quarta-feira, 22 de abril de 2026

EUA/Trump prorroga cessar-fogo com o Irã por prazo indeterminado após ameaça militar

Bissau, 22 Abr 26 (ANG) - A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã teve um novo desdobramento na terça-feira (21), após o presidente Donald Trump anunciar a prorrogação por prazo indeterminado do cessar-fogo.

A decisão foi divulgada nas redes sociais poucas horas antes de expirar o ultimato estabelecido pelo próprio presidente americano.

A mudança de tom contrasta com declarações anteriores e expõe a volatilidade do cenário. Em meio a negociações bloqueadas, ameaças militares e reflexos imediatos no preço do petróleo e na segurança global, Washington mantém medidas que Teerã classifica como provocativas.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, considera a medida como “um passo importante para a desescalada” e para a criação de espaço para a diplomacia entre Estados Unidos e Irã. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, agradeceu aTrump por atender ao pedido de extensão, destacando opapel de mediação de seu país.

Já aliados do governo iraniano minimizaram o gesto e lembram que a decisão não tem efeito prático caso não haja mudanças concretas por parte dos EUA. Mahdi Mohammadi, assessor ligado ao Parlamento iraniano, chegou a declarar que a extensão “não tem significado” e escreveu também nas redes sociais que “a prorrogação do cessar-fogo é certamente uma manobra para ganhar tempo para um ataque surpresa”.

Os EUA mantêm o bloqueio naval e operações contra navios iranianos, inclusive apreensões no oceano Índico. Esse é um dos principais pontos de atrito: o Irã considera essas ações uma violação prática do cessar-fogo e as classifica como “ato de guerra”.

A imprensa iraniana, por meio da agência Tasnim News, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que a manutenção do bloqueio naval pelos Estados Unidos é vista como continuidade das hostilidades e que o Irã não retirará as restrições ao Estreito de Ormuz enquanto essa medida permanecer em vigor.

O que mantém, na prática, o nível de tensão elevado. Trump ainda não estabeleceu um novo prazo e afirmou apenas que a trégua foi estendida para dar tempo de o Irã apresentar uma proposta de negociação.

Horas antes de estender o cessar-fogo, havia dito, em entrevista à CNBC: “Acho que vou bombardear, porque acho que essa é uma atitude melhor. Mas estamos prontos para agir. Quero dizer, os militares estão loucos para agir”. A declaração causou ainda mais surpresa quando o presidente recuou nas redes sociais e publicou:

“Com base no fato de que o governo do Irã está seriamente fragmentado e a pedido do marechal Asim Munir e do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, do Paquistão, fomos solicitados a suspender nosso ataque ao Irã até que seus líderes possam apresentar uma proposta unificada.”

A decisão veio após o cancelamento da viagem do vice-presidente JD Vance ao Paquistão, prevista para esta quarta-feira (22), que incluiria uma nova rodada de negociações de paz. Segundo a imprensa americana, Teerã não respondeu às propostas dos Estados Unidos.

Na prática, a extensão do cessar-fogo reduz o risco imediato de confronto, mas não resolve os pontos centrais do conflito. Muitos interpretam a medida mais como estratégia do que como uma trégua duradoura. Analistas e o próprio Irã veem o movimento com ceticismo, interpretando a decisão de Donald Trump como uma manobra tática: ganhar tempo diante do impasse diplomático, manter a pressão com medidas como o bloqueio naval e administrar o desgaste político interno.

A decisão de Trump ocorre em um contexto de fragilidade no cenário interno. O presidente registra, nas pesquisas, taxa de rejeição na casa dos 60% a 62%, índice que se mantém como tendência consistente desde meados de Março, quando o conflito com o Irã se intensificou e passou a impactar diretamente a economia.

Os norte-americanos já sentem os efeitos no bolso. A alta do preço da gasolina nos Estados Unidos desencadeou um efeito dominó na economia, elevando custos de transporte, alimentos e serviços. Com o petróleo em alta e o mercado global mais instável, consumidores enfrentam aumentos generalizados, o que amplia a insatisfação e reforça a percepção de desgaste político em meio à crise com o Irã.

Diante desse cenário, a extensão do cessar-fogo pode ser lida também como um movimento calculado: reduzir a pressão internacional enquanto o governo tenta amenizar o impacto político interno. Ainda assim, especialistas apontam que, sem resultados concretos nas negociações, dificilmente haverá mudança significativa na percepção da opinião pública. ANG/RFI

        Senegal/ BAD suspende desembolsos afetando diversos projectos

Bissau, 22 Abr 26 (ANG9 -  O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) suspendeu os desembolsos para o Senegal devido a atrasos nos pagamentos, afetando diversos projetos em setores estratégicos.


