segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Roménia



         “NATO não quer nova Guerra Fria com a Rússia”, diz Secretário-geral

Bissau, 09 Out 17 (ANG) – O secretário-geral da NATO disse hoje que a Aliança Atlântica não quer uma “nova Guerra Fria” com a Rússia, apesar da preocupação dos Estados-membros com o fortalecimento militar russo junto às suas fronteiras.
Símbolo da Nato

Jens Stoltenberg falava no final de quatro dias de uma assembleia parlamentar da NATO na capital da Roménia.

“Estamos preocupados com a falta de transparência [da Rússia] quando se trata de exercícios militares”, disse.

Stoltenberg referia-se aos exercícios militares realizados em Setembro envolvendo milhares de militares russos e bielorrussos na Bielorrússia.

Os exercícios envolveram manobras desenhadas para apanhar e destruir espiões armados.
No entanto, Stoltenberg disse: “A Rússia é nossa vizinha (…) não queremos isolar a Rússia; não queremos uma nova Guerra Fria”.

O responsável acrescentou que a aliança, que reúne 29 Estados-membros, incluindo Portugal, aumentou as patrulhas aéreas no Mar Negro em “resposta às acções agressivas da Rússia na Ucrânia”.

Sobre a missão da NATO no Afeganistão, onde se mantêm mais de 13.000 militares, Stoltenberg disse que “o custo de sair seria muito mais elevado” do que o custo humano e financeiro da missão.

O Afeganistão iria cair num caos e tornar-se um santuário para terroristas internacionais se a NATO saísse do país, acrescentou. ANG/Inforpress/Lusa

Administração pública


Secretário-geral da UNTG responsabiliza políticos pela disparidade dos números de funcionários nos bancos de dados

Bissau, 09 Out 17 (ANG) – O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) responsabilizou os políticos pela disparidade que existe nos bancos de dados, nos Ministérios das Finanças e da Função Pública.

Estevão Gomes Có
Estevão Gomes Có que falava hoje aos jornalistas disse que os mesmos politizaram a administração pública, acrescentando que cada responsável político nomeado leva certo número de pessoas para o Ministério  que dirige. 

Disse contudo que a UNTG não foi informado sobre o bloqueio de salários de alguns funcionários públicos por parte governo. 

Informou que após tomarem o conhecimento de que o Ministério da Função Pública está a fazer controlo sobre a disparidade dos números do pessoal da administração pública existentes nos bancos de dados entre os Ministérios da Função Pública e das Finanças, enviou uma carta ao governo pedindo uma reunião de emergência do Conselho 

Permanente de Concertação Social para obter mais informação sobre o assunto por parte do executivo, e que não obteve resposta. 

Estevão Gomes Có lamentou que, apesar do empenho e esforço daquela organização, o executivo não honrou o seu compromisso dentro do prazo de seis meses, para proceder ao rejuste salarial, cuja reivindicação  culminou com uma greve de três dias na Função Pública. 

Questionado sobre o novo recenseamento dos funcionários públicos cujos salários foram cancelados  em Setembro, Estevão Gomes Có respondeu que o Ministério da Função Pública descobriu um grosso número de funcionários no banco de dados das Finanças que não existe naquela instituição.ANG/JD/ÂC/SG

Bubaque



               Paludismo continua principal causa de doença no sector  

Bissau,09 Out 17 (ANG) – O administrador do hospital, “Marcelino Banca”, do sector de Bubaque, Ricardo João Có disse que apesar da realização da campanha de distribuição de mosquiteiros impregnados, o paludismo continua a ser maior causa da doença naquela zona insular.
Vista do Hospital de Bubaque

Em declarações à imprensa, Ricardo Có relaciona a situação com a aglomeração de  grande quantidade de  mosquitos causadores de paludismo e que  picam não só à noite, mas também à luz do dia.

Por este motivo, apela aos populares do referido sector para usarem camisas de mangas cumpridas ao anoitecer, continuarem a dormir debaixo de mosquiteiros para evitar a picada dos mosquitos, bem como a procura do hospital em caso de qualquer sintoma.

