sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Cooperação


Governo  e o grupo Mubadala dos Emirados Árabes Unidos assinam acordos nos domínios agricultura e minas

Bissau, 16 Ago 19 (ANG) – O Primeiro-ministro, Aristides Gomes assinou recentemente um acordo de cooperação com o grupo  Mubadala dos Emirados Árabes Unidos nos domínios de agricultura, minas e energia.

De acordo como o jornal Nô Pintcha,  o acordo foi assinado durante a visita que o chefe do executivo guineense efectuou na passada semana ao Emirados Árabes Unidos.

No encontro de trabalho com a direcção do grupo Mubadala foi proposto ao Primeiro-ministro, Aristides Gomes,a apresentação de uma lista de projectos, com incidência nas áreas prioritárias do governo e  seus respectivos estudos  de viabilidade .

Segundo  Aristides Gomes, já existe um documento preparado pelo seu gabinete em coordenação com os Ministérios das Finanças e dos Negócios Estrangeiros neste sentido, que só  precisa de ser adaptado aos procedimentos das instituições financeiras árabes.

O chefe de governo defendeu  a realização de  uma “Mesa-redonda” com os países árabes para a coordenação das ajudas a favor da Guiné-Bissau, bem como a análise das possibilidades de um apoio orçamental de urgência às autoridades de Bissau.

Ainda no quadro dessa visita de Aristides Gomes aos Emirados Árabes Unidos, a ministra dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, Suzy Barbosa assinou com o seu homólogo, Abdullah Bin Zayed,  vários acordos de cooperação com destaque para  a isenção de vistos de entrada aos detentores de passaportes diplomáticos e de serviço,  a prevenção fiscal, visando fortalecer e promover as relações económicas, bem como a protecção reciproca de investimentos.

Segundo o Nô Pintcha, a  visita foi realizada no quadro de relançamento da política externa guineense visando a atração de mais apoios e investimentos.
ANG/MSC/ÂC//SG

