segunda-feira, 17 de setembro de 2018

China


                              Pequim garante apoio à Venezuela
Bissau, 17 Set. 18 (ANG) - A República Popular da China promete continuar a dar o seu apoio à Venezuela para que este possa superar as actuais dificuldades: tensão política e crise económica.
A decisão foi anunciada durante a visita à China do Presidente venezuelano Nicolas Maduro.
A China vai ajudar a Venezuela a enfrentar as suas dificuldades económicas actuais, mas segundo a comunicação social chinesa, não foi mencionado o aspecto financeiro.
Confrontado com uma crise económica e política, o Presidente Maduro, que efectua uma visita de quatro dias à China, tenciona obter novos empréstimos, assim como discutir sobre cooperação económica.
O Primeiro-ministro chinês Li Keqiang declarou que o seu país está disposto a conceder a Venezuela a ajuda de que necessita, afectado pelas consequências de uma crise interna, que dura há dois anos.
No seu encontro com o Presidente Maduro, Keqiang sublinhou que Pequim apoiará os esforços de Caracas para desenvolver a sua economia e melhorar as condições de vida dos venezuelanos.
Li Keqiang realçou igualmente que a China deseja incrementar as trocas comerciais com a Venezuela.
Nicolas Maduro que se avistou com o seu homólogo chinês Xi Jinping, agradeceu a China pela ajuda. Na mesma ocasião, o Presidente Jinping reiterou a vontade do seu país, de apoiar os esforços visando a estabilidade e o desenvolvimento da Venezuela.
Nos últimos dez anos, a China contribuiu com mais de 50 mil milhões de dólares para a economia venezuelana, através de acordos de petróleo contra empréstimos, que ajudaram Pequim a dispôr dos recursos energéticos necessários ao rápido desenvolvimento da sua economia. ANG/RFI

Acidente mortal


Queda de árvore mata cinco pessoas na ilha de Caravela

Bissau,17 Set 18(ANG) - A queda de um poilão (árvore de grande porte) num povoado na ilha de Caravela, no sul da Guiné-Bissau, matou cinco pessoas, disse sábado à Lusa Abdulai Silá, administrador do setor.

Imagem Ilustrativo
 De acordo com o administrador, a mais alta autoridade do Estado no local, a árvore caiu em cima de jovens que se encontravam a assistir a uma manifestação cultural na ilha.

 Há receios de que «algumas pessoas possam estar debaixo do poilão», indicou Abdulai Silá, pedindo socorro a partir de Bissau, já que na ilha não existem serviços dos bombeiros.
Seis outras pessoas ficaram feridas, das quais cinco estão a precisar de assistência médica urgente, precisou o administrador, que acrescentou ter informações de que uma equipa da Proteção Civil estava a caminho da ilha.

 Caravela é uma ilha situada no extremo sudeste da Guiné-Bissau, junto ao oceano atlântico.

A  Guiné-Bissau tem sido fustigada nos últimos tempos por chuva intensa, ventos fortes e inundações, que já provocaram quedas de casas e árvores e fizeram centenas de desalojados.

 ANG/Lusa


Política


“Amílcar Cabral construiu sua própria teoria para libertar o país de jugo colonial”, diz  Paulo Gomes  

Bissau, 17 set 18 (ANG) – O ex-candidato as últimas eleições presidências e quadro sénior do Banco Mundial destacou no sábado que o fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana, contrariamente à outros líderes, construiu a sua teoria para o movimento de libertação.

Paulo Gomes que falava como convidado especial da diáspora na 1ªConferência do Partido da Unidade Nacional (PUN),disse que o objectivo de Amílcar não era só de libertar o país, mas também realizar o seu desenvolvimento, pelo que   construiu uma teoria com certos princípios que, segundo ele, os jovens não devem deixar que uma pessoa só se aproprie desses feitos.

“Esses princípios são honestidade, vergonha, luta contra malandrices e expulsão de qualquer pensamento tribal . Foi com  esses valores que Amílcar Cabral conseguiu fazer a luta armada porque afastou completamente  tendências étnicas, ao contrario do que vimos e ouvimos nestes últimos anos onde certos políticos usam a linguagem étnica para obter interesses e ganhos políticos”, disse.

Para Gomes, um dos objectivos fundamentais para as próximas eleições é o  combate à  narrativa étnica e tribal.

Salientou  que mesmo muito antes de Cabral ,os africanos já tinham os seus princípios, referindo  a carta do historiador maliano durante a vigência daquele grande império africano em 1236, mesmo antes da chegada dos colonialistas à costa africana , e que continha artigos ou regras morais de convivência numa sociedade.

“Ninguém nasce bandido ou ladrão, mas o sistema de um país pode transformar pessoas em malfeitores. Por isso, deve-se criar um sistema que vai impedir as pessoas de roubarem o Estado ou seja enquanto as pessoas não pagarem pelo que fizeram neste país, vamos partir do princípio de que roubar coisas comuns é normal”, sustentou.

Paulo Gomes disse que a luta dos guineenses depois das próximas eleições deve se fazer através de uma mistura inteligente de cultura e boas políticas públicas, lembrando que a Guiné-Bissau, momentos após a independência, prestou favores à muitos países africanos e que hoje está onde está.

Referiu que “para se chegar ao poder é  fácil, mas  exercê-lo é  difícil”, salientando que não é o seu domínio assegurar um partido político, mas  os que conseguirem devem educar os seus militantes e simpatizantes para exercerem a  missão de Estado.

Paulo Gomes  sugeriu que  os melhores sejam  escolhidos para organizar a Nação Guineense. 

ANG/MSC//SG