sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Política



  PM visitou Guiné-Conacri para “voltar a aquecer relações” com Presidente Condé

Bissau, 13 Out 17 (ANG) - O primeiro-ministro afirmou quinta-feira que "voltou a aquecer as relações" com o Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, com quem se desentendeu sobre a solução para o impasse político que vive a Guiné-Bissau.

Segundo a agência Lusa, Umaro Sissoco Embalo, de etnia fula, acusou Alpha Condé, de etnia mandinga, de não gostar dele por causa da sua etnia, tendo acusado o Presidente da Guiné-Conacri de parcialidade na mediação da crise na Guiné-Bissau.

O Presidente da Guiné-Conacri foi nomeado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) mediador para ajudar a ultrapassar o impasse político guineense.

O primeiro-ministro guineense considerou que a mediação de Alpha Condé estava a ser parcial e chegou a admitir a possibilidade de solicitar a sua substituição. 

"Como sabem, tínhamos umas relações frias com o Presidente Alpha Condé, mas hoje voltamos a aquecer as nossas relações", afirmou o primeiro-ministro em Bissau, depois de uma visita de algumas horas a Conacri.

Em declarações aos jornalistas no aeroporto de Bissau, Umaro Embaló afirmou que ficou tudo esclarecido com Alpha Condé.

"A Guiné-Bissau é um Estado como qualquer outro Estado", defendeu Embalo, pedindo os guineenses para encontrarem as soluções para os problemas do país "sem arrogância".

Quanto à legitimidade do seu Governo, contestada por vários partidos, o primeiro-ministro considerou que apenas o tribunal poderá determinar uma posição definitiva sobre o assunto ou então o Parlamento.

O atual Governo da Guiné-Bissau não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri.

O Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos. ANG/Lusa

Função Pública



Governo diz que situação de bloqueio salarial será ultrapassada na próxima semana

Bissau, 13 Out 17 (ANG) – O Ministro da Função Publica garantiu que a situação de bloqueio salarial de alguns funcionários públicos vai ser ultrapassada na próxima semana, devido aos resultados do censo que está a ser feita e da confirmação da parte dos trabalhadores em causa.
 
Em declarações à imprensa, Tumane Baldé exortou aos professores que ainda não receberam no sentido de apresentarem os documentos exigidos junto do ministério da educação para a regularização das suas situações.

Apesar de ter reconhecido a complexidade da situação dos professores que têm o sector educativo como um trampolim para entrar na função pública, Baldé apela a compreensão dos docentes.

O Secretário- geral da Confederação de  Sindicatos Independentes, Filomeno Cabral congratulou-se com o executivo no que se refere ao desbloqueio da situação salarial de alguns funcionários, que considerou de alarmante.

 “ Em 2012 os funcionários públicos eram cerca 12 mil e hoje em dia ou seja há anos o número dos funcionários subiu para 32 mil Onde saíram, quem são, dois bancos de dados o que não é correto. Banco de dados deve ser só um”, vincou.

Cabral disse que ficou retida na reunião que doravante os dados dos funcionários públicos validos são os do Ministério da Função Pública e ao Ministério das Finanças caberá o papel de pagador.

Em relação a questão de falta de pescado, da corrente eléctrica e a venda do arroz para além do preço estipulado pelo governo, Filomeno Cabral disse que o executivo promete tomar medidas correctivas.

Quanto a questão dos órgãos da comunicação social públicos, informou que até ao final deste mês o governo vai proceder a entrega dos equipamentos informáticos e viaturas conforme a necessidade de cada um.

O secretário-geral da UNTG, Estevão Gomes Có apelou ao executivo a resolver a situação de bloqueio salarial o mais rápido possível.

Disse que a situação que o país vive hoje em dia tem a ver com a má estruturação da função pública, por isso, como o actual governo “não eleitoralista” pode-se fazer um trabalho de base para uma administração pública organizada. 

Em nome da Câmara de Comércio, Mama Samba Embalo exorta ao governo a regularizar, com máxima urgência possível, a situação dos funcionários, cujos salários foram bloqueados.   ANG/LPG/SG

Forças Armadas


          Biaguê Na Ntan quer abandonar chefia do Estado-maior General


Bissau,13 Out 17(ANG) - Biague NanTam pediu ao Presidente da República José Mário Vaz para abandonar o seu posto a frente dos militares da Guiné Bissau, noticia e-Global.

