quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Política



Bissau,19 Set 18 (ANG) - Os partidos políticos com assento Parlamentar continuam determinados para que as eleições sejam realizadas para daqui a precisamente dois meses enquanto que os sem representação parlamentar dizem que não existem condições desejadas para o efeito.

Maria Odete Semedo
Á saída terça-feira (18), do encontro com a Missão da CEDEAO, Odete Semedo, 2ª vice presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde disse que estão disponíveis em colaborar para que a data seja respeitada.

A mesma opinião tem o Partido da Renovação Social na pessoa do seu vice-presidente Certorio na Biote que afirma  que o PRS recebeu garantias que a CEDEAO vai ajudar na realização das eleições.

Agnelo Regala, da União para a Mudança, diz que o esforço da comunidade internacional demonstra o interesse no progresso nacional, no entanto, reconhece a lentidão na preparação do escrutínio.

Para o líder do Partido da Convergência Democrática (PCD), Vicente Fernandes, a preocupação persiste em relação a realização das eleições e deve haver esforços para que depois das eleições o governo volte à estaca zero.

Os partidos sem assento parlamentar também se sentaram a mesma mesa com a missão da CEDEAO.

Vice líder do PRS Certório Biote
Á saída do encontro, Nuno Nabiam, líder do APU-PDGB, afirmou que a ajuda da comunidade internacional é valiosa mas sustenta que as eleições devem ser feitas sem pressa e critica a forma como o governo tem encarrado a situação.

Braima Camará, do Madem-G15, sublinhou que a data de 18 de Novembro não será realidade devido à falta de condições e por isso pede os atores guineenses para assumirem as suas responsabilidades.

Baciro Djá, líder da Frente Patriótica Nacional (FREPASNA), disse que as eleições devem ser feitas de acordo com o ajustamento das datas e caso sejam adiadas as responsabilidades devem ser atribuídas.

A CEDEAO reuniu com mais de 6 partidos políticos com e sem representação parlamentar. A organização sub-regional declarou que vai apoiar financeira e tecnicamente para que as eleições sejam realizadas na data desejada. ANG/Rádio Sol Mansi


Pobreza extrema


            Situação da Guiné-Bissau deve alterar de 58% para 35% em 2050

Bill e Melinda Gates
Bissau,19 Set 18(ANG) - A percentagem de habitantes da Guiné-Bissau em pobreza extrema vai diminuir dos atuais 58% para 35% em 2050, segundo dados  da Fundação Bill e Melinda Gates, citados pelo Wall Street Journal.

“A África subsaariana como um todo vai ser a casa de 86% das pessoas em situação de pobreza extrema em 2050, a não ser que algo seja feito, como educar mais mulheres e dar-lhes acesso a contraceptivos”, lê-se no artigo do jornal norte-americano, que cita um relatório elaborado pela fundação liderada pelo antigo patrão da Microsoft, no qual se afirma que a percentagem, em 2017, era de 57%.

“Precisamos de investir em capital humano, saúde, nutrição, educação, produtividade da agricultura e acesso a ferramentas de saúde reprodutiva, para que a população jovem de África se torne um ativo e não um fardo para esses países”, disse Bill Gates na entrevista ao Wall Street Journal.

De acordo com os dados, apenas dois países – a Nigéria e a República Democrática do Congo – vão albergar 44% das pessoas que viverão em pobreza extrema em 2050 se a tendência continuar, o que compara com os 20% atualmente.

Entre os dez países com maiores percentagens de pobreza extrema, todos verão o valor reduzir-se nas próximas décadas, mas o crescimento demográfico faz com que apesar da percentagem ser menor, o valor absoluto pode, nalguns casos, ser maior, o que significa que haverá mais pessoas nesta situação do que atualmente.

O Banco Mundial, que esta semana vai lançar o seu próprio relatório sobre pobreza, define ‘pobreza extrema’ como pessoas a viver com menos de 1,90 dólares por dia. ANG/Lusa

Legislativas 2018


                   CEDEAO pede ao governo  para acelerar os preparativos

Bissau,19 set 18(ANG) - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) pediu terça-feira ao governo da Guiné-Bissau para acelerar os preparativos das eleições legislativas, marcadas para 18 de novembro.
 
"A missão de alto nível está satisfeita com os avanços e apela ao governo para acelerar os preparativos" das eleições”, afirmou, no final de uma visita de várias horas ao país, o presidente da Comissão da CEDEAO, Jean-Claude Cass-Brou.

Numa declaração à imprensa, lida no final da visita já no aeroporto Osvaldo Vieira, em Bissau, o presidente da Comissão da CEDEAO apelou também a todas as partes para apoiarem as ações do governo com vista à aceleração do processo para a realização de eleições, "conforme decisão dos chefes de Estado da CEDEAO".

A missão de alto nível, chefiada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Geoffrey Onyeama, chegou terça-feira de manhã a Bissau tendo avaliado a  situação no país, incluindo a preparação das eleições legislativas.

Em Bissau, a missão da CEDEAO esteve reunida com as autoridades, partidos políticos e representantes de organizações internacionais.

Em abril, os chefes de Estado e de governo da CEDEAO reuniram-se extraordinariamente em Lomé, Togo,  e produziram decisões que ajudaram a resolver o impasse político que a Guiné-Bissau vivia há cerca de três anos.

Na cimeira ficou decidida a nomeação de Aristides Gomes como primeiro-ministro da Guiné-Bissau, a abertura do parlamento nacional e a realização de eleições legislativas.
A Guiné-Bissau tem legislativas marcadas para 18 de novembro, mas o recenseamento eleitoral, que deveria ter arrancado em 23 de agosto, ainda não começou devido a atrasos na recepção dos ‘kits' para registo biométrico dos eleitores doados pela Nigéria.

Parte dos 350 ‘kits' chegaram ao país no domingo e o recenseamento eleitoral deve começar esta semana. ANG/Lusa