terça-feira, 18 de setembro de 2018

Economia


FMI em Bissau para mais uma missão de avaliação ao programa de crédito alargado

Bissau,18 Set 18(ANG) - Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) chega hoje a Bissau para uma visita de trabalho no âmbito da sexta avaliação ao Programa de Crédito Alargado, anunciou, em comunicado, o Governo guineense.

Segundo o executivo guineense, durante a sua estada em Bissau, que termina a 02 de outubro, a missão do FMI vai reunir-se com as autoridades guineenses de vários setores, com o Banco Central dos Estados da África Ocidental, Tribunal de Contas, instituições bancárias, União Europeia, sociedade civil e com várias empresas que operam no país.

No âmbito da sexta avaliação ao Programa de Crédito Alargado, o FMI vai também reunir-se com responsáveis governamentais para analisar os "planos de investimento no setor energético, compensação das pescas e receitas relacionadas" e produção e exportação da castanha de caju.

Em junho, o conselho de administração do FMI aprovou a quinta tranche no âmbito do Programa de Crédito Alargado à Guiné-Bissau, que teve início em 2015, no valor de 4,3 milhões de dólares (cerca de 3,6 milhões de euros), totalizando 24,2 milhões de dólares (20,6 milhões de euros) de empréstimo. 

O FMI aprovou também um pedido das autoridades guineenses para a extensão do programa por mais um ano até meados de 2019.

Segundo o FMI, o aumento do programa vai ajudar à estabilidade macroeconómica durante o período eleitoral e ajudar às necessidades da balança de pagamentos.

Com a extensão do programa, a Guiné-Bissau vai beneficiar de um empréstimo total de 32,2 milhões de dólares (27,4 milhões de euros). 

ANG/Lusa

Eleições legislativas


“Chefe de Estado garante que o processo eleitoral terá sucesso” diz chefe da missão da CEDEAO

Bissau, 18 Set 18 (ANG) – O Chefe da missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), afirmou receber garantias por parte do Presidente da República de que fará tudo para que o processo eleitoral tenha sucesso no dia 18 de Novembro.
 
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Geoffrey Onyeama que falava aos jornalistas após o encontro mantido com José Mário Vaz, disse que a sua missão  composta pelo seu homólogo da Guiné Conacri e o presidente da Comissão da CEDEAO  está no país no quadro do processo da realização das eleições legislativas.

“Estamos a entabular contactos com os atores políticos para constatar se os preparativos para a realização do processo eleitoral estão no bom caminho”, disse o chefe da diplomacia nigeriana.

Os kits doados pela Nigéria chegaram recentemente ao país aguarda-se pelo anúncio do arranque dos trabalhos de  recenseamento eleitoral.  

ANG/JD/ÂC//SG

Direito das crianças


AMIC confirma registo de 92 casos de casamento forçado entre  2009 e 2017 

Bissau, 18 set 18 (ANG) – O Administrador de Associação dos Amigos das Crianças na Guiné-Bissau (AMIC), confirmou hoje que de acordo com os estudos feitos pelos técnicos da organização, de 2009 à 2017, o país  registou 92 casos de casamento forçado.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Fernando Cá destacou que nesse período a  AMIC trabalhou muito no sentido de por fim a prática, em todas as regiões do país, assim como na própria capital Bissau.

“Podemos confirmar que o flagelo de casamento forçado  é frequente em todas as regiões do país, incluindo a capital Bissau, onde actualmente se regista mais casos dessa prática”, disse.

Fernando Cá acrescenta que, de acordo com os dados estatísticos apurados, a capital Bissau conta com 21 casos de casamento forçado, de seguida vem a região de Oio, no Norte da Guiné-Bissau com 18 casos, Tombali com 14, a região de Biombo e Quinara ambos com 11, Bafatá com 7, Gabu com 4, na região de Cacheu foi registado 5 casos, e por último, Bolama Bijagós com um caso, bem como um registado junto a comunidade guineense residente na Gâmbia.

De acordo com  aquele responsável, o casamento forçado provoca várias consequências negativas às raparigas, acrescentando que pode mudar o estado moral do individuo, assim como lhes  levar  a tomar  decisão negativa contra a própria  vida.

De acordo como Administrador da AMIC, os trabalhos realizados durante estes anos, tiveram impactos positivos, porque com a colaboração das pessoas nas comunidades através de denúncias, contribuiram muito para que a AMIC conseguisse neutralizar alguns casos.

“Não vamos parar de lançar apelo ao governo da Guiné-Bissau, porque, na verdade, o seu papel é dar protecção aos seus cidadãos. Nos trabalhos que temos feito durante longo período, sentimos muita ausência do Estado, e se assim continuar, não havendo a mão dura das autoridades no sentido de abolição da prática, continuará sem sucesso todo o trabalho feito no país”, alertou o responsável.

Cá referiu  que a AMIC  construiu um Centro de Acolhimento das crianças talibés assim como aquelas que foram forçadas a casar. 

Acrescentou ainda que a recolha é temporária porque as crianças depois são reconduzidas para se untarem aos  seus familiares.  

 ANG/LLA/ÂC//SG