quinta-feira, 21 de setembro de 2023

50 anos da independência/ Analista político considera  conquista da independência  “maior ganho” para o país

Bissau, 21 Set 23 (ANG) – O analista político apontou hoje a conquista da independência como “maior  ganho” do povo guineense, perante o  incumprimento do Programa Maior.

O desenvolvimento do país foi traçado pelo Fundador da Nacionalidade guineense e cabo-verdiana, Amilcar Lopes Cabral, como o Programa Maior e a conquista da liberdade como Programa Menor.

Diamantino Domingos Lópes, falava em entrevista exclusiva à ANG sobre o balanço dos  50 anos da independência da Guiné-Bissau, que se assinala no próximo dia 24 de Setembro .

Disse que as espectativas são enormes uma vez que o país vai celebrar no próximo dia 24 de Setembro, meio século da sua existência como Nação livre e independente.

Segundo Domingos Lópes, foi uma etapa longa e a data é  esperada com muita pompa e circunstância, uma vez que é o maior ganho da Guiné-Bissau até a data presente. “É natural que as espectativas sejam altas” .

Domingos Lopes salientou que apesar de a liberdade ser o Programa Menor,   valeu a pena, porque as pessoas viviam numa situação de dominação e exploração e o componente cultural tem a ver com o realce da identidade guineense.

Questionado sobre o que deve ser corrigido para a satisfação do desejo de ter uma Guiné melhor, em termos de desenvolvimento e bem-estar social, Lopes disse que nada precisa ser corrigido, uma vez que nada foi feito ainda ou seja o Programa Maior nunca chegou de ser iniciado, salientando que volvidos 50 anos , o “Programa Maior está como está”.

“Quando falamos do Programa Maior estamos a falar de desenvolvimento da Guiné-Bissau e nenhum guineense sente o país nesta prespetiva, e todos sabem que podíamos fazer muito mais durante este tempo  todo, mas nada foi feito, ou seja, a desigualdade social ainda é enorme, o nível de vida das populações é muito baixo, há pobreza extrema, a educação de qualidade e muito baixa, quase inexistente, há problema de acesso à saúde, de infraestrutura e muitos outros”,salientou.

Para Lopes, nem para dar continuidade à estratégia da administracção colonial o país não foi capaz, e o povo passa por uma situação muito complicada e pode até pôr em causa as celebrações dos 50 anos,  daí que, diz, muitos advogam que seria melhor continuar com a administracção colonial, porque, dizem , tudo de bom que havia não foi conservado e nada de melhor ou igual foi feito depois da independência.

“Digo isso porque ainda existe um pequeno grupo de pessoas neocolonialistas e pequenos burgueses pertencentes à classe política e empresial que tomou conta das riquezas do país e estão a fazer pior do que os colonialistas portugueses fizeram. A torturar as pessoas, seja fisica ou psicologicamente, a prender, entre outros abusos, e é por isso que o Programa Maior está comprometido “,disse.

O analista político disse que a liberdade de expressão está à imagem do que foi o comprimento do Programa Maior, que endossa tudo e que, até ao momento, segundo  diz, o país não sabe lidar com estes desafios que são componentes  da democracia, pois  assistiu -se, num passado recente, a invasão à um orgão de comunicação social, por parte das autoridades nacionais com armas do fogo, que podiam tirar vida aos jornalistas .

Lopes disse que isso e mais outros atos demonstram  o que foi a  liberdade de imprensa e de expressão, e os direitos humanos  ao longo destes 50 anos de independência .

Apesar dessa carateriazação negativa dos 50 anos, Domingos Lopes diz que ainda é possivel resgatar o país e dar-lhe o rumo ao desenvolvimento.

“Para isso, o povo precisa ser orientado sobre o caminho que deve andar e essa responsabilidade é de quem governa o país. Ele é que define o modelo de cidadão que quer e isso se faz através da escola, com uma verdadeira educação, com foco em formar homens de verdade integro, com capacidade de lidar com multiplas adversidades e que vê  no proximo a sua imagem. Isso é um modelo que se define”explicou Lopes.

Acrescentou defendendo que o  Estado  deve investir nas famílias como alicerce de tudo e diz  que, “se a familia desestabilizar a sociedade também se desestabiliza”.

“ O Estado que tem de saber em que condições vivem os seus cidadãos ,deve promover o emprego e repartir as riquezas do país para cada familia. Mas se manter o modelo económico vigente será dificil chegar ao desenvolvimento, tanto almejado”, disse o analista político, Diamantino Lopes, professor universitário e jornalista . ANG/MSC//SG

Desporto/Selecção Feminina de futebol defronta hoje a sua congénere de Congo Brazaville

Bissau,21 Set 23(ANG) – A Seleção feminina de futebol defronta, hoje à tarde,  a sua congénere do Congo Brazaville, no jogo da primeira mão, da primeira ronda da eliminatória para o CAN-Marrocos 2024.

