Marrocos/ “A questão do Saara marroquino chegou a um ponto de virada histórico”, diz Ministro das Relações Exteriores de Marrocos
Bissau,
25 Set 26 (ANG) – O Ministro das Relações Exteriores de Marrocos, Nasser
Bourita, declarou na noite de terça-feira perante a Assembleia Geral da ONU que
a questão do Saara marroquino atingiu um ponto de virada histórico graças ao
impulso gerado pelo Rei Mohammed VI.
Essa dinâmica foi marcada pela adoção da resolução 2797 do Conselho
de Segurança em Outubro de 2025, destacou o Sr. Bourita, acrescentando que, desde então, essa disputa regional entrou em um caminho irreversível de ruptura com o passado e projeção para o futuro, com vistas à sua resolução definitiva.
Este
caminho baseia-se em princípios e parâmetros que não se prestam à interpretação
ou à leitura "nas entrelinhas" ou nas suas margens – como alguns
tentam em vão convencer-se, numa negação flagrante da realidade e numa cegueira
total para com uma verdade estabelecida, argumentou o ministro num discurso
proferido em nome de Marrocos.
Ele
especificou que esses princípios são os seguintes:
“Em
primeiro lugar, não existe solução fora do âmbito da autonomia sob a soberania
marroquina.
Em
segundo lugar, não existe outra abordagem ou mecanismo fora do processo de
negociação política conduzido sob os auspícios das Nações Unidas e baseado
exclusivamente na iniciativa de autonomia.
Terceiro,
não há discussão ou disputa quanto à responsabilidade e às obrigações das
quatro partes, conforme claramente definido pela resolução 2797 do Conselho de
Segurança.
Em
quarto lugar, não pode haver manutenção do status quo, preferido pelas outras
partes, visto que o processo de solução política já está em andamento.
Quinto,
não se pode dar credibilidade a interlocutores que violam o cessar-fogo e se
recusam a respeitar as resoluções do Conselho de Segurança.
Sexto,
não será demonstrada qualquer tolerância para com a contínua tomada de reféns das
populações dos campos (de Tindouf) durante meio século, em flagrante violação
do direito internacional e do direito internacional humanitário. ANG/Faapa

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