Ricardo Có disse contudo que o acesso aos cuidados sanitários melhorou bastante graças aos Agentes da Saúde Comunitária.

E quanto ao funcionamento do hospital do sector e Bubaque, o seu administrador informou que o estabelecimento sanitário , de  momento está sem médico, porque o único que dispunha  se encontrava em Bissau  numa acção de formação na área de cirurgião. 

Iadiantou que  está para breve a abertura de um dos blocos operatório do hospital de Bubaque, construído com apoio financeiro do Fundo das Nações Unidas para População (FUNUAP) e que devia estar a funcionar em Setembro. 

Ricardo Có declarou ainda que o hospital não recebe subvenção da parte do governo e funciona com recursos internos.

“É com recursos internos é que pagamos  as despesas, desde os  salários do pessoal contratado, subsídios, compra de medicamentos bem como de outras actividades inerentes ao trabalho de um hospital”, disse.

Em relação a evacuação de doentes, aquele responsável disse que em caso da necessidade contactam serviços da Capitania ou os agentes turísticos, uma vez que o hospital não despõe de uma vedeta para o efeito.

O hospital do sector de Bubaque tem a capacidade para o internamento de 50 pacientes , para uma população de 7.261 habitantes. ANG/LPG/ÂC/SG
    

Fundação Mon na Lama



Presidente da República recomenda aos produtores de batata-doce para não vender os seus produtos a baixo preço

Bissau,09 Out 17 (ANG) – O Presidente da República, José Mário Vaz apelou aos produtores a suspenção da comercialização dos seus produtos ao  preço que considera de “exploração”, alegando que a presidência e  o governo estão a trabalhar para encontrar mercados onde vão vender as mercadorias a bom preço.

O Chefe de Estado fez este apelo na visita que efectuou nos dias 5 e 6 do corrente mês aos agricultores da secção Bruce, sector de Bubaque, região de Bolama Bijagós no quadro do seu projecto “Mon na Lama”.

O Presidente da República disse ainda que não é possível que as pessoas continuassem a comprar nas mãos dos camponeses um saco de batata de 100 quilos por seis mil francos CFA.

Após a  sua visita aos dois campos agrícolas dos populares da secção de Bruce, José Mário Vaz reafirmou que o futuro do país depende da agricultura.

O chefe de Estado disse que ficou impressionado pela quantidade da área cultivada pela referida comunidade, tendo afirmado que, no presente ano, o sector de Bubaque não terá problemas de fome, devido a quantidade de arroz que será produzido.

José Mário Vaz voltou a firmar que só com o trabalho é que o país pode sair da situação em que se encontra.

Perante esta situação, o ministro da Agricultura, Florestas e Pecuária, Nicolau dos Santos prometeu apoios materiais aos populares da secção de Bruce como forma de aumentarem a produção de arroz.

“Com a mecanização, num futuro próximo da nossa agricultura, o país vai estar em condições de exportar o arroz à semelhança da castanha de caju”, disse o governante.

Instado a falar sobre o aparecimento das pragas em algumas bolanhas da zona leste, Nicolau dos Santos, disse que as delegacias regionais de Agricultura estão equipados para fazer face a ataque de pragas.

O representante dos anciões de secção de Bruce, Arsénio Barbosa manifestou-se satisfeito  com presença do Chefe de Estado naquela localidade.

Contudo, lamentou o êxodo rural dos jovens para as cidades à procura de melhores condições de vida e dos centros de formação, bem como a má condição da estrada que liga a secção de Bruce ao centro de Bubaque.

Por este motivo, apelou ao Chefe de Estado e o governo no sentido de melhorarem as condições da referida via rodoviária e diligenciarem para a  construção de um centro de formação profissional em Bubaque para reduzir a fuga dos jovens para Bissau e consequentemente reforçar a mão-de-obra no campo.

Arsénio Barbosa apelou igualmente a conclusão das obras do bloco operatório do hospital sectorial de Bubaque.

