sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Comunicação social



Vice-presidente da ANP critica “posicionamento tendencioso” de alguns órgãos de informação
 
Bissau, 28 Out 16 (ANG) - O Vice-presidente da Assembleia Nacional Popular criticou  quarta-feira o posicionamento de  alguns órgãos de informação, sobretudo públicos que têm vindo a deixar transparecer  atitudes tendenciosas na divulgação de informações, ocultando factos importantes publicados pelos órgãos da soberania e optando-se pela censura a favor de interesses pessoais.

Ao presidir a cerimónia de enceramento do seminário sobre “A Regulação Editorial no Online”  Inácio Correia disse acreditar que os resultados saídos nos deferentes painéis do seminário vão contribuir não só para o desenvolvimento político e socioeconómico e cultural do país,  como também para a modificação desse tipo de posicionamento de alguns órgãos, eticamente reprováveis.

Inácio Correia acrescenta que a realização do evento no país é de muita importância tendo em conta a actual situação politica do pais  que exige dos  profissionais da comunicação social uma atuação mais responsável, e que  não permite influencias de interesses que põem em causa  a ética, imparcialidade e a objetividade do trabalho jornalístico.

Correia garantiu que processo da revisão Constitucional ira reforçar o poder da comunicação social, com o propósito de torna-lo mais independente e permitir que os seus profissionais possam exercer as suas actividades com total liberdade e isenção.

Nesta base, segundo Inácio Correia, os diretores dos órgãos públicos passarão à ser nomeados através de concurso público evitando assim o papel de subalternidade  aos interesses contrários as regras de imparcialidade, da isenção e a objetividade que uma informação deve ter.     

Entretanto um dos oradores do tema da Independência Editorial, o jornalista da RTP José Rodrigues dos Santos disse que os Conselhos e Entidades Reguladoras da Comunicação Social devem defender os jornalistas do poder político, porque nenhum país pode chegar ao desenvolvimento se encorajar a mentira e se oculta a verdade.   

 ANG/LPG/ÂC/SG

CPLP


Reafirmação do papel da organização marca mandato de Murargy 
 
Bissau, 28 Out 16 (ANG) – O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) destacou o balanço e reflexão sobre o futuro e a reafirmação do papel da organização na Guiné-Bissau como os principais traços do seu mandato, que termina em Dezembro.

Em vésperas da cimeira da CPLP, onde deverá ser designada a sua sucessora - a são-tomense Maria do Carmo Silveira -, Murade Murargy lamentou que, nos quatro anos em que liderou o secretariado-executivo da organização, não tenha conseguido avanços mais concretos na promoção da mobilidade dos cidadãos lusófonos nos nove países da organização.

“É uma grande angústia que eu levo”, disse, em entrevista à Lusa.

O secretário-executivo ressalvou que já há acordos bilaterais para facilitar a circulação, mas essa ainda não é uma realidade entre os nove países do bloco lusófono.

“Nem todos os países têm passaporte electrónico, há países que têm um certo receio de terem as suas soberanias violadas ou que ainda se debatem com problemas de segurança interna”, justificou.

O secretário-executivo garante que se empenhou “bastante” neste tema e afirma esperar que “não se chegue aos 30 anos da CPLP a falar do mesmo problema, sem que se tenha encontrado uma saída”.
 
Em jeito de balanço dos últimos quatro anos, Murade Murargy considerou que “o barco CPLP não afundou, está a navegar, firme e com um horizonte bem definido”, apesar de “tempestades que vieram no meio da navegação”.

O diplomata moçambicano descreveu que a sua primeira medida foi “recolocar a CPLP no seu caminho em relação à Guiné-Bissau”, dialogando com todos os atores políticos guineenses.

O país estava em crise, devido ao golpe de Estado, mas não havia sintonia entre os Estados-membros sobre como agir.

“Quando uma família está com problemas, o resto dos membros não fica de braços cruzados, mas era o que estávamos a fazer”, afirmou.

O mandato foi, principalmente, marcado por uma reflexão sobre os três pilares da CPLP: a concertação político-diplomática, a língua e a cooperação.

Se quanto ao primeiro ponto, Murade Murargy considerou que “está consolidado”, já quanto à língua portuguesa, defendeu era necessário avançar.

“Era uma questão do passado, a língua da colonização. Era preciso transformar a língua, entrar para o diálogo dos negócios, do comércio, do investimento”, sustentou.

