quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Cooperaçäo


Delegação Chinesa de Jiangsu aberta à recepção de professores guineenses de português 

Bissau, 28 Out 15-(ANG)- Uma Delegação da Província de Jiangsu  da  República Popular da China analisou hoje com a ministra Odete Semedo as possibilidades de  cooperação  na área do ensino.

Em declarações à imprensa a saída do encontro o chefe da delegação chinesa, Zhang Songgping afirmou que foram  abordadas  as possibilidades de professores de português da Guiné-Bissau se deslocarem a Jiangsu para lecionaram a disciplina de português numa Faculdade  a ser criada.

Song Ping disse ainda que analisaram com a ministra da educação, Odete Semedo as possibilidades de construção de edifícios universitários no pais, para albergar mais estudantes guineenses permitindo-lhes estudar em melhores condições.

Outro assunto abordado segundo Song se relaciona com   a vinda de estudantes da  República Popular da China à Guiné-Bissau para aprenderem a falar a Língua Portuguesa  e  conhecer a cultura guineense.

O chefe da delegação chinesa que se encontra em visita de prospeção do mercado na Guiné-Bissau disse ter ficado satisfeito com as informações e as oportunidades de cooperação que lhe foram apresentadas pela ministra da educação e outras entidades governamentais com as quais a delegação manteve encontros de trabalho.

A delegação chinesa se encontra em Bissau no âmbito de uma visita de dois dias realizada com o objectivo de definir as áreas de cooperação com a Guiné-Bissau.

ANG/PFC/SG

   
 




Formação profissional


CPLP apoia formação de quadros de Administração Pública 

Bissau, 28 Out  15(ANG) - A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai apoiar ações de formação de quadros da administração pública da Guiné-Bissau no âmbito dos programas de reformas em curso no país, adiantou terça-feira o representante da organização em Bissau.

António Pedro Lopes transmitiu essa disponibilidade ao primeiro- ministro guineense, Carlos Correia, com quem manteve  uma audiência, durante a qual entregou ao governante uma mensagem do secretário-executivo da organização lusófona, Murade Murargy.

O diplomata cabo-verdiano não revelou aos jornalistas o teor da mensagem, mas sublinhou existir a disponibilidade da CPLP em prosseguir com a cooperação e concertação em curso na Guiné-Bissau.
A intenção da organização lusófona é verem transformadas em realidade as reformas pensadas pelas autoridades guineenses, indicou António Pedro Lopes.

Para os próximos tempos, a CPLP irá apoiar cursos de treinamento, reciclagem e capacitação de técnicos e quadros guineenses, dando resposta ao anúncio feito pelo primeiro-ministro, Carlos Correia, aquando da sua tomada de posse, em que elegeu a formação profissional como uma das áreas prioritárias de intervenção do seu Governo.

Uma missão técnica deverá deslocar-se a Bissau nos próximos dias, assinalou Pedro Lopes.
O apoio da CPLP ao novo Governo guineense será também no setor da Saúde Pública, 
designadamente às mulheres e crianças, conforme a prioridade do primeiro-ministro, notou o representante da organização lusófona em Bissau. 

Lusa


Pesca artesanal


China doa 30 mil dólares em materiais de proteção individual de pescas 

Bissau, 28 Out. 15 (ANG) – A República Popular da China ofereceu terça-feira às autoridades da Guiné-Bissau um lote de materiais de protecção individual para atividade da pesca artesanal, orçado em 30 mil dólares americanos .

O donativo que se destina a Associação Nacion
al dos Pescadores Artesanais (ANAPA) é constituído de  oito (8) pares de luvas de algodão, mil pares de luvas de borracha, 500 conjuntos de impermeáveis e 1.500 botas  impermeáveis.

Na ocasião, o Secretário de Estado das Pescas e  Economia Marítima, Ildefonso Barros, realçou que o gesto chinês responde à preocupação do Governo de garantir  segurança aos pescadores guineenses nas suas atividades. 

Ildefonso Barros prometeu que no quadro da modernização do sector, o seu pelouro irá, em breve, distribuir redes de pesca apropriadas,  na sequência da apreensão de monofilamentos em quase todas as zonas piscatórias do pais.

O governante adiantou que, neste momento, a Secretaria de Estado das Pescas e da Economia e o Ministério da Economia e Finanças estudam a possibilidade de se criar uma linha de crédito aos pescadores e as mulheres que exercem atividades ligadas às pescas.

Por sua vez, o embaixador chinês no país, Wang Hua, sublinhou que a Guiné-Bissau, conquistou a  independência política mas que falta agora  conquistar a sua liberdade econômica.