 Domingas António Cumprido, que falou em nome das mulheres disse que os dois campos agrícolas são resultados da mensagem do Presidente que solicita a população guineense para pôr a  mão na lama.

Domingas Cumprido considerou  “elevado”o  custo de transporte praticado pelo navio  “Bijagós” que faz  a ligação entre as ilhas e a capital Bissau.

Neste contexto, exortou o executivo para reabilitar o navio “Bária” que pratica precos mais baixos. ANG/LPG/ÂC/SG



Política



PAIGC acusa Presidente da República de transformar Guiné-Bissau numa “República Sem Leis”

Bissau, 09 Out 17 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC),responsabilizou o chefe de Estado pela transformação da da Guiné-Bissau numa   

 " Nação Sem Leis" , onde tudo pode acontecer numa total impunidade  e descaramento.
Em comunicado de imprensa divulgado no passado dia 6 do corrente mês, os libertadores refere que Domingos Simões Pereira é o líder do PAIGC , porque preside nessa qualidade todos os órgãos estatutários do partido incluindo o Bureau Político e o Secretariado Nacional.

“Por isso, qualquer actividade que leva o selo do PAIGC tem que ser de conhecimento da Direcção Superior do Partido , razão pelo qual o PAIGC e a sua direcção não reconhecem as razões que levaram um grupo de cidadãos , que não são militantes  nem dirigentes do partido a organizar uma dita Conferencia Nacional em nome do partido “, indicou a nota.

O comunicado refere ainda que o auto-intitulado “Grupo dos 15” não tem hoje nenhuma ligação ao PAIGC e os seus membros são livres de fazer o que bem entender, mas sem nunca invocar o nome do partido para cobertura dos seus actos, salientando de que quem fala em nome do PAIGC são os dirigentes e militantes devidamente escolhidos.

Na nota o PAIGC fala das contínuas acções de total indisciplina e violação das regras legais e democráticas que o” Grupo dos 15”,tem vindo a levar a cabo  com total impunidade e até em certa medida contando com a cobertura legal de algumas instituições .

“Exemplo desses actos são, entre outros, a afirmação pública desse grupo de que pretendem assumir a liderança do PAIGC, a revelia das normas democráticas de funcionamento de qualquer organização política, as ameaças de assaltos a órgãos de soberania, na presença dos seus titulares e a realização, em nome do partido, de uma dita Conferência Nacional “, lê-se na nota.

O documento acrescenta que igualmente o Grupo dos 15 divulgou uma chamada Declaração de Bissau para ser distribuída em nome do partido em todo território nacional sem lembrar que nada tem a ver com o partido.

Informaram que no passado tiveram ligações estatutárias e deixaram de o ter porque foram expulsos e suspensos por terem desrespeitado a disciplina partidária, causando profundos danos ao PAIGC, preferindo aliar-se com adversários e retirar o poder que o partido conquistou nas urnas.

Segundo o documento, o PAIGC considera que as ameaças ou acções praticadas pelo “Grupo dos 15”, constituem motivos, mais do que suficientes, para que as instituições competentes da República forjada e que se pretende transformar numa “República Sem Leis “, tomarem uma decisão firme.
 
“E se isso não acontecer pode fazer entender a terceiros a existência de um conluo perigoso com a ditadura actualmente imposta sob a batuta de José Mário Vaz, exemplos disso são, a proibição de manifestações públicas, a censura severa nos órgãos de informações estatais e a desejada limitação das acções políticas dos partidos políticos “,explica a missiva.

No documento, os libertadores recordam ainda a imposição de um Governo presidencialista, ilegal e inconstitucional que já ultrapassou todos os limites legais permitidos pelo ordenamento jurídico guineense , bem como a existência de uma sobreposição do poder executivo sobre o judiciário com ordens de prisão ilegal e arbitrária de quem insultar figuras institucionais.

“O PAIGC diz  BASTA e reclama a imediata intervenção das instituições competentes por uma questão de respeito pela legalidade e por algumas Instituições da República, e se necessário, o partido e os seus dirigentes, militantes e simpatizantes têm capacidade para repelir pela força, em legítima defesa, quaisquer tentativas de assalto a liderança do partido ou de ofensas corporais aos seus dirigentes ou danos no seu património “, refere o comunicado.

