sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Recursos naturais


PETROGUIN celebra contracto de exploração de recursos petrolíferos com  grupo holandesa

Bissau, 14 Set 18 (ANG) - A empresa Nacional de Pesquisa e Exploração Petrolíferas da Guiné-Bissau (PETROGUIN-EP) celebrou recentemente em Lisboa um contrato com a companhia petrolífera holandesa denominada “Supernova Energy B.V.” no domínio de exploração dos recursos petrolíferos da Guiné-Bissau. 

Imagem Ilustrativo
Segundo um comunicado à imprensa da Petroguin enviado hoje à ANG, a manifestação do interesse de celebração do contrato de exploração dos recursos petrolíferos surgiu na sequencia de negociações havidas entre as partes desde  2017.

O documento refere que as negociações foram realizadas através de encontros e trocas de correspondências e  que teriam tido  o parecer favorável da Procuradoria-geral da Republica para concretização do processo.

 “A etapa seguinte será a submissão de um projecto de Decreto ao Conselho de Ministros, pelo ministro de tutela para aprovação dos termos de contrato de associação em participação celebrado e consequente atribuição da licença de pesquisa”, lê-se na nota.

O documento acrescenta que a PETROGUIN conjuntamente com a companhia petrolífera holandesa concordam com a lei em vigor imposta para pesquisa e eventual exploração de hidrocarbonetos líquidos no perímetro do Bloco 7C.

Da parte guineense, o  contrato foi assinado pelo Presidente de Conselho de Administração da Petroguim-EP, Mário António Reis Pires e o Director-geral da empresa guineense, Augusto Menjur.

Da parte holandesa assinou o seu Presidente da Comissão Executiva, Hugo Hereema. 

ANG/AALS/ÂC//SG

PRS


Direcção Nacional da Campanha  toma posse 

Bissau, 14 set 18 (ANG) – Membros da direcção nacional de campanha eleitoral do  Partido da Renovação Social (PRS), foram hoje empossados, numa cerimónia decorrida na sede do partido em Bissau.

Falando no ato, Certório Biote disse que está confiante que os recém-empossados são pessoas preparadas e capacitadas para dar maioria absoluta ao partido nas eleições de  18 de Novembro.

“Pretendo que os recém-empossados trabalhassem, lado a lado com todos os membros do partido, e que mantenham também a porta do partido aberta à todos, como forma de dar mais dinâmica ao PRS”,disse Biote.  

Acrescentou que os dirigentes e simpatizantes do PRS devem trabalhar arduamente para fazer face ao seu adversário directo, porque está claro que quem realizará as próximas eleições são eles, numa alusão ao PAIGC.

“Para permitir que os dirigentes empossados trabalhassem com  perfeição, o PRS tem que colocar  pessoas competentes a frente do partido, para que a vitória seja alcançada com maioria absoluta”, disse.

De acordo com o político, o PRS, enquanto partido que luta dia-a-dia para o desenvolvimento e a estabilidade do país, jamais estará interessado em criar a instabilidade na Guiné-Bissau.

Questionado sobre quem será a cabeça de lista dos renovadores nas próximas eleições legislativas, Certório Biote disse que o PRS é um partido que funciona na base do seu estatuto, acrescentando  que se até a data presente o partido não revelar o nome, é porque tudo indica que a cabeça da lista será o presidente do partido, Alberto Nambeia.

Por seu turno, o recém-empossado para o cargo do Director Nacional da Campanha eleitoral do PRS, Orlando Mendes Viegas disse que chegou a hora do partido pôr de lado todas as divergências e pautar  para o mesmo objectivo.

Mendes Viegas sublinhou  que um dos objectivos do seu partido é governar para garantir a estabilidade económica do país caso for  eleito pelo povo.

“O PRS exige ao governo da Guiné-Bissau e ao Ministério da Administração Territorial o cumprimento da data marcada para as eleições legislativas, 18 de novembro de 2018, declarou Viegas.

Questionado sobre se o país está mesmo preparado para realizar as próximas eleições conforme previsto, mendes Viegas disse que cabe ao governo responder a essa questão, acrescentando que o PRS, enquanto partido tem só por obrigação de exigir que a data seja respeitada. 

Atrasos de chegada de kits impediram o início de recenseamento de eleitores no passado dia 23 de Agosto conforme previsto. 

ANG/LLA/ÂC//SG


        

Peregrinação 2018


“Peregrinos  foram enviados à Meca de forma “desumana”, diz Mestre Causo Baldé  

Bissau,14 Set 18 (ANG) – O líder religioso guineense, mestre Causo Baldé, lamentou a forma que considera “desumana” como os peregrinos guineenses foram enviados para o lugar santo de Meca.
 
Causo Baldé foi um dos 245 peregrinos guineenses que regressaram ao país na quinta-feira proveniente de Meca.

Em conferência de imprensa realizada hoje para informar a opinião pública nacional sobre o balanço das suas estadas em Meca, revelou que os peregrinos passaram enormes sofrimentos nos lugares santos, que deixam qualquer pessoa revoltada.

“A maioria dos peregrinos foi enviados para a Meca sem dinheiro de bolso para custear as despesas de alimentação entre outras. A dieta alimentar inadequada de que foram submetidas em Meca, complicou a saúde de muitos fiéis muçulmanos. Nem vale pena falar de apoios que prestei aos meus colegas peregrinos por causa de Deus”, revelou.

O mestre Causo Baldé sublinhou que os peregrinos guineenses voltaram ao país muito revoltados com a forma como foram tratados em Meca.

“As pessoas devem abdicar de misturar a política com assuntos de religião, tanto para os muçulmanos como para católicos, entre outros, para sermos um só e rezarmos para o progresso do país, e para que Deus nos ofereça dirigentes com ambição de desenvolver o país”, declarou.

Revelou que os peregrinos guineenses sofreram enormes dificuldades em lugares santos, desde falta de alimentação, assistência média e medicamentosa, acrescentando que muitos foram para a Meca sem um tostão em dinheiro.

“Normalmente, cada peregrino tem o direito de subsídio de bolsa concedida para fazer as suas despesas pessoais. Recordo os anos anteriores em que cada peregrino tinha o seu subsídio de bolsa o que não aconteceu no presente ano”, disse.

Causo Baldé referiu que houve dois peregrinos que morreram porque não aguentaram os enormes sacrifícios de baixo de uma temperatura  acima dos 50 graus.

“Apelo à pessoas para deixarem de procurar dinheiro e fazer negócios em nome de Deus e à custa dos outros porque aquele dinheiro não lhes servirá para nada”, disse Causo Baldé. 

ANG/ÂC//SG