O pedido de Biague, feito antes da recente viagem de José Mário Vaz a Portugal e não terá sido alvo de decisão final por parte da Presidência.

Segundo a  e-Global, o pedido não foi ainda formalizado por escrito, e nem sequer José Mário Vaz se comprometeu a aceitar a decisão do seu CEMGFA.

Biague Na Ntan terá alegado razôes de saúde para a sua saída do cargo, uma vez que necessita de tratamentos regulares em Cuba, país para onde tem viajado de forma frequente.

o site refere ainda que ao longo da crise política que tem marcado os últimos dois anos do dia-a-dia da Guiné-Bissau, Biague Na Ntam tem sido criticado por alguns militares como o principal sustentáculo da Presidência na pacificação nos quartéis, e que foi também através de Biague, figura respeitada entre os militares, que o sector se manteve afastado de todos os problemas políticos, postura que tem sido alvo de elogios por parte da Comunidade Internacional.

Citando  fontes da Presidência da República, a e-Global adianta    que José Mário Vaz estará agora em processo de avaliação de três nomes em cima da mesa: Augusto Mário Có, diretor do Instituto Nacional de Defesa, Lassana Mansaly, Chefe de Estado-Maior do Exército, e Zamora Induta
ANG/e-global

Libéria/ presidenciais



  George Weah e Joseph Boakai à frente na contagem de resultados parciais     provisórios

Bissau, 13 Out 17 (ANG) – Os dois favoritos das eleições presidências da Libéria, o senador George Weah, legenda do futebol africano e o vice-presidente cessante, Joseph Boakai, estão à frente na contagem de resultados parciais provisórios anunciados quinta-feira pela Comissão Eleitoral Nacional da Libéria(NEC).

Estes resultados, os primeiros depois da votação na terça-feira para escolha do sucessor de ’Ellen Johnson Sirleaf, primeira mulher eleita chefe de estado em África, “ainda não permitem determinar se uma segunda volta  será necessária”, declarou em conferência de imprensa, o presidente da NEC, Jerome Korkova.

“ Esta comissão decidiu publicar os resultados em tempo real, mas isso não pode ser feito em detrimento da exatidão, disse Korkova acrescentando que ainda “ninguém foi  declarado vencedor”.

Estes resultados dizem respeito a províncias que correspondem a 48 por cento do sufrágio.
Terça-feira, a presidente cessante que não concorreu por atingir o limite de dois mandatos de seis anos, declarou que a Libéria está pronta para a transição, a primeira de um dirigente eleito para outro no país, depois de três gerações.

Vinte candidatos concorreram o posto que Sirleaf ocupou durante doze anos.
ANG/FAAPA

Educação



“52 por cento das meninas têm acesso ao primeiro ano de escolaridade mas só 15 por cento atinge o 12º ano”, diz a UNICEF

Bissau, 13 Out 17 (ANG) – A representante adjunta do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF),disse esta quinta-feira que um estudo recente aponta que na Guiné-Bissau apesar dos avanções verificados no sector educativo apenas 52 por cento das meninas de famílias com economia mais baixa têm acesso ao primeiro ano de escolaridade e delas, só 15 por cento atingem o décimo segundo ano.

Cristina Brugiolo que falava na cerimónia de  enceramento do ano lectivo findo e da Abertura do ano lectivo  2017/18, disse que em sentido inverso,93 por cento dos meninos vindos duma família com economia mais rica e de meio urbano frequentam o primeiro ano de escolaridade e, destes 78 por cento atinge o nível mais elevado do ensino.

“Observando este grande contraste de género no país e esta trajectória descendente de uma geração de crianças de 6 anos, podemos ver que, no seu percurso escolar, desde cedo a criança é confrontada com vários obstáculos entre os quais, o começo de estudos depois dos seis anos, a cobertura escolar insuficiente e incompleta “,disse.

A responsável informou que apenas 25 por cento das escolas do ensino básico oferecem os primeiros dois ciclos de escolaridade completos, ou seja a escolaridade gratuita e obrigatória, é um processo de ensino-aprendizagem que regista um número limitado de dias úteis de ensino.

Cristina acrescenta que  o sistema educativo guineense ainda apresenta inúmeros desafios e precisa mais  de apoio coordenado dos seus actores à todos os níveis.

