Embaló anunciou segunda-feira, em Brazzaville, no Congo, que será candidato às eleições presidenciais de Dezembro, a menos de uma semana do regresso anunciado a Bissau.
"Sim,
serei candidato", disse Sissoco Embaló à revista Jeune Afrique (JA) a
partir de Brazzaville, de onde deverá seguir para Bissau no próximo domingo.
De
acordo com a revista, o antigo chefe de Estado guineense considera que o
general Horta N’Tam Inta-a, presidente de transição desde o golpe de Estado de
26 de Novembro de 2025 e "principal artífice do seu afastamento, mas de
quem se manteve próximo, respeitará os termos da carta de transição e não se
candidatará", o que deixa o caminho aberto para o início da pré-campanha.
Até
06 de Dezembro, data marcada para as eleições, haverá o congresso do seu
partido, o Madem G15, a 16 e 17 de Outubro, e será depois lançada a Plataforma
Republicana, que reúne mais de uma dezena de partidos e que deverá dar o apoio
à candidatura de Sissoco Embaló, acrescenta a JA.
O
antigo chefe de Estado anunciou o seu “regresso voluntário ao país” para o
próximo dia 04 de Outubro e apelou a que a sua chegada decorra “num ambiente de
harmonia, tolerância e respeito mútuo”.
O
anúncio do regresso de Embaló, deposto num golpe de Estado em 26 de Novembro
passado, foi feito pelo próprio nas redes sociais.
De
acordo com a publicação, Umaro Sissoco Embaló, que fixou residência em Marrocos
desde o golpe, sublinha a necessidade “de colocar o interesse nacional e a
estabilidade acima de quaisquer divergências políticas”.
“A
Guiné-Bissau é a nossa pátria e pertence a todos nós. Independentemente das
nossas posições ou opções políticas, devemos preservar a paz social, fortalecer
a união e colocar o interesse nacional acima das diferenças”, escreveu o
ex-Presidente na mensagem.
Umaro
Sissoco Embaló presidiu à Guiné-Bissau de 27 de fevereiro de 2020 em 26 de
Novembro de 2026 até ser derrubado por um golpe liderado pelo general Horta
Inta-a, seu antigo chefe de segurança na Presidência da República.
A
oposição considerou que se tratou de um “golpe cerimonial” por ocorrer em
vésperas de divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais
que o bloco defende terem sido ganhas “à primeira volta” por Fernando Dias da
Costa.
Na
sua mensagem de anúncio do regresso, Sissoco Embaló destaca que o “retorno a
solo pátrio é um gesto de confiança” no futuro da Guiné-Bissau, motivado pelo
sentimento de pertença e “pelo desejo de reencontrar” a sociedade guineense.
O
ex-chefe de Estado apela a que a receção “seja pacífica e fraterna, evitando
comportamentos que possam suscitar tensões ou divisões” entre compatriotas e
ainda que reforce a responsabilidade cívica e preserve os princípios
fundamentais do Estado de direito.
Com
o golpe de Estado de 26 de Novembro, os militares criaram um Conselho Nacional
de Transição (CNT), que assumiu as competências do parlamento, e nomearam
Ilídio Vieira Té primeiro-ministro e ministro das Finanças.
O
órgão fez aprovar uma nova Constituição que reforça os poderes do Presidente da
República, entre outras alterações.
O
general Horta Inta-a marcou para 06 de Dezembro próximo a data para a
realização de eleições legislativas e presidenciais.
ANG/Inforpress/Lusa

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