Quanto à cooperação, Murargy afirmou que os projectos são ainda de pequena dimensão, mas que “têm impacto junto dos cidadãos”, exemplificando os projectos na energia, trabalho infantil, género, educação das crianças de rua ou contacto com escolas.

O secretário-executivo assinalou a necessidade de “procurar outras fontes de financiamento, além dos Estados”, nomeadamente o Banco Africano, o Banco Mundial ou a União Europeia, para garantir “capacidade para se realizarem projectos multilaterais”.

Uma reflexão que pretendeu preparar a nova visão estratégica, que propõe o rumo da organização, que celebra 20 anos, na próxima década. A proposta deverá ser aprovada na XI conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que decorre nos dias 31 de Outubro e 01 de Novembro em Brasília, Brasil.

Com o mandato a terminar no final deste ano, Murade Murargy considerou que tem a “missão cumprida” e garante que a CPLP é “uma organização com futuro”, mas deixou um alerta: para tal, é preciso que a “vontade política seja reafirmada” e que todos os países se “empenhem numa agenda única”.

“Se houver uma única agenda, não haverá desinteresse da CPLP”, assinalou. 

ANG/Lusa

Comunicação Social


Plataforma das Entidades Reguladoras da CPLP recomenda revisão  das legislações nacionais 
 
Bissau,2 Out 16 (ANG) – Os participantes do V Fórum da  Plataforma das Entidades Reguladoras da Comunicação Social dos Países e Território de Língua Portuguesa (PER) recomendaram  a revisão  das legislações nacionais do sector, para salvaguardar a protecção dos direitos dos jornalista no contexto de edições on line.

A recomendação consta no documento final de três dias de reuniões do Fórum que decorreu em Bissau, cujo a cerimónia de enceramento teve lugar esta quarta-feira.

Segundo o documento, a Organização vai promover livre exercício de actividades jornalísticas, direito à informação, liberdade de imprensa, a independência dos órgãos, o fomento do respeito pelos direitos e liberdade dos cidadãos e a promoção da língua portuguesa.

A PER defende igualmente a necessidade de requalificar as actividades jornalísticas com base no cumprimento da ética e deontologia profissional, porque conforme a organização, o jornalismo deverá ser uma actividade certificada e diferenciada de outros modos de comunicações que com o qual se possa confundir, mas que não obedecem as mesmas normas éticas de veracidade,  objetividade e  conformidade com a realidade dos factos.

A organização pede o respeito pelo Código Deontológico no exercício de actividades jornalística com total independência e compromisso  aos respetivos estatutos editoriais.

Por outro lado, os participantes manifestaram  as suas preocupações em relação ao uso dos meios da comunicação social para difusão de ideias negativas, em desrespeito a dignidade da pessoahumana, bem como ao direito ao bom nome, enfatizando que o discurso de ódio não é  liberdade de expressão. 

ANG/LPG/ ÂC/SG

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Criminalidade


         Polícia Judiciária capturou oito dos 24 reclusos que fugiram da cela

Bissau,27 Out 16(ANG) - A Polícia Judiciária, capturou oito dos 24 reclusos que fugiram da cela em Bandim no passado dia 16 do mês em curso, noticiou quarta-feira a Rádio Jovem .

DG da Polícia Judiciária
Um grupo de 50 prisioneiros com escovas de dentes bem afiadas conseguiu ferir alguns guardas prisionais e 24 puseram-se em fuga, aproveitando o horário de visitas de familiares, tendo um deles morrido durante a fuga.

O Procurador-Geral da Republica, António Sedja Man, visitou quarta-feira a PJ tendo se  inteirado dos  motivos da fuga dos 24 reclusos que estavam detidos no local,
Man  ordenou a abertura de inquérito para apurar responsabilidade criminal erelacionada a fuga dos reclusos.

A  Liga Guineense dos Direitos Humanos, na pessoa de seu presidente, Augusto Mario da Silva  exigiu recentemente o encerramento  do referido centro de detenção e exorta as autoridades judiciais a encontrar uma solução que garanta o mínimo de dignidade aos reclusos.

Para o Procurador-Geral da República essa exigência não pode ser cumprida enquanto não houver uma alternativa.

Instada a falar sobre a onda de assaltos à mão armada, a Directora Nacional da Policia Judiciária, Filomena Mendes Lopes, promete “ mão dura” da Polícia Judiciária no combate à criminalidade.
ANG/Rádio Jovem