segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Cooperaçäo




Guiné-Bissau quer assumir-se como”plataforma” de acesso da China à  CEDEAO 

Bissau, 26 Out 15 (ANG) - O Secretário de Estado do Plano e Integração Regional (SEPIR) disse  sexta-feira que a Guiné-Bissau quer assumir-se como “plataforma” de acesso das empresas chinesas e dos países de língua portuguesa ao mercado de 300 milhões de pessoas da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Degol Mendes que falava em conferência de imprensa realizada em Macau disse que um dos objectivos do Governo de Bissau é realizar um encontro empresarial no país em 2016 que junte os países de língua portuguesa, a China e a CEDEAO.

O dirigente guineense revelou ainda que uma delegação da província chinesa de Jiangsu visitará Guiné-Bissau antes do final do corrente ano para identificar possíveis áreas de investimento e cooperação. 

A província chinesa de Jiangsu tem uma área de 102 mil quilómetros quadrados e uma população de cerca de 80 milhões de pessoas.

 Jiangsu, junto a Xangai, é a quinta província mais populosa da China. Tem uma zona costeira com mais de mil quilómetros e possuiu o segundo PIB do país logo depois de Guangdong.

Degol Mendes participou na 20.ª Feira Internacional de Macau (MIF) à frente de uma delegação da Guiné-Bissau e assegurou que todas as previsões apontam para um crescimento económico de seu país em 2015  superior a 5 por cento apesar da “crise política”. 

Cerca de 56 empresas chinesas  operarem na Guiné-Bissau nos sectores da agricultura, pescas e construção civil.

ANG/

Celebração dos 70 anos




Bissau reconhece contribuição da ONU

Bissau, 26 Out 15 (ANG)-O presidente do parlamento, Cipriano Cassamá, reconheceu sábado a “contribuição valiosa” das Nações Unidas para o desenvolvimento do país através de intervenções directas nas acções propostas pelo Governo ao lado da população.

Por ocasião das comemorações do 70 aniversário das Nações Unidas, assinaladas com uma sessão solene no Parlamento guineense, Cipriano Cassamá enfatizou os “variados apoios” que a instituição mundial tem dado à Guiné-Bissau na manutenção da paz, promoção das liberdades e protecção dos direitos humanos.

 Cassamá também enalteceu as ajudas da Organização das Nações Unidas à Guiné-Bissau para a viabilização financeira e técnica dos processos eleitorais, promoção da saúde, da educação, da cultura e ciência bem como em apoios directos ao próprio Parlamento.

O presidente do Parlamento guineense enfatizou igualmente “o notável respaldo” que a ONU deu ao Governo para a “viabilização e o sucesso” da mesa-redonda com os parceiros, organizada em Bruxelas, Bélgica, no passado mês de Março, na qual a Guiné-Bissau recebeu uma promessa de apoio financeiro de 1,5 mil milhões de dólares.

Cipriano Cassamá aproveitou a ocasião  para sublinhar o apoio que as Nações Unidas deram à Guiné-Bissau no seu processo de luta pela sua autodeterminação.
 A sessão solene, presenciada pelo novo primeiro-ministro guineense, Carlos Correia, ficou marcada pelos discursos, leitura de uma mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon e projecção de imagens que marcam a vida da organização. 
Na praça Che Guevarra em Bissau foi organizada uma sessão cultural com a participação de vários artistas, mas que não durou por tempo previsto devido as chuvas.
 A praça dos Heróis Nacionais, no centro de Bissau, tem patente uma exposição de fotografias sobre as  Nações Unidas
O Dia das Nações Unidas marca o aniversário da entrada em vigor, em 1945, da Carta da ONU, e com a ratificação desse documento de fundação pela maioria dos  51 membros fundadores, incluindo os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, a organização passou a existir oficialmente. A ONU, composta por 193 Estados-membros, tem a  sede em Nova Iorque, nos Estados Unidos. ANG/Angop

FIFA




Mais um candidato na corrida presidencial

Bissau,  26 Out 15 (ANG) – O francês Jérôme Champagne, antigo secretário-geral adjunto da FIFA é o quarto candidato à presidência do organismo que tutela o futebol mundial e entregou as cinco cartas de apoio necessárias, anunciou  a AFP.