O diretor adjunto da empresa CONAPEMAC (Companhia Nacional de Pesca Marítima da China), promotora da iniciativa, Smiley Ferreira, disse que a sua empresa abastece anualmente, o mercado da Guiné-Bissau com mais de 1000 toneladas de pescado, contribuindo assim na criação de empregos e capacitação profissional.

“Temos em mãos um projecto de construção no espaço interior do porto de pesca de Alto Bandim de uma grande infraestrutura que irá integrar, entre outras, câmaras frigorificas com capacidade para armazenamento de duas mil toneladas de pescado, uma fábrica para produção diária de 100 toneladas de gelo e armazém de materiais e equipamentos para o apoio à pesca artesanal”, anunciou.

Disse que a empresa comprometeu-se ainda a criar fábricas de gelo para as ilhas que desenvolvem atividades de pesca artesanal.

Smilley Ferreira afirmou que a CONAPEMAC assumiu também o compromisso de construir câmaras frigoríficas em cinco setores estratégicos que possam resolver o problema de armazéns frigorificos. 
Aquele responsável garantiu que após a construção das referidas estruturas econômicas e pesqueiras, será reforçado o processo de abastecimento do mercado nacional.

Para o presidente da Associação Nacional dos Pescadores Artesanais, Arlindo Pety, há muito que os materiais doados faziam falta aos pescadores. Pety  garantiu que vai proceder a uma distribuição equitativa dos mesmos.

ANG/FGS/JAM/SG

Exportadores da CPLP



Primeiro-ministro convidado a participar no IIº Fórum em Braga

Bissau,28 Out 15(ANG) - O Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau Carlos Correia foi convidado a participar no 2º Fórum da União de Exportadores da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa(UE-CPLP)  que e realiza de 13 à 20 de Dezembro, em Braga, Portugal.

O convite à que ANG teve acesso vem assinado pelo Presidente da União de Exportadores da CPLP, Mário Costa, e informa que no evento estarão presentes mais de 1600 participantes provenientes de todo o espaço lusófono bem como de países observadores e sub-regionais.

O documento indica que no evento participarão ainda parceiros, entidades e instituições financeiras, para além de empresas e associações comerciais, agrícolas, e industriais e representações diplomáticas e instituições internacionais de âm
bito mundial, continental e sub-regional.

Informa que seria uma oportunidade única para que o Governo guineense pudesse divulgar as suas oportunidades de investimentos.

A nota informa que no referido Fórum haverá conferências temáticas de divulgação de produtos, serviços e projectos, onde o Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau poderá fazer uma intervenção para efeitos de exposição e divulgação das potencialidades do país e perspectivas de actividades prioritárias económicas e empresarial nacional.

A União de Exportadores da CPLP foi criada em 2014 por iniciativa de um grupo de empresários em parceria com a Confederação Empresarial da CPLP com objectivo de incrementar a actividade de exportação nos países lusófonos. 

ANG/ÂC/JAM/SG

 

Cinema


Flora Gomes prepara documentário sobre Amílcar Cabral 

Bissau, 28 Out 15 (ANG)- O cineasta guineense Flora Gomes pretende produzir um documentário de ficção para retratar a vida e obra de Amílcar Cabral, pai das nacionalidades guineense e cabo-verdiana.

É o próprio que o revela numa recente entrevista a RFI , em Paris à margem de um colóquio da delegação parisiense da Fundação Calouste Gulbenkian sobre as artes da língua portuguesa.
Flora Gomes disse que realizar um trabalho sobre Amílcar Cabral continua a ser um dos seus projectos, salientando que já tem alguns apoios para avançar.

“Já estou a ouvir os testemunhos dos combatentes que viveram com Cabral e pessoas que tiveram aquele privilégio e sorte de ouvi-lo ou de o ter cumprimentado. Já tenho mais de dez horas de entrevistas filmadas, salientando que só depois disso que vou atacar a parte da ficção” disse o cineasta.

Flora Gomes esclareceu que fazer o filme não é difícil, mas disse  que vai ser muito caro, porque, segundo as suas palavras, o referido filme de Cabral é muito caro e disse esperar que a obra seja  da dimensão de Amílcar Cabral.

O cineasta guineense adiantou que o acto é de grande responsabilidade, salientando no entanto que o homenageado merece.

Flora Gomes  conta  ter apoios dos actuais dirigentes do partido de Cabral, o PAIGC e o actual Primeiro-ministro e acha que  vão compreender que o que está a preparar visa  imortalizar tudo o que fizeram de bem e do mal até aqui, no quadro do  pensamento de Amílcar Cabral.

Para Flora Gomes, a grande dor da cabeça do projecto, será a parte de ficção, ou seja encontrar a pessoa ou personagem ideal para interpretar Amílcar Cabral e os meios que são precisos para avançar.

