segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Índice de desenvolvimento


        Guiné-Bissau desce duas posições ocupando 177º lugar

Bissau,17 Set 18 (ANG) - A Guiné-Bissau desceu duas posições no relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e é o segundo país de expressão portuguesa na categoria de desenvolvimento «baixo», ocupando o 177.º lugar.

 Num máximo possível de 1,0 valores, a Guiné-Bissau teve um índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,455 em 2017, o que significa uma melhoria de 0,95% por ano desde 2010, mas que não acompanha o crescimento dos outros países, de acordo com o relatório.

Depois da atualização de dados a que o PNUD procedeu, o país africano foi colocado na 175.ª posição no ano de 2016, uma diferença de três posições em relação ao lugar 178 anunciado em março do ano passado, relativo a 2016.

 Deste modo, o relatório global de 2018 apresentado em Nova Iorque, que indica os dados de 2017, conta uma descida de duas posições para a Guiné-Bissau em relação aos dados atualizados da última contagem.

 Apesar de uma escolaridade prevista de 10,5 anos, a população guineense passa apenas três anos na escola e soma a maior taxa de trabalho infantil da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): 36,2% das crianças com idades entre 5 e 17 anos trabalham.

 A nível de saúde, nos hospitais existem cerca de 10 camas por 10 mil habitantes e um médico por cada 20 mil habitantes (0,5 em 10 mil).

 O vírus da sida atinge cerca de 3,1% da população, a tuberculose atinge uma média de 374 pessoas em cada 100 mil e a malária põe em risco 73 pessoas por cada mil.

 De acordo com o relatório, a Noruega, com um índice de 0,953 valores, é o país mais desenvolvido do mundo, enquanto o Níger, com 0,354 valores, o menos desenvolvido.

 O IDH é dividido em três áreas: saúde (aliada à longevidade), qualidade de vida (medida em rendimento nacional bruto per capita) e educação, com dados recolhidos por agências nacionais e internacionais até 15 de julho de 2018.

 ANG/Lusa

Cutia/0io


Líder comunitária confirma fim da mutilação genital feminina

Bissau,17 set 18(ANG) – A líder das mulheres de Cutia, Binta Mandjam, no norte da Guiné-Bissau, afirmou perante duas secretárias de Estado portuguesas que «há muito que não se pratica o fanado», como é conhecida a prática da mutilação genital naquela comunidade.
Imagem Ilustrativo

 Cutia é uma das várias localidades guineenses onde atuam organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau e de Portugal no combate às práticas nefastas à saúde da mulher e da criança, nomeadamente os casamentos precoce e forçado e, sobretudo, a mutilação genital feminina. O Governo português é um dos principais financiadores das ações daquelas organizações.

Durante uma visita de cinco dias, que terminou no sábado, as secretárias de Estado portuguesas para Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, e da Saúde, Rosa Matos, visitaram várias comunidades na capital e no interior da Guiné-Bissau para constatarem o que tem sido feito.

 Na sexta-feira, as duas governantes portuguesas foram às localidades de Cutia e Mansoa, onde conversaram com líderes comunitários e chefes religiosos, os imãs.

 No alpendre da casa do imã Bacar Seidi, em Cutia, e perante cerca de duas dezenas de pessoas, na sua maioria mulheres, a líder comunitária Binta Mandjam garantiu que na aldeia já não se pratica a excisão e que se souber quem a faça vai denunciar a situação à presidente do comité para o abandono das práticas nefastas à saúde da mulher e criança, Fatumata Djau Baldé.

 O único problema, disse Mandjam, é que não tem um telemóvel para fazer as denúncias. O problema foi de pronto resolvido, com Djau Baldé, antiga chefe da diplomacia guineense, a entregar dinheiro à líder comunitária para que compre um aparelho.

 As duas secretárias de Estado portuguesas assistiram à conversa, tendo ambas deixado o apelo para o abandono da mutilação genital feminina e para os pais levaram as meninas à escola.

 «De agora em diante quem ousar fazer o fanado, se eu souber, ligo-lhe diretamente e informo», declarou a líder das mulheres de Cutia, dirigindo-se a Djau Baldé.

 O compromisso de Binta Mandjam e a atitude de Djau Baldé mereceram rasgados aplausos dos presentes que foram à casa do chefe religioso Bacar Seidi, para acolherem as hóspedes portuguesas.

Em Mansoa, ativistas locais que trabalham na sensibilização à população sobre os riscos da prática da mutilação genital feminina também explicaram que o fenómeno «está a acabar», mas o médico Duarte Castillo disse ser «difícil perceber se de facto há ou não a erradicação»  da excisão, já que, regra geral, as mulheres só vão ao médico no trabalho do parto.

 O ativista Alfa Umaro de Mansoa contou à Lusa que cada vez mais a excisão é feita às crianças de tenra idade, o que, disse, se torna difícil saber, já que não há festas «como no passado» para anunciar o acontecimento nas comunidades. 

ANG/Lusa


Angola


Presidente João Lourenço combate má gestão em missões diplomáticas
Bissau, 17 set 18 (ANG) - O presidente de Angola, João Lourenço, exonerou recentemente cinco cônsules, por irregularidades e indícios de má gestão financeira, entre os quais os do Rio de Janeiro, da RDC, do Congo-Brazzaville e da Namíbia.
A diplomacia angolana está em fase de reestruturação para se adaptar à nova era do Presidente de Angola, João Lourenço, que aposta em diplomatas capazes e bons gestores das missões diplomáticas. 
Depois da realização do Conselho consultivo que abordou as linhas mestras da nova visão diplomática angolana que prioriza a vertente económica, o ministério das Relações Exteriores, iniciou o combate à má gestão nas missões diplomáticas.
Num comunicado distribuído, em Luanda, o presidente anunciou a exoneração de 5 Cônsules por irregularidades e indícios de má gestão de recursos financeiros e outros comportamentos contrários à ética e disciplina laboral.
Foram assim exonerados os cônsules das missões diplomáticas no Congo-Brazaville, na RDC, no Rio de Janeiro, Brasil e na Namíbia.
No quadro de imprimir uma nova dinâmica na sua governação, o Presidente angolano, João Lourenço nomeou recentemente novos governadores para as províncias do Zaire, Lunda-sul, Bié, Cunene e Huambo. 
De acordo com fontes oficiais, o Presidente angolano, que assumiu a liderança do partido governante, MPLA, deverá efectuar uma remodelação governamental até o final do ano. ANG/RFI

Agricultura


Pragas invadem plantação de arroz no sector de Empada 

 Bissau, 17 set 18 (ANG) – As pragas estão a fazer estragos nas  plantações  de arroz no sector de Empada, região de Quinará, Sul do país.
Imagem Ilustrativo

A revelação foi feita  fim-de-semana pelo Administrador do sector, Baió Mané em declarações à Rádio Sol Mansi.

“Se a situação continuar do jeito que está, a colheita de arroz do sector de Empada do presente ano vai ser catástrofica, o que obviamente pode resultar em fome e miséria para as populações”, disse Mané. 

O Administrador pediu apoio  do governo para fazer face a  situação, tendo sublinhado que a agricultura é base de subsistência  de muitas famílias da referida zona.

O chefe de uma das tabancas do sector de Empada, Iaia Dabó lamentou o facto, e salientou  terem dado bastante esforço na produção este ano.

“Esperávamos ter um bom resultado, porque trabalhamos para isso, mas, infelizmente, tudo indica que não vamos alcançar o sucesso por causa desses  bichos que invadem as nossas colheitas”, lamentou Dabó.

ANG/AALS/ÂC//SG