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Brasil e EUA


     Racismo institucional leva polícia a matar mais negros e pobres
Bissau, 15 ago 19 (ANG) - Os dados sobre agressões e mortes de jovens negros nos dois países são, segundo especialistas entrevistados pela RFI, alarmantes e salientam a desigualdade e o preconceito que muitas vezes custam a vida dos cidadãos.
Bandeira do Brasil
O consórcio de jornalistas americanos Fatal Encounters divulgou recentemente o resultado de um novo estudo sobre violência policial nos Estados Unidos. Analisando dados do Sistema Nacional de Estatísticas sobre Mortalidade no país, pesquisadores descobriram que homens negros têm 2,5 mais probabilidade de serem mortos pela polícia do que brancos.
Os dados divulgados pela pesquisa são chocantes: a cada mil homens negros, um será morto pela polícia ao longo de sua vida, seja com arma de fogo, taser ou sufocamento. O excesso de força policial lidera as causas de mortes de homens negros entre 25 e 29 anos, deixando para trás acidentes, suicídios, doenças cardíacas ou câncer.
Para o historiador francês François Durpaire, especialista em Estados Unidos, os dados divulgados no estudo da Fatal Encounters só reforçam o duro cotidiano de jovens negros no país. “Há o fator do racismo da polícia: isso está enraizado na história americana. Para o mesmo tipo de delito ou abordagem policial, se a pessoa é negra, maior é o risco que a situação saia de controle”, avalia.
Durpaire lembra que, embora a sociedade americana tenha evoluído nas últimas décadas, a comunidade negra continua enfrentando dois problemas principais: as desigualdades na relação com a polícia e com a Justiça.
 “Apesar das tentativas de integrar cidadãos negros aos júris, o tratamento da justiça é desigual com os negros. O próprio movimento Black Lives Matter não nasceu da revolta contra com os policiais, mas da absolvição de George Zimmerman. Ou seja, o problema não é apenas com a polícia, mas também com a Justiça”, destaca.
O caso Zimmerman comoveu o país em 2012. O vigia matou a tiros o jovem Trayvon Martin, de 17 anos, alegando legítima defesa. O jovem estava desarmado e foi perseguido e alvejado em um condomínio na periferia de Orlando por ter sido considerado “suspeito” pelo segurança.
Zimmerman foi inocentado, com a hipótese de um crime racista descartado, o que gerou uma onda de indignação nos Estados Unidos.
Essa banalização da violência contra negros também tem relação com a grande quantidade de armas de fogo nas mãos de civis nos Estados Unidos. “É preciso lembrar que existe uma taxa de 120 armas a cada 100 habitantes – a maior no mundo. Então, quando um policial faz uma abordagem, ele parte do princípio que há grande possibilidade de que o suspeito esteja armado. Por isso a polícia americana não hesita em atirar”, avalia Durpaire. 
Para o professor Adalmir Leonídio, coordenador do  Observatório da Criminalização da Pobreza e dos Movimentos Sociais da USP, há  similaridades entre a situação nos Estados Unidos    e no Brasil. “Nos dois países, o alvo preferencial da violência policial - que se traduz em tortura e assassinatos - são preferencialmente negros e pobres, moradores dos chamados ‘territórios da pobreza’. No entanto, precisamos considerar a desproporção numérica entre as duas realidades. O Brasil mata muito mais negros e pobres que os Estados Unidos”, ressalta.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, dos 5.896 boletins de ocorrência de mortes devido a intervenções policiais entre 2015 e 2016, 76,1% das vítimas eram negros: 5.769 homens e 42 mulheres. Grande parte é jovem: 35,5% têm idades entre 18 e 29 anos. Em 2018, o número de mortes cometidas por policiais na ativa subiu para 6.160 pessoas.
Nos Estados Unidos, de fato, esse número é expressivamente inferior. Segundo o Sistema Nacional de Estatísticas sobre Mortalidade do país, cerca de três americanos são mortos por dia pela polícia, contra 16 no Brasil. Em 2018, 992 pessoas morreram em intervenções policiais nos Estados Unidos.
Mas o que justifica essa filtragem racial da polícia brasileira? Para Leonídio, não há dúvidas: no Brasil, existe um senso comum penal desde o início da desagregação do trabalho escravo no país que relaciona negros e pobres ao potencial criminoso. “Essa parcela da população está envolvida em um clima de permanente suspeição. Nesse novo governo em particular, esse senso comum penal não só foi exacerbado como tem sido explicitamente assumido, o que tem sido favorável à execução de pobres e pretos”, salienta.
Para o especialista, a própria legislação criminal permite a predisposição ao combate arbitrário do “criminoso”, que, ressalta, é uma produção social. “O sistema penal não visa combater o crime, mas o criminoso: essa figura é envolta em todo um manto de estigmas e que obviamente não vai ser o rapaz branco, de classe média”, diz.
Por isso, segundo Leonídio, existe uma “produção criminológica” para o enquadramento desta população à margem da sociedade. “Essas pessoas não são absorvidas pelo mercado de trabalho, não fazem parte da lógica mercantil em evolução e é preciso fazer alguma coisa delas. Isso vai ser muito mais grave em países como o Brasil, onde há uma História de quatro séculos de escravidão. Existe um inimigo interno a ser combatido que, há cem anos, era o ex-escravo. Hoje é o morador da periferia pobre, que se configura como uma ameaça permanente ao patrimônio dos ricos”, reitera. ANG/RFI


Governo/Programa de emergência


         Abolido visto de entrada para detentores de dupla nacionalidade

Bissau, 15 Ago 19 (ANG) - A ministra dos Negócios Estrangeiros e o seu homólogo do Interior assinaram hoje um Despacho Conjunto sobre a isenção de vistos de entrada aos cidadãos guineenses com dupla nacionalidade que vivem na diáspora.

Na ocasião, a ministra dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, Suzi Barbosa explicou que o referido Despacho é o resultado de aprovação de Programa de Emergência do governo que prevê acções de impacto rápido para resolver os problemas sociais mais urgentes.

A governante sublinhou que o referido Programa de Emergência do governo apresenta as áreas prioritárias de intervenção nos primeiros sete meses de governação.

“O facto de um guineense que vive no estrangeiro ter outra nacionalidade, não lhe impeça de ter os seus direitos como cidadão da Guiné-Bissau, tanto a comunidade guineense nacional, assim como as que estão no estrangeiro têm um papel fundamental no processo de desenvolvimento do país, por isso, merecem toda a atenção do governo do nosso país”, defendeu Suzi Barbosa.

A ministra explicou que a isenção de vistos de entrada e permanência no território nacional será feita aos cidadãos guineenses residentes no estrangeiro e os que têm a dupla nacionalidade.

“O presente Despacho vai ser entregue aos Serviços de Migração e Fronteiras da Guiné-Bissau para a sua implementação imediata, será igualmente entregue aos serviços Consulares do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Comunidades igualmente para a sua implementação e para autoridades dos países de acolhimento para  terem conhecimentos sobre o assunto”, informou Suzi Barbosa.