“Apesar disso, seria um erro pensar que a solução destes problemas esteja apenas nas mãos do Governo, dos parceiros como Banco Mundial, Unicef, Unesco, Plan entre outros ,ou que a solução esteja na tão desejada estabilidade política “, informou.

A solução, segundo  ela,  deve vir de cada um dos actores fundamentais da educação que são, os pais e encarregados de educação, alunos e professores.

A representante-adjunta da Unicef disse que os pais  devem sentir a importância da educação, matriculando os filhos incluindo as meninas na idade certa que é de seis anos, e que os alunos devem valorizar o grande investimento dos pais e Governo em assegurar o ensino gratuito e de qualidade e cuidar de todos os bens postos a disposição.

“Em fim, os professores aos quais os pais entregam os próprios filhos confiando na sua obrigação de cuidador e de formador, tem um outro prestigio que é de contribuir de uma maneira substancial e positiva para o desenvolvimento do capital humano”, referiu Cristina Brugiolo.

A responsável apelou aos professores  para  explorarem todas as opções de diálogo construtivo e responsável na resolução de qualquer dificuldade que a profissão enfrenta, de maneira a não privar a esta geração o direito fundamental à educação. ANG/MSC/SG

Banco Mundial



“Facilitar a migração melhorará a economia da ASEAN”, diz Banco Mundial

Bissau, 13 Out 17 (ANG) - Facilitar a migração melhoraria a economia da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e a protecção dos trabalhadores migrantes na região, defendeu hoje o Banco Mundial num relatório intitulado “Migrando rumo à oportunidade”.


 
“Em geral, os procedimentos de migração na ASEAN permanecem restritivos”, indicou em comunicado o Banco Mundial, elencando como barreiras os “processos de recrutamento longos e dispendiosos” e as “restritivas quotas no número de trabalhadores estrangeiros permitidos” em cada país.

Além disso, segundo a instituição mundial, as “rígidas políticas de emprego” restringem as opções e a protecção social dos trabalhadores imigrantes.

No relatório, o Banco Mundial refere, por exemplo, que o aumento de 10 por cento dos trabalhadores de baixa qualificação elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) da Malásia em 1,1por cento.

A economia da Tailândia, por seu turno, cairia 0,75por cento sem imigrantes no seu mercado laboral.

A maioria dos mais de 6,5 milhões de trabalhadores migrantes na ASEAN, na sua maioria pouco qualificados e, por vezes, indocumentados, trabalha no setor da construção, nas plantações ou como empregados domésticos.

No mesmo documento, o Banco Mundial reconhece os passos dados pela Comunidade Económica da ASEAN para facilitar a mobilidade, mas observa que a regulação se cinge a profissionais qualificados – incluindo médicos ou engenheiros –, que apenas representam 5% do mercado de trabalho do bloco regional.

“Com a escolha adequada de políticas, os países de origem podem aumentar os seus benefícios económicos enquanto protegem os direitos dos seus cidadãos que decidem emigrar para trabalhar”, afirmou Sudhir Shetty, economista-chefe para a Ásia Oriental e Pacífico do Banco Mundial.

Sudhir Shetty sustenta, por outro lado, que os países de acolhimento podem ocupar os postos de trabalho vagos e elevar o seu PIB com políticas adequadas.

“Políticas desadequadas e instituições ineficazes significam que a região está a perder oportunidades com a imigração”, apontou.

O relatório propõe, entre outras medidas, a simplificação do processo de emigração em países como Laos, Camboja ou Birmânia, assim como a regulação dos trabalhadores imigrantes irregulares na Tailândia.

Malásia, Singapura e Tailândia contam com 6,5 milhões de trabalhadores imigrantes, o equivalente a 96% da ASEAN, de acordo com o Banco Mundial.

Em 2015, os imigrantes da região enviaram remessas para os seus países de origem avaliadas em 62.000 milhões de dólares (52,6 milhões de euros).