Na missiva o  PAIGC exorta a todos quantos queiram desafiar ou provocar que a tolerância tem limites e que a partir de agora todos os actos ou acções provocatórias serão respondidas de forma enérgica para se pôr cobro a esta situação que se arrasta há mais de dois anos..

“Perante a manifesta incapacidade do Presidente da República em encontrar uma saída para pôr cobro a esta situação de crise profunda que assola o país há mais de dois anos, é convidado a implementar imediatamente o Acordo de Conakry, considerado como o único instrumento capaz de retirar a Guiné-Bissau da situação catastrófica em que se encontra”, lè-se no comunicado.
ANG/MSC/ÂC/SG

Canchungo



Ministro Sola na Bitchita defende “organização do território” para desenvolver o país

Bissau,  09 Out 17 (ANG) – “ A Guiné-Bissau não tem nenhuma via para seu desenvolvimento que não seja a organização do território”.

Vista da cidade de Canchungo
A afirmação é do Ministro da Administração do Território e Poder Local  e foi feita quando presidia a cerimónia de criação do Conselho Consultivo do Sector de Canchungo (CCSC), com o apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Sola Nquilim na Bitchita afirmou que para isso, é necessário implicar as populações no processo de desenvolvimento das suas localidades.

“Este projecto para a governação e desenvolvimento local, servirá de base de apoio as futuras autarquias no país”, assegurou o governante.

Para o representante Adjunto do PNUD, Gabriel Dava, a criação do CCSC é um “trabalho de grande valor, porque é um compromisso com o desenvolvimento”.

Intervindo  no acto  o Administrador do Sector, Pedro Mendes Pereira e o Régulo Central, Fernando Batiçã Ferreira,   realçaram a importância da criação do referido Conselho para o desenvolvimento sustentável de Canchungo e apelaram aos seus  membros para não o politizarem  mas sim, trabalhar em união pelo bem comum.

  De acordo com um documento do PNUD  à que a ANG teve acesso, “em primeiro lugar, foram criadas as instâncias, nas quais, a população pode opinar sobre os desafios que enfrenta em diversas áreas e a melhor forma de enfrentá-los”.

Estas instâncias, conforme o PNUD, constituem as chamadas “ Instituições de Participação e Consulta Comunitária (IPCC) ”, nas quais se discutem temas como a saúde, edução, sustentabilidade das actividades económicas e outros.

De acordo com a nota,  no âmbito destas instituições, a população realiza diagnóstico de sua localidade e propõe intervenções, nos domínios de desenvolvimento que considerar prioritárias.

No referido evento, estiveram presentes cerca cinquenta representantes de diferentes entidades públicas e privadas sedeadas nesta localidade norte da Guiné-Bissau. ANG/QC/SG

Cacheu



     Novo governador regional prioriza Plano do Desenvolvimento Regional

Bissau, 09 Out 17 (ANG) – O novo Governador da Região de Cacheu afirmou que a sua “grande” prioridade é  promover encontros com as “forças vivas”, com vista a elaboração do Documento Estratégico do Desenvolvimento Regional.
 
Justino Caroné Gomes fez estas declarações na   cerimónia de criação do Conselho Consultivo do Sector de Canchungo (Norte), com o apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 

“ Vamos ao encontro das pessoas, ouvir as suas ideias e, depois, elaborar um documento orientador para a região de Cacheu”, explicou para dizer que não encontrou instrumento de género na sede do governo regional.

Abordado sobre este Projecto de Apoio a Governação e Desenvolvimento Local, Caroné Gomes reconhece  a sua importância, entretanto pede a população da zona para cumprir com as suas obrigações, através duma participação activa.

Justino Caroné Gomes, Agrónomo de profissão, assumiu as funções do novo Governador da Região de Cacheu a 31 de Agosto último, substituindo no cargo Rui Cardoso.