“Falar da morte de Amílcar Cabral é importante. O mais importante é todo aquele aspecto dum país que ergueu praticamente de nada e se não fosse a luta de libertação, eu não estaria aqui a ser entrevistado e  muita gente não teria essa possibilidade hoje de ver a Guiné-Bissau nesse processo tão delicado de construção de uma nação e de ter essa identidade que não tem nada de igual” afirma Flora Gomes.

Segundo ele, para Cabral a luta de libertação era um acto cultural ele não só conseguiu distinguir com quem é que estávamos a lutar, que era contra o sistema de colonialismo português não contra nem nunca contra o povo de Portugal, mais também começou a criar o que ele chamou de homem novo.  

“Esse homem novo é um homem sem complexo, que não pode sentir inveja dos outros. O homem que quer andar para frente, que tem o domínio da técnica e de tudo que a ciência coloca nas suas mãos", explicou.

Flora Gomes disse que Cabral não formou somente os homens de cinema porque  são poucos nessa área, salientando que, o líder  igualmente formou muitos engenheiros agrónomos, médicos em suma quadros para fazer da Guiné um paraíso e que, infelizmente, não é o caso ainda, mas disse acreditar que a situação vai mudar .

Flora Gomes lamentou a crise política vivida no país provocada pela demissão do governo de Domingos Simões Pereira e do impacto que teve em relação aos projectos culturais na Guiné-Bissau dizendo que é nesta fase que se deve repensar nos  actos e decisões para que esse erro  não volte a acontecer no futuro.

O cineasta guineense com mais obras feitas e mais conhecido no pais e além fronteira salientou que os militares são um exemplo a seguir e que  durante a crise deram lições a todos principalmente aos políticos. 

ANG/MSC/SG



 

Literatura


INACEP e INEP relançam revistas Soronda e Catchu Martel

Bissau 28 Out. 15 (ANG) – Os diretores da Imprensa Nacional,  (INACEP-EP), Victor Cassamá e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), Leopoldo Amado, rubricaram recentemente um acordo de parceria para o relançamento das revistas “Soronda” e “Catchu Martel”,  propriedades do INEP.

Segundo o jornal Nô Pintcha, o acordo ainda visa entre outras ações  a publicação de documentos de investigação científica.

O Bissemanário estatal refere que as partes se comprometem de que 80 por cento das receitas das publicações serão geridas pela INACEP e os restantes 20 por cento serão da responsabilidade do INEP.

No entanto, cabe a INACEP remeter, trimestralmente, ao seu parceiro, para efeitos de seguimento e controlo, um relatório de vendas e ao INEP por sua vez cuidará do envio de fundos resultantes da venda.

Em declaração à imprensa, Victor Cassamá prometeu que a sua instituição vai cumprir, na íntegra, tudo o que foi acordado assim como trabalhará para o bom funcionamento do INEP.

Por sua vez, o diretor do INEP, Leopoldo Amado, considerou o protocolo como sendo de uma grande importância, pois constitui um exemplo de uma colaboração interinstitucional que deve multiplicar-se em todo o país.

“É bom estabelecer-se colaborações entre instituições, tanto a nível do país como na diáspora”, defendeu Amado.

O responsável do INEP lembrou que a sua instituição, tinha as suas publicações praticamente inactivas há cerca de oito anos, em virtude de dificuldades conjunturais e estruturais que o país conheceu ao longo dos últimos anos.

Afirmou que  a assinatura deste protocolo de acordo com a Inacep vai permitir ao INEP prosseguir com as suas publicações, assim como interagir com as outras comunidades, principalmente as da sub-região.

ANG/FGS/SG

Costa do Marfim


 Alassane Ouattara reeleito presidente da Republica

Bissau, 28 Out 15 (ANG)- O presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, de 73 anos, foi reeleito na primeira volta das eleições presidenciais de 25 de Outubro para um novo mandato de cinco anos, anunciou nesta quarta-feira a Comissão Eleitoral Independente (CEI). 

Ouattara obteve 83,66
por cento  dos votos numa eleição com taxa de participação de 54,63 por cento.

Uma parte da oposição convocou um boicote. Os resultados devem ser enviados ao Conselho Constitucional.

Alassane Ouattara, o grande favorito pelo bom momento económico do país, derrotou Pascal Affi N'Guessan, presidente da Frente Popular Marfinense (FPI), fundada pelo ex- presidente Laurent Gbagbo, que recebeu 9,39 por cento dos votos.

Uma parte da FPI havia convocado um boicote à votação em nome da lealdade a Gbagbo, actualmente detido e à espera de julgamento no Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia.

