terça-feira, 17 de outubro de 2017

Despejo no Mercado de Bandim



Deputado  Lassana Fati promete encontrar uma solução  

Bissau, 17 Out 17 (ANG) – O deputado da Nação e igualmente Presidente da Comissão Especializada da Assembleia Nacional Popular para Assuntos da Administração Interna e Poder Local  apelou a calma e prometeu hoje encontrar uma solução para o problema que opõe os comerciantes à Câmara Municipal de Bissau.

Em declarações à ANG, Lassana Fati revelou que está a diligenciar junto das autoridades competentes para encontrar uma saída viável para os comerciantes.

Admitiu a possibilidade da indicação de um novo espaço para que os comerciantes continuassem a exercer as suas actividades ou permancerem  no Mercado de Bandim.
Enquanto isso, um dos comerciantes Serifo Baldé que foi vítima de agressão policial disse que não receberam aviso da Câmara para retirarem as suas mercadorias nas mediações do portão principal do mercado de Bandim.

Disse que desconhece os motivos da retirada das mesas e remoção de alguns cacifos no interior do mercado, uma vez que estão a cumprir com a medida da Câmara de não vender no passeio. 

Por isso, apela o retorno dos bens materiais subtraídos e indicação de novos  lugares para continuarem as suas actividades com tranquilidade.

Contudo, disse que a  medida da Câmara Municipal de Bissau originou protestos da parte de alguns comerciantes tendo sido registado  três feridos  ligeiros.

Na manhã de hoje a situação no mercado de Bandim estava agitada devido a aglomeração dos comerciantes que reclamavam a reabertura do portão principal do Mercado de Bandim cercado pelos agentes da Polícia Municipal.

Perante este facto, os agentes da Força de Ordem intervieram em  em reforço da segurança para evitar eventuais roubos das mercadorias. 

Na sequência dos protestos a maioria dos estabelecimentos comerciais no Mercado de Bandim fechou as portas.  

ANG/LPG/ÂC/SG

.
 


Mercado de Bandim


Polícia Municipal despeja comerciantes ocupantes da entrada principal do Mercado

Bissau, 17 Out 17 (ANG) – A Polícia Municipal despejou na noite de segunda-feira os comerciantes que exercem actividades nas mediações do portão principal do Mercado de Bandim em Bissau tendo resultado em confrontos entre os vendedores as forças da ordem.

Aliu Seidi Presidente dos Retalhistas
Em reacção ao acto da Polícia camarária, o Presidente da Associação de Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau (ARMGB), acusou o corpo policial da Câmara Municipal de Bissau de roubo de mercadorias durante a operação de despejo. 

Aliu Seidi, em declarações aos jornalistas, qualifica a operação de assalto  àquele estabelecimento comercial uma vez que os agentes da Câmara arrombaram o portão principal tendo os mesmos levados algumas mercadorias.

“Os agentes com fardas azuis chegaram ao Mercado de Bandim por volta das 20 horas da noite e iniciaram a operação de despejo. Por isso agradeço a intervenção das forças da ordem porque se não fosse elas a situação podia descambar-se”, disse.

Questionado se a edilidade camarária não os tinha avisado com antecedência sobre a operação , Aliu Seidi afrmou que não, acrescentando que num encontro com o Presidente da CMB,  avisou a este de que a Polícia Municipal recém- criada é uma ameaça aos comerciantes daquele mercado.

Em relação aos cacifos e armazéns encerrados hoje pelos comerciantes  em gesto de solidariedade para com aos colegas visados, Aliu Seide disse que é o início de uma reivindicação, advertindo que se o Governo não resolver o problema vão reunir-se e a revolta pode vir a atingir  outras regiões.

“Como podem ver, temos associados que foram feridos e a operação decorreu a noite e sem aviso prévio, tendo  a Polícia Municipal violado o portão do Mercado. Por isso digo que, o que aconteceu foi um roubo. Não podemos fazer greve, mas temos direitos de protestar de acordo com o nosso estatuto “,disse.

Forças de Polícia Municipal em acção
Entretanto um dos responsáveis dos Servicos de Inspecção da CMB, que solicitou para não ser identificado discordou com as declarações de Aliu Seidi.

Disse que  a Câmara avisou com antecedência inclusive deu um prazo de 10 dias para os comerciantes abandonassem o portão principal do Mercado mas não acataram a ordem de retirada.

“Como podem ver, a entrada do Mercado de Bandim está bloqueada com pequenas mesas que perturbam o acesso aos clientes e as mulheres vendedeiras que vão passar para exercerem ali como faziam antigamente e a operação foi feita a noite porque à luz do dia seria muito complicado”, disse.

