quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Desporto/ futebol



Bissau,10 Jan 19 (ANG) - O Selecionador Nacional de Futebol disse esta segunda-feira que a seleção da Guiné-Bissau ambiciona participar no próximo campeonato do Mundo de futebol 2022, a realizar-se em Qatar, além de prometer a segunda participação consecutiva dos Djurtus no CAN 2019 a ter ligar no Egito.

A determinação de Baciro Candé foi tornada pública numa entrevista à emissora católica ‘Rádio Sol Mansi’, à margem da visita de algumas horas ao país, do presidente da FIFA, Gianni Infantino.

O técnico principal dos “Djurtus” qualificou a presença do presidente da FIFA na Guiné-Bissau como um encontro de “Nações Unidas de Futebol”.

“Hoje, podemos dizer que a Guiné-Bissau, no setor de futebol, está mais à vontade e livre. A presença das “Nações Unidas de Futebol” no país deve significar algo maior para nós”, observou, assegurando estar convicto no apuramento do país para o CAN 2019 de Egito e, consequentemente, estar no mundial de 2022.

Os Djurtus estão outra vez perto de repetir o “milagre” de 2017 pelas mãos de Baciro Candé, selecionador nacional de futebol, no dia 21 de março diante de” Mambas “de Moçambique no último jogo do grupo K.

A Guiné-Bissau lidera o grupo K com oito pontos, os mesmos da Namíbia, na segunda posição. Um empate frente a Moçambique carimba automaticamente a passagem para a fase final da prova. Os “Mambas” de Moçambique com sete pontos precisam de uma vitória em Bissau para se apurarem para o CAN 2019 de Egito. ANG/R.Sol Mansi

Brasil


Governo confirma saída do país do pacto de migração da ONU

Bissau, 10 jan 19 (ANG) - O Ministério das Relações Exteriores do Brasil pediu hoje, através de um telegrama, que os diplomatas brasileiros comuniquem às Nações Unidas a saída do Brasil do Pacto Global para a Migração, avança a imprensa brasileira.

No documento a que a BBC News Brasil teve acesso, o 'Itamaraty', nome como é conhecido o Ministério dos Negócios Estrangeiros, solicita às missões do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) e em Genebra que "informem, por nota, respectivamente o secretário-geral das Nações Unidas [o português António Guterres] e o director-geral da Organização Internacional de Migração [o português António Vitorino], (...) que o Brasil se dissocia do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular".
O documento acrescenta também que o Brasil não deverá "participar em qualquer actividade relacionada com o pacto ou a sua implementação".
O Brasil tinha aderido ao pacto em Dezembro, no final do Governo de Michel Temer, tendo o Itamaraty frisado, naquela altura, que o Pacto era "o mais amplo marco de cooperação já criado para uma governação global dos fluxos migratórios internacionais" e que seria "de grande importância para a garantia de tratamento digno para os mais de três milhões de brasileiros que residem no exterior".
Os diplomatas afirmaram à BBC News Brasil, em condição de anonimato, que o telegrama se encontra em circulação no sistema do Ministério e que chegou aos destinatários.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, Ernesto Araújo, já tinha afirmado, no início de Dezembro, a intenção do país sul-americano de abandonar o Pacto Global para a Migração por considerar que é "um instrumento inadequado para lidar com o problema".
O Pacto Global para uma Migração Segura, ordenada e regulada pela Organização das Nações Unidas (ONU), foi aprovado no dia 10 de Dezembro, numa cimeira realizada na cidade marroquina de Marraquexe, entre apelos por uma cooperação multilateral para enfrentar um fenómeno de dimensão global.
"O Governo de Bolsonaro irá desassociar-se do Pacto Global de Migração que está a ser lançado em Marraquexe, um instrumento inadequado para lidar com o problema. A imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e a soberania de cada país",
escreveu na altura Ernesto Araújo na rede social Twitter, antes de ser empossado como governante.ANG/Angop