 Por sua vez, o ministro do Interior, Juliano Fernandes disse que o Despacho vai facilitar a vida dos cidadãos guineenses que vivem no estrangeiro, e que permitirá igualmente que passem a ter as mesmas regalias com os que vivem na Guiné-Bissau.

Juliano Fernandes explicou que, apesar de que os cidadãos guineenses residentes no estrangeiro vão beneficiar de isenção de vistos de entrada, os mesmos devem ter sempre um documento para comprovar que têm a nacionalidade guineense.

“Digo que é necessário um documento para comprovar a nacionalidade guineense porque, é preciso comprovar que uma pessoa não rejeitou a sua identidade como guineense”, esclareceu o ministro do Interior. ANG/AALS/ÂC//SG


Migração


                              Drama  em 2 navios humanitários
Bissau, 15 ago 19 (ANG) - Continua o drama dos migrantes nos barcos humanitários Open Arms e Ocean Viking, à procura de países para acolher pelo menos 500 pessoas.
Os navios estão entre portos do Mediterrâneo, na Itália, Malta, Grécia e ilhas próximas da Turquia. Os países não parecem dispostos a acolher os migrantes, uma tragédia e desumanidade, segundo um economista português investigador de questões económicas europeias.
Ninguém está em condições de fornecer informações concretas e críveis sobre a tragédia que se passa com cerca e 500 migrantes de dois navios humanitários, Ocean Viking e Open Arms, sem paradeiro certo no Mediterrâneo.
As embarcações têm estado entre as costas da Itália, de Malta, da Grécia e de ilhas próximas da Turquia, mas ainda não há uma estratégia bem definida que países vão acolher os malogrados migrantes e imigrantes muitos africanos.
O Alto Comissariado da ONU para os refugiados, já reagiu dizendo que a situação é grave e que a Grécia, por exemplo, não está em condições de acolher mais migrantes pelo que apela à solidariedades de outros países europeus.
Em pleno período de férias de verão, não há vozes autorizadas no seio da União europeia para avançar com soluções concretas. Aliás há ma divisão na Europa.
Na Itália, o ministro do Interior, o homem político forte italiano, da direita dura, continua em campanha para tomar as rédeas do país e uma das suas armas é a condenação da migração e imigração clandestina.
A Organização médica humanitária internacional, Médicos Sem Fronteiras emitiu no fim do dia um comunicado afirmando que trabalha em conjunto com a SOS Mediterrâneo, francesa, na gestão do problema em torno do navio Ocean Viking.
Exigem que seja "providenciado quanto antes um porto seguro para o desembarque das 356 pessoas socorridas nas águas internacionais do Mediterrâneo Central, ao largo da Líbia, entre 9 e 12 de agosto, e que se encontram agora a bordo do barco de buscas e salvamento."
As duas ONG's humanitárias já pediram às autoridades marítimas de Malta e de Itália, "para assumirem a coordenação e apoio necessários a que se identifique um porto seguro para o desembarque, uma vez que são os mais próximos centros de coordenação existentes com capacidade para prestar esta assistência".
São portanto, apelos e medidas de intenções mas sem que haja nada de concreto para salvar os 500 migrantes dos barcos Ocean Viking e Open Arms, o que é "uma tragédia, uma desumanidade que se passa na Europa", segundo o economista português, José Reis, investigador de assuntos económicos europeus.ANG/RFI



GTAPE


 Proprietários de viaturas alugadas ameaçam boicotar trabalhos da instituição

Bissau, 15 Ago 19 (ANG) - O porta-voz dos proprietários das viaturas alugadas pelo Gabinete de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE),durante as eleições legislativas ameaçaram hoje boicotar os trabalhos da Correcção do Caderno Eleitoral cujo o início está previsto para o próximo sábado, dia dia 17.

vista da sede do GTAPE 
Bacapim Nhaga disse que a divida vai completar um ano no próximo mês de Setembro e que até a data presente as suas reivindicações não foram atendidas.

Disse que prestaram serviço  durante os trabalhos de recenseamento para Eleições Legislativas de 10 de Março de 2018 , no âmbito de um Contrato de prestação de serviço, mas que o GTAPE não está a cumprir o acordado.

“Já fizemos todas as diligências, ao mais alto nível, uma vez que informamos ao Presidente da República, à Assembleia Nacional Popular ,entre outras entidades, para poder chegar a uma solução pacifica, mas tudo foi sem  efeito nenhum. Os problemas já estão a escapar o  controlo da comissão, que está a ser acusada de estar a colaborar com o Estado”, explicou.