Essa decisão surge na sequência do não pagamento, por parte do Estado senegalês, de parcelas vencidas, de acordo com relatos da mídia local, que especificam que o congelamento do financiamento diz respeito a um conjunto de aproximadamente 35 a 39 projetos, representando um compromisso total estimado em cerca de 1,6 trilhão de francos CFA, particularmente nas áreas de energia, agricultura e infraestrutura.

Essa situação tem repercussões no terreno, com alguns agentes envolvidos nesses programas tendo ficado sem salário por vários meses, de acordo com as mesmas fontes.

Diversos licitantes vencedores também estão encontrando dificuldades na execução dos contratos públicos que lhes foram concedidos, alguns enfrentando maiores restrições financeiras.

Essa suspensão ocorre em meio a tensões orçamentárias, já que a classificação de risco soberano do Senegal foi recentemente rebaixada pela S&P Global Ratings, o que destaca os riscos crescentes relacionados ao refinanciamento da dívida e às restrições de liquidez. ANG/Faapa

Médio Oriente/Navios são alvo de disparos no Estreito de Ormuz, apesar de cessar-fogo entre EUA e Irã

Bissau, 22 Abr 26 (ANG) -Três navios porta-contentores foram alvo de disparos nesta quarta-feira (22) no Estreito de Ormuz, segundo fontes ligadas à segurança marítima e à agência britânica UKMTO.

Um navio porta-contentores de bandeira liberiana sofreu danos em sua ponte de comando após ser atingido por disparos de armas de fogo e granadas, a nordeste de Omã.

De acordo com a UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), a embarcação, fretada por uma empresa grega, se encontrava a 15 milhas náuticas (cerca de 28 km) a nordeste de Omã. O capitão contou que o navio foi atacado por uma lancha da Guarda Revolucionária iraniana, sem aviso prévio por rádio.

Em seguida, a embarcação foi alvo de disparos, que provocaram danos significativos à ponte de comando”, afirmou a agência. “Não houve incêndio nem impacto ambiental. A tripulação está em segurança”, acrescenta o comunicado. 

De acordo com a empresa de inteligência Vanguard Tech, o navio, de bandeira liberiana, “havia sido informado de que tinha permissão para atravessar o Estreito de Ormuz”. Três pessoas estavam a bordo da lancha envolvida no ataque. O capitão do navio declarou ainda que não houve qualquer contato por rádio antes do ataque e que a embarcação havia obtido permissão prévia para atravessar o estreito.

A agência britânica também informou que um segundo navio porta-contêineres, de bandeira panamenha, foi alvo de disparos a oito milhas náuticas (cerca de 14 km) da costa do Irã. A tripulação está em segurança e não houve danos.

Um terceiro navio porta-contêineres, também de bandeira liberiana, foi igualmente alvo de disparos e acabou imobilizado no mar a oito milhas náuticas do Irã, que impõe restrições ao tráfego marítimo no estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial.

 

A pedido de mediadores paquistaneses, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de terça-feira (21) a prorrogação, por prazo indeterminado, da trégua com o Irã e afirmou que pretende continuar negociando com o país.

Segundo ele, os Estados Unidos não vão atacar o Irã até que uma proposta seja apresentada pelo regime. “O Irã está em colapso financeiro” por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, escreveu Trump em sua rede Truth Social poucas horas após decidir prolongar a trégua.

A prorrogação ainda não foi confirmada pelo Irã ou por Israel. Um assessor de Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, disse que o anúncio de Trump “não vale nada”. Ele denunciou uma “tática” dos EUA para ganhar tempo e preparar um ataque e defendeu uma resposta militar ao bloqueio marítimo.

Na terça-feira, o ministro da Agricultura do Irã afirmou que o bloqueio americano aos portos iranianos, iniciado em 13 de abril, não teve impacto na capacidade do país de fornecer bens de primeira necessidade e alimentos à população.

“Apesar do bloqueio naval dos Estados Unidos, não temos nenhum problema para abastecer a população com bens essenciais e alimentos, pois, em razão do tamanho do país, é possível importar por diferentes fronteiras”, declarou na terça-feira o ministro da Agricultura, Gholamreza Nouri.

“Cerca de 85% dos produtos agrícolas e dos bens de primeira necessidade são produzidos localmente, portanto a segurança alimentar do país está garantida”, acrescentou, segundo a agência oficial Irna.

O Reino Unido sediará nesta quarta-feira e quinta-feira (23) uma reunião com militares de cerca de 30 países para discutir a criação de uma missão liderada por britânicos e franceses para proteger a navegação no Estreito de Ormuz.