A celebração de eleições pacíficas era considerada fundamental para o país virar a página do período violento posterior à vitória de Ouattara em 2010 sobre o antecessor Laurent Gbagbo, num país que é o maior produtor mundial de cacau.

Em 2010, a recusa de Gbagbo de aceitar a derrota afundou o país em cinco semanas de violência, com 3.000 mortos.

Quase 6,3 milhões de costa-marfinenses, entre 23 milhões de habitantes do país da África ocidental, estavam registados para comparecer às urnas. 

Mais de 34.000 soldados foram mobilizados para garantir a segurança do pleito. 

ANG/Angop

Greve do SINDEPROF


Ministério da Educação anuncia pagamento de um mês de salário aos professores grevistas

Bissau, 18 Out 15 (ANG) - A ministra da Educação Nacional confirmou o inicio do pagamento de um mês de salário em atraso aos professores novos ingressos bem como de subsídios da diuturnidade.

Maria Odete Costa Semedo, em declarações à imprensa esta terça-feira  disse que essa diligência do Ministério da Educação visa  solucionar dois pontos da reivindicação do Sindicato Democrático dos Professores(Sindeprof), que está a observar uma greve de 30 dias desde o passado dia 19 do corrente mês.

De acordo com a governante  de momento não vai ser possível a implementação da Carreira Docente exigida pelos grevistas.

Odete Semedo fez questão de realçar que  ela própria, na qualidade da professora, estaria interessada em ver  aplicada na pratica a Carreira Docente, uma vez que irá  beneficiá-la, porque  o seu ordenado é muito baixo.

 “A implementação da Carreira Docente exige tempo porque é um trabalho de grande importância mais também que não é fácil e  precisa ser pensada da melhor forma possível para não cometer erros no futuro”, sublinhou Costa Semedo. 

A ministra disse que ela é investigadora do INEP e professora do ensino superior mais recebe 75 mil francos CFA e que os professores recém-formados no Chico Té ganham 95 mil francos CFA por mês, sublinhando que isso não é justo mas precisa ser analisada profundamente.

A ministra da Educação Nacional pediu a união dos sindicatos, associações dos alunos e do próprio Ministério no que concerne a limpeza das escolas com a finalidade de mantê-las saudáveis e  promover o ensino de qualidade no país.

Maria Odete Costa Semedo pediu igualmente a colaboração de todos para que o Ministério da Educação não se transforma num sítio de política mas sim da paz e de entendimento mútuo para que juntos possam resolver o problema que afecta o ensino guineense com base no diálogo. O ensino publico aberto no dia 12 funciona com algumas dificuldades devido a greve observada por parte dos professores filiados no Sindicato Democrático dos Professores.

Os docentes que integram o outro sindicato da classe o Sinaprof não participam na paralisação por considerem inoportuno a greve dos seus colegas do Sindeprof. 

ANG/AALS/JAM/SG




Segurança pública


Guarda Nacional e Polícia de Ordem Pública recebem  formação sobre  patrulhamento e policiamento urbano 

Bissau, 28 Out 15 (ANG) - Cerca de trinta formandos da Guarda Nacional e Polícia da Ordem Pública da Guiné-Bissau receberam terça-feira os seus diplomas de formação em Patrulhamento e Policiamento Urbano e Comunitário.
A informação consta numa nota de imprensa de Embaixada de Portugal a que à ANG teve acesso.
De acordo com o mesmo documento, o referido curso que decorreu nas últimas três semanas em Bissau insere-se no âmbito do programa de cooperação Técnico/Policial assinado entre a Guiné-Bissau e Portugal.

“No curso foram abordados matérias relacionadas com a segurança e tranquilidade pública, protecção de pessoas e seus bens, promoção e orientação para programas especiais (comercio seguro e escola segura) e prevenção da criminalidade em geral”, confirma o documento. 

A nota de imprensa ainda refere que  novas acções de formações terão lugar nas próximas semanas no quadro de cooperação Técnico policial entre Portugal e Guiné-Bissau.

O curso foi ministrado por dois oficiais formadores da Escola de Guarda Nacional Republicana de Portugal. 

ANG/AALS/SG

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Cabas de Compra


“Índice do preço ao consumidor cresceu  3,0 por cento no terceiro trimestre do 2015”, segundo  dados do INE 

Bissau, 27 Out 15 (ANG) – O Índice do preço no consumidor (IPC) cresceu em 3,0 por cento no terceiro trimestre do ano em curso devido ao aumento de preços de produtos alimentares, bebidas não alcoólicas, bebidas alcoólicas, tabaco, estupefacientes, serviços de saúde, transportes restaurantes e hotéis.
A informação foi avançada
hoje pelo Director de Serviço de Estatística Económica e Financeira, Roberto Vieira, no acto de divulgação do programa da Estatística externo do 2º trimestre e programa de Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IHPC) do 3º trimestre do corrente ano.