O porta-voz dos proprietários das viaturas alugadas pela GTAPE disse que os donos das viaturas decidiram não mais continuar passivos e que vão usar outros mecanismos para fazer com que sejam pagos, salientando que o grupo que está desde quarta-feira a frente da sede da GTAPE  está a tentar encontrar uma solução pacífica, mas não encontra ninguém para dialogar.

Nhaga disse que , se até ao dia 17, data de início dos trabalhos de correcção dos cadernos eleitorais, não houver solução para as suas reivindicações vão boicotar todos os trabalhos do GTAPE.

 “ Aproveitamos para chamar a atenção a quem de direito para assumir as suas responsabilidades, para evitar o que de mal  possa resultar dessa reivindicação, uma vez que, estamos a sentir  que, se essa decisão avançar , as coisas podem vir a não ser pacíficas” ,disse.

Bacapim afirmou que a divida para com os proprietários das viaturas alugadas envolvem  mais de 621 milhões de francos CFA.

Disse que estão a pressionar neste momento porque sabem que, se acabarem os trabalhos d correcção dos cadernos eleitorais e feitas as Eleições Presidências, a dívida em causa podem não ser pagas.

Desde quarta-feira os proprietários das viaturas alugadas pela Gtape durante as eleições legislativas de março passado e os familiares protestam em frente a sede da instituição, provocando  barulho ensurdecedor dificultando os trabalhos da GTAPE. ANG/MSC//SG

Presidenciais 2019


Carlos Gomes Júnior promete uma magistratura de influência e relação supra partidária

Bissau,15 Ago 19(ANG) – O ex-Primeiro-ministro e candidato independente às eleições presidenciais de 24 de Novembro, afirmou que, se for eleito chefe de Estado usará uma magistratura de influência e pautar-se-a por uma relação suprapartidária.

Carlos Gomes Júnior discursava hoje nas instalações da ponta Gardete, sector de Prábis, no acto de lançamento oficial da sua candidatura independente às eleições presidenciais de 24 de Novembro sob o lema” Pela Unidade, para Estabilidade.

“A minha magistratura deve constituir-se em factor de União Nacional e congregador dos anseios do Povo, servindo a todos os concidadãos de forma igual, justa e, sobretudo, dentro do quadro legal prescrito”, prometeu Carlos Gomes Júnior perante milhares de apoiantes.

Afirmou que o Presidente da República deve ser o promotor da exaltação dos valores nacionais, do Estado de Direito, da democracia  e da Unidade Nacional, tendo sempre como foco orientador das suas acções, o reconhecimento das diferenças, promoção de igualdade, valorização do homem e da mulher, sentido patriótico, o trabalho, a competência e honestidade.

“Na exaltação dos valores, o Presidente da República deve promover a cultura do trabalho e do mérito, de responsabilidade e da prestação de contas, devendo reconhecer e distinguir, os que pelo resultado do seu trabalho, dedicação e perseverança, contribuem para o desenvolvimento económico, social e cultural do país e para afirmação do nome da Guiné-Bissau no mundo”, destacou.

Carlos Gomes Júnior disse que o estado em que  as crises deixaram o país, tocou-lhe profundamente como cidadão e patriota.

“É por isso que aqui estou e estarei sempre disponível para as causas que tenham a Guiné-Bissau e o seu Povo no centro das atenções”, referiu.

Disse acreditar que, com enormes potencialidades que o país dispõem e na enorme nobreza de carácter do guineense, “podemos  todos juntos construir uma Nação forte e próspera”.

“Com efeito, as crises políticas que a Guiné-Bissau conheceu nos últimos anos fizeram-nos recordar que, para lá dos programas políticos, o desenvolvimento deve ter como pressuposto essencial a Estabilidade Política e  a Convivência pacífica”, salientou Carlos Gomes Júnior.

Para além de Carlos Gomes são outros candidatos presidenciais, Umaro Sissoco Embalo, do partido Madem G-15, Vladimir Deuna, candidato Independente.

O lider do PAIGC, Domingos Simões Pereira declarou terça-feira que está disponível para concorrer se o seu partido assim quiser.

O Presidente da República cessante, José Mário Vaz deve também  participar na corrida, apesar de, até então, não ter feito nenhum anunciou público nesse sentido.ANG/ÂC//SG

Presidenciais 2019


 Líder do PAIGC diz estar disponível para o cargo caso partido assim queira

Bissau 15 Ago 19 (ANG) – O Presidente do Partido Africano da Independência da Guine e Cabo-Verde (PAIGC),garantiu esta semana estar disponível para avançar para as eleições Presidenciais de 24 de Novembro, caso o seu partido assim o decidir.