No referido evento, estiveram presentes cerca cinquenta representantes de diferentes entidades públicas e privadas sedeadas nesta localidade norte da Guiné-Bissau.

O acto foi presidido pelo Ministro de Administração do Território e Poder Local , Sola Nquilim na Bitchita, na presença do Representante Adjunto do PNUD, Gabriel Dava. ANG/QC/SG

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Desenvolvimento local



PNUD apoia  capacitação de membros do Conselho Consultivo de Canchungo

Bissau, 06 Out 17 (ANG) – A Secretaria de Estado do Plano e Integração Regional pretende  reforçar as capacidades locais para a promoção do desenvolvimento sustentável do Sector de Canchungo (Norte), atraves de apoio técnico do PNUD.

Segundo o documento do PNUD à que a ANG teve hoje acesso, a acção enquadra-se num projecto que visa criar as condições para “ Governação e Desenvolvimento local na Guiné-Bissau”.

Assim, “em primeiro lugar, foram criadas as instâncias, nas quais, a população pode opinar sobre os desafios que enfrenta em diversas áreas e a melhor forma de enfrentá-los”.

Estas instâncias, conforme o PNUD, constituem as chamadas “ Instituições de Participação e Consulta Comunitária (IPCC)”, nas quais se discutem temas como a saúde, edução, sustentabilidade das actividades económicas e outros.

De acordo com a nota,  no âmbito destas instituições, a população realiza diagnóstico de sua localidade e propõe intervenções, nos domínios de desenvolvimento que considerar prioritárias.

Também,  “ a governação local é reforçada, na medida em que , as autoridades governamentais locais passam a contar com uma estreita parceria  da população”.
O referido projecto teve como ponto de partida, a organização das comunidades, através de agrupamentos de tabancas a partir de critérios de afinidades, convergência de interesses e proximidade geográfica.

Na parte final dos trabalhos  será formalizada a criação do denominado Conselho Consultivo do Sector de Canchungo.

Uma cerimónia de lançamento dos trabalhos foi recentemente realizada em Canchungo, sob a presidência do Ministro da Administração do Território e Poder Local, Sola Nquilim na Bitchita, na presença do Representante Adjunto do PNUD e autoridades locais.

 ANG/QC/SG

Economia



Guiné-Bissau recorre a banca da sub-região para equilibrar as contas públicas

Bissau, 06 Out  17 (ANG) – A Guiné-Bissau, através do ministério da Economia e Finanças, recorreu hoje à banca da sub-região para contrair um empréstimos financeiro no valor de  cinco mil milhões de Francos  CFA.

A informação consta num comunicado à imprensa da Agência de Títulos de Tesouro dos países da União Monetária da África de Oeste (Agência UMOA-Títulos).

De acordo com o documento, o período do seu vencimento é de três anos, ou seja, até 2020, com uma taxa de juro de 6,5 por cento e um valor nominal unitário de dez mil Francos CFA.

Ouvido pela ANG, um funcionário sénior do Ministério da Economia e Finanças afirmou que são operações financeiras “normais” para equilibrar as contas públicas dum país membro da União. 

A Guiné- Bissau emitiu a última obrigação do título de tesouro em Abril deste ano.
São estados membros da União Monetária da África de Oeste, para além do país, o Senegal, Burkina Faso, Togo, Níger, Costa do Marfim e Benim. ANG/QC/SG

Ambiente



“Rio Cacheu tem maior concentração de tarrafes na sub-região”, - Rede Eco jornalistas

Bissau,06 Out 17(ANG) – O Coordenador da Rede de Jornalistas Ambientais (Eco jornalistas), afirmou que o Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu, no norte da Guiné-Bissau foi definida como a maior zona de concentração de mangal na sub-região, o que lhe coloca na lista das zonas onde os recursos marinhos sentem-se mais protegidos de ameaças. 
Jornalistas durante o passeio no Rio Cacheu

Bacar Baldé, em declarações à imprensa no final da visita que o grupo de quinze jornalistas membros da Rede Eco jornalistas efetuou ao Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu de 3 à 5 de corrente mês, afirmou que, com a missão, a Rede sentiu-se mais capacitada no sentido de sensibilizar a população sobre a necessidade de fazer melhor gestão, conservação e proteção da natureza e dos recursos do Mar.

