quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Comunicação Social


Ladislau Embassá eleito novo Presidente da Plataforma das Entidades Reguladora da CPLP

Bissau, 27 Out 16 (ANG) - O Presidente do Conselho Nacional da Comunicação Social da Guiné-Bissau assumiu esta quarta-feira a liderança da Plataforma das Entidades Reguladoras da Comunicação Social dos Países e Territórios de Língua Portuguesa (PER) por período de um ano.
Ladislau Embassa

Ladislau Embassá assumiu o referido cargo no V encontro de peritos da Comunicação Social realizada em Bissau de 24 à 26 do corrente mês.

“A presidência guineense de PER está aberta não só para assimilar a larga experiência das presidências anteriores, mas também para recolher ideias brilhantes dos cérebros que integram a PER”, disse o novo Presidente da PER.

Acrescentou que durante o seu mandato pretende assegurar a sua determinação e a da equipa do Conselho Nacional da Comunicação Social da Guiné-Bissau de modo a atingir os objectivos estatutários da PER.

Ladislau Embassá prometeu preparar o debate e o aprofundamento do lema do próximo encontro a ter lugar em Maputo (Moçambique).

“O trabalho que nos espera para o próximo ano é imenso e muito relevante, por isso, eu na qualidade do presidente da PER comprometo-me a respeitar e fazer cumprir os fins fixados nos estatutos da plataforma aprovado na cidade de Bissau”, prometeu Embassá.

Sublinhou que ficou aprovado nos estatutos o alargamento da Plataforma, a colaboração com o Secretariado Permanente para o estreitamento das experiências de intercâmbio entre reguladores e a melhoria da circulação de informação entre os diversos países.

Segundo o novo Presidente da PER  ficou igualmente  aprovada  a contribuição para a promoção de informação de melhor qualidade e de acesso universal ao conjunto dos cidadãos de língua portuguesa.

Por sua vez, a Presidente cessante da organização, Arminda Barros considerou o momento de “grande orgulho”, uma vez que está a passar a liderança para a Guiné-Bissau tendo lhe desejado boa sorte.

Arminda Barros explicou que apesar de o seu mantado não for melhor, conseguiu atingir vários objectivos e espera que o novo Presidente seja activo de modo a fazer mais  de positivo. 

O encontro terminou com uma conferência na qual foram abordados os  temas, Historia do Jornalismo da Guiné-Bissau, a Liberdade de Imprensa e os seus Limites e Comunicação para o Desenvolvimento.
ANG/AALS/ÂC/SG

Auscultacao presidencial


Primeiro-Ministro afirma que não houve consenso em Conacri sobre a escolha de novo chefe de governo

Bissau,27 Out 16(ANG) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Baciro Djá, deu a entender que o Acordo de Conacri não prevê a nomeação de um novo primeiro-ministro e que não houve consenso sobre a figura para liderar o Governo Inclusivo e de Consenso. 

Baciro Djá, emd declarações à imprensa à saída do encontro quarta-feira com o Presidente da República afirmou que o Acordo de Conacri não prevê três nomes para chefiar o governo e não houve consenso sobre uma figura.

O primeiro-ministro entende que devem ser criadas condições para fazer funcionar o Parlamento, permitindo-lhe apresentar e aprovar os dois principais instrumentos de governação por ser um governo legalmente constituído. 

"Somos um governo legalmente constituído e temos uma maioria no Parlamento. Estamos disponíveis a abrir o Executivo para a entrada da oposição", disse.

O chefe de Governo afirma que ele é fruto de alternativa governativa apresentada pelo PRS, a segunda força política mais votada nas eleições legislativas.

O Governo representado pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Aristides Ocante da Silva, representantes do PAIGC, PRS, Assembleia Nacional Popular, União para a Mudanca, Partido Nova Democracia e representantes de entidades religiosas e sociedade civil assinaram na semana passada na Republica da Guiné-Conacri um acordo que determinou a formacao de um governo inclusivo e de consenso.

O novo chefe de governo, segundo o acordo devera ser escolhido entre tres nomes sugeridos pelo Presidente da Republica, José Mário Vaz.
ANG/Lusa

Crise política

         Comunidade Internacional manifesta total apoio à Guiné-Bissau

 Bissau, 27 Out 16 (ANG) - A Comunidade Internacional manifestou quarta-feira o seu total apoio à Guiné-Bissau na busca de um caminho viável para fazer face ao atual crise política vigente no país. 
 
A saída de audiência com o Presidente da República, o porta-voz da Comunidade Internacional, Ovídio Pequeno, disse à imprensa que em nome do grupo das “Cinco” organizações internacionais reafirmam as suas disponibilidades de ajudar a Guiné-Bissau a sair, o mais rapidamente possível, do desentendimento político com que se depara há anos.

De acordo com o diplomata são-tomense ao serviço da União Africana ainda é prematuro revelar alguns trabalhos e esforços que a Comunidade Internacional está a levar a cabo a fim de acabar com a crise.

O Presidente da República José Mário Vaz, recebeu ainda em audiência o ex. chefe da Armada guineense, José Américo Bubo Natchuto, que no final de encontro revelou a imprensa que a sua visita é apenas de cortesia ao chefe de Estado, na qualidade do Comandante em Chefe das Forças Armadas.

