sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Legislativas 2018


Organizações da Sociedade Civil Eleitoral criticam organização do recenseamento eleitoral

Bissau, 21 sets 18 (ANG) – O Grupo das Organizações da Sociedade Civil Eleitoral (GOSCE) disse que o ato de registo dos eleitores iniciado esta quinta-feira no país, não obedece aos procedimentos técnicos legais.

Em comunicado à imprensa, esta organização afirma que não há atualização do cronograma eleitoral, que falta a cobertura nacional das brigadas para o recenseamento e de formação dos agentes da brigada de recenseamento.

O grupo pediu ao governo que reúna as condições financeiras, técnicas, logísticas e operacionais “para a realização do recenseamento efetivo, credível, transparente e justo no qual todos possam participar e reconhecer”. 

"Não há informação sobre a  duração de recenseamento, não há informação da composição e distribuição das brigadas de recenseamento, falta de mobilização dos agentes fiscais da CNE associado a inoperância das CRE´s, ausência da campanha de educação Cívica que deve acompanhar todo o processo", referiu.

O grupo ainda refere que  a dois dias do fim do calendário previsto para  recenseamento não foi possível criar condições efetivas para que os cidadãos com capacidade eleitoral possam se recensear, apesar de o governo  e os titulares dos órgão de soberania, se tiverem recenseado.
O grupo critica  que houve uma descoordenação dos atores responsáveis pela gestão do processo, quer na organização e partilha de informação sobre o calendário, quer na comunicação com os parceiros implicados (comunidade internacional e sociedade civil), bem como na comunicação com a população em geral.

Recomendam ao governo que instituam através do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral(GTAPE) e CNE,  um mecanismo de coordenação no sentido de favorecer a atualização do cronograma eleitoral o mais urgente possível sem pôr em causa os prazos legais do calendário eleitoral, e, em função das prioridades, convocar o PNUD, para transferir os recursos para viabilizar todo o processo de recenseamento.  

Solicita ao GTAPE e a CNE a trabalhem em parceria com a Sociedade Civil e os Media na concretização de uma estratégia de comunicação para a cidadania, garantindo assim o cumprimento da realização das campanhas de educação cívica previstas na lei. 

O grupo saudou ainda a República Federativa da Nigéria pela disponibilização de uma parte dos kits, aos parceiros da cooperação multilateral (CEDEAO e UEMOA), bilateral (EUA, Japão, Itália) pela confirmação dos apoios financeiros e ao governo português pela confirmação do apoio material.
Pede a Comunidade Internacional que continue empenhada no cumprimento dos compromissos e no apoio e respeito às normas legais vigentes no país.

Pediu ainda a todos os partidos políticos legalizados que assumam as suas responsabilidades, acreditando os seus fiscais junto as entidades competentes para a gestão do processo.

O grupo apelou a todos os cidadãos guineenses com capacidade eleitoral a participarem no recenseamento. ANG/DMG/ÂC//SG

Coreias


Moon Jae-in discursa perante norte-coreanos e pede fim a 70 anos de hostilidade

Bissau, 21 set 18 (ANG)  – O Presidente da Coreia do Sul discursou na quarta-feira para uma multidão norte-coreana, propondo à Coreia do Norte que ambos os países acabem com sete décadas de hostilidade e construam um futuro de paz e prosperidade.
Moon Jae-in, o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e as respectivas mulheres marcaram presença num espectáculo coreográfico que este ano recebeu o título de “O País Glorioso”, num estádio em Pyongyang, na noite de quarta-feira, onde milhares de artistas actuaram perante cerca de 150 mil espectadores.
“Nós vivemos juntos por cinco mil anos e vivemos em separação por 70 anos. Proponho agora que eliminemos completamente a hostilidade dos últimos 70 anos e dêmos um grande passo em direcção à paz”.
Os historiadores dizem que o cronograma de cinco mil anos da História coreana é uma reivindicação infundada que se tornou parte da narrativa oficial da Coreia do Sul depois de ser inserida nos livros escolares durante o Governo do antigo ditador Chun Doo-hwan.
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, assinaram na quarta-feira uma declaração conjunta, que poderá ser importante para o futuro diálogo sobre a desnuclearização da península, entre Pyongyang e Washington.
Durante a cimeira quarta-feira encerrada, os ministros da Defesa das duas coreias, que tecnicamente continuam em guerra, assinaram ainda um histórico acordo militar, que reduz a possibilidade de se produzirem choques fronteiriços entre os respectivos exércitos.
De acordo com o documento, os dois países vão suspender – a partir do dia 01 de Novembro – as respectivas manobras junto à fronteira terrestre e eliminar 11 postos militares de fronteira até ao final do ano.
As duas Coreias vão estabelecer também uma zona de restrição aérea junto à linha de divisão e determinar uma zona junto à fronteira marítima em que vão ser proibidas manobras navais.
O mesmo documento refere que o acordo assinado prevê o alívio da tensão militar entre os dois países.
Na declaração conjunta assinada por Moon e Kim, Pyongyang compromete-se a tomar medidas para o encerramento da central norte-coreana de Yongbyon, considerada como o “epicentro” do programa nuclear, tal como ficou decidido na Cimeira de Singapura, mas colocou condições aos Estados Unidos, exigindo “medidas proporcionais aos EUA.
A declaração conjunta prevê também aumentar as trocas transfronteiriças no sentido do desenvolvimento económico comum e, em concreto, o empreendimento de ligações ferroviárias e rodoviárias antes do final do ano.
Por último, foi decidido promover reuniões de famílias separadas pela guerra (1950-1953), através de ligações vídeo e a abertura de um gabinete na cidade fronteiriça norte-coreana para que os civis dos dois países possam localizar familiares.
ANG/Inforpress/Lusa

Política


Presidente da República apela aos guineenses para fazerem recenseamento eleitoral

Bissau,21 set 18(ANG) - O Presidente , José Mário Vaz, apelou quinta-feira aos guineenses para  fazerem o recenseamento para votarem nas eleições legislativas de 18 de novembro.

