segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Ambiente/Tiniguena Lança  33º Calendário intitulado  "Bijagós  Sítio do Património Mundial Natural"

Bissau, 02 Fev 26 (ANG) - A ONG Tiniguena em parceria com Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) e com Parceiro  Regional para a Conservação da Zona Marinha na África Ocidental lançou, no  fim-de-semana, a 33ª edição do calendário temático "Bijagós – Sítio do  Património Mundial Natural" em  reconhecimento dos ecossistemas dos Bijagós pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e  Cultura (UNESCO).

De acordo com a página de Facebook da Tiniguena, o ato de lançamento do referido calendário decorreu em Bissau e que juntou várias individualidades e instituições parceiras com destaque as representações diplomáticas da União Europeia e da Cooperação Portuguesa.

O lançamento de 33º edição do calendário temático "Bijagós – Sítio do Património Mundial Natural" tem com finalidade celebrar a conquista do estatuto de Património Natural Mundial e lembrar os desafios e responsabilidades dos atores na preservação e valorização dos ecossistemas dos Bijagós.

Na ocasião, a Diretora Geral do IBAP, Aissa Regalla de Barros disse que o calendário demostra o papel das mulheres bijagós na preservação do mar e da natureza que muitas vezes é omisso nas histórias e reuniões.

Aquela responsável lembrou que o processo do reconhecimento dos Bijagós como património Mundial Natural foi marcado por persistências, visões e um compromisso contínuo que é demonstrado nesta edição do calendário da Tiniguena.

 “Estamos aqui não apenas para celebrar um calendário, mas uma história uma identidade e um património que pertence agora não só a Guiné-Bissau, mas a Humanidade. Este lançamento reveste-se de um simbolismo muito particular por acontecer no dia da Mulher Guineense, uma data que dialoga profundamente com a denominação da candidatura Omati Ominho que significa a Mãe da Água, por isso é um dia extremamente importante para o calendário e para as mulheres bijagós” realçou Aissa Regalla.

O Diretor da Tiniguena, Miguel de Barros disse que, apesar da classificação dos arquipélagos dos bijagós como património mundial, ainda existem desafios principalmente no domínio da conservação e governação do território, na melhoria das condições de vida das populações, a capacidade económica e de repartição justa dos recursos desses sítios classificados para que beneficiem as populações.

O representante da Parceria Regional para a Conservação Marinha (PRCM), Bucar Indjai manifestou a disponibilidade da sua organização de apoiar as iniciativas no domínio da conservação das zonas costeiras e melhoria de vida das populações nessas zonas dos recursos naturais dos Bijagós.

O Arquipélago dos Bijagós foi classificado pela UNESCO, como Património Mundial Natural em julho de 2025.

O Arquipélagos dos Bijagós tem três áreas marinhas protegidas, nomeadamente a Área Marinha Protegida Comunitária das Ilhas de Urok, Parque Nacional de Orango e o Parque Nacional Marinho João Vieira nas ilhas Urok.

ANG/AALS/ÂC//SG

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