Domingos Simões Pereira citado pela emissora alemã Doche Wella disse que desde logo criou esta expectativa aos guineenses, frisando que por isso não pode virar a cara à luta.

 Pereira afirma que  as sensibilidades existentes no PAIGC saberão interpretar a sua disponibilidade, tendo assegurado que a decisão sobre  quem será o candidato do partido às eleições presidenciais será conhecida dentro de poucos dias.

“Estamos à 10 dias de tomar esta decisão e posso garantir que dentro deste partido e de acordo com ele vamos ter uma reunião do presídio para estabelecer a agenda da Comissão Permanente”, disse.

De acordo com o político, uma proposta será apresentada ao Bureu Político do PAIGC e caberá o Comité Central deliberar sobre o candidato a escolher, salientando que ainda é cedo para avançar com as propostas concretas, tendo avançado que não será necessário mudar a Constituição para alterar o regime semipresidencialista, frisando que este sistema é mais democrático do que os outros sistemas.

Para Simões Pereira, o Presidente da República deve ser uma figura que promove o diálogo permanente com todos em busca de consensos que favoreçam a construção da Nação guineense.

Simões Pereira  admite que o principal adversário poderá ser o Presidente da República cessante José Mário Vaz.

O líder do PAIGC disse que, em termos pessoais, não sentiu atingido pela não nomeação para o cargo de Primeiro-ministro mas que enquanto cidadão sentiu-se atingido, tendo afirmado que é um claro atentado às regras democráticas.

Considera que  um Chefe de Estado que não aceita aquilo que é o resultado de uma eleição legislativa, não tem  condições para contribuir para a consolidação democrática.

“O exercício das funções públicas obriga a uma preparação de cada um dos titulares, para  compreender que está a desempenhar uma missão e não a escolher aquilo que é o mais conveniente para ele porque nenhum de nós foi escolhido para gostar ou não do outro”, frisa DSP como também é conhecido o líder do PAIGC.

Disse não  estar preocupado com a candidatura independente do ex-Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior(Cadogo filho),que mantém a condição de militante do partido.

 “Se é essa a condição que o Cadogo apresenta como candidato as presidenciais deve ter o seu respeito e consideração. Espera-se que também no uso das suas liberdades o povo guineense saiba decidir se ele tem condições para o efeito ou não”, sublinhou.

Domingos Simões Pereira, que regressou na terça-feira ao país, estabeleceu contactos com varias entidades da diáspora guineense em Portugal, com os quais reflectiu sobre a situação, política, social e económica da Guiné-Bissau. ANG/MSC//SG

Ensino superior


     ULG assina protocolo de cooperação com Universidade de Dortmund

Bissau, 15 Ago 19 (ANG) – A Universidade Lusófona da Guiné (ULG) assinou  terça-feira um protocolo de cooperação com a Universidade de Dortmund que vai permitir aos alunos daquela instituição estudar Jornalismo na Alemanha.

Segundo a rádio Pindjiquiti, o anúncio foi feito pelo coordenador do curso da Comunicação Organizacional e Jornalismo, da ULG,  na abertura de uma palestra  sob o lema, “As Notícias e histórias de Migrantes e Refugiados na Guiné-Bissau”.

António Nhaga disse que a universidade de Dortmund está mais preparado do que a ULG na área de investigação para fazer pesquisa sobre a migração.

Acrescentou que os guineenses deveriam fazê-la, mas que, infelizmente, não existem meios financeiros para tal, por isso a Universidade de Dortmund enviou uma equipa, desde o ano passado, para fazer a referida pesquisa.

Por sua vez, a Jornalista Investigadora sénior da Universidade de Dortmund, Mónica Lengauer disse que é muito interessante interagir com os jornalistas e estudantes guineenses, para juntos apreenderem como reportar a situação da emigração na Guiné-Bissau e no mundo.  ANG/JD/ÂC//SG 


Saúde


“Previsões do OGE não satisfazem as necessidades do sector”, diz a ministra

Bissau, 15 ago 19 (ANG) - A ministra da Saúde Pública, Magda Robalo Silva disse que o Estado ainda não está em condições de fazer previsões orçamentais que satisfaçam as necessidades do sector de saúde, garantindo que o governo vai trabalhar de maneira progressiva a favor da saúde.