O responsável negou igualmente que tenha havido roubo de mercadorias durante a operação.

A Policia Municipal é um grupo constituído de 50 pessoas recrutados pela CMB para por ordem na cidade e nos mercados principalmente nos passeios e nos arredores, que eram ocupados por vendedores que não conseguiram lugares  no interior do mercado.

Reafirmou contudo que a operação  vai continuar para disciplinar o Mercado de Bandim.

O novo presidente da CMB decidiu pôr fim a venda de mercadorias nos passeios do mercado, e  nas bermas da Avenida Combatente da Liberdade da Pátria.ANG/MSC/ÂC/SG

Ensino público



     Professores “Novos Ingressos” cancelam vigília no Ministério da Educação

Bissau, 17 Out 17 (ANG) – O Colectivo dos Professores Públicos “Novos Ingressos” cancelou a vigília prevista para hoje em frente do Ministério da Educação, a pedido do Ministro do Interior, Botche Candé.
 
Em declarações à imprensa, depois do encontro com o representante do Ministro do Interior, o Coordenador do Colectivo destes docentes, Hélder Ié, afirmou que receberam a promessa, de que Botche Candé irá “usar a sua influência”, junto das entidades competentes, com vista ao pagamento dos seus salários em atraso.

“Mas, vamos continuar a nossa luta até que o governo nos pague o dinheiro, porque estamos a reivindicar uma causa justa”, advertiu para criticar a alegada discriminação de que foram alvo: “de outras categorias dos professores receberem e nós não”.

Por isso, o docente apela a “união e determinação” da classe até a resolução dos seus problemas, ou seja, o “pagamento de quatro meses de salário em atraso relativos aos anos lectivos 2011/2012 (três) e 2012/2013 (um) ”.

Para além de criticar as supostas faltas de zelo do Ministério da Educação e dos sindicatos SINAPROF e SINDEPROF, em prol do pagamento da “dívida” em causa, Hélder Ié admite a possibilidade de o Colectivo vir a transformar-se num sindicato.

De acordo com o representante do Colectivo dos Professores “Novos Ingressos” estão nesta situação de “atraso salarial” 675 docentes.

Apesar da não realizaram da referida vigília, hoje,  em frente ao Ministério da Educação, estiveram presentes, não só os “Novos Ingressos”, mas também, os que viram seus salários bloqueados,  que o Governo justifica com a “reforma em curso na Função Pública”.

A reportagem da ANG tentou falar com os responsáveis do Ministério da Educação, mas um membro do Gabinete do Ministro Sandji Fati informou que este viajou e até aquela altura, a tutela não tinha recebido nenhuma carta destes professores em reivindicação.
ANG/QC/SG

Pobreza extrema



    PNUD apela parceria público/privado para apoiar pessoas mais vulneráveis

Bissau, 17 Out 17 (ANG) - O Programa de Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apelou uma parceria pública/privada para apoiar as pessoas que estão em situação de extrema pobreza na Guiné-Bissau.
 
O apelo consta numa nota de imprensa do PNUD à que a ANG teve acesso hoje e que foi produzida no quadro do Dia Internacional da Erradicação da Pobreza que se assinala hoje (17 de Outubro) ,em que a organização presta homenagem às vitimas da miséria e felicita o engajamento de todos que têm trabalhado na luta contra  a pobreza.

«A erradicação da pobreza é o primeiro dos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS) que entraram em vigor em Janeiro de 2016 e que foram definidos por 193 países membros das Nações Unidas», refere a nota de imprensa.

O PNUD, segundo a nota, tem por missão ajudar os países a erradicar a pobreza sob todas as formas. E na Guiné-Bissau esta missão é materializada nas acções desenvolvidas em dois domínios principais que são: promoção do desenvolvimento sustentável e reforço da capacidade das comunidades e governos locais para a planificação.

Acrescenta a nota de imprensa  que a promoção do desenvolvimento sustentável será feita através dos projectos de conservação da biodiversidade e de reforço de resiliência das comunidades sob as alterações climáticas com vista a preservar as suas fontes de rendimento e permitir que vivam em harmonia com o ambiente em que estão.

«O reforço das capacidades do governo em elaborar e implementar políticas de crescimento económico inclusivo e sustentável que sejam alinhados com os ODS e que contribuam para a redução da pobreza constitui outra área de intervenção do PNUD neste domínio»,lê-se na nota.