Olhando em termos de países, as remessas representaram 10 por cento do PIB das Filipinas, 7por cento do do Vietname, 5por cento do da Birmânia e 3 por cento do do Camboja.  ANG/Inforpress/Lusa

Política



         Artur Sanha nega ter sido convidado para vice-presidente do PRS

Bissau, 13 Out. 17 (ANG) – O antigo Primeiro-ministro de transição e dirigente do Partido da Renovação Social (PRS),disse esta quinta-feira que a notícia que está a circular no país, segundo a qual terá sido convidado pelo Presidente do partido, Alberto Nambeia, para ocupar o cargo do vice-presidente e que recusou, não corresponde a verdade.
Artur Sanha foto arquivo

Artur Sanhá reagia assim, numa conferência de imprensa, “à notícia postas a circular nas redes sociais “de que tinha sido convidado por Alberto Nambeia para ocupar o cargo mas que declinou o convite.

“Depois do Congresso, desde o dia 29 de Setembro último até hoje não encontrei fisicamente com o presidente do partido e muito menos para me convidar a ser vice-presidente do PRS ”,informou.

Para Sanhá as pessoas estão a fazer ao Nambeia, o mesmo serviço contagioso que fizeram tanto com os ex-presidentes João Bernardo Vieira (Nino) como com o Kumba Yala . “Ou seja conselhos para destruir os adversários, incluindo as invenções contra personalidade de alguém”.

“ As pessoas devem deixar estas práticas principalmente aqui no PRS”, disse salientando que durante o 5º Congresso dos renovadores foi claro ao afirmar que vai priorizar o partido porque tem interesse no seu crescimento para dar a sua máxima contribuição para o bem da Guiné-Bissau.

O antigo Secretário-geral dos renovadores frisou que o programa maior do seu partido é chegar ao poder, salientando que não vai fazer nada que possa pôr este objectivo em causa.

Artur Sanhá disse que mantem aquela decisão até hoje, salientando que ele é uma pessoa, consciente naquilo que faz, acrescentando que um partido instável mesmo ganhando eleições não consegue governar.

“Por isso, vamos ajudar a estabilizar os partidos políticos da Guiné-Bissau, porque se isso não acontecer quem vier a ganhar eleições será um asar para o país “,afirmou.
Sanhá disse que já esta na direcção dos renovadores de uma forma automática pelo que não precisa ser convidado para a integrar.

Aquele dirigente dos renovadores considerou de pena o actual momento que o país está a viver, e referiu que antes da queda do Governo liderado por Domingos Simões Pereira tiveram a ousadia no parlamento de chamar a atenção de que tudo que começa mal acaba mal.

“Agora a situação do país esta bloqueada e só nós guineenses podemos encontrar a fórmula para sair desta situação de crise política que o abala. Muitas coisas que o parlamento devia resolver ficaram paradas, entre elas a legitimação do Governo para poder buscar fundos junto dos parceiros para o desenvolvimento da Nação”, disse.

Segundo Artur Sanhá, sem a aprovação do programa do governo, “mesmo tendo um Primeiro - ministro cientista” não pode conseguir recursos para fazer frente aos desafios que o espera. ANG/MSC/SG

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Nações Unidas



                                    Estados Unidos abandonam Unesco

Bissau, 12 Out 17 (ANG) - Os Estados Unidos de América anunciaram hoje que vão sair da Unesco, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e  Cultura. 

Sede da Unesco em Paris
O departamento de estado norte-americano diz que a decisão terá efeitos a parir de 31 de dezembro.

“Essa decisão não foi tomada de ânimo leve, e reflecte as preocupações dos estados unidos com o aumento das dívidas na Unesco, a necessidade de reformas fundamentais na organização e o viés anti-israel na Unesco”, diz o comunicado divulgado esta quinta-feira.

A Diretora-geral da organização, Irina Bokova já disse “lamentar profundamente” a decisão norte americana.

A universalidade é essencial à missão da Unesco para construir a paz e a segurança internacional face ao ódio e a violência, pela defesa dos direitos humanos e da dignidade humana”, disse Bokova em comunicado. ANG/DN

Ensino público



Ministro considera “uma obrigação” melhoria das condições de trabalho dos professores

Bissau, 12 Out. 17 (ANG) – O ministro da Educação Nacional e do Ensino Superior disse hoje que é uma obrigação de todos , a melhoria das condições de trabalho dos professores guineenses, como elementos preponderantes na comunidade e agente activa no desenvolvimento social.
Sandji Fati

Sandji Fati discursava no acto do fecho do ano lectivo 2016/17 e a abertura do novo ano lectivo 2017/18, cujo o lema é “Juntos para um Sistema educativo Estável”, disse que o acto é de muita importância, não só pelo Governo, mas para todos os envolvidos no processo, nomeadamente os pais e encarregados de educação, os parceiros, sindicatos e os próprios professores.