África


Mais de 20 países organizam eleições em 2019

Bissau, 10  jan 19 (ANG) -  Milhões de africanos vão este ano às urnas, com a realização de eleições presidenciais, legislativas e regionais em pelo menos 21 dos 54 países de África, incluindo a Guiné-Bissau e Moçambique.
De acordo com o calendário eleitoral para o continente africano do Instituto Eleitoral para a Democracia Sustentável em África (EISA, na sigla em inglês), citado pela Lusa, em 2019 está prevista a realização de eleições em 21 países e uma região autónoma, no total dos 54 países independentes do continente.
O EISA é uma organização sem fins lucrativos, criada em 1994, com sede na África do Sul e escritórios em seis outros países, incluindo Moçambique, que promove a realização de eleições credíveis, a participação eleitoral e o fortalecimento das instituições políticas em África.
O ano de 2018 terminou com a realização de eleições gerais na República Democrática do Congo (RDC), adiadas desde 2016, estando ainda a ser escrutinados os boletins de voto.
Das eleições a realizar durante 2019, em pelo menos cinco países são escrutínios adiados desde 2017 e 2018, incluindo a Guiné-Bissau, cujas eleições legislativas foram adiadas de Novembro de 2018 para Março de 2019.
Durante o corrente ano deveriam realizar-se também eleições presidenciais, mas a alteração da data das legislativas poderá vir a influenciar o calendário eleitoral guineense.
A Guiné-Bissau vive uma crise política desde a demissão, por José Mário Vaz, do Governo liderado pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, vencedor das legislativas de 2014), em Agosto de 2015.
Em Abril, foi alcançado consenso para a nomeação de Aristides Gomes como primeiro-ministro com o objectivo de organizar eleições legislativas a 18 de Novembro, posteriormente adiadas devido a dificuldades financeiras e técnicas, que atrasaram o início do recenseamento eleitoral.
A Nigéria e o Senegal marcam o arranque do ano com eleições presidenciais a decorrer em Fevereiro.
A 16 de Fevereiro, na Nigéria, o presidente Muhammadu Buhari, 76 anos, vai disputar a reeleição e irá defrontar o seu antigo aliado Atiku Abubakar, 72 anos, que foi vice-presidente do país entre 1999 e 2007.
O escrutínio tem como pano de fundo promessas de luta contra a corrupção, de solução dos problemas económicos e do desemprego, bem como o surgimento de uma terceira força política protagonizada pelo activista do movimento #BringBackOurGirls, Oby Ezekwesili.
No Senegal, a 24 de Fevereiro, Macky Sall concorre a um segundo termo, focado no crescimento económico e na conclusão do seu ambicioso Plano para a Emergência do Senegal, que pretende transformar sectores-chave como a agricultura, saúde, administração pública e educação até 2035.
Antigo geólogo, de 57 anos, Macky Sall foi eleito pela primeira vez em 2012 para um mandato de sete anos, mas em 2016 apoiou, em referendo, a proposta para reduzir os mandatos presidenciais para cinco anos.
Os dois principais opositores foram impedidos de concorrer devido a condenações por corrupção.
Além das presidenciais, o Senegal tem ainda marcadas eleições locais para Dezembro.
Em Abril, o presidente Abdelaziz Bouteflika concorre a um quinto mandato consecutivo. Aos 81 anos, confinado a uma cadeira de rodas e com a saúde fragilizada, o chefe de Estado falou ao país pela última vez há seis anos.
Em 2015, chegou a especular-se que Bouteflika teria sido alvo de um golpe liderado pelo seu irmão, que estaria a exercer o cargo em seu nome.
A Frente de Libertação Nacional, partido no poder, apoia a recandidatura de Bouteflika, procurando, segundo analistas, beneficiar da popularidade do presidente, que conseguiu fazer regressar a paz e estabilidade à Argélia.
Na África do Sul, as presidenciais de Maio, que se seguem às legislativas e provinciais, serão uma oportunidade para legitimar, através do voto popular, o poder do presidente Cyril Ramaphosa, que assumiu os destinos do país após a resignação de Jacob Zuma por suspeitas de corrupção.
Também em Maio, o Malawi realiza eleições presidenciais, legislativas e locais num contexto em que se acumulam as denúncias de corrupção e em que o próprio Presidente Peter Mutharika, que lidera o Partido Democrático Progressista, no poder, teve que negar acusações que o envolvem num alegado suborno relativo a um contrato governamental.
Moçambique abre, a 15, o mês eleitoral de Outubro com realização de eleições presidenciais, legislativas e provinciais, com as previsões a apontarem que a vitória venha a pender para a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), do presidente Filipe Nyusi.
A Frelimo lidera os destinos de Moçambique desde a independência do país.
O maior partido da oposição, a Renamo, realiza a 15 de Janeiro o congresso para eleger um novo líder após a morte do seu fundador, Afonso Dhlakama, em Maio passado.
O Botswana e a Namíbia realizam também eleições presidenciais e legislativas em Outubro, enquanto a Tunísia elege nesse mês os deputados e conselheiros e o presidente em Dezembro.
A África do Sul, Argélia, Botswana, Camarões, Tchad, Egipto, Etiópia, Ghana, Guiné-Conakry, Guiné-Bissau, Líbia, Madagáscar, Malawi, Mali, Mauritânia, Moçambique, Namíbia, Níger, Nigéria, Senegal, Tunísia e Somalilândia (região autónoma da Somália não reconhecida internacionalmente) realizam uma ou várias eleições em 2019.ANG/Angop


Desporto/futebol


Presidente de FIFA aprova projecto da construção de  novo Estádio de Futebol na Guiné-Bissau

Bissau, 10 Jan 19 (ANG) – O Presidente da Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA), aprovou na sua recente visita ao país, o projecto da construção de um novo Estádio de Futebol na Guiné-Bissau.

A revelação é do Membro do Comité Executivo da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Bonifácio Malam Sanhá, em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG.

Sanhá disse que nas visitas realizadas pelo Presidente da FIFA à algumas infra-estruturas desportivas da capital, Gianni Infantino prometeu às autoridades competentes da Guiné-Bissau assim como a FFGB, o desbloqueamento de uma verba para a construção de um Estádio de Futebol, com a capacidade de albergar mais adeptos. O maior estádio, o Nacional, alberga 15 mil pessoas.

De acordo com aquele responsável, a FFGB e a FIFA, aguardam do governo a prontidão e a cedência do espaço para a construção do referido Estádio. 

Bonifácio Sanhá acrescentou por outro lado que, na mesma visita, foi igualmente aprovado o projecto de reabilitação do Centro da FFGB, que futuramente poderá garantir um bom conforto à Selecção Nacional de Futebol, e aliviar ,por outro lado, o encargo ao governo da Guiné-Bissau.

“Através do  mesmo projecto aprovado pela FIFA, será ainda construído um Centro Técnico equiparado à Cidade de Desporto portuguesa, ou então Centro de Estágios de grandes equipas, com mais de três campos de futebol, e escolas de formação, com o objectivo de formar crianças para o mundo de futebol”, declarou Sanhá em entrevista a ANG.

Gianni Infantini esteve de visita ao país nos passados dias 7 e 8 de Janeiro, tendo realizado encontros de trabalho com as autoridades desportivas e políticas da Guiné-Bissau, no quadro de uma digressão em alguns países de África Ocidental. 

 ANG/LLA/ÂC//SG