"Peço a todos os guineenses para não terem preguiça. Não é por cinco ou dez minutos que vamos perder um dos grandes momentos, que é o momento de termos o cartão (eleitoral) para votar no dia 18", afirmou José Mário Vaz.

O Presidente guineense falava aos jornalistas depois de ter sido recenseado num edifício no centro de Bissau, a alguns metros da Presidência, e para onde se dirigiu a pé, juntamente com o primeiro-ministro do país, Aristides Gomes.

"Estão reunidas todas as condições para fazer o recenseamento. Aos que estão na bolanha (arrozal), na pesca, na oficina mecânica, na carpintaria, taxistas, independentemente de onde estiverem, o melhor momento para mostrarmos a nossa cidadania é de facto termos este cartão para votarmos no dia 18 de novembro", afirmou, enquanto mostrava o seu cartão eleitoral.

O primeiro-ministro insistiu que é preciso que todos os guineenses façam o recenseamento para se realizarem as eleições legislativas.

"O Governo trabalha dia e noite para pôr à disposição de todas as estruturas encarregues do recenseamento e fiscalização do recenseamento todas as condições logísticas, materiais e de recursos humanos para realizar com sucesso o trabalho de recenseamento", disse, salientando que o registo de eleitores é importante para realizar as eleições, fundamentais para a estabilidade do país.

O recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau devia ter começado a 23 de agosto, e decorrer até 23 de setembro, mas atrasos na recepção de ‘kits' para registo biométrico dos eleitores atrasou o processo durante quase um mês.

O primeiro-ministro voltou na quarta-feira a anunciar o início do recenseamento eleitoral, mas na prática o registo de cidadãos eleitores só teve início hoje.
ANG/Lusa

Angola


                           Alta figura do MPLA em prisão domiciliária
Bissau, 21 set 18 (ANG) - A justiça angolana ordenou a prisão domiciliaria contra Norberto Garcia, ex porta voz do Comité Central do MPLA, partido no poder. A justiça angolana confirmou a prisão preventiva para oito dos arguidos como medida de coacção do caso conhecido como “Burla tailandesa".
Norberto Garcia
Um caso implicando 50 mil milhões de dólares e que levou à exoneração do ex chefe de Estado Maior das Forças Armadas Angolanas, FAA, General Geraldo Sachipengo Nunda, este foi agora ilibado das acusações por falta de provas.
Segundo a acusação “um grupo de cidadãos estrangeiros, maioritariamente tailandeses, canadianos, eritreus e angolanos tentaram burlar o Estado num montante de 50 mil milhões de dólares".
Eles são indiciados por crimes como associação criminosa, falsificação de documentos e títulos de créditos, burla por defraudação e tráfico de influência lê-se, nomeadamente, no comunicado do Tribunal Supremo Angolano, consultado pela RFI.
Foi decretada a prisão preventiva a 4 arguidos de nacionalidade tailandesa, a um canadiano, a um eritreu bem como contra os angolanos Celeste Marcolino de Brito António e Christian Albando de Lemos.
Tratar-se-ia de uma rede que estaria por detrás de uma operação de financiamento internacional de 50 mil milhões de dólares, da autoria de uma empresa tailandesa destinada a vários projectos em Angola.
No mesmo documento, o Tribunal Supremo ordenou a prisão domiciliária contra Norberto Garcia, porta voz do comité central do MPLA, partido no poder desde a independência de Angola em 1975, e ex director da Unidade técnica para o investimento privado.
Idêntica medida foi pedida contra o General das Forças Armadas Angolanas, José Arsénio Manuel.
Em declarações à imprensa o jurista e advogado Benja Satula qualificou a medida de “excessiva” por se tratar de pessoas identificadas, e salienta que “caso a câmara que está com o processo não tenha muitos trabalho, o julgamento pode acontecer dentro de 8 dias" como prazo normal para tratar destas matérias.
A empresa teria começado as suas actividades, tidas como criminosas, desde Novembro de 2017, com a chegada a Angola de um grupo proveniente da Tailândia.
O grupo em causa seria chefiado por Raveeroj Ritchchoteanan, criador e presidente da alegada Fundação Mundial com o seu nome, com o objectivo de erradicar a pobreza e promover educação e saúde de qualidade na Ásia e em África.
A empresa chegou a Angola por intermédio da arguida Celeste de Brito, que foi estudante naquele país asiático.
O grupo terá simulado dispor de acesso a uma linha de crédito num banco Bangko Sentral NG Filipinas, conta orçada em 50 mil milhões de dólares.
O SIC, Serviço de informação criminal, teria, porém, na sua posse provas da inexistência dessa linha de crédito. ANG/RFI