“Essa cerimónia vai servir de reflexão sobre o que se fez no ano transacto e perspectivar o que vai iniciar ou seja, fazer um modelo que seja capaz e eficiente para termos um ensino de qualidade “,disse.

O governante reconheceu o papel do professor como elemento preponderante na comunidade e agente activa no desenvolvimento social, salientando que as melhorias das condições dos docentes guineenses impõem-se, acrescentando que a melhoria de condições dos docentes não é um favor por parte do executivo mas sim uma obrigação.

O ministro da Educação Nacional e do Ensino Superior disse que o actual Governo   não tem actualmente nenhuma divida para com os professores.

“Pelo contrário, o nosso Governo está a pagar as dívidas atrasadas herdadas e no momento está-se a discutir a avaliação dos Estatutos da Carreira Docente nas regiões”, explicou, lembrando que o sistema de ensino enfrenta um conjunto de problemas ou seja o Estado forma os professores e esses docentes são postos no sistema e quanto efectivam simplesmente mudam para outros ministérios, o que não pode continuar.

Sandji Fati questionou o porquê de não dar ao professor o salário igual aos funcionários de outros ministérios para os assegurar no regime, fazendo o que mais gostam que é dar aulas, e possibilitar a estabilização do sistema  educativo guineense.

“Essa reflexão cabe à nós todos sem excepção . Mas  só será possível encontramos soluções se o sistema estiver estável. Se isso acontecer nos países como Ghana e Nigéria nós também temos de encontrar soluções para estabilizar e dar um salário que faça com que o professor se mantenha a leccionar “,disse.

Por seu turno, o representante da Associação dos Pais e Encarregados de Educação, Duarte Nuno Dabó pede ao governo para que, através do Ministério da Educação tenha  um acordo duradouro e sólido com os professores que garanta o cumprimento a 100 por cento do cumprimento dos dias lectivos, estabelecido pelo calendário escolar.

Para Fernando Mendes, em representação dos dois sindicatos do sector educativo, nomeadamente o Sinaprof e e Sindeprof, o encerramento e abertura do ano lectivo são momentos de exercício da cidadania activa e responsavelmente nobre, por isso devia ser de reflexão e de análises profundas sobre as prestações nacionais no sector do ensino.

“ E os sindicatos enquanto parceiros do governo na implementação do sistema educativa estável, manterão vigilantes em defesa de seus interesses, a nobre causa da luta para o bem da estabilização não só do sistema do ensino, mas de toda a sociedade em geral, porque uma sociedade livre e desenvolvida é aquela que é culta cientificamente”, referiu.

Na cerimónia também foi lançada a Campanha 6-6 que incentiva a entrada das crianças na escola com seis anos e lá ficar até pelos menos concluir o sexto ano da escolaridade ,e contou com as presenças dos técnicos do Ministério da Educação, parceiros casos da UNICEF , Plan Internacional entre outros.
ANG/MSC/ÂC/SG

Política


                    JAAC realiza II Congresso Ordinário em Novembro

Bissau,12 Out 17 (ANG) – O Presidente da Comissão Organizadora do II Congresso ordinário da Juventude Africana Amílcar Cabral (JAAC), informou hoje que a reunião magna desta organização juvenil do PAIGC será realizada na terceira semana do mês de Novembro de 2017, em Bissau.
Imani Na Umoja

Em declarações à ANG, Imani Na Umoja disse que o Congresso irá decorrer sob o lema: “Congresso para Reestruturação e Dinamização da JAAC para Defender e Preservar a Ideia de Amílcar Cabral”.

Informou ainda que as Assembleias de Bases para escolha dos representantes para as secções já foram realizadas, e que neste momento está a decorrer as conferências de secções e assim sucessivamente até a realização das conferências regionais no final do mês em curso para escolher dos delegados para o congresso.

Imani Na Umoja declarou que as regiões de Bafatá, Gabu, Oio e Cacheu vão eleger 15 delegados cada  ao passo que  Bolama Bijagós, Biombo, Quinará e Tombali 10 delegados cada, e o Sector Autónomo de Bissau, 25 delegados.