Segundo o Ministério da Defesa britânico, o encontro permitirá “avançar no planejamento detalhado” da reabertura do Estreito assim que as condições permitirem, após os “avanços” nas negociações realizadas em Paris na semana passada.

“O objetivo é transformar o consenso diplomático em um plano comum para garantir a liberdade de navegação no estreito e apoiar um cessar-fogo duradouro”, afirmou o ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, em comunicado. Ele disse acreditar que “progressos concretos possam ser alcançados”.

As discussões ocorrem após a reunião realizada na sexta-feira em Paris, que reuniu mais de 40 países sob a liderança do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e do presidente francês, Emmanuel Macron. Starmer afirmou que França e Reino Unido liderarão uma missão multinacional para garantir a liberdade de navegação no Estreito “assim que as condições permitirem”.

Os dois países insistiram que a força-tarefa terá caráter defensivo e só será mobilizada após o estabelecimento de uma paz duradoura na região. Os Estados Unidos e o Irã não participaram das negociações.

Antes da reunião de Paris, Downing Street havia anunciado a realização de uma cúpula de planejamento militar nesta semana, sem fornecer mais detalhes. ANG/RFI/Com agências

China/ Governo aplica tarifas zero aos países africanos com os quais tem relações diplomáticas

 

Bissau,22 Abr 26(ANG) – A China vai aplicar, a partir de 01 de Maio, tarifas zero aos países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, para ampliar o acesso dos produtos africanos ao mercado chinês, anunciou Pequim.

 

A medida consta de um comunicado oficial divulgado hoje no final da visita do Presidente moçambicano, Daniel Chapo, a Pequim, durante a qual o Presidente da China, Xi Jinping, defendeu o reforço da cooperação com Moçambique e o aprofundamento da coordenação entre os países em desenvolvimento, durante um encontro com o homólogo moçambicano.

 

Citado no comunicado oficial enviado à agência Lusa, Xi afirmou que o aprofundamento da cooperação entre Pequim e Maputo responde às expectativas dos dois povos e acompanha a tendência de maior coordenação entre os países do Sul Global face a desafios comuns.

 

“O reforço da solidariedade e da cooperação é essencial num contexto internacional em mudança”, afirmou Xi, citado na nota.

O Presidente chinês defendeu o reforço do apoio mútuo em questões de interesse central e a intensificação dos contactos entre governos, partidos e instituições, bem como a troca de experiências de governação.

 

Xi destacou ainda a “forte complementaridade económica” entre os dois países e apontou para novas oportunidades de cooperação em áreas como infraestruturas, energia, mineração, agricultura, economia digital e inteligência artificial.

 

Pequim está disponível para alinhar estratégias de desenvolvimento com Moçambique, explorar novos modelos de cooperação e promover um crescimento “de alta qualidade e sustentável”, acrescentou.

 

Num contexto internacional descrito como “turbulento”, o líder chinês apelou ao reforço da coordenação em organismos multilaterais, incluindo as Nações Unidas, defendendo um mundo “multipolar”, uma globalização económica “inclusiva” e a salvaguarda da “equidade e justiça internacionais”.

 

Xi sublinhou também que China e África, juntamente com outros países do Sul Global, constituem “uma força de justiça” no atual cenário internacional.

 

Sobre a situação no Médio Oriente, o Presidente chinês manifestou preocupação com o impacto do conflito na região africana e apelou ao cessar das hostilidades e à resolução de divergências através do diálogo.

 

O líder chinês defendeu ainda o respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e apelou à prática de um “verdadeiro multilateralismo”.

 

No plano económico, anunciou que a China vai aplicar, a partir de 1 de maio, tarifas zero a todos os países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, como forma de ampliar o acesso dos produtos africanos ao mercado chinês.

 

Durante o encontro, os dois chefes de Estado acordaram elevar as relações bilaterais a uma “comunidade de futuro partilhado na nova era”.

 

Daniel Chapo destacou o papel da China como “verdadeiro amigo” de Moçambique e reiterou o apoio ao princípio de “uma só China”, manifestando disponibilidade para reforçar a cooperação bilateral.

 

Após as conversações, os dois líderes assistiram à assinatura de mais de 20 acordos de cooperação em áreas como comércio, segurança, saúde e intercâmbio cultural.  ANG/Inforpress/Lusa

 

Etiópia/ EU mobiliza 1,2 mil milhões de euros para acelerar a integração africana

Bissau, 22 Abr 26 (ANG) -  A União Europeia (UE) e o Secretariado da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA) concluíram um acordo pelo qual a UE se compromete a investir 1,2 mil milhões de euros para acelerar a integração africana.


Este memorando de entendimento, assinado à margem do Fórum Empresarial UE-Etiópia, realizado de 20 a 22 de Abril em Adis Abeba, deverá apoiar a implementação da AfCFTA, uma das iniciativas emblemáticas da União Africana no âmbito da Agenda 2063.