Com a FIFA mergulhada num escândalo de corrupção desde maio, Champagne é o quarto candidato às eleições de 26 de fevereiro, que irão determinar o sucessor do suíço Joseph Blatter, que de demitiu pouco depois de, em maio, ter sido reeleito para um quinto mandato.

Jérôme Champagne, que trabalhou na FIFA entre 1999 e 2010, considerou, em entrevista à AFP, que o facto de ter integrado o organismo é uma vantagem.

“Para a realização de reformas é preciso alguém que conheça a instituição por dentro, como é o meu caso” disse, considerando que a FIFA precisa de grandes mudanças.

“A reforma por si só não é suficiente, por isso não vou propor reformas, mas sim compromissos”, disse, enumerando as suas prioridades: “adaptar a FIFA às realidades atuais, com elevados padrões de transparência e ética, e modernizar a administração e investir no futebol feminino”.

Jérôme Champagne, de 57 anos, colaborou como jornalista freelancer com a revista France Football, e trabalhou na comissão organizadora do Mundial de 1998, realizado em França, antes de entrar na FIFA.

No organismo que gere o futebol mundial foi assessor do presidente Joseph Blatter, secretário-geral adjunto, vice-presidente e diretor de relações internacionais.

O presidente da UEFA, Michel Platini, foi dos primeiros e entrar na corrida à sucessão de Blatter, mas a suspensão, por 90 dias imposta pelo Comité de Ética da FIFA, pode complicar a sua candidatura.

Os outros candidatos à presidência da FIFA são o príncipe jordano Ali bin Al Hussein, que se apresentou a votos no último ato eleitoral, mas acabou por abandonar a corrida depois de perder na primeira volta para Blatter, e o antigo futebolista e capitão de Trindade e Tobago David Nakhid.

Além de Michel Platini, o Comité de Ética suspendeu provisoriamente, também por 90 dias e por alegada implicação em atos de corrupção, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, e o secretário-geral da FIFA, o francês Jérôme Valcke.

Também suspenso, mas por um período de seis anos, foi o sul-coreano Chung Mong-Joon, antigo vice-presidente da FIFA, que também tinha manifestado intenção de se candidatar à presidência.

A FIFA foi abalada por um escândalo de corrupção em maio, a dois dias da reeleição de Blatter, num processo aberto pela justiça dos Estados Unidos e que levou a acusações a 14 dirigentes e ex-dirigentes.

No início de junho, Blatter apresentou a demissão, abrindo o caminho para novas eleições, marcadas para 26 de fevereiro e para as quais as candidaturas devem ser formalizadas até 26 de outubro.

ANG/Lusa

Forças Armadas




Chefe do Estado Maior das Forças Armadas pede melhoria das condições nas casernas 

Bissau, 26 Out 15 (ANG) - O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, General Biague Nan N´Tan, pediu a melhoria das condições dos militares nas casernas, para melhor desempenho das suas tarefas, e reafirmou  o respeito à Constituição e às leis do país por parte dos militares.

Segundo o “Defensor”, órgão de informação do Estado-Maior das Forças Armadas, na sua edição do dia 22 do corrente mês, Biague Nan N´Tan, falava em jeito de balanço de um ano à frente da instituição militar.

“O meu compromisso ou prioridade com a sociedade guineense e a comunidade internacional quando assumi o cargo são três designadamente, o respeito pela Constituição da República e demais leis, a organização das forças armadas e a criação de condições necessárias para a formação de jovens militares”, assegurou.

Relativamente ao respeito à Constituição da República e demais leis do país, o General Na N’ Tan disse estar a cumprir o que havia prometido, subordinar-se ao poder político democraticamente eleito .

Para o número um dos militares guineenses, a primeira etapa já foi cumprida quando os elementos da Divisão de Assuntos Sociais deslocaram-se para as regiões no sentido de sensibilizar os militares e paramilitares de que todos os fardados devem respeitar a Constituição da República. 

O posicionamento equidistante das forças armadas em relação a crise politica vivida nos últimos meses foi saudade e felicitada por vários organismos internacionais e organizações da sociedade civil nacional.  