“O IPC é um instrumento de medida de inflação que permite estimar , entre dois períodos, a variação média dos preços nos produtos consumidos pelas famílias. Cobre todos os bens e serviços consumidos pelos residente e não residentes; dentro do território nacional.

O relatório do Instituto Nacional de Estatística indica que os produtos alimentares  e bebidas não alcoólicas registou uma subida na variação de preços de 6,5 por cento ao longo do terceiro trimestre de 2015 comparativamente ao de segundo trimestre.

“Observando os subgrupos desta função constata-se uma subida com maior  realce para legumes frescos(25,9 por cento), carne 7,( por cento, frutas 4,3 por cento. Estas subidas são justificadas pelo aumento dos preços dos produtos de primeira necessidade no mercado”, refere o relatório.

 Quanto aos preços de bebidas alcoólicas tabaco e estupefacientes refere que os preços desses produtos cresceram é por cento no terceiro trimestre deste ano. Diz o relatório que esta subida resulta principalmente do aumento de preços de tabaco e estupefacientes em 5 por cento, cerveja 1,5 por cento, vinho e bebidas fermentas 1, por cento.

Segundo o IPC os preços de vestuário e calçado desceram 1,7 por cento, uma descida resultante da descida de preços de roupas interiores femininas 11,1 por cento, roupas interiores de homens 4,9 por cento.

Ainda de acordo com o IPC, os preços de serviços de habitação, água, electricidade e outros combustíveis desceram em 2,6 por cento. A descida é justificada pela descida de preços de combustíveis solido e outros em -14,3 por cento.

Os serviços de saúde registaram um aumento de 1,0 por cento devido ao aumento de preços de medicamentos tradicional 8,0 por cento, serviço medico e dentário de 3,2 por cento e serviços hospitalares de 2,5 por cento.

Os serviços de transportes registaram aumento na ordem 5 por cento, impulsionado principalmente pela variação positiva registada nos transportes rodoviário de passageiros(11,4por cento), outros serviços relacionados ao veiculo pessoal 2,” por cento. 

Comparativamente ao período homologo do ano passado, os preços de serviços de transporte aumentaram, devido ao aumento registado nos transportes rodoviário  de passageiros(12,5 por cento), e ainda devido a outros serviços relativo a veiculo pessoal 2,5 por cento e outros serviços de transportes(7,6 por cento)

A variação homóloga do Índice de terceiro trimestre de 2015 em relacao a 2014 registou uma subida de  1,8 por cento.

Por sua vez, e em representação do Secretario de Estado de Plano e Integração Regional, Carlos Costa disse que o Cabaz de compra do IHPC compreende 655 variedades observadas nos 771 pontos de venda e são efectuadas em cada mês  mais de 6224 recolhas pelos inquiridores do Instituto Nacional da Estatística.

“A apresentação do IHPC foi feito no quadro da integração da Guiné-Bissau na União Económica Monetária Oeste Africana (UEMOA),  e o processo vai ser continuo o mais tardar à dez de cada mês”, explicou Carlos Costa. 

ANG/AALS/SG









Segurança pública


Militares patrulham ruas de Bissau para combater criminalidade

Bissau, 27 Out 15 (ANG) - Militares do batalhão dos Comandos da Guiné-Bissau anunciaram que vão passar a patrulhar as ruas da capital "como forma de garantir segurança, travar atos de vandalismo e assaltos à mão armada", que se têm registado nos últimos dias.

Em nota informativa, o comandante do regimento dos Comandos, o coronel Baute Yampta Namam, refere que os seus elementos estão disponíveis para ajudar na manutenção da segurança.

"Caso haja qualquer inconveniência nos bairros”, os cidadãos podem ligar para dois números de telefone disponibilizados pelos Comandos, lê-se na nota que tem sido difundida pelos órgãos de comunicação social de Bissau.

Nos últimos dias, populares da capital guineense têm feito relatos nos órgãos de comunicação social denunciando assaltos à mão armada, agressões e roubos, às vezes em plena luz do dia.

O presidente da Associação dos Comerciantes Retalhistas, Aliu Seidi, pediu a intervenção do Governo para "travar a onda de assaltos" nos mercados e empreendimentos em Bissau, que disse já provocaram a morte "à alguns comerciantes”.

Ameaças de morte à dirigentes políticos e assaltos à mão armada com registo de vitimas mortais têm caracterizado o quotidiano dos habitantes de Bissau nos últimos tempos.

O novo Secretário de Estado da Ordem Pública, Luís Manuel Cabral promete combater  essa onda de criminalidade crescente no pais. 