Este esforço coordenado entre a Comissão Europeia e oito dos seus Estados-Membros
visa acelerar a implementação do Espaço de Comércio Livre Continental e deverá também aumentar as oportunidades de investimento para as empresas europeias em África, bem como apoiar a criação de valor acrescentado em todos os setores. ANG/Faapa

    


Política
/Conselho de Ministros decide adiar aprovação da proposta da Lei relativa ao Estatuto dos Magistrados Judiciais

Bissau, 22 Abr 26 (ANG) - O Conselho de Ministros decidiu   protelar a aprovação da proposta de Lei relativa ao Estatuto dos Magistrados Judiciais e do Conselho Superior de Magistratura Judicial, bem como a proposta da Lei Orgânica do Tribunal de Contas.

A informação consta no comunicado do Conselho de Ministro divulgado após a sessão ordinária de terça-feira, que decorreu sob a presidência do  Presidente da República de Transição, Horta Inta-a.

Conforme o referido comunicado, no capítulo de informações gerais o Primeiro-ministro e ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té falou sobre a sua participação nas reuniões de primavera do Grupo Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) que decorreu de 13 à 17 de Abril em curso, em Washington (Estados Unidos de América).

Ilídio Vieira Té contou que reafirmou durante essas reuniões o compromisso do país com a consolidação orçamental, mobilização de receitas e esforço da transparência fiscal.

Disse que houve um  reconhecimento unânime dos parceiros internacionais ao “desempenho satisfatório” do Governo da Guiné-Bissau, no cumprimento das metas do  programa com o FMI.

Vieira Té disse que dessas reuniões  a Guiné-Bissau recebeu garantias de retoma em Maio  dos projetos financiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) 

Por seu turno, ainda no capítulo das informações gerais, o ministro de Comércio e Indústria, Jaimentino Có falou da evolução da campanha de comercialização  da castanha de caju do presente ano, tendo apresentado um quadro ilustrativo de comercialização nas oito regiões do país, com destaque para o preço de compra ao produtor que tem estado a variar  entre 400 e 410 Francos CFA, por cada quilograma de castanha.

Sobre os produtos de primeira necessidade para o mercado nacional, Jaimentino Có assegurou  que o país dispõe atualmente de um estoque suficiente de arroz mas disse mesmo assim estão a ser criadas  condições para se aumentar arroz no país em Maio próximo. ANG/AALS/ÂC//SG

terça-feira, 21 de abril de 2026

    Administração Pública/ Lançada Rede de Gestores dos Recursos Humanos

Bissau, 21 Abr 26 (ANG) – O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social lançou, oficialmente,  segunda-feira, uma Rede de Gestores dos Recursos Humanos.

De acordo com uma nota do Gabinete de Comunicação do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, no ato de  lançamento, a ministra da Administração Pública, Assucénia Donate de Barros avançou que a visão do Executivo até 2028 é consolidar a Rede numa referência nacional e sub-regional.

Disse que a Rede é reconhecida institucionalmente como comunidade de prática de excelência e como principal promotora da reforma da Administração Pública, através da profissionalização da gestão,  liderança da transformação digital e da promoção ativa da ética, do mérito e da motivação no serviço público.

Assucénia de Barros disse  que o caminho será duro, os gestores de recursos humanos encontrarão resistências, mas que devem lembrar-se que não há reforma do Estado sem cuidar das pessoas do Estado e que não há Estado forte sem uma Administração Pública presente, competente, íntegra e motivada.

Disse que os responsáveis de serviços de recursos humanos são os primeiros soldados da reforma e modernização da Administração Pública.

“A Rede dos Gestores de Recursos Humanos oficializada tem de ser a espinha dorsal da transformação do Estado guineense e essa transformação assenta em três compromissos: Profissionalização e unidade de ação, Motor da modernização e Guardiã da ética pública e agentes ativos da motivação no serviço público” referiu a ministra.

Por sua vez, o Coordenador do Projeto de Reforço do Sector Público II, Malam Banjai reafirmou a sua determinação e engajamento no projeto para que os objetivos da rede sejam alcançados, mas que ,para tal, conta com a colaboração de Executivo.

Para  o Director-geral da Reforma Administrativa, Augusto da Silva, o Ministério da Administração Pública é o pulmão da Administração Pública guineense e o seu compromisso é dar exemplo aos outros ministérios enquanto gestores dos recursos humanos centrais e locais.

A Rede de Recursos Humanos da Administração Pública integra todos os responsáveis de Recursos Humanos dos ministérios e secretarias de Estado sob coordenação do Ministério da Administração Pública.