Em entrevista exclusiva à ANG, Magda Robalo disse que estão a trabalhar para que haja redimensionamento das prioridades e uma maior eficiência na utilização dos recursos disponibilizados pelo governo e parceiros do desenvolvimento, para que possam ter  maior impacto.

“A contribuição financeira para saúde tem que ser diversificada e maioritariamente do Orçamento Geral do Estado (OGE) mas, infelizmente, não acontece. Nós temos recursos com vários parceiros do desenvolvimento que financiam as actividades de saúde”, informou.

A governante explicou que Já identificaram alguns domínios onde se pode reduzir a duplicação das actividades e esforços, acrescentando que vão trabalhar com parceiros nesse sentido para tentar fazer boas coisas com os recursos financeiros disponíveis.

A ministra de Saúde prometeu modernizar o sector não só com equipamentos nos hospitais ou clínicas, mas com a projecção do sistema de identificação e seguimento do itinerário dos utentes de forma que o paciente possa ser seguido em toda a extensão do território nacional.

“Com esse sistema de identificação do paciente vai haver um chip que se vai utilizar e identificar o paciente e se vai poder ler a sua história clínica”, disse Magda Robalo.

Afirmou  que o Estado não  consegue absorver todas as pessoas formadas em todas as escolas de saúde, justificando que é preciso uma gestão cuidadosa dos planos das instituições de formação para que não haja o excesso e nem carência de profissionais da saúde.

 Defendeu a definição de uma “boa política” de formação para o sector que permita aos frmados encontrar emprego tanto no sectr público como no privado, para que a economia do país possa ganhar vitalidade. ANG/DMG/ÀC//SG

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Aniversário de “O Democrata”


          Diretor   anuncia redução do preço do jornal para  100 fcfa

Bissau, 09 Ago 19 (ANG) – O Diretor-geral e Editor do Jornal “O  Democrata” prometeu esta sexta-feira maior diversificação   das informações e anunciou a redução do preço do jornal de 500 para 100 fcfa.

 António Nhaga que falava aos jornalistas no acto que assinalou o  sétimo aniversario do Jornal  disse que, com o novo preço, todos terão acesso as “informações credíveis e oficializadas”, evitando assim as notícias falsas, apesar de ter um grande custo para o seu órgão.

Sublinhou que, se o leitor começar a consumir a informação de qualidade no seu dia a dia  , isso lhe ajuda a compreender melhor os problemas da saúde, educação e de outras áreas.
Nhaga disse que a maioria das noticias publicadas nas redes sociais não se interessem por outras  regras do jornalismo: o chamado “ como e o  porquê” dessa notícia.

Considerou de positivo os  resultados dos sete anos de exercício  daquele órgão de informação privado enaltecendo que ultrapassou as expectativas inicias da direcçao.
Disse que o projeto lhes colocou perante  desafios desde a sua fundação , e que enfrentaram  muita dificuldade,   passando noites de insónia para trazer algo de novo ao público leitor.

António Nhaga mencionou que o  Jornal Democrata apresentou  algumas  rúbricas   inovadoras, para fazer o leitor conhecer a opinião das pessoas, como espécie de uma visão, dando como exemplo a “ Figura da Semana “.

Destacou  que desde o seu lançamento  até presentemente,  o jornal nunca parou, graças a dinâmica dos seus jornalistas e técnicos.

Questionado sobre as perspectivas do semanário  responder que vão enfrentar os  desafios mundialmente colocado ao jornalismo, que está a mudar-se constantemente,  envolvendo  os seus leitores, tanto guineense como estrangeiro, para  consumirem o que “O Democrata “ produz.
 AG/JD//SG

Saúde Pública


“As pessoas procuram tratamento médico no estrangeiro por insatisfação dos cuidados prestados no país”, diz ministra de Saúde

Bissau, 09 ago 19 (ANG) – A ministra da Saúde Pública, Magda Robalo Silva disse que as pessoas procuram tratamento médico no estrangeiro porque não se sentem satisfeitos com os cuidados prestados no país, devido a incapacidades das instituições sanitárias.

Em entrevista exclusiva esta quinta-feira à ANG, Magda Robalo disse que o governo privilegia a melhoria dos serviços de saúde para que as pessoas possam ser tratadas no país.

"Quando eu digo para que as pessoas possam tratar aqui, estou a referir as pessoas que vão à Ziguinchor e outras partes. Mas há pessoas que saiam nas zonas mais remotas da Guiné-Bissau para vir à Bissau. Isso também é uma migração à procura dos cuidados de saúde. Grande parte dessas pessoas vêm para Bissau a procura de melhor qualidade de serviço", sublinhou.  