ANG/Lusa

Internacional/género


Economista chinês propõe que homens pobres partilhem mulheres 

Bissau, 27 Out 15 (ANG)- Um economista chinês está a causar grande polémica, depois de ter sugerido que homens de classes mais baixas partilhem as mulheres para resolver a desproporção de género que existe no país.

Professor na Universidade de Zhejiang, na China, Xie Zuoshi afirmou que esta pode ser uma solução viável para resolver aquilo que ele considera ser uma “competição desleal” na procura por uma companheira, noticia a BBC.

A China é um dos países mais desequilibrados relativamente à população masculina e feminina – para cada 100 raparigas existem 118 rapazes - e isto acontece essencialmente por dois fatores.
Em primeiro lugar porque o governo instituiu, em 1978, a política do filho único como forma de controlar a população, mas também pela estrutura patriarcal existente na sociedade chinesa.
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Outro fator decisivo é o êxodo rural, já que as mulheres estão cada vez mais a fugir para as grandes cidades, deixando para trás os homens que habitam as aldeias.

De acordo com alguns estudos académicos, em 2020, a China deverá enfrentar uma “sobra” de 30 a 40 milhões de homens sem parceira. Por isso, Zuoshi defende assim que este cenário só vai favorecer homens que tenham maior poder económico.

“Para os homens de classes sociais mais baixas, a solução pode passar por unir forças para encontrar uma mulher. Em algumas áreas remotas e pobres da China já existem casos de irmãos que se casam com a mesma esposa e vivem em harmonia”, diz o economista num estudo publicado na semana passada.

Os órgãos de comunicação chineses deram destaque às afirmações dadas pelo professor mas foi a receção por parte da população que mereceu o maior destaque.

Duras críticas foram apontadas ao economista, com muitos utilizadores do Weibo a dizerem que a sua proposta é ilegal e imoral. Algumas pessoas chegam mesmo a dizer que o economista fala das mulheres como se fossem mercadorias.

“Se para si as mulheres têm apenas a função de gerar filhos e ter vários parceiros para solucionar o problema populacional, então isso não nos torna muito diferente dos outros animais”, disse uma utilizadora na rede social chinesa.

Também Jing Xion, membro da Media Monitor for Women Network, organização chinesa de defesa dos direitos femininos, viu nas ideias do professor mais um exemplo de uma cultura que superioriza os homens em detrimento das mulheres.

“Esta situação é extremamente ridícula. O professor Zuoshi ignora os desejos e os direitos das mulheres e classifica-as como ferramentas para satisfazer as necessidades masculinas”.
Porém, o académico continua sem perceber o ataque ao seu ponto de vista.

“Imoral para mim é deixarmos que 30 milhões de homens vivam sem mulheres e sem esperança. São esses homens que podem sair de casa para cometer abusos sexuais, crimes e terrorismo. Isso é que é moral para vocês?”, questionou num artigo publicado esta semana. 

ANG/ZAP / BBC

Comunicação social


Presidente da Ordem dos jornalistas promete organizar a classe 

Bissau, 27 Out 15 (ANG) - O Presidente da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau prometeu esta segunda feira trabalhar em parceria com o Sindicato do sector Sinjotecs para juntos organizarem a classe.

António Nhaga que falava em exclusivo à Agência de Notícias da Guiné (ANG) explica que a Ordem surgiu apenas para definir a classe e não tem nada a ver com aspectos laborais.

“A Ordem dos Jornalistas não existe para provocar a divergência no seio da classe, mas sim como um complemento às actividades do Sindicato, para em conjunto resolverem os diversos problemas que a classe enfrenta e que a Ordem sozinha não será capaz de resolver, assim como o sindicato”, reconheceu.

De acordo com António Nhaga, é por isso que é útil a existência das duas organizações.

“Se repararmos, se fala tanto sobre a necessidade de organizar a classe. Eu costumo dizer que na Guiné-Bissau só uma pessoa muda que não é jornalista e isto não pode ser, pois no mundo não há uma profissão aberta a todos sem critérios de entrada. Assim deve ser em relação ao jornalismo na Guiné-Bissau”, defendeu António Nhaga.

Aquele responsável criticou o facto de a maioria dos assessores de imprensa terem vindo das campanhas eleitorais por serem conhecidos dos políticos e governantes, explicando que a função de assessoria não se limita em levar a carta ou contactar os jornalistas para uma determinada cobertura.
 “Assessor deimprensa, é uma pessoa responsável pela comunicação das políticas públicas da instituição à qual assessoria, razão pela qual tem que haver regras não só para assessoria, bem como para ser jornalista”, disse.  