A Rede é criada no âmbito do fortalecimento da gestão do pessoal na Administração Pública, e é uma estrutura destinada a promover a boa governação dos recursos humanos, a incentivar o intercâmbio de experiências e reforçar as capacidades técnicas dos seus membros.
ANG/JD/ÂC//SG

Cultura/Primeiro-ministro baptiza Rua de Entrada de Cabana em Mindara com o nome do músico “Patcheco de Gumbé”

Bissau, 21 Abr 26 (ANG) – O Primeiro-ministro de Transição baptizou segunda-feira a  rua anteriormente conhecida por entrada de Cabana, no Bairro de Mindara, com o nome do falecido músico, José Carlos Gomes da Silva, vulgo “Patcheco di Gumbé”.

Trata-se de uma  iniciativa do Governo da Guiné-Bissau , levada a cabo em em reconhecimento do legado do malogrado músico guineense, Patcheco de Gumbé..

 “É com grande orgulho que o Governo e a Câmara Municipal de Bissau (CMB), rendem  homenagem ao malogrado cantor guineense Patcheco di Gumbé, dando assim à rua anteriormente conhecida por entrada de Cabana o seu nome, como forma de reconhecer e lembrar do legado deixado pelo músico, durante a vida”, disse Ilídio Vieira Té ao presidir a cerimónia de inauguração dessa rua.

.Segundo o governante, iniciativas idênticas serão levas a cabo em relação a outros músicos nacionais, que também contribuíram muito para o desenvolvimento da cultura guineense.

“Porque os músicos nacionais devem ser reconhecidos e dados os seus devidos valores, ainda vivos”, defendeu Vieira Té.

Patcheco de Gumbé foi homenageado no passado dia 17 com um concerto musical realizado no Centro Cultural Franco,Bissau-Guineense, em Bissau.

O evento ficou  marcado pela narração da vida e obra do músico, pelo filho mais novo  Baltazar e por alguns músicos da  geração do Patcheco e Gumbé.

“O desfecho da cerimónia aconteceu no bairro natal do cantor, onde foi atribuído a rua que liga entrada de Cabana à Feira de Carvão, o nome de Patcheco di Gumbé, o cantor que marcou a nossa infância e deu muita alegria ao seu povo”, disse Ilídio Vieira Té.

José Carlos Gomes da Silva, vulgo Patcheco di Gumbé, nasceu à 20 de Janeiro de 1970, no bairro de Mindará, em Bissau. Iniciou a sua carreira musical em 1980, sob influência de outro  músico, também falecido José Augusto  Queita, de Nkassa Cobra. É o autor do hitt “Catchur tá Missa só que um Pé” dos anos 90, lançou vários álbuns e single no mercado, antes  da  sua morte em Janeiro de 2010.ANG/LLA/ÂC//SG

Regiões/Inspeção Regional de Saúde de Gabu incinera dois mil quilogramas de medicamentos fora do prazo

Gabu, 21 Abr 26 (ANG) - A Inspeção Regional de Saúde de Gabu, leste do país,  incinerou no passado fim-de-semana dois mil quilogramas de medicamentos fora do prazo, no âmbito do trabalho de fiscalização e promoção de melhor qualidade de saúde pública na Guiné-Bissau.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na Região de Gabu,  os  produtos incinerados foram  apreendidos recentemente pela Inspeção Regional de Saúde daquela zona Leste do país.

Na ocasião, o Delegado Regional de Saúde de Gabu, Ronízio Gomes reconheceu o esforço da Inspeção Regional, tendo considerado a apreensão dos medicamentos fora do prazo de um sinal de empenho na defesa pública.

Por sua vez, o Delegado Provincial de Saúde Ussumane Barbosa Embaló manifestou a sua satisfação pela colaboração  dos proprietários das farmácias  na recolha de medicamentos fora de prazo de validade.

O Chefe da operação de apreensão dos medicamentos, Danar Bari disse que, quase todas as farmácias e clinicas instaladas na cidade de Gabu não reúnem as condições exigidas para funcionamento , e que por isso, terão que fechar as suas portas nos próximos dias até que resolvessem  as suas situações em termos de organizações e normais de funcionamento estabelecidas para as farmácias. ANG/SS/AALS/ÂC//SG

 Guines-Liga/ Portos de Bissau e FC Canchungo empatam sem golos e FC Cupelum segue líder isolado


Bissau, 21 Abr 26(ANG) - A 14.ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão (Guines-Liga) encerrou no passado fim de semana com um grande duelo entre os Portos de Bissau e o FC Canchungo.

As duas equipas empataram a zero, num jogo intenso, marcado por forte rivalidade, muitas disputas físicas e várias ocasiões de golo desperdiçadas por ambas as formações.

