quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Emprego jovem


                FAO procura estratégia regional no sector de Agricultura

Bissau, 27 set 18 (ANG) – O Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação-FAO promove em Bissau uma reunião consultiva sobre o modelo de Estratégia Regional para o emprego para jovens no sector de Aquacultura e cadeia de valores afins.

Intervindo na reunião, Ana Meneses, especialista de Aquacultura da FAO, em Roma, disse que existem poucas evidências do potencial criação de emprego no sector de aquacultura nos países da África, razão pela qual, o assunto será debatido neste encontro, como forma de abrir horizontes para juntos pensarem em que tipo de investimento, e em quais subsectores da aquacultura pretendem investir para transformar o sector.   

A especialista acrescenta que o programa ASTF e vários outros projectos, actuam directamente na componente de produção e comercialização, apoiando mulheres e homens jovens a terem acesso a oportunidades de negócios através da produção de peixe, mandioca, rações para peixes e outras cadeias de valores da Aquacultura.

“Entre o início e meados dos anos 2000, a aquacultura mostrou um certo desenvolvimento, mas infelizmente não conseguiu manter o seu crescimento como esperado. Foram identificados como condutor deste declínio, alto custo de insumos de produção entre os quais, fertilizantes, sementes, rações, factores de produção maquinaria, infra-estruturas entre outros factores”, referiu.  

Para  Ana Meneses, ciar emprego mais lucrativos para os jovens na agricultura é particularmente urgente.

Menezes realçou por outro lado que, com a criação de empregos atraentes e decentes para mulheres e homens jovens no sector de aquacultura, O Fundo Fiduciário de Solidariedade Africana (ASTF) contribui significativamente para a segurança alimentar, a resiliência dos meios de vida e redução da pobreza rural, assim como para sensibilizar aos jovens de que a emigração não é a sua principal fonte de esperança na vida.   

A elaboração dum modelo de estratégia de emprego jovem e identificação de intervenções a serem realizadas pelo governo, organizações internacionais, sector privado, organizações juvenis, e outras partes interessadas, são alguns dos resultados esperados do referido encontro.  

As conclusões e recomendações dos participantes, serão consolidadas num relatório a ser publicado mais tarde pela FAO em colaboração com parceiros governamentais.

“Os resultados da reunião consultiva ajudarão a FAO a refinar e fortalecer seu objectivo estratégico, criar mais oportunidades de emprego decente para juventude rural nos sectores agrícola e não-agrícola”, disse Meneses. 

A reunião iniciada quarta-feira termina no dia 30 de Setembro e conta com a participação de 30 delegados de seis países de África Ocidental e de representantes de organizações regionais, directores de agências governamentais, da FAO, ONGs, organizações de jovens rurais e do sector privado. ANG/LLA//SG 

Ambiente


               Relatório alarmante sobre desaparecimento de zonas húmidas
Bissau, 27 set 18 (ANG) – Apenas 18 por cento de zonas húmidas do planeta estão protegidas pela  Convenção Internacional sobre zonas húmidas – Convenção de Ramsar- estabelecido em 1971, refere um relatório deste tratado  tornado público esta quinta-feira.
O documento citado pela RFI francês indica que a superfície total de zonas húmidas diminui regularmente.
As zonas húmidas –lagos, rios, estuários, mangroves – são os ecossistemas mais ricos do planeta e representam a mais vasta biodiversidade. “Infelizmente, desaparecem três vezes mais rápido que as florestas”, afirmou a Secretária- geral da Convenção , Martha Rojas Urrego que disse que as consequências poderão ser dramáticas se nada for feito.
Segundo o  relatório, 35 por cento de zonas húmidas mundiais desaparecerem entre 1970 e 2015 com uma aceleração desde a o principio do século, por razões diversas: mudanças climáticas, crescimento da população, urbanização, particularmente das zonas costeiras, extensão das zonas agrícolas, procura de água associada, e a poluição generalizada provocada por essas mudanças.
O documento destaca que a as zonas húmidas são fundamentais para a vida, e que directa ou indirectamente fornecem quase na integra a água fresca para o mundo inteiro.
“Mais de um bilhão  de pessoas dependem de zonas húmidas para viver e 40 por cento das espécies precisam dela para se reproduzir” , refere o relatório acrescentando que são fontes vitais de alimentos, matérias primas, recursos energéticos para as industrias farmacêuticas e de energia hidroeléctrica.
O relatório destaca que as políticas nacionais raramente  têm em conta essas situações e recomenda a integração das zonas húmidas nas legislações nacionais para travar o processo de desaparecimento dessas zonas antes que seja muito tarde.
Para peritos na matéria, é mais importante preservar as zonas húmidas, devido  a função essencial  que desempenha, nos esforços de desenvolvidos com vista a regulação do clima mundial.
A  Convenção Internacional sobre zonas húmidas- dita Convenção Ramsar – foi estabelecido em 1971 e destina-se a proteger essas zonas consideradas fundamentais para o homem e a biodiversidade. ANG/RFI/AFP