Para além destes delegados, conforme o Presidente da Comissão, os membros do Conselho Central da JAAC eleitos no primeiro congresso da organização, em 1983 também vão participar na reunião de Novembro.

Disse que antes do Congresso, será realizada uma Conferência Ideológica Internacional, em que participam os delegados e os convidados, nomeadamente, a Juventude de Cuba, Movimento Para Libertação de Angola entre outros.

Nesta conferência os presentes vão debater vários temas, com destaque para “o papel da JAAC no resgate do valor ideológico do PAIGC e de Amílcar Cabral com os seus companheiros, que será orado pelo Presidente desta formação política, Domingos Simões Pereira, e os objectivos principais da luta.

Imani Na Umoja apela aos jovens guineense de 15 a 35 anos que querem contribuir para o desenvolvimento da Guiné-Bissau a se juntar ao partido, inscrevendo  na Juventude Africana Amílcar Cabral. ANG/LPG/ÂC/SG

Bafatá



               Novos talentos artísticos procurados na população prisional

Bissau, 12 Out 17 (ANG) - O estabelecimento prisional de Bafatá, no Leste acolhe sexta-feira um evento cultural e artístico organizado no quadro do projecto de reinserção social e promoção dos direitos dos prisioneiros na Guiné-Bissau, revela um comunicado da Delegação da União Europeia em Bissau.
Vista da cidade de Bafatá

Sob o lema “Prisioneiro tem balur” – fase II, a iniciativa visa descobrir novos talentos artísticos entre a população prisional, através de uma oficina de desenho, e conta com a participação do artista plástico Hipólito Djata.

“O evento será também um momento de intercâmbio entre guardas e prisioneiros sobre a justiça restaurativa”, lê-se no comunicado.

O projecto é financiado pela UE e executado pela Mini Tese, juntamente com a  Direcção Geral dos Serviços Prisionais. ANG/SG

Moçambique


         Aldeia de Montepuez receia radicalismo islâmico oculto nas matas

Bissau,  12 Out 17 (ANG) - Cesário da Silva, chefe de uma aldeia nos arredores de Montepuez, norte de Moçambique, perdeu de vista 30 pessoas da comunidade, incluindo casais com filhos, que no último ano trocaram a povoação por parte incerta, no mato.

Vista da capital moçambicana
Eram famílias muçulmanas, mas com hábitos diferentes da maioria, descreve. "Eles vestiam calções curtos, elas andavam sempre cobertas" e quando falavam com os vizinhos, consideravam ser os guardiões da forma correta de rezar e praticar o Corão.

Ninguém deu explicações na hora de sair da aldeia, chamada Unidade B, e "só depois de alguns meses" chegou o relato de que estavam a dezenas de quilómetro para leste, perto de Nanhupo, no mato, num suposto "treino".

"A fazer treino para quê? Até hoje não sabemos o que estiveram a fazer por lá", refere Cesário da Silva, líder de uma comunidade com 3.700 pessoas que vive no meio do planalto, em casas de adobe, longe do asfalto e do betão.

A situação motivou, na altura, encontros entre diferentes líderes religiosos.

Saide Bacar, líder muçulmano regional, aponta este e outros testemunhos como indício de atividades de radicalização, vindas do exterior e a decorrer longe do olhar alheio.

"Há pessoas que fugiram de lá [do treino] e que nos forneceram dados sobre o que se passa: iam para integrar [o grupo], mas quando lá chegaram não encontravam a religião, mas tráficos e matanças", refere.

O dinheiro serve para arregimentar moçambicanos "que não estudaram", que vivem "pobres e esfomeados" - um movimento que Bacar responsabiliza pelo ataque armado da última semana a postos de polícia de Mocímboa da Praia.

De acordo com os relatos dos residentes, os atacantes exibiram sinais de afiliação muçulmana (palavras de ordem e vestes) durante os confrontos que paralisaram a vila costeira da província de Cabo Delgado durante dois dias e que provocaram 17 mortos - dois polícias, um civil e 14 atacantes, segundo dados da polícia.

No dia em que os tiroteios irromperam em Mocímboa, um dos casais que tinha deixado Unidade B voltou à aldeia, refere Cesário da Silva - mas ao tomar conhecimento do que se passava na ponta norte da região, voltou a desaparecer.