António Nhaga afirmou que toda a gente sabe que quando uma pessoa faz o curso do jornalismo ainda não é jornalista,  para ser jornalista ela tem que fazer um estágio obrigatório.

“Mesmo que o interessado tenha outro curso, mas para ser jornalista a pessoa tem que fazer estágio num determinado órgão de comunicação social. Se estamos a dizer isto significa que a Ordem terá a responsabilidade de passar a Carteira Profissional”, afirmou.

Disse que é preciso acabar com as pessoas que utilizam o jornalismo para fazerem outros cursos.
Sustentou que há muita gente, considerados jornalistas, e que distorcem a profissão e depois fazem outros cursos.

“De facto há pessoas que entram no jornalismo só para ganhar o dinheiro com intuito de fazerem formações em outras áreas por isso tem que haver critérios”, frisou.

Interrogado sobre as condições para ser membro da Ordem dos Jornalistas o seu Presidente respondeu que não há nenhuma barreira, acrescentando que o interessado tem de ser pelo menos o estudante da comunicação social numa Universidade, Instituto Politécnico ou estagiários.

Quanto ao relacionamento das duas organizações do sector da comunicação nacional António Nhaga disse que as duas irão ter uma boa relação, porque a Ordem está a defender a qualidade do trabalho mas para tal é preciso ter um salário que garante essa qualidade e que isto é da exclusiva competência do Sindicato.   

 Por outro lado informou que o livro de estilo é um instrumento fundamental de técnicas deontológicas e profissional que se inspira sobretudo no aspecto do bom senso e no rigor do jornalismo e é necessário que cada órgão pensa no seu próprio livro de estilo por ser um documento que orienta o jornalista. 

Duas organizações representam a classe jornalística no pais: o Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social e a Ordem dos Jornalistas , integrada maioritariamente por profissionais recentemente saídos das Universidades de Bissau. 

ANG/LPG/SG










segunda-feira, 26 de outubro de 2015

CPLP




Introdução de passaporte eletrónico na forja

Bissau, 26 Out 15 (ANG) - Os ministros da Administração Interna da CPLP prometeram hoje avançar na introdução do passaporte eletrónico em todos os Estados lusófonos até ao final de 2016, reforçando as medidas de segurança noutros documentos de identificação.

A recomendação faz parte da Declaração de Díli, assinada hoje por oito dos nove Estados membros da CPLP em Díli - o embaixador brasileiro, que representou o seu Governo na reunião pediu 30 dias "para se pronunciar sobre a assinatura" do texto.

O texto contém recomendações nas três áreas em debate em Díli na IV reunião dos ministros da Administração Interna e do Interior lusófonos: polícia, migração, estrangeiros e fronteiras e salvação pública, proteção civil e bombeiros.

Entre as recomendações, o texto defende medidas "tendentes ao progressivo aumento da segurança do registo civil através de registos eletrónicos centralizados, contribuindo para uma maior eficácia na luta contra a usurpação de identidade".

Paralelamente, deverá se definida uma proposta de estratégia comum de segurança dos documentos de viagem, com o desenvolvimento e implementação de sistemas tecnológicos para o controlo e fiscalização nas fronteiras.

Foi ainda aprovada a criação da Comissão de Peritos do Observatório para a cooperação e troca de experiências e boas práticas no domínio dos fluxos migratórios, visando melhorar o funcionamento do Observatório dos Fluxos Migratórios como instrumento de "gestão e controlo do movimento de pessoas e combate à imigração ilegal ou irregular e ao tráfico de seres humanos no espaço da CPLP".

A declaração considera a estabilidade e a segurança "elementos essenciais da consolidação do Estado de direito" notando que os "novos desafios e ameaças à segurança interna, incluindo a criminalidade transnacional, são cada vez mais intensos".

Esta "crescente complexidade e interligação dos desafios à preservação da segurança interna de cada Estado" reforçam a necessidade de maior coordenação e cooperação em várias áreas, nomeadamente as políticas de migração. 

O texto destaca ainda a tentativa de criar redes e sistemas para uma resposta lusófona a catástrofes naturais, nomeadamente com medidas conjugadas de prevenção e mecanismos de resposta rápida.

Na área da polícia, foi acordado um reforço da cooperação entre os nove Estados, especialmente nas áreas de prevenção da criminalidade e policiamento de proximidade, proteção da natureza e do ambiente, armas e explosivos, investigação criminal, prevenção e combate à imigração ilegal e tráfico de seres humanos e gestão civil de crises.

Os nove vão ainda continuar com ações de "reconhecimento e dignificação do papel da mulher nas forças e serviços de segurança dos Estados-membros da CPLP", aprovando a criação de um sítio na internet para a partilha de informação.