De acordo com o Portal FUT245, a seleção principal feminina da Guiné-Bissau, cumpriu na tarde de quarta-feira, no Estádio Nacional 24 de Setembro, a última sessão de treinos de preparação do jogo contra  Congo Brazavile.

Nesse último dia de preparação, estiveram à disposição do selecionador nacional Romão dos Santos, todas as 21 jogadoras selecionadas, e trabalharam todas sem qualquer limitação.

O Jogo em causa, é agendado para esta quinta-feira (21-09), no Estádio Nacional “24 de setembro”, em Bissau, quando forem 16h30mn TMG.ANG/ÂC//SG

Política/Presidente da ANP defende que é chegado o momento de colocar a população como “única prioridade”

Bissau, 21 Set 23 (ANG) – O presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Domingos Simões Pereira, defendeu hoje que, 50 anos após a independência, é chegado o momento de  colocar a população como” única prioridade no país, de  cumprir o prometido”.

A segunda figura do Estado guineense e presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) vincou, em entrevista à Lusa, a responsabilidade dos políticos nas condições atuais do país, que se prepara para assinalar, no domingo, os 50 anos da independência de Portugal.

O presidente do parlamento considerou que está por cumprir parte do sonho, que tem como símbolo maior o histórico Amílcar Cabral, pois continuam a faltar à população guineense "coisas concretas" como "uma melhor qualidade de vida, melhores escolas, melhores estradas".

Domingos Simões Pereira lembrou que "quando Cabral convocou o povo guineense para a luta de libertação, que se transformou em luta armada, lançou uma divisa extraordinariamente importante, o princípio da unidade, era a primeira vez que todo o povo guineense se juntava por um desafio".

"Todos nós que ouvimos Cabral dizer que a independência era o programa mínimo, o programa maior era a construção do país, agora estamos a perceber que ele se referia ao facto de nós não termos escolas, não termos urbanidade. Eu vejo, muitas vezes, sermos comparados com outras realidades e dizerem como é que estes conseguiram e como é que eles não estão a conseguir", observou.

"Há 50 anos, a Guiné-Bissau tinha 14 pessoas com formação média oficial, hoje temos milhares e portanto temos que assumir o desafio do momento, temos que rever toda a nossa programação e assumir um compromisso conosco e com a sociedade", acrescentou Simões Pereira.

O presidente da ANP considerou que "o desenvolvimento de uma sociedade não se faz com proclamações, não há como queimar etapas, formar uma geração leva tempo".

"Gostávamos todos de já estar num patamar maior, já estar a celebrar outro tipo de conquistas, mas temos que ter capacidade suficiente para compreender que essas etapas não se conseguem queimar. Estamos a aprender, eu espero que ainda viva o suficiente para conhecer o filho do meu filho e com esse poder falar sem complexo", disse.

Domingos Simões Pereira assumiu como responsabilidade própria "legar às próximas gerações de guineenses uma direção, uma orientação

Durante todo o fim-de-semana, deputados, restantes órgãos de soberania e convidados viajam até Lugadjol para recriar o momento da primeira assembleia constituinte, nas matas de Madina do Boé, um local de difícil acesso, que torna o evento "uma missão quase impossível", como admitiu o presidente do Parlamento.

"Mas eu penso que é essa impossibilidade que tem que tocar a nossa mente, tem que tocar a nossa responsabilidade para lembrarmos de onde é que partimos e o que prometemos a nós próprios há 50 anos e ter em conta que este povo já aguarda por nós há muito tempo", afirmou à Lusa.

Se os combatentes que declararam a independência há meio século no mato conseguiram lá chegar "em circunstâncias terríveis", Domingos Simões Pereira considera que os atuais responsáveis pelo país também têm "que conseguir", e sobretudo cumprir o desenvolvimento prometido à população.

"Depende de nós, depende dos guineenses, nós já fomos capazes de colocar muitos desafios e muitas prioridades, é chegado o momento de colocarmos a melhoria da condição de vida da nossa população como praticamente a única prioridade", preconizou.

O presidente da ANP defendeu que é necessário que todos conheçam a história do país, que os alunos possam aprender "a epopeia daqueles que de facto deram tudo o que tinham de mais valioso em troca da sua liberdade".

"Hoje beneficiamos de um quadro de paz, de alguma tranquilidade e tudo isto se deve às mulheres e homens que foram capazes de construir a independência. Ainda falta mudar muito, mas até a capacidade de sonharmos com essa mudança tem a ver com o facto de sermos livres e isso não pode ter preço", sublinhou. ANG/Angop

Cuba/PM manifesta ao homólogo cubano interesse  de alargamento da cooperação para outras áreas

Bissau,21 Set 23(ANG) - O Primeiro-ministro Geraldo Martins,  manifestou ao seu homólogo cubano, Manuel Morrero Cruz  o desejo guineense de os dois países alargarem a cooperação para outras áreas de interesse mútuo.

Martins expressou esse desejo no decurso de uma visita de cortesia ao homólogo cubano, feita à margem da Cimeira dos Chefes de Estados e de Governos do Grupo G77+China , que decorreu entre 15 e 16 do mês em curso, em Havana.