Saide Bacar é representante na província do Conselho Islâmico Moçambicano, umas das congregações muçulmanas do país, e relata um outro episódio ocorrido em 2016, quando expulsou da sua mesquita, em Montepuez, um grupo de jovens que o acusou de não ser um bom praticante.

Apresentaram-se como seguidores do Islão, mas o encontro correu mal. "Começaram a atacar-nos porque nos reunimos com o governo, por termos filhos no ensino oficial" e respeito pelas instituições do Estado.

"Tive que os expulsar", destaca, na sequência da abordagem que se repetiu noutras mesquitas, levando-o a tomar uma posição.

A 15 de junho do último ano, Saide Bacar emitiu uma circular para cinco distritos do sul de Cabo Delgado (Montepuez, Balama, Namuno, Chiure e Ancuabe), alertando para a presença de um grupo de supostos islamitas na região, que diziam pregar a moral, mas que pedia às comunidades que observassem princípios que aquele dirigente considera ofensivos.

"Amputai o ladrão e apedrejai o adúltero e adultera até à morte e que o medo ao governo não vos impeça de cumprir a pena", foi um dos princípios divulgado, citado na circular como parte da mensagem que tem várias referências à insurgência contra o Estado.

"Não içai a bandeira e nem participai nos eventos nacionais", foi outra das orientações ouvida por quem se cruzou com o grupo em locais de culto, refere-se no documento.
Saide Bacar queixa-se das autoridades moçambicanas: gostava que fossem mais atuantes face aos sinais de presença de radicalismo.

No último ano, o líder muçulmano confrontou em Montepuez um dos estrangeiros que associa às investidas de pregação, um cidadão da Gâmbia que se limitou a dizer que estava "a cumprir o seu serviço", relata.

"Acho que ainda anda por aí", a pregar pela região.

"Eles não têm mesquitas, introduzem-se nas que já existem, mas quando são identificados como grupo radical, desaparecem", acrescenta.

Uma semana depois dos confrontos em Mocímboa da Praia, Saide Bacar teme que este foco de tensão no norte de Moçambique ainda não tenha acabado e reafirma a frase com que terminou a circular que distribuiu em julho de 2016: "cabe às autoridades tomar medidas".  ANG/Lusa

Cairo



                          Grupos rivais palestinianos alcançam acordo 

Bissau, 12 Out 17 (ANG) – O Hamas e o rival Fatah alcançaram um acordo ao fim de dois dias de conversações à porta fechada, que decorreram no Cairo, com vista à reconciliação palestiniana, anunciou hoje o movimento radical islâmico em comunicado.
 
O gabinete do líder do Hamas, Ismaïl Haniyeh, anunciou que foi alcançado um acordo, sem facultar, porém, detalhes.

Os contornos do acordo devem ser conhecidos numa conferência de imprensa prevista para hoje na capital do Egipto, país que mediu os esforços de reconciliação.

Durante a ronda de diálogo foram abordados detalhes concretos da aproximação entre os dois grupos rivais, ao fim de uma década de divergências e de tentativas fracassas de reconciliação entre as partes.

O controlo da segurança na Faixa de Gaza ou o futuro dos 25.000 homens do braço armado do Hamas figuravam entre os dossiês mais difíceis das negociações pelo que muito provavelmente terão sido questões adiadas.

O Hamas assumiu o controlo de Gaza em 2007, após vencer as forças lideradas pelo partido Fatah do Presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmud Abbas. Desde então, a ANP tem governado apenas os enclaves autónomos da Cisjordânia ocupada por Israel.

A Autoridade Palestiniana, entidade reconhecida internacionalmente e era suposto prefigurar um Estado palestiniano independente, é dominada pela Fatah, exercendo o seu poder limitado na Cisjordânia, por sua vez ocupada por Israel e que dista algumas dezenas de quilómetros da Faixa de Gaza.

Em Setembro, o Hamas, sob pressão, aceitou o regresso da Autoridade Palestiniana e do governo a Gaza, tendo o regresso sido materializado com grande pompa há cerca de uma semana, quando se realizou o primeiro Conselho de Ministros naquela cidade desde 2014.

As divisões palestinianas são consideradas como um dos principais obstáculos à resolução do conflito israelo-palestiniano.
Lusa/Fim