Venezuela/Número de mortos aumenta e buscas por sobreviventes
continuam após terramotos
Bissau, 26 Jun 26 (ANG) - O número de vítimas no duplo terramoto que atingiu a Venezuela na quarta-feira (24) subiu para pelo menos 188 mortos e mais de 1.500 feridos, anunciou nesta quinta-feira (25) o presidente do Parlamento do país.
Estes números devem aumentar nas
próximas horas. Equipes de resgate continuam as buscas continuam para retirar
as pessoas presas nos escombros.
“Atualmente,
infelizmente, temos de informar que 188 venezuelanos morreram, 1.520 ficaram
feridos e 157 estão desaparecidos”, declarou Jorge Rodríguez durante um
pronunciamento na televisão, revisando para cima o balanço inicial de 164
mortos e 1.000 feridos divulgado na manhã de quinta-feira por sua irmã, Delcy
Rodríguez, presidente interina.
Nesta quinta, muitos
venezuelanos tentavam resgatar familiares presos sob os escombros de edifícios
que desabaram. Muitos prédios ficaram em ruínas ou inclinados na região
do epicentro do terramoto, onde famílias angustiadas buscam localizar
desaparecidos soterrados.
A área mais afetada é
a região de La Guaira, ao norte da capital, Caracas, onde se localizam o
Aeroporto Internacional de Maiquetía — fechado devido a graves danos — e a
cidade costeira de Catia La Mar, onde vários edifícios desabaram e saques foram
registados. Homens e mulheres foram vistos saindo de um mercado parcialmente
incendiado carregando sacolas de alimentos nos braços, segundo a AFP.
Os esforços de ajuda
internacional estão sendo mobilizados e exigirão um “enorme esforço coletivo”,
alertou nesta quinta-feira o chefe de Assuntos Humanitários da ONU, Tom
Fletcher.
Os Estados Unidos prometeram uma resposta “significativa”, “rápida e
eficaz”, segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, e enviarão
“imediatamente” ajuda e equipes de resgate. China, Índia e até mesmo o Irã —
tradicional aliado de Caracas —, além de diversos países da União Europeia e da
América Latina, incluindo o Brasil, também ofereceram assistência, enviando
equipes de busca e suprimentos médicos. Delcy Rodríguez, declarou estado de
emergência.
Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o terramoto de magnitude 7,5 foi o mais forte a atingir a Venezuela desde 1900.
Posteriormente, foram
registadas cerca de vinte réplicas, segundo o USGS.
Em Caracas, onde
vários edifícios desabaram, as ruas estão cobertas de vidro quebrado, e muitas
pessoas passaram a noite ao relento ou dentro de seus carros.
Também foram
relatadas interrupções no fornecimento de energia. O ministro do Interior,
Diosdado Cabello, afirmou ter ordenado o
corte do abastecimento de gás para “prevenir acidentes”. Na manhã de
quinta-feira, quase nenhum comércio estava aberto, e o trânsito era intenso,
com muitos moradores procurando refúgio longe de edifícios instáveis.
“Mesmo antes desses
terramotos, quase 8 milhões de pessoas na Venezuela precisavam de assistência
humanitária”, observou Fletcher.
“Este desastre ameaça
agravar as vulnerabilidades já existentes”, alertou o chefe de Assuntos
Humanitários da ONU. “O apoio internacional contínuo às organizações humanitárias
que atuam no local é essencial e urgente”, enfatizou.
Embora o Aeroporto
Internacional de Maiquetía, que atende a capital venezuelana, tenha sido
fechado devido a “graves danos à infraestrutura”, segundo Rodríguez, Caracas
poderá utilizar o aeroporto militar de La Carlota, localizado na região
metropolitana, para receber ajuda internacional.
ANG/RFIAFP

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