O PNUD pretende reforçar a capacidade das instituições de supervisão e controle, nomeadamente a Assembleia Nacional Popular e as organizações da Sociedade Civil para a monitoria das políticas públicas para que sejam direccionadas ao combate à pobreza e exclusão social, refere a nota.
ANG/AALS/ÂC/SG

Luta contra sida



       Secretariado Nacional distribui preservativos nas Discotecas de Bissau

Bissau,17 Out 17(ANG) -O Secretariado Nacional de Luta Contra Sida procedeu na noite do dia 13 do corrente, a distribuição de preservativos e sensibilizações cívicas nas principais Discotecas da cidade de Bissau, sob patrocínio do Primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló.

Califa Soares Cassama
Em declarações à imprensa, o Secretário Executivo do Secretariado Nacional de Luta contra a Sida, Califa Soares Cassamá disse que a iniciativa visa promover a consciencialização social sobre os riscos das práticas sexuais inseguras.

“Bissau figura entre as cidades do país onde se verifica mais taxa de prevalência de VIH/Sida, a par de região de Bafatá e Oio, e  a Guiné-Bissau é o país da Sub-região onde se observa a mais alta taxa de prevalência deste flagelo”, disse Califa  Cassamá.

Aquele responsável sublinhou que é óbvio que as discotecas são locais privilegiadas para encontros sexuais ocasionais, sendo assim a iniciativa de género trará benefício de prevenção de VIH/Sida no país.

Soares Cassamá garante que até o final do ano em curso, há stock suficiente de medicamentos antirretrovirais para suprir as necessidades medicamentosas dos viventes de VIH.

O Secretário Executivo do SNLS insta  a sociedade guineense em geral sobretudo os mais jovens, a realizarem teste gratuito de despistagem disponível em todos centros de saúde da Guiné-Bissau, para conhecerem os  seus estados serológico.

Prometeu concentrar a sua atuação em campanhas junto dos jovens para promover “uma verdadeira mudança de comportamento” em relação ao VIH/SIDA na Guiné-Bissau.

“Queremos fazer da Guiné-Bissau um país com menos número de pessoas infetadas”, indicou Cassamá, prometendo fazer uma “aposta forte” no trabalho de sensibilização aos jovens e também na distribuição gratuita de anti-retrovirais juntos dos doentes.

Apesar dos esforços Cassamá afirma que os fatores culturais estão a influenciar negativamente o processo de combate à doença no país, acrescentando que o vírus sida hoje em dia confunde-se com certas doenças tradicionais, uma situação que considera de preocupante e lamentável, dado que põe em causa vida de muitas pessoas e mina os esforços nacionais de combate ao fenómeno.

“É um paradigma que deve ser invertido, através de informação, educação, cívica e sensibilização da sociedade sobre indicadores de HIV/Sida que é uma realidade na Guiné-Bissau”, aconselhou.

Dados mais recentes indicam que a taxa de prevalência do vírus da SIDA na Guiné-Bissau atinge 5,3por cento na população entre 15 aos 49 anos.

O  Secretário Executivo de Luta Contra Sida  promete dar “mais visibilidade” aos trabalhos da instituição para que a população “possa encarar  a doença como uma realidade”. Nesta perspetiva já foi realizado alguns projetos de campanha de sensibilização no setor desportivo envolvendo a Federação Nacional de Futebol, Associação dos Treinadores, associadas a iniciativa. A   campanha chegou agora às discotecas.

O evento enquadra-se no projeto de desenvolvimento turístico na Guiné-Bissau, levado acabo pelo Ministério de Turismo uma vez aberta a época turística nacional, designado por “Bissau By Nigth”. ANG/Site Rádio Nossa

Energia elétrica



                      Grande parte dos bairros de Bissau está sem luz

Bissau,17 Out 17(ANG) - A Empresa de Eletricidade de Águas da Guiné-Bissau (EAGB) está a enfrentar problemas e desde a passada sexta-feira que grande parte dos bairros de Bissau estão sem energia elétrica, confirmou segunda-feira o diretor técnico da empresa, Alberto da Silva.

Segundo aquele responsável, neste momento a EAGB está confrontada com "três grandes problemas", nomeadamente a baixa na produção de energia, avaria no sistema de venda de créditos de eletricidade e ainda uma outra avaria na linha de transporte de energia para vários bairros de Bissau.

Desde sexta-feira que os bairros de Pilum, Amedalai, Pefine, Santa Luzia, Rossio, Calequir, Antula e parte de Plubá se encontram às escuras devido a uma avaria na linha de transporte subterrânea da energia. Alberto da Silva pede desculpa aos consumidores daqueles bairros, mas prometera que a situação seria resolvida ainda na segunda-feira, o que não aconteceu.
Quanto à avaria no sistema de venda de crédito de eletricidade, a empresa mandou vir da África do Sul uma equipa técnica que está em Bissau desde domingo, podendo resolver o problema o mais depressa possível, disse.