Segundo a página de facebook da Embaixada da Guiné-Bissau em Cuba, consultada pela ANG, no encontro, os dois governantes exaltaram as “excelentes relações de cooperação e amizade” que caracteriza as relações entre os dois povos e governos.

O chefe de governo da Guiné-Bissau aproveitou a ocasião para manifestar a  sua satisfação pela qualidade da organização da Cimeira.

O Primeiro-ministro Cubano,Manuel Morrero Cruz, por sua vez, confirmou que Cuba estará representada, ao alto nível, nas celebraçções dos 50 anos da Independência da Guiné-Bissau, no dia 24 de Setembro.

A Cimeira do G77+China congregou os Chefes de Estado e representantes de governos de cerca de 100 dos 134 países membros dos países em desenvolvimento que querem uma ordem internacional mais "justa", o reforço da rede de segurança financeira global e maior acesso ao financiamento.

Os desafios atuais do desenvolvimento, o papel da ciência, da tecnologia e da inovação é o tema do evento que antecedeu a 78ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, que decorre entre os dias 19 e 26 do corrente
mês, em Nova Iorque.
ANG/ÂC//SG

Transportes terrestres/ Comissário da UEMOA recomenda  retoma das obras de construção de Estação de Pesagem no país

Bissau, 21 Set 23 (ANG) - O Comissário do Departamento de Parlamento Territorial, Comunitário e Transportes, da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA),Jonas Gbian recomendou, num encontro com o ministro da Economia e Finanças, a retoma das obras de construção da Estação de Pesagem no país.

A informação consta na página oficial do Ministério da Economia e Finanças na Facebook, consultada hoje pela Agência de Notícias da Guiné (ANG).

“O objectivo primordial do encontro que teve lugar , quarta-feira, em Bissau, entre o Comissário da UEMOA, Jonas Gbian e o ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi  foi de solicitar a intervenção do governante guineense no sentido de viabilizar a construção da “Estação de Pesagem”, em Safim, para  facilitar a circulação de mecadorias e controlo de “Gabarito”, lê-se na página do Ministério da Economia e Finanças.

O responsável da UEMOA diz ser uma “infraestrutura crucial” para a conetividade e o desenvolvimento do comércio na comunidade sub-regional.

O ministro Suleimane Seidi, em resposta, prometeu intervir no sentido de materializar a construção desta “Estação de Pesagem” no país, assim como conhecer de perto o processo de indemnização dos ocupantes tradicionais que impedem  o início das obras.

A  referida infraestrutura de controlo do gabarito das viaturas de transportes de mercadorias  existe em todos os países da UEMOA, e a sua construção envolve um envelope financeiro de  mais de 1 bilhão de francos CFA.

ANG/LPG/ÂC//SG

 

Finanças/Conselho de Admnistração do FMI prevê aumento de  30% ao desembolso a favor da Guiné-Bissau

Bissau,21 set 23 (ANG) - A Admnistração do Fundo Monetário Internacional(FMI)  decidiu  aumentar em 30 por cento  o desembolso a favor da Guiné-Bissau, disse, quarta-feira, o  Chefe da Missão do Corpo Técnico do FMI.

José Gijon fez esta declaração  na terceira  avaliação do Programa Financeiro, designado Facilidade de Crédito Alargado, que decorre em vídeo-conferência.

Segundo Gijon, se a avaliação em curso for positiva os 30 por cento adicionais vão se somar aos 3.15 milhões de dólares inicialmemnte previstos.

“ E, o FMI vai aumentar os 30 por cento que será cerca de 41 milhões de dólares da quota da Guiné-Bissau e o  Conselho de Administração do FMI já autorizou um aumento de 30 à 90 por cento inicialmente solicitado pela missão técnica do fundo,”frisou.

José Gijon justificou esse acréscimo pelo aumento substancial do custo  de vida que afecta a população. Mesmo assim, a missão técnica do FMI fez saber que, se tudo correr como previsto, a equipa do FMI vai continuar a pedir o aumento gradual de fundos para a Guiné-Bissau.

De  salientar que os  pilares do Programa com o fundo são a consolidação orçamental, gestão da dívida pública e melhoria da governação.

 O FMI avalia o cumprimento da Facilidade de Crédito Alargado até Junho passado.

Em reação a intervenção do chefe de Missãao do FMI, o  ministro da Economia e Finanças,Suleimane Seidi reafirmou a determinação do  governo de “prosseguir com o Programa Financeiro com FMI", acrescentando  que o Oçamento Geral do Estado/2023 e o Programa do Governo para os próximos quatro anos serão ,brevemente,submetidos  ao Parlamento. ANG/JD/ÂC//SG



           Nova Iorque/RDC pede retirada acelerada das forças da paz

Bissau, 21 Set 23 (ANG) - O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, apelou na ONU para uma retirada acelerada das forças de manutenção da paz no país, a partir do final de 2023, lamentando a ineficácia perante os grupos armados.

"Chegou o momento de o nosso país tomar o seu destino nas suas próprias mãos e tornar-