A partida foi disputada no Estádio Lino Correia, em Bissau, na presença de diversas personalidades ligadas ao futebol nacional. Apesar da elevada expectativa, o jogo ficou caracterizado por duelos físicos, algumas expulsões e lesões, sem que nenhuma das equipas conseguisse desbloquear o marcador.

Num confronto entre Estivadores e Lobos de Canchungo — ambos na perseguição ao líder Cupelum FC — a primeira parte terminou sem grandes oportunidades claras de golo, num equilíbrio tático evidente entre os dois vice-líderes da prova.

Na segunda parte, os treinadores, Ata e Casaco, promoveram alterações táticas que trouxeram mais emoção ao jogo. Logo aos 47 minutos, os Portos de Bissau estiveram muito perto de inaugurar o marcador, através de Camnate, mas a bola não entrou graças a uma enorme defesa do guarda-redes do Canchungo, Eugénio.

Com elevada intensidade no meio-campo do relvado sintético, o encontro tornou-se ainda mais físico. Aos 60 minutos, o jogador do Canchungo, Hamed Camará, foi expulso por acumulação de cartões amarelos.

Mesmo a jogar com menos um jogador, os Lobos de Canchungo não baixaram os braços e mantiveram-se determinados na procura do golo.

Nos minutos finais da partida,  83 e 87, o FC Canchungo desperdiçou duas oportunidades flagrantes para garantir os três pontos e aproximar-se do líder Cupelum FC. Jean-Pier e Bacar Demba falharam em momentos decisivos.

Com essas ocasiões desperdiçadas, o encontro terminou com um empate a zero. A partida ficou ainda marcada pela lesão de Mohamed Sané.

Com este resultado, Portos de Bissau e FC Canchungo não conseguiram tirar proveito do empate do Cupelum FC (1-1) na deslocação à Mansôa, perdendo a oportunidade de somar três pontos e encurtar a distância para a liderança da tabela classificativa.

Os Portos de Bissau, apontados como um dos principais candidatos ao título, atravessam agora uma série negativa, somando quatro jogos consecutivos sem vencer na Guines-Liga. Após a vitória frente ao FC Cuntum, os Estivadores perderam diante do FC Pelundo e do Háfia de Bafatá, e empataram com o Flamengo de Pefine e o FC Canchungo. A formação de Bissau ocupa o segundo lugar, com 26 pontos.

Já o FC Canchungo também vive um momento menos positivo, uma vez que não vence há três partidas. O clube nortenho soma igualmente 26 pontos e partilha a vice-liderança da tabela com os Portos de Bissau.

Quem saiu beneficiado com este empate foi o Cupelum FC, que continua isolado na liderança da Guines-Liga, com 29 pontos. Apesar disso, o líder já não vence há duas jornadas e viu o Sport Bissau e Benfica aproximar-se.

O clube encarnado, bicampeão nacional, ocupa o quarto lugar com 23 pontos, estando agora a seis pontos da liderança. Na próxima jornada, que encerra a primeira volta da competição, o Cupelum FC recebe a visita do Benfica.

Na outra partida que encerrou a 14.ª jornada da Guines-Liga, o Clube Desportivo e Recreativo de Gabú empatou 1-1 com o Arados de Nhacra, em jogo realizado no Campo Corca Sow, na cidade de Mansoa.

Devido à suspensão do seu recinto pelo Conselho de Disciplina da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, o Arados de Nhacra teve de atuar fora da sua região. O empate acabou por não satisfazer totalmente nenhuma das equipas, que perseguem objetivos distintos na competição.

Os Arados de Nhacra encontram-se numa zona crítica da tabela classificativa e luta pela permanência na primeira divisão, enquanto o CDR Gabu, que investiu fortemente no reforço do plantel, procura conquistar o seu primeiro título nacional.

Com este resultado, o CDR Gabu passa a somar 21 pontos, enquanto o Arados de Nhacra alcança 13 pontos.

Resultados completos da 14.ª jornada da Guines-Liga:

Sporting CGB-1/ FC Pelundo-1 

SB Benfica-9 /São Domingos-0

Massaf de Cacine-0/ FC Cuntum-0

CFB Mansoa -1/ Cupelum FC -1

FC Cumura-1/ Háfia de Bafatá-1 

UDIB-2/ F.Pefine-0 

Portos de Bissau-0/ CF Canchungo-0

Arados de Nhacra-1/ CDR Gabu- 1

Classificação:

1 – Cupelum FC - 29 pts;

2 – Portos de Bissau - 26 pts;

3 – FC Canchungo - 26 pts;

4 – SB Benfica -  23 pts; 