O diretor técnico da EAGB reconheceu uma baixa na produção de eletricidade em Bissau, nos últimos meses, mas adiantou que a situação se deve "a uma série de avarias" nos geradores da empresa contratada pelo Governo guineense.

Dos 16 megawatts de energia de que precisa a cidade de Bissau, a empresa fornecedora apenas tem capacidade, atualmente, para disponibilizar cerca de 13 megawatts, indicou Alberto da Silva.

Alguns grupos geradores da empresa que produz eletricidade para a EAGB estão parados para manutenção, devendo voltar a funcionar "brevemente", sublinhou Alberto da Silva. ANG/LUSA

Crise política



Um grupo de partidos políticos pede intervenção da ONU na aplicação de Acordo de Conacri

Bissau,17 Out 17(ANG) - Um grupo de partidos da Guiné-Bissau pediu, através de uma carta endereçada à ONU, a intervenção da comunidade internacional para a aplicação dos acordos de Bissau e Conacri, considerando-os como a única saída pacífica para a crise vigente no país.

"Porque foi decidido pelo Conselho de Segurança da ONU a aplicação de sanções aos atores políticos guineenses que obstaculizem a implementação do acordo de Conacri, que o Presidente (guineense), José Mário Vaz, depois de todos os prazos, prorrogações e apelos ao seu cumprimento, já declarou publicamente que não pretende cumprir, solicitamos respeitosamente a adoção de medidas conducentes à concretização efetiva das últimas deliberações do Conselho de Segurança da ONU”, refere a Lusa citando a carta enviada a António Guterres.

Na carta, os partidos salientam estar convencidos de que só a “determinação e a firmeza da comunidade internacional em exigir a pronta implementação dos Acordos de Bissau e de Conacri constituem a única solução pacífica para a crise vigente na Guiné-Bissau”.

A carta foi enviada pelo denominado Espaço de Concertação Política dos Partidos Democráticos da Guiné-Bissau, que inclui o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o Partido da Convergência Democrática (PCD), a União para a Mudança, o Partido da Unidade Nacional, o Movimento Patriótico e o Partido de Solidariedade e Trabalho.

O atual Governo da Guiné-Bissau não tem o apoio do partido que ganhou as eleições legislativas de 2014, o PAIGC, e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri.

O Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos. ANG/LUSA

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Alimentação



   “Mais de oitocentos milhões de pessoas sofrem fome no mundo”, diz a FAO

Bissau 16 Out. 17 (ANG) – O relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), revela que 815 milhões de pessoas sofreram fome em 2016 em todo o mundo.
Yannick Rosoarimanana

Segundo a mensagem do Director Geral da FAO, José Graziano da Silva,divulgada por ocasião da celebração, hoje, 16 de Outubro, Dia Mundial da Alimentação, sob o tema- “Mudar o Futuro da Migração, Investir na Segurança Alimentar e Desenvolvimento Rural”, o referido número sofreu um aumento de 38 milhões de pessoas em relação ao 2015.

Segundo a mensagem lida à imprensa pela representante da FAO no país, Yannick Rosoarimanana, tal aumento se deve em grande parte ao ressurgimento de conflitos, secas e inundações em todo o mundo.

“Estes conflitos levaram os países como a Nigéria, Somália, o Sudão do Sul e o Iémen a beira da fome e provocaram a insegurança alimentar aguda no Burundi, no Iraque e em outros lugares”, diza FAO na nota.
 
O Director-geral da FAO frisa que cerca de 64 milhões de pessoas estão actualmente deslocadas devido aos conflitos e perseguições, sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial e a seca provocada pelo fenómeno natural como” El Ninho” reduziu consideravelmente o acesso aos alimentos em grande parte da África.

Na mensagem  explica que, ao logo dos anos, uma das estratégias mais eficazes utilizadas pelas pessoas na busca de um futuro melhor tem sido deslocar-se em busca de melhores condições de vida.

“Na verdade a migração tem sido, desde o início dos tempos, essencial para a história humana e é a fonte de muitas vantagens económicas e culturais, mas quando as pessoas migram por necessidade, angustia e desespero, a migração converte-se num outro assunto “,disse.

Na mensagem a FAO frisa que o tema deste ano tem mais relevância hoje, já que o número de vítimas da desnutrição no mundo está aumentando novamente depois de ter diminuído vários anos.