Informou que o governo vai trabalhar para que as pessoas não tenham que se deslocar as grandes distâncias a procura de tratamento, acrescentando que a não ser que tenham uma patologia que só pode ser tratada em Bissau.

"Nós vamos tentar fazer que as pessoas consigam resolver os seus problemas básicos de saúde lá onde vivem, sem deslocar muitas distâncias", referiu a ministra.

Questionada sobre para quando o país poderá ter um centro de hemodiálise, Magda Robalo Silva disse que o centro de tratamento desta patologia é uma preocupação do governo, acrescentando que o Primeiro-ministro assinou recentemente um protocolo de acordo com uma instituição em Itália para a instalação de um centro de hemodiálise no país.

A governante disse ainda que brevemente vai ser inaugurado um centro do tratamento de hemodiálise no país, porque há muito sofrimento devido a falta disse centro.

"No Sábado passado visitei a Clínica Madrugada e as instalações do Hospital Nacional Simão Mendes onde já foi construído uma unidade que virá a ser o centro de hemodiálise", disse.

Aquela responsável disse que o seu Ministério está a trabalhar para a capacitação dos técnicos que vão operar nas máquinas, nas instalações dos equipamentos e na aquisição dos consumíveis necessários nesse centro.

Admitiu que existe uma falta de coordenação entre a produção dos técnicos de saúde e as necessidades do sector, salientando que o se Ministério precisa de trabalhar com escolas de formação de médicos, enfermeiros, parteiras e técnicos de laboratório, tanto do sector público assim como no privado, para uma planificação a médio e longo prazo, de forma a não formar pessoas numa determinada área quando as necessidades são outras. 

Adiantou que esse plano é sobretudo para melhorar a qualidade de formação dos técnicos, prometendo trabalhar para normalizar o problema dos profissionais de saúde que as vezes preferem ficar em Bissau mesmo que fossem transferidos para o interior. ANG/DMG/ÂC//SG  

Eleições Presidenciais


           Umaro Sissoco confirmado como candidato do Madem G-15

Bissau, 09 Ago 19 (ANG) – O Movimento para Alternância Democrática (Madem G-15),escolheu nas eleições primárias realizadas na quinta-feira, Umaro Sissoco como candidato do partido as eleições presidenciais de 24 de Novembro próximo.

Num horizonte de 428 delegados vindos de diferentes localidades do país, o igualmente vice-coordenador do Movimento, Umaro Sissoco obteve 297 votos a favor,107 contra e 24 abstenção.

Dois outros pretendentes ao apoio do Madem G-15, José Mário Vaz, actual Presidente da República Cessante e  e o advogado Carlos Vamain não se apresentaram para concorrer com Umarro Sissoco nas primárias do partido.

Depois dos trabalhos, iniciados quinta-feira e que se prolongaram até as primeiras horas desta sexta-feira , o Coordenador do Madem G-15, Braima Camará deu parabéns ao Umaro Sissoco tendo- lhe desejado saúde e sucessos.

Camará agradeceu  ao Carlos Vamain, Nuno Gomes na Biam, líder do APU PDGB,  e ao Carlos Gomes Júnior, ex-Primeiro-ministro por terem solicitado o apoio do seu partido para eleições presidenciais, salientando que estão a prestar um serviço inédito e ímpar na história da democracia guineense.

“O  Movimento que era considerado  de dirigentes falhados e que ia acabar depois das eleições legislativas, afinal de contas os potenciais candidatos às eleições presidenciais sabem que quem não tiver apoio de Madem não vai ganhar o escrutínio “,disse.

Camará dirigiu-se  ao Umaro Sissoco para lhe dizer que tem uma grande responsabilidade, tendo garantido o seu apoio total e incondicional para que o partido possa ajudar o escolhido a ganhar eleições presidenciais.

 “No Madem não existe diferença entre raça, etnia, pessoas de praça e de ponta. Há um conjunto de cidadãos congregados à volta de ideias para combater a injustiça, corrupção, pobreza, analfabetismo e o subdesenvolvimento na Guiné-Bissau”, disse.

O coordenador do Madem G-15 disse que Umaro Sissoco era o único candidato dirigente do partido embora receberam o pedido de apoio de mais quatro candidatos as presidenciais que acreditam no projecto deste grupo.

Por seu turno, o agora candidato do Movimento para Alternância Democrática (Madem G-15), as eleições Presidenciais de 24 de Novembro agradeceu o apoio e esforço do coordenador do Movimento pelo apoio e por ter cumprido a sua palavra para com ele.