5 – CDR Gabu - 21 pts; 

6 – Massaf de Cacine -  21 pts;

7 – Háfia de Bafatá  - 21 pts; 

8 – Sporting CGB  - 20 pts

9 – CFB Mansoa  - 20 pts; 

10 – FC Cumura -  19 pts; 

11 – UDIB  - 18 pts; 

12 – FC Pelundo -  16 pts; 

13 – FC Cuntum  -  15 pts;

14 – Arados de Nhacra  -  13 pts;

15 – Tigres de São Domingos  -  10 pts;

16 – Flamengo de Pefine  - 9 pts. ANG/O Democrata

ONU/Começa sabatina dos quatro candidatos à sucessão de António Guterres

Bissau, 21 Abr 26 (ANG) - O segundo mandato de António Guterres como secretário-geral da ONU termina no fim deste ano, mas a corrida por sua sucessão já começou.

As audiências públicas com os quatro candidatos têm início nesta terça-feira (21), em Nova York, e acontecerão ao longo de dois dias.

Esta é a segunda vez que a ONU organiza uma sabatina dos candidatos ao cargo de secretário-geral. As audiências públicas foram implementadas em 2016 com o objetivo de dar mais transparência ao processo.

Cada candidato terá três horas para responder às perguntas de representantes dos 193 Estados-membros das Nações Unidas e da sociedade civil. Até o momento, quatro concorrentes já se declararam: a chilena Michelle Bachelet, o argentino Rafael Grossi, a costarriquenha Rebecca Grynspan e o senegalês Macky Sall.

Eles têm em comum a ambição de reformar a estrutura da ONU, que atravessa um período de crise do multilateralismo, com a confiança abalada e à beira de dificuldades financeiras.

Muitos Estados defendem que, pela primeira vez, uma mulher assuma o comando da ONU, e a América Latina reivindica o cargo com base na tradição de rotação geográfica, que nem sempre é respeitada.

No entanto, são os integrantes do Conselho de Segurança, mais precisamente os cinco membros permanentes com poder de veto (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França), que realmente detêm o futuro dos candidatos em suas mãos.

O próximo secretário-geral deverá estar alinhado com “os valores e os interesses americanos”, advertiu o embaixador dos Estados Unidos, Mike Waltz.

Michele Bachelet é uma das candidatas favoritas.. A ex-presidente socialista do Chile tem ampla experiência no sistema das Nações Unidas. Ela foi a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres entre 2010 e 2013 e, posteriormente, atuou como alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, de 2018 a 2022.

No entanto, essa experiência pode ser tanto uma vantagem quanto um obstáculo. A atuação de Bachelet à frente do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos foi alvo de críticas.

A China reagiu duramente à publicação de um relatório contundente sobre a situação da minoria uigur e poderia vetar sua nomeação.

A candidatura de Bachelet conta com o apoio do México e do Brasil, mas seu próprio país, o Chile, retirou o apoio após a posse do novo presidente de extrema direita, José Antonio Kast.

Em seguida, aparece o argentino Rafael Grossi, atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), um dos principais especialistas do dossiê sobre o programa nuclear iraniano. Ele também se destacou durante a guerra na Ucrânia ao lidar com questões de segurança relacionadas à usina nuclear de Zaporizhzhia.

Aos 65 anos, o diretor-geral da AIEA afirma ter a ambição de reformar a ONU. “As Nações Unidas perderam sua razão de existir”, lamenta. Para ele, a instituição tornou-se “invisível” em muitos conflitos.

A segunda mulher na disputa, Rebecca Grynspan, afirma conhecer bem as crises, inclusive as financeiras. A economista de 70 anos, ex-ministra da Fazenda e ex-vice-presidente da Costa Rica, dirige desde 2021 a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.

Ao citar sua história pessoal, como filha de pais judeus sobreviventes do Holocausto que emigraram para a América Central, ela destaca seu apego à Carta da ONU, fundada após a Segunda Guerra Mundial. Segundo Grynspan, o documento é “um alerta permanente contra os perigos da desumanização, da desconfiança e da fragmentação”.

Por fim, Macky Sall, de 64 anos, será o último a ser sabatinado. O ex-presidente do Senegal é o único candidato que não vem do sistema das Nações Unidas. Em termos de experiência, ele ocupou, durante seu mandato, a presidência rotativa da União Africana.

Sall afirma manter contatos com líderes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. No entanto, não é unanimidade dentro do continente africano. O ex-presidente senegalês não conta com o apoio da União Africana nem de seu próprio país.

O vencedor irá assumir o comando da ONU em 1º de Janeiro de 2027,no lugar do português António Guterres.ANG/RFI

 

                   Japão/Governo decide liberar exportações de armas

Bissau, 21 Abr 26 (ANG) - O Japão eliminou nesta terça-feira (21) as últimas barreiras que existiam há décadas e impediam a exportação de armas pelo país.