Em relação ao balanço da visita da Rede Eco jornalistas ao Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu,  Baldé disse que saíram de Cacheu mais reforçado em termos de superação, de vontade de fazer trabalhos ligados a protecção do ambiente e dos recursos marinhos.

“Desde a criação da Rede Eco jornalistas em 2007, ela está disponível a trabalhar com todas as organizações intervenientes no sector do ambiente. Queremos dar a nossa contribuição de forma a sensibilizar as pessoas a mudarem o comportamento em relação a natureza”, informou.

Bacar Baldé sublinhou que é preciso  gerir bem os recursos que temos actulamente e ter na mente que, se consumimos tudo o que temos hoje, a geração vindoura não terá nada, aconselhando as pessoas a optarem pela gestão partilhada das riquezas.

“A nossa visita à região de Cacheu é no sentido de se inteirar “in loco” da intervenção do Projecto de Defesa dos Recursos Marinhos e Costeiros e de luta contra a pobreza na sub região (Go-Wamer), no país e sobretudo no Parque Natural de Tarrafes do Rio Cacheu”, informou.

Tarrafes do Rio Cacheu
Aquele responsável disse que a visita permitiu aos jornalistas conhecerem a importância dos tarrafes, principalmente, enquanto local de reprodução de peixes e crustáceos. 

Por sua vez, o Director do Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu, afirmou que há toda uma necessidade de tirar ilações do Projecto Go-Wamer que opera no país desde 2014, no apoio aos pescadores e sobretudo na capacitação das mulheres.

Fernando Biag informou que o Projecto Go-Wamer, que opera em sete países da sub-região, deu muitos apoios na capacitação das mulheres no domínio de conservação, tratamento de recursos marinhos, construção de fornos melhorados, que permite menor consumo de lenhas, entre outros.

“Ainda, graças ao Projecto Go-Wamer ,conseguimos adquirir todos os materiais indispensáveis para apoiar as mulheres produtoras de ostras, tratamentos de pescados da região de Cacheu”, destacou.

Fernando Biag disse que os problemas ambientais, a par do terrorismo, constituem maiores perigos hoje em dia no mundo, acrescentado que a Guiné-Bissau como país vulnerável em termos de alteração climática, e com uma população que depende de  recursos naturais , tem toda a necessidade de zelar para a preservação e utilização racional dos seus recursos e para tal há toda necessidade de continuar a sua preservação e utiliza-lo de forma racional. ANG/ÂC/SG

Cacheu



           Associação de Pescadores pede apoios para construção de uma sede

Bissau,06 Out 17(ANG) – O Presidente da Associação dos Pescadores de Cacheu (Apesca), disse que a construção da sede da organização consta na lista das necessidades que vão submeter ao Projecto Go-Wamer na segunda fase da sua execussão.
Aspecto do encontro Ecojornalistas e pescadores de Cacheu

Augusto Djata que falava no encontro com os jornalistas membros da Rede Eco jornalistas, na cidade de Cacheu, afirmou que durante os quatro anos da sua actividade o Projecto Go-Wamer conseguiu formar os pescadores de Cacheu no domínio de tratamento e conservação de pescado, entre outros.

Perguntado sobre que relação existe entre os pescadores e o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas(IBAP), Augusto Djatá salientou que os pescadores e a instituição de defesa dos recursos do mar devem estar em sintonia.

“A título de exemplo, o Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu  trabalha no domínio de protecção dos recuros haliêuticos em benefício dos seres humanos principalmente os pescadores que sobrevivem através dele”,salientou.

Por sua vez, a Presidente da Associação das Mulheres Vendedeiras de Pescados de Cacheu(Amapesca), sublinhou  que estão a deparar-se com falta de meios para o transporte dos seus pescados para a venda em outras localidade do país.

Nené Mendes declarou igualmente que a associação não tem uma sede para o seu funcionamento. ANG/ÂC/SG