ANG/MSC/SG


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Poder popular



"Criamos uma plataforma da sociedade civil equidistante à questões político-partidária", diz Vença Mendes

Bissau,23 Out 15(ANG) - O Coordenador Nacional das Organizações da Sociedade Civil para Desenvolvimento, Democracia, Cidadania e Direitos Humanos, afirmou que a criação da referida organização visa sensibilizar os actores sociais  e distanciar-se de questões politico-partidária.

Vença Mendes, em entrevista exclusiva à ANG, sublinhou que esta nova plataforma, lançada no país no passado dia 25 de Maio e que congrega mais de 50 organizações irá pautar pelo princípio de isenção, equidistância e objectividade na sua actuação e  no tratamento de todas as questões ligadas à Sociedade Civil.

"Foi nesta óptica que algumas organizações que outrora eram membros do Movimento Nacional da Sociedade Civil, se demarcaram dessa organização e criaram a Plataforma para que nas suas actuações não existisse nenhum pendor politico-partidária", informou.

Vença Mendes disse que os referidos pressupostos vão permitir a Plataforma fazer uma advocacia das situações de crises e sobretudo numa situação idêntica ao que aconteceu no país com a demissão do Governo de Domingos Simões Pereira.

"Isso vai-nos permitir ter a idoneidade de dialogar com todas as partes desavindas em eventuais crises que possam acontecer", disse.

A titulo de exemplo, Vença Mendes afirmou que se dois irmãos estão em litígios e os mediadores cada qual puxa em defesa do seu amigo, nunca conseguirão apaziguar os ânimos.

O Coordenador da Plataforma da Sociedade Civil salientou que pretendem ainda imprimir uma nova dinâmica à referida organização à semelhança  de  outros países onde as organizações  da sociedade civil não se identificam com posicões politico-partidária.

"Vamos ainda contribuir na formação dos membros da nossa Plataforma de modo a saberem articular o exercício da soberania", explicou, acrescentando que estamos a viver num país onde 99,9 por cento das pessoas são políticos.

O Coordenador da Plataforma adiantou que querem mostrar às pessoas como fazer o pleno exercício da cidadania isentos da politica partidária, “porque não se pode misturar as duas coisas”.

"Já mantivemos encontros com todos os titulares dos órgãos da soberania existentes no país e organizações internacionais residentes e todos eles mostraram abertura e elogiaram a nossa aparição e demarcação das questões políticas”, vincou. 

ANG/ÂC/SG




 





 

ANP


Parlamento celebra 70 anos das Nações Unidas

Bissau, 23 Out (ANG) - A Assembleia Nacional Popular (Parlamento) da Guiné-Bissau reúne-se no sábado para uma sessão especial dedicada ao 70.º aniversário das Nações Unidas, anunciou a organização internacional em comunicado.

Na sessão vai participar o representante especial do secretário-geral da ONU em Bissau, Miguel Trovoada, e altos representantes do Estado da Guiné-Bissau.

É a primeira vez que os deputados vão estar reunidos depois de ter entrado em funções um novo Governo, liderado por Carlos Correia, depois de o Presidente da República ter demitido o executivo de Domingos Simões Pereira.

Além do momento político, a partir das 10:00, com discursos oficiais, o programa inclui atividades culturais, que são raras na capital guineense.

No centro de Bissau vai estar patente uma exposição fotográfica sobre a nova agenda de desenvolvimento sustentável global, que tem como meta o ano 2030, bem como uma perspetiva histórica da Guiné-Bissau na ONU - mostras a exibir na Praça dos Heróis Nacionais.

Para a mesma praça está marcado um concerto musical com vários artistas guineenses, incluindo Zé Manel e Tchuma Bari, embaixadora da boa vontade para o abandono das práticas nefastas.

A agenda de aniversário da ONU inclui ainda atividades com grupos de jovens, adolescentes e crianças da Guiné-Bissau, bem como em estabelecimentos de ensino do país, acrescentou.

A primeira missão da ONU ao território da Guiné-Bissau remonta à década de 1960, ainda sob domínio colonial, disse à Lusa fonte da instituição.

Na altura, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) realizou um recenseamento agrícola, trabalho em que participou Amílcar Cabral, fundador do movimento que lutou pela independência do país.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estabeleceu-se em 1976 e desenvolve projetos no país até hoje.

ANG/Lusa