A nota do Director-Geral d FAO recorda que o mundo tem cerca de 736 milhões de migrantes interno, ou seja um em cada oito pessoas, e a maioria se desloca de campo para a cidade e dos 244 milhões dos migrantes internacionais registados em 2015, um terço veio de países do G20.

“A FAO trabalha sob as causas estruturais da imigração. Ela apoia a promoção de políticas, estratégias em favor de pessoas vulneráveis, através da formação dos jovens, de acesso inclusivo ao crédito, do desenvolvimento de programas de protecção social que oferecem transferências em dinheiro ou em espécie, medidas especificas para apoiar migrantes que retornam as suas áreas rurais de origem, alertas precoce para os riscos de meteorológicos entre outros”, lê-se na mensagem.

Na qualidade de  co-presidente de 2018 do Grupo Global sobre Migração, constituído por 22 Agências das Nações Unidas e o Banco Mundial, a FAO defende soluções que façam com que a migração seja o fruto de uma escolha e não um último recurso de desespero, salientando que neste processo a agricultura e o desenvolvimento rural têm um papel chave a desempenhar.
ANG/MSC/ÂC/SG

Telecomunicações



“Guiné-Bissau vai estar ligada ao cabo submarino o mais tardar até julho de 2018”, diz ministro dos Transportes e Comunicações

Bissau,16 Out 17(ANG) – O ministro dos Transportes e Comunicações, afirmou que a instalação de cabo submarino de telecomunicacões no país está programada para até meados de julho de 2018.
 
Fidélis Forbs, em declarações à imprensa após a visita que efectuou hoje ao navio de avaliação do solo marítimo guineense por onde vai passar o cabo submarino, disse que já ultrapassaram a fase mais importante da instalação do cabo submarino.

“A próxima fase será a vinda ao país do navio que irá começar a rolar o cabo submarino do Senegal até a Guiné-Bissau bem como construção de centrais de interconexão de dados no âmbito do Projecto da Organização para Aproveitamento da Bacia do Rio Gâmbia (OMVG”, explicou.

O governante disse que anteriormente as comunicações intercontinentais se faziam via satélite, informando que actualmente quase todos os países já comunicam através de cabo submarino.

“Isso faz parte de concerto das nações e como a Guiné-Bissau faz parte não pode fugir à regra. Foi nesse quadro que vamos conectar com outros continentes como por exemplo a Europa”, sublinhou.

Fidélis Forbs salientou que foi uma fibra óptica que tem o “Segmento 1” que saiu desde a França até Dakar e o “Segmento 2” partiu da capital senegalesa até a Costa de Marfim, o “Segmento 3”, saiu de Abidjan até São Tomé e Principe e o quarto até África de Sul.

“Portanto a Guiné-Bissau faz parte do “Segmento 2”. É um projecto extremamente importante para o país porque vai permitir uma redução significativa dos custos de telecomunicações”, informou.

O ministro dos Transportes e Comunicações disse que a ligação do país ao cabo submarino realiza-se no âmbito do projecto sub regional denominado Warchip financiado pelo Banco Mundial, no valor de 35 milhões de dólares e visa a criação de infraestruturas de base de telecomunicações.

Explicou que foi nesta perspectiva que o referido navio está no país para fazer uma radiografia do  solo marítimo para constatar onde irá passar o cabo submarino desde Senegal até a localidade de Suru, no sector de Prábis, região de Biombo, Norte da Guiné-Bissau.

“Isso é o processo mais importante na instalação do cabo submarino no país. O barco iniciou o mesmo trabalho desde o passado dia 21 de Setembro do ano em curso”, disse, acrescentando que isso significa que os trabalhos do reconhecimento do solo marítimo nacional já estão no fim.

O ministro dos Transportes e Comunicações foi acompanhado nesta visita ao navio de avaliação do solo marítimo guineense pelos Diretores-gerais da Orange Bissau e da MTN. ANG/ÂC/SG

Bloqueio Salarial



Sindicato de Magistrados Judiciais ameaça mover uma queixa  contra governo

Bissau,16 Out 17 (ANG) - O Sindicato dos Magistrados Judiciais ameaça mover uma queixa  contra o governo, devido ao bloqueio salarial de alguns funcionários do Ministério Público.
Vista do Palácio da Justiça

Citado pela Rádio Difusão Nacional, o porta-voz do sindicato Jorge Pedro Gomes informou que qualquer medida relacionada com o congelamento de salário deve ser acompanhado de uma processo disciplinar, o que não foi o caso.