Umaro Sissoco disse reconhecer os candidatos que pediram o apoio ao partido e considerou que  agora todos devem unir a volta do vencedor das primárias, salientando que o Madem veio para ficar no processo da democracia guineense.

“Se eu for eleito, serei um bom Presidente, uma vez que vou saber interpretar  a nossa Constituição, que é a Bíblia ou Alcorão de qualquer cidadão que pretende ser o Chefe de Estado. Vou respeitar e fazer respeitar a lei magna do país, assim serei um presidente aconselhador “,prometeu.

Sissoco ainda prometeu manter boa relação com qualquer partido que estiver a  governar, salientando que ele será um candidato não só do seu partido, mas do povo e dos mais desfavorecidos, frisando que o seu reconhecimento será eterno ao Madem por lhe ter dado  esta oportunidade.

O Madem G-15 é a segunda maior força política do pais, que nas eleições de 10 de março passado conquisto 27 mandatos parlamentares. ANG/MSC/ÂC//SG

Sociedade


ONG Humanidade e Inclusão pede respeito aos direitos de pessoas com deficiência

Bissau, 09 Ago 19 (ANG) - A Responsável de Seguimento e Avaliação do Projecto VIH e Deficiência da ONG Humanidade e Inclusão pediu  quinta-feira o respeito ao direito das pessoas com deficiência, de modo à facilitar as suas integrações na sociedade.

Rosa Maria Mendes Tavares fez esse pedido à margem do seminário sobre VIH e Deficiência, realizado nos dias 07 e 08 do mês corrente pela Humanidade de Inclusão aos profissionais da média com o objectivo de os capacitar sobre  a forma como podem ajudar no combate à   descriminações sofridas pelos deficientes nas sociedades em que se encontram inseridas.

“As pessoas com deficiência tal como outras pessoas têm os seus direitos e deveres. Por isso, merecem respeito por parte do Estado, assim como da própria sociedade, uma vez que são capazes de contribuir para o progresso e bem-estar do país tal como as outras”, referiu Mendes Tavares.

A responsável de Seguimento e Avaliação do Projecto VIH e Deficiência revelou que 15 % da população mundial vive com deficiência e que 80% das quais se encontram nos países em desenvolvimento.

Maria Rosa Mendes Tavares acrescentou que segundo os dados do estudo biocomportamental feito pelo Centro de Saúde de Bandim, na Guiné-Bissau existem 6.2 % das pessoas com deficiências e que a taxa de prevalência de VIH nessas pessoas é de 7.2%.

sublinhou que  as pessoas com deficiências merecem a atenção, tendo justificado que são pessoas mais sensíveis devido as suas incapacidades no que toca com a realização de certas tarefas.

Por sua vez, em representação da Confederação das Pessoas com Deficiências, Ana Muscuta Turé defendeu a necessidade de se evitar  situações de descriminações contra as pessoas com deficiências.

“As situações de descriminação não se verificam só nas palavras, mas também nos gestos e nas acções. Com esta formação achamos que os jornalistas vão dar as suas contribuições no que tange com a mudança de mentalidade nas sociedades”, desejou Muscuta Turé.

Ana sublinhou que as pessoas com deficiências não devem ser caracterizadas pelos seus defeitos e nem devem ser excluídas por não  serem iguais às pessoas que não têm deficiências visíveis.

Por outro lado, Muscuta Turé referiu que o artigo primeiro de Convenção de Nações Unidas sobre Direitos das Pessoas com Deficiência permite a protecção e garantia do gozo de direitos humanos e liberdades fundamentais para todas as pessoas com deficiências, e que resta simplesmente o respeito à referida convenção.

Salientou  que o artigo oitavo da convenção acima mencionada, mostra que a mudança de mentalidade deve começar na família devido a sua importância no processo de evolução de uma pessoa com deficiência.

“O artigo 31 da mesma convenção vem nos dizer que o Estado é o responsável pela recolha dos dados das pessoas com deficiências de um dado país, de modo à ter informações necessárias para respeitar as suas garantias, respeitar as normas dos direitos humanos, entre outras”, informou.

 O seminário sobre VIH e Deficiência [A1] [A2] enquadra-se nas actividades do projecto VIH e Deficiência, financiado pelo Fundo Mundial e tem como objectivo contribuir para redução de novas infecções no grupo de pessoas com deficiência, apoiar a promoção de direitos humanos e eliminar  os obstáculos, de modo a melhorar o acesso à prevenção.ANG/AALS/ÂC//SG