terça-feira, 25 de setembro de 2018

Cabo Verde


Jorge Carlos Fonseca felicita homólogo da Guiné-Bissau pelos 45 anos de independência

Bissau, 25 Set 18(ANG) – O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, felicitou  segunda-feira o seu homólogo guineense, José Mário Vaz, pelos 45 anos da independência da Guiné-Bissau.
Jorge Caros Fonseca, que se encontra de visita à comunidade cabo-verdiana da costa oeste dos Estados Unidos, no norte e no sul do Estado da Califórnia, em nota publicada na rede social Facebook, informou que augurou “caminhos conducentes à prosperidade dos guineenses, numa ambiente de liberdade, paz e justiça” àquele “país irmão” de Cabo Verde.
A independência da Guiné-Bissau é celebrada a 24 de Setembro, no mesmo dia em que Cabo Verde acolheu uma cerimónia de comemoração que contou com a deposição de uma coroa de flores no mausoléu de Amílcar Cabral, na cidade da Praia.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, da Presidência do Conselho de Ministros e do Desporto, Fernando Elísio Freire, em representação do Governo, disse no que o executivo a que pertence acredita na Guiné-Bissau e no seu futuro.
Sobre a existência de uma embaixada da Guiné-Bissau pela primeira vez em Cabo Verde, o governante considerou que a mesma demonstra as relações com este “país irmão e amigo”.
Antes da nomeação de um embaixador da Guiné-Bissau para Cabo Verde, em Novembro do ano passado, este país só tinha um consulado em Cabo Verde, que abriu a 01 de Outubro de 2011, na cidade da Praia.
Na cerimónia esteve igualmente presente o ex-Presidente da República de Cabo Verde (2001-2011) Pedro Pires, para quem esta é uma data para comemorar, mas também para recordar os companheiros que, como ele, combateram pela independência, mas que já não estão vivos.
A Guiné-Bissau foi a primeira colónia com a independência reconhecida por Portugal, em Setembro de 1974.
O primeiro governo foi liderado por Luís Cabral, irmão de Amílcar Cabral, que tinha sido assassinado em 1973. ANG/Inforpress

Cultura


Secretário de Estado da Cultura declara  que executivo está disponível para promover a música guineense

Bissau, 25 Set 18 (ANG) – O Secretário de Estado da Juventude, Cultura e Desportos afirmou  segunda-feira que o executivo está disponível para promover a música guineense.

Segundo a rádio Pindjiquiti, Florentino Fernando Dias fez esta afirmação  num evento alusivo aos 45 anos da Independência da Guiné-Bissau.

Disse que por ser plausível decidiram apoiar a iniciativa de celebrar, promover e valorizar a música na data da independência.

Por sua vez, o produtor do evento cultural, Emílio Costa realçou que a música foi  um instrumento importante durante a luta de libertação nacional.

Costa fez esta consideração na gala de comemoração dos 45 anos da independência da Guiné-Bissau sobo  lema “Canta a independência”.

Disse  que a gala serviu para  homenagear o país, porque a luta de libertação do país não foi feita apenas com as armas mas também com a música, que animava  os guerrilheiros e servia para fazer denúncias.

Aconselhou ao governo a organizar eventos culturais, “porque gera empregos e cria rendas tanto para o executivo como para as populações”.

Em representação da primeira-dama, Marcelina Monteiro defendeu que o país deve promover o seu património que é a cultura a fim de atrair  investidores.

ANG/JD/ÂC//SG

Luta de Libertação


INEP, CESAC e CES-UC/CROME promovem Colóquio Internacional sobre “Legados da Luta de Libertação”

Bissau, 25 Set 18 (ANG) – O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), Centro de Estudos Sociais Amílcar Cabral (CESAC) e Universidade de Coimbra através do projeto crome (CES-UC/CROME) juntam-se para promover um Colóquio Internacional em Bissau, sob lema “Memórias e legados da luta de libertação”.

Segundo uma nota à imprensa à que a ANG teve acesso, o Colóquio vai ser realizado nos dias 27, 28 e 29 do mês em curso num dos hotéis da capital e a entrada será gratuito.

 De acordo com a nota, as referidas instituições reconhecem  que as circunstâncias especificas da estratégia de guerrilha e do desenrolar da guerra de libertação na Guiné-Bissau foram decisivas para pôr fim à ditadura em Portugal.

Segundo a nota os diferentes contextos da luta anticolonial, serão apresentados com uma  abordagem particular na luta armada desencadeada no país, privilegiando a análise dos processos de memorialização nacional, transnacional e internacional  a que deram origem.

O documento informa ainda que no âmbito do colóquio será lançado um livro com o título “ As voltas do passado, a guerra colonial e as lutas de Libertação Nacional”, uma colectânea que contou com a contribuição de 51 autores.

O livro é  uma visão multidisciplinar  baseada em factos ocorridos durante a primeira revolta mobilizadora para a luta de libertação nos espaços africanos sob dominação colonial portuguesa até as datas da independências dos mesmos.  

ANG/JD/ÂC//SG