Disse que o Estado desde os seus primórdios é “uma pessoa de bem, não do mal”, com função de servir o interesse colectivo,e que, por isso, esse assunto não pode ficar impune, pelo que os  autores desta medida devem ser responsabilizados judicialmente.

Jorge Pedro Gomes considerou ainda que a decisão do governo constitui uma “grave” violação dos direitos  fundamentos e alienável dos funcionários públicos.

Sustentou  que a deliberação não respeita nenhuma das normas existentes no país, por esta razão, disse que é uma decisão ilegal por afligir as leis na Guiné-Bissau.

O porta-voz disse que quem invoca o facto deve apresentar provas e neste caso de concreto há pessoas que prestaram serviço há 30 anos, mas são considerados de funcionários fantasmas. Facto que considera de “paradoxo”. 

Mais de 03 mil funcionários foram afectados por essa medida do governo de cancelamento de salários ,”devido irregularidades de varia ordem”, no passado mês de Setembro. ANG/LPG/ÂC/SG

Política



                      APU pede demissão do Presidente da República

Bissau,16 Out 17 (ANG) - O presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU -PDGB), Nuno Nabian, disse no sábado que vai levar o povo para a rua e pediu ao Presidente  José Mário Vaz para se demitir de funções.

«Vamos mandar o povo para a rua, vamos trabalhar com outros partidos, porque este país não nos pertence só a nós, mas ao povo da Guiné-Bissau. Vamos concertar com todos os partidos políticos, sem exceção, para pôr na rua o povo da Guiné-Bissau para reivindicar os seus direitos», afirmou, em conferência de imprensa, Nuno Nabian.

Nabian, que ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de 2014, disse que é a favor ao cumprimento da lei no país, mas que ninguém pode proibir as manifestações.

«Vamos fazer o que a Constituição nos dá direito, sem medo, porque também temos de defender o povo guineense e isto tem de ficar claro para José Mário Vaz. O povo vai sair à rua para lhe dizer que não serviu o povo durante estes anos. Estamos na política para contar a verdade», afirmou.

Nuno Nabian avisou também o Presidente guineense, José Mário Vaz, para se demitir de funções e deixar o lugar para alguém que possa continuar a dirigir o país.

«José Mário Vaz, este é um aviso. Com o dinheiro que acumulaste, pede desculpa ao povo e sai e deixa arranjar alguém que possa continuar a dirigir o país. Esta mensagem é para ele ouvir, esteja onde estiver neste momento», afirmou, salientando que o povo quer paz, sossego e tranquilidade.

O atual Governo da Guiné-Bissau, o quinto desde as legislativas de 2014, não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem para que o Presidente guineense consiga um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri.

O Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos. 
ANG/Lusa

Política



                  APU diz que não vai permitir que governo organize eleições

Bissau,16 Out 17(ANG) - O presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU -PDGB), Nuno Nabian, acusou sábado o Presidente e o Governo de «incompetência» e disse que não vai aceitar que o primeiro-ministro organize as próximas eleições.

«Vamos dizer ao Jomav (como é tratado o Presidente no país) que esta intenção (de adiar as eleições e ser o atual Governo a organizá-las) não vai acontecer nunca. Custe o que nos custar isso não vai acontecer nunca», afirmou Nuno Nabian.

O presidente da APU - PDGB ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de 2014.

As eleições legislativas na Guiné-Bissau estão previstas para 2018 e as presidenciais para 2019.

«Depois de nomear vários governos, o Presidente  acabou por nomear o pior Governo e é este Governo ilegal e inconstitucional que o Presidente quer que organize eleições em 2019 ou 2020», afirmou, em conferência de imprensa, Nuno Nabian.

Acrescentou  que o Presidente guineense «está enganado» e que o atual Governo, liderado por Umaro Sissoco Embaló, «não vai organizar eleições no país e que fique claro para todo o povo» guineense.
 
«Não podemos hipotecar o futuro do nosso país por mais cinco anos com gente incompetente e intriguista e que não ama a Guiné-Bissau. Não vamos aceitar isso nunca», disse.

Questionado pela Lusa sobre essas afirmações, Nuno Nabian disse que já advertiu o Presidente da República que «nenhum partido» vai aceitar as manobras já iniciadas, referindo-se à cartografia eleitoral, cujo processo considera que  tem falta de transparência.

Na conferência de imprensa, Nuno Nabian fez duras críticas ao Presidente José Mário Vaz e ao primeiro-ministro guineense, acusando-os de estarem a vender e a endividar o país, dando como exemplo, a privatização dos portos, a entrega de Bolama a uma empresa, que «ninguém sabe de onde vem».

