Suíça/Confirmada adiamento de conversações de paz entre EUA, Irão e mediadores
Bissau,
19 Jun 26 (ANG) - O governo suíço confirmou hoje o adiamento da reunião entre
os Estados Unidos, o Irão e os mediadores, Qatar e Paquistão, para negociações
de paz na cidade alpina de Bürgenstock.
O
ministério dos Negócios Estrangeiros suíço indicou que, apesar do contratempo,
“os trabalhos preparatórios em Bürgenstock continuam” e o país segue totalmente
preparado para acolher e facilitar as negociações.
Antes,
a Casa Branca anunciou que, devido a problemas logísticos, a delegação
norte-americana, liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, já não partiria para
a Suíça para se reunir com os negociadores iranianos.
Numa
declaração anterior, Vance tinha indicado que existia a possibilidade de viajar
este fim de semana para a Suíça para participar no início das conversações
técnicas com o Irão, no âmbito de um processo ainda em fase de organização.
As
autoridades suiças garantiram um plano robusto para assegurar a segurança dos
negociadores e mediadores em Bürgenstock, uma estância de montanha isolada,
situado acima do lago Lucerna.
Além
da exclusividade, a localização oferece uma vantagem de segurança única: o
acesso pode ser completamente bloqueado, fechando a única estrada existente e
suspendendo o serviço do teleférico histórico que liga à margem do Lucerna.
A polícia local já tinha tomado ambas as medidas: estabelecido um posto de controlo para filtrar a entrada e impedir o acesso de qualquer pessoa que não estivesse hospedada em Bürgenstock, além de destacar pessoal de segurança adicional.
Este
mesmo complexo turístico sediou a cimeira da paz para a Ucrânia de 2024, que
contou com a presença de diversos chefes de governo e delegações de 92 países,
nas discussões sobre a sua reconstrução, após o eventual fim da guerra com a
Rússia.
No
memorando de entendimento já assinado no domingo pelos Estados Unidos e Irão, é
estabelecido, a partir de quinta-feira, um prazo de 60 dias para a negociação
de um acordo de paz definitivo, que deverá ser ratificado através de uma
resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.
ANG/Inforpress/Lusa

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