Díli acolheu ainda a primeira reunião da Comissão de Gestão Civil de Crises, que os delegados esperam que se consolide como "espaço de cooperação em matéria de troca de experiências, boas práticas e formação no âmbito da participação de cada Estado-membro em missões internacionais de apoio à paz".

Os Estados-membros querem também reforçar a capacidade de prevenção e investigação do crime organizado e transnacional, com destaque para o terrorismo e tráfico de drogas, promovendo mais troca de informações e ações de formação especializada.

Ainda na área da formação foi debatida a criação de um centro de excelência de formação comum das forças e serviços de segurança e ordem Pública da CPLP e aprovada a cooperação nesta área com o Consórcio de Formação de Polícia da União Europeia.

Foram criadas duas novas estruturas de cooperação, a Comissão de Trânsito e Segurança Rodoviária e a Comissão de Segurança Aeroportuária.
 
Na área da Salvação Pública, Proteção Civil e Bombeiros o encontro defendeu mais ações de cooperação na plataforma de redução de riscos e desastres, fomentar o intercâmbio de peritos e promover ações de formação e acordos multilaterais nessa área.

Mandatam ainda a preparação para o próximo encontro dos ministros "a visão da CPLP sobre o impacto das alterações climáticas nos Estados-membros da CPLP no domínio específico da Proteção Civil". 

As delegações aprovaram ainda as conclusões das reuniões dos Conselhos de chefes de Polícia, de diretores nacionais de Migração, Estrangeiros e Fronteiras e de responsáveis de Salvação Pública, Proteção Civil e Bombeiros.

Foi ainda aprovado o sumário executivo do Seminário Internacional sobre o papel da CPLP "em prol da segurança humana e global", que decorreu na semana passada em Díli.

ANG/Lusa


Recursos haliêuticos




Associação de peixeiras denuncia o “absurdo” do abastecimento de peixe via Senegal 

Bissau, 26 Out 15 (ANG) - A Associação das peixeiras da Guiné-Bissau (Amupeixe) denunciou hoje o "absurdo" de grande parte do pescado que é consumido actualmente no país vir do Senegal e pede a intervenção do Governo. 

A presidente da Amupeixe, Cadi Nanqui, disse ser "um autêntico absurdo" que as suas associadas, mais de 100 mulheres, tenham de se deslocar ao Senegal para adquirir o pescado que é vendido no mercado guineense.

"Nós temos mar, peixe em abundância, mas nos últimos oito meses não temos peixe que chegue, ao ponto de mandarmos comprar no Senegal. É um autêntico absurdo", afirmou.

"Eles (os senegaleses) capturam o peixe aqui no nosso mar, levam para o Senegal, vendem o da primeira qualidade para a sua gente e a nós vendem-nos o peixe da segunda ou terceira qualidade", denunciou outra peixeira, Mariama Djatá.

A Amupeixe costumava receber mensalmente do ministério das Pescas 150 toneladas de pescado para distribuir pelas associadas, mas segundo Eva Indjai os problemas de abastecimento começaram quando o arrastão chinês Hiphen deixou de atracar no porto de Bissau.

O secretário de Estado das Pescas e Economia Marítima da Guiné-Bissau, Idelfonso de Barros, considera justificada a preocupação das peixeiras mas refere "um processo de mudança em curso" no sector que obriga a que o Estado "deixe de vender directamente" o pescado capturado, entregando essa tarefa aos privados.

Idelfonso de Barros disse à Lusa que o navio Hiphen deve voltar a operar a partir de Novembro, com a promessa de descarregar cerca de 300 toneladas de pescado.

Em vez de entregar ao Estado e este vender às peixeiras, o processo será de venda directa do arrastão aos membros da Amupeixe, adiantou Idelfonso de Barros.

Quanto ao facto das peixeiras estarem a comprar o peixe no Senegal, o governante guineense entende ser "uma saída possível" encontrada para atenuar a falta de pescado, motivada em parte pelo facto da pesca artesanal sofrer uma baixa nos períodos de Março a Setembro, quando os pescadores trocam a faina pela apanha da castanha do caju, uma das principais exportações da Guiné-Bissau.

Mata Nharia, outra vendedeira de peixe, disse que em mais de 20 anos nunca viu tanta dificuldade como aquela que tem enfrentado nos últimos meses e referiu que mesmo quando a Guiné-Bissau viveu um conflito armado entre Junho de 1998 a Maio de 1999 não enfrentou tantas dificuldades no seu negócio como agora.

Mariama Sanhá disse que quer "esperar para ver" mas sempre vai avançando que o consumidor final é quem acaba por sentir mais a situação na medida em que o preço do pescado "é forçosamente alto".

Angop