 A mudança histórica divide a opinião pública ao romper com a tradição pacifista do país, inscrita na Constituição japonesa desde a Segunda Guerra Mundial.

 A decisão provocou reação imediata da China, que se disse “preocupada” e declarou que resistirá à “militarização imprudente” de Tóquio.

O Japão decidiu acabar com 60 anos de restrições à venda de armamentos e permitir a entrada plena do país no mercado internacional da indústria de defesa. 

A mudança foi aprovada pelo governo e pelo Conselho de Segurança Nacional, segundo a agência de notícias Kyodo. “A revisão é parcial e autoriza, em princípio, a transferência de equipamentos de defesa”, declarou o porta‑voz do governo japonês, Minoru Kihara.

A primeira‑ministra ultranacionalista Sanae Takaichi,no cargo desde Outubro, fez dessa reforma uma bandeira. Segundo ela, a medida permitirá ao Japão reforçar sua defesa nacional, ao mesmo tempo em que impulsionará a indústria de armamentos para transformá‑la em um motor económico.

Essas novas regras se inserem na flexibilização progressiva da proibição geral de exportações instituída em 1976. No passado, o Japão exportava munições e equipamentos militares, especialmente durante a Guerra da Coreia, na década de 1950. Em 1967, adotou a proibição parcial, seguida de uma proibição total das exportações uma década depois.

Nas últimas décadas, Tóquio aprovou algumas exceções, antes de abrir o caminho em 2014 para exportações de cinco categorias de produtos militares não letais, ligados aos setores de resgate, transporte, alerta, vigilância e desminagem.

Segundo seus defensores, a revisão fortalecerá os laços defensivos, diplomáticos e económicos do Japão com países aliados, em um contexto de crescente instabilidade regional diante do fortalecimento militar da China e das ameaças da Coreia do Norte.

“Nenhum país pode preservar sua paz e sua segurança apenas com suas próprias forças. No setor de equipamentos de defesa, é preciso contar com nações parceiras”, afirmou Takaichi nesta terça‑feira na rede X.

A China reagiu imediatamente ao anúncio. Pequim disse estar “muito preocupada”, garantindo que resistirá “firmemente” a uma “militarização imprudente” do Japão.

Heigo Sato, especialista em questões de defesa da Universidade Takushoku, afirmou à AFP que o Japão precisa estabelecer “um sistema que assegure a fluidez das trocas de armas e munições” entre aliados. O especialista indica que isso aumenta as chances do país receber ajuda em caso de conflito.

Quando a Ucrânia fez um apelo às nações amigas em busca de armas para enfrentar a Rússia, o Japão se absteve de enviar armamentos, fornecendo apenas coletes à prova de balas e veículos.

O ativista pacifista Koji Sugihara lamenta “uma virada histórica”. Ele considera que a reputação pacifista do Japão havia, no passado, favorecido suas relações diplomáticas e comerciais. “As pessoas não querem que produtos fabricados no Japão sejam usados para matar pessoas em países estrangeiros”, declarou ele à AFP.

Segundo uma pesquisa realizada em março pela emissora NHK, 53% dos japoneses se opõem à flexibilização das exportações de armas, enquanto apenas 32% a aprovam.

“Nascido em Hiroshima, cresci impregnado da importância da paz (…) Espero que o Japão ,único país atingido por uma bomba nuclear continue mantendo a renúncia às armas e a oposição à guerra”, afirmou nesta terça‑feira Junichi Kikuta, trabalhador autônomo de 56 anos, entrevistado em Tóquio.

Os críticos acusam Sanae Takaichi de minar o pacifismo da nação.

A Constituição japonesa, adotada no pós-guerra limita a capacidade militar do arquipélago a medidas defensivas.

“Nosso apego ao caminho e aos princípios fundamentais que seguimos há mais de 80 anos como nação pacifista permanece absolutamente inalterado”, tentou tranquilizar a primeira-ministra nesta terça‑feira. Takaichi promete “análises rigorosas caso a caso” para as exportações.

Cinco grupos japoneses – Mitsubishi Heavy Industries, Kawasaki Heavy Industries, Fujitsu, Mitsubishi Electric e NEC – já figuram entre as 100 maiores empresas globais de armamento e defesa em termos de faturamento, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri).

Os fluxos globais de armas aumentaram quase 10% nos últimos cinco anos, com a Europa tendo mais que triplicado suas importações, devido à compra de armas para a Ucrânia e em reação à ameaça russa, segundo um relatório recente do Supri. ANG/RFI/AFP