“Enquanto oficial general e ausente do país por quase quatro anos, não podia regressar à casa sem vir dar boas vindas ao meu superior hierárquico”, disse Natchuto.
ANG/LLA/ÂC/SG  
 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Religião


Bissau, 26 Out 16 (ANG) - A conservação das cinzas dos mortos em casa e a sua dispersão pelo ar, terra ou mar passou a ser proibida pelo Igreja Católica, refere o Vaticano num documento divulgado nesta terça-feira.
 
No texto da Congregação para a Doutrina da Fé, o Vaticano salienta a preferência da Igreja Católica pela sepultura dos mortos, mas não proíbe a cremação, “a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã”.

Proibida é, todavia, a conservação das cinzas dos mortos em casa e a sua dispersão, conforme se sublinha no documento que deve servir de orientação para os católicos.

“As cinzas do defunto devem ser conservadas num lugar sagrado“, salienta-se no texto divulgado nas vésperas do Dia de Todos os Santos, que se assinala a 1 de Novembro, e que leva os católicos aos cemitérios para homenagearem os familiares mortos.

A Rádio Renascença transcreve o documento onde se determina que as cinzas devem ser guardadas “no cemitério, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica”.

Desta maneira, está-se a “contribuir para que não se corra o risco de afastar os defuntos da oração e da recordação dos parentes e da comunidade cristã”, sublinha o Vaticano.

Estas orientações, nota o Vaticano, evitam ainda “a possibilidade de esquecimento ou falta de respeito que podem acontecer, sobretudo depois de passar a primeira geração, ou então cair em práticas inconvenientes ou supersticiosas”.

O Vaticano informa, porém, que a preservação das cinzas em casa pode ser autorizada, a título excepcional, “de acordo com a Conferência Episcopal ou o Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais” e “dependendo das condições culturais de carácter local”.

Também fica a nota de que as cinzas “não podem ser divididas entre os vários núcleos familiares”, nem conservadas “sob a forma de recordação comemorativa em peças de joalharia ou em outros objectos”.
ANG/ZAP


Auscultação presidencial

Primeiro Vice-presidente da ANP recomenda dissoulção do parlamento caso persistem devergências

Bissau,26 Out 16(ANG) - O primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP), Inácio Correia sugere a dissolução do Parlamento guineense caso persistam  divergências à volta do acordo de Conacri.
António Inácio Correia

À saída de auscultação com o Presidente da República, Correia disse que José Mário Vaz tem outra solução que não seja a de  nomear a figura proposta pelo partido vencedor das eleições legislativas para liderar o próximo executivo.

 Braima Camará, em nome do grupo dos 15 deputados expulsos  do PAIGC, voltou a condicionar o regresso do grupo ao partido  ao levantamento de todas as sanções impostas pela direcção do PAIGC. 

Camará que é igualmente conselheiro do Presidente da República exortou  ao Mário Vaz a usar a sua magistratura para a implementação do Acordo de Conacri.

Insurgiu-se  contra as interpretações diferentes que se fazem do Acordo de Conacri em Bissau, acrescentando que cabe ao chefe de Estado escolher a figura de sua confiança que possa reunir maior consenso possível entre as partes.
ANG/Rádio Jovem

Auscultação presidencial

Líder do PAIGC pede ao Presidente da República para pôr termo à crise institucional no país

Bissau,26 Out 16(ANG) - O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) apelou hoje ao Presidente da República para pôr termo à "grave crise institucional", assumindo as suas responsabilidades de garante da estabilidade governativa.
Domingos Simões Pereira, à saída do encontro com José Mário Vaz disse que as auscultações promovidas pelo Presidente da República até com os partidos políticos sem representação parlamentar demonstram que o chefe de Estado está a descredibilizar o Acordo de Conacri e a desrespeitar a Constituição da República.

"O Presidente da República deve garantir o normal funcionamento das instituições. Elas não funcionam. Esperávamos uma atitude diferente dele o que não encontramos”, lamentou.

Domingos Simões Pereira entende que se o Presidente da República não tiver soluções deve convocar novas eleições legislativas antecipadas.

Por sua vez, o Secretário Geral do Partido da Renovação Social(PRS), Florentino Mendes Pereira, a segunda força política mais votada, reafirma que não houve consenso em Conacri sobre a figura que vai liderar o novo Governo Inclusivo e de Consenso.

Para a União para a Mudança,segundo o seu lider,Agnelo Augusto Regala houve um consenso em Conacri sobre a figura para liderar o Governo Inclusivo e de Consenso e cabe ao Presidente respeitar esse acordo.


Segundo regala, caso persista o bloqueio e as divergências, o Presidente da República deverá dissolver o Parlamento e convocar novas eleições legislativas antecipadas.


Por sua vez, o Presidente do Partido da Nova Democracia, Iaia Djaló, refere que no  Acordo de Conacri não consta a proposta de três nomes para liderar o próximo executivo até final da presente legislatura.

"Nós não assinamos nenhum acordo em Conacri para a nomeação do Governo e consequente primeiro-ministro", afirma Iaia Djalo, o também conselheiro do Presidente da República, José Mário Vaz.

O Chefe de estado promove desde segunda-feira auscultacões aos partidos com e sem assento parlamentar, as representacões da sociedade civil com vista a nomeacão de um novo Primeiro-ministro entre três nomes escolhidos por ele: Augusto Olivais, dirigente do PAIGC, João Mamadu Fadia, independente e Umaro Cissoco, um próximo do presidente Mario Vaz.
ANG/Rádio Jovem