 «A Guiné-Bissau vai ter problemas», afirmou Nuno Nabian, salientando que um chefe de Estado tem de ser nacionalista, patriota e «alguém que goste do povo».

Nuno Nabian alertou também os dirigentes guineenses que o mundo está atento ao que se passa no paise que o hoje o «país está vulnerável»
e que está  a entrar «dinheiro sujo, droga e, certamente, armas».

«Tudo está a entrar para a Guiné-Bissau», disse.
ANG/Lusa

Desporto



Internacional Sami declara que não volta à selecção “enquanto certas pessoas lá estiverem”   

Bissau,16 Out 17(ANG) - O internacional guineense Leocísio Júlio Sami declarou que não  volta a representar a seleção nacional da Guiné-Bissau enquanto certas pessoas estiverem lá.
 
A decisão deste internacional guineense de 28 anos foi tornada pública numa entrevista dada ao Canal Sem Truques, sem indicar as pessoas a que se refere.

Numa  entrevista que durou cerca de uma hora e meia, Sami falou, entre vários assuntos, sobre  a sua formação como jogador, a sua carreira enquanto sénior e jogador profissional, e  da seleção nacional de futebol da Guiné-Bissau que aceitou representar numa altura em que muitos jogadores naturais da Guiné-Bissau abdicaram. 

"É uma seleção que resume muito como é que é a sociedade guineense. É o reflexo da sociedade. Dói ver que chegou um ponto em que a seleção não é  algo tão verdadeiro. Há ali coisas que nos ultrapassam porque não temos poderes sobre isso, mas quem é minimamente atento ou quem quer ver, vê realmente o que passa naquela seleção. É ridículo e é algo que enoja" afirmou Sami.

 Referindo-se ao apuramento ao CAN-2017, disse que há pessoas que no passado a seleção não lhes interessava e que no mesmo período podiam ter ajudado a seleção, salientando que a partir do momento que se conquistou algo estas pessoas apareceram para tirar proveito.

O jogador do Desportivo de Aves da primeira liga portuguesa foi ainda mais longe ao afirmar que nunca um empresário
pode ser o director da seleção,  porque o empresário é quem agenceia os jogadores questionando ainda que um empresário  que tem jogadores e é director executivo duma seleção, o que vai fazer?

"A seleção é um sítio onde poderia dar muito rendimento ao país e ao contrário está a dar prejuízo. Pelo que nos é informado, foi dado uma verba pelo governo e deixa agora pensar como é que uma identidade como a Federação da Guiné-Bissau ainda é sustentada pelo governo, ainda não consegue andar pelos próprios pés. Há sempre verbas que são dadas à selecção mas que nunca dão e nunca batem certo", advertiu o internacional guineense. 

Sami ainda afirmou  nesta entrevista que houve alguns momentos na seleção, em que ele, Ivanildo e o Bocundji tinham que dar a cara para defender os mais novos e por causa disto alguns acharam que há pessoas que têm algum peso na seleção e queriam mandar ali e quando estas pessoas tiveram a oportunidade de entrar na seleção acharam que tinham que abrir guerras com eles e chocaram. 

"Eu não tenho nada mal contra os jogadores que estão lá a jogar. Dou-me super bem e relaciono-me e falo bem com toda a gente, com todos jogadores. Há muitos que dou conselhos e ajudo de forma que eu puder e só espero que continuem. Eu, a seleção não vou voltar”, disse.

Afirmou que vê a seleção com as pessoas que estão lá actualmente, acrescentando que já consegui o que foi o seu sonho.

“Foi o meu sonho e sempre tive o sonho a partir do momento que eu entrei no projecto seleção. Era para competir numa grande competição e tivemos esta oportunidade. Tivemos tipo o ouro nas mãos  mas não aproveitamos, porquê? Por causa dos interesses. E correu mal por causa dos interesses”, lamentou.

Disse que quando a pessoa está ali, vê que desperdiça muito seu tempo e depois acontece estas coisas.  A pessoa não é respeitada, vê-se ali situações que nós e como estou a dizer, então por mim, por enquanto as pessoas estiverem lá. Amo muito a minha selecção, amo muito a minha terra mas não vou lá porque um dia vai haver uma desgraça" afirmou Leocísio Júlio Sami.
ANG/Site “Sou Djurtu”

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Saúde pública


  Botche Candé promove trabalhos de remoção de lixos no bairro de Cuntum

Bissau, 13 Out 17 (ANG) - O Ministro do interior e elementos ligados a sua
instituição procederam quinta-feira a remoção de toneladas de lixos amontoados no bairro de Cuntum junto ao Estádio de futebol “Nelson”, concretamente atrás do ex-hospital militar “3 de Agosto”, em Bissau.
 
