Teerão/Governo iraniano anuncia que a guerra com os EUA e Israel terminou oficialmente
Biss au, 16 Jun 26(ANG) – O Irão
anunciou hoje que a guerra com os Estados Unidos e Israel terminou na
segunda-feira, após o acordo com Washington, reiterando que qualquer ataque
israelita e a presença das suas tropas em território libanês constituem uma
violação do pacto.
“A guerra terminou oficialmente
ontem de manhã [referindo-se a segunda-feira] em todas as frentes”, disse o
ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, citado pela
televisão estatal iraniana IRIB.
Abbas Araghchi adiantou que
“qualquer ataque israelita contra o Líbano é uma violação dos entendimentos”
alcançados.
“Do nosso ponto de vista, as
duas partes deste acordo são os Estados Unidos e Israel, por um lado, e o Irão
e o Hezbollah, por outro“, sublinhou.
“O fim da guerra no Líbano é
parte inseparável [do acordo]“, afirmou, reiterando que “a guerra não terminará
até que Israel se retire dos territórios libaneses que ocupou”, segundo a
agência de notícias Mehr.
O ministro iraniano confirmou
ainda que na sexta-feira “haverá uma nova ronda de negociações” com os Estados
Unidos em Genebra, na Suíça, com o objetivo de “chegar a um acordo final”.
“Após três meses de
negociações, conseguimos concluir a primeira fase [das conversações]”, afirmou
Araghchi.
O acordo preliminar prolonga
por 60 dias o cessar-fogo em vigor desde 08 de Abril e estabelece um quadro
negocial para futuras negociações sobre o acordo nuclear.
Os compromissos garantem a
reabertura do estreito de Ormuz e um levantamento progressivo das sanções sobre
Teerão.
Israel ocupa grandes áreas do sul
do Líbano, em resposta a ataques do grupo radical pró-iraniano Hezbollah, e
continua a bombardear o país vizinho apesar do anúncio do acordo mediado pelo
Paquistão.
Desde o início das hostilidades
entre Israel e o movimento xiita libanês, como parte da guerra lançada pelos
EUA e Israel contra o Irão, cerca de 3.800 pessoas foram mortas só no Líbano
por ataques israelitas, que também forçaram mais de um milhão de pessoas a
fugir das suas casas.
ANG/Inforpress/Lusa

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