Na ocasião, Botche Candé explicou que o acto realizou-se na sequência de um pedido formulado neste sentido há mais de um ano pelos moradores locais que se manifestaram impotentes perante aquele amontoado de detritos que os próprios acumularam durante cinco anos.

“O mais grave é que o lixo se assenta no tubo de canalização de água potável que abastece o bairro de Cuntum”, salientou o governante tendo lembrando que tal situação punha em risco a saúde dos habitantes locais.

O ministro teceu duras críticas aos deputados eleitos naquele círculo eleitoral,
concretamente os do PAIGC por, segundo disse, terão  abandonado a
população à sua sorte diante desta grave ameaça à saúde pública, lembrando-lhes que no futuro irão precisar desta mesma para serem reeleitos.

“O trabalho de um deputado é de ir ao encontro dos anseios e preocupações dos seus eleitores. Preocupar-se com mulheres grávidas e lactantes e ainda com os doentes no seio da população da localidade da qual fora eleito e não passar o tempo a insultar e criticar o Presidente da República”, considerou Candé.

“Se continuarem com esta postura de distanciamento em relação aos seus eleitores, correm o risco de sofrer uma derrota nas próximas eleições legislativas”, advertiu o Ministro que, no entanto, pós de lado este cenário em relação ao PAIGC.

“Contudo, o PAIGC não irá para oposição no próximo escrutínio”, proclamou
acrescentando que vai prosseguir com acções desta natureza junto as populações para garantir a vitória ao partido libertador.

Entretanto, o governante advertiu que concluído que foi o trabalho da limpeza irá proporcionar os meios necessários para a vedação do referido lugar e colocar agentes de segurança para garantir que a população não volte a deitar resíduos naquele espaço.

Para este trabalho foram aloucados 12 camiões basculantes e três tractores,
avançou ainda o Ministro que destacou ter mobilizado efectivos da polícia, da
guarda nacional, dos serviços de segurança de Estado e da Migração e Fronteiras para este trabalho.

 Falando em nome da população local, Francolino Correia agradeceu ao ministro por ter respondido o pedido da população e contribuído para a promoção de saúde naquele bairro periférico da capital.
Este músico vulgarmente conhecido por Fran Bedin louvou a promessa deixada pelo ministro de vedar o local e colocar agente de segurança para pôr termo o hábito da população de ditar lixo naquele espaço.

O trabalho de remoção de lixo terminou com um almoço de confraternização
oferecido por Botche Candé no qual participaram a população local.
ANG/JAM/SG

Ensino público



                  Sindeprof ameaça boicotar arranque do ano lectivo 2017/18

Bissau, 13 Oct 17 (ANG) – O Sindicato Democratico  dos Professores (SINDEPROF), na voz do seu vice-presidente, Eusébio Có  anunciou hoje vai  boicotar o inicio das aulas,caso o governo continuar a não respeitar os restantes pontos exigidos no último Memorando de Entendimento assinado entre as partes.
 
Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), o Vice-Presidente de SINDEPROF, Eusébio Có disse que os dois sindicatos dos professores, não têm nada a ver com o anúncio feito pelo governo relativamente a abertura oficial de novo ano escolar, feita quinta-feira, porque reconhecem  que é da  competência do executivo. 

Segundo Eusébio Có, no ponto de vista dois sindicatos, o governo antes de tomar a decisão de anunciar a abertura oficial de novo ano lectivo, devia preocupar-se em resolver os restantes pontos exigidos no último Memorando de Entendimento assinado desde o dia  05 de Junho de 2017. 

“No referido memorando, foi exigido o cumprimento de “Seis” pontos entre  os quais, a regularização de salário dos professores novos ingressos e contratados”, revelou o Vice-Presidente de SINDEPROF.

Eusébio Có descreveu, por outro lado,que o pagamento de retroactivo e dos professores novos ingressos de 2012/13, eram dos pontos que o executivo se comprometera a liquidar mas que  até hoje não foi cumprido.

“O Governo apelou-nos para ceder-lhe 30 dias para efectuar um trabalho de base relativamente a nossa situação, concordamos, e venceu o prazo e até hoje não cumpriu com a promessa”, sustentou Có.

Aquele Sindicalista destacou por outro lado que apesar das falhas demonstradas, os dois sindicatos pretendem ainda sentar-se a mesa com o governo, a fim de conversarem e procurarem, juntos, uma solução que permitirá o início  do ano lectivo, 2017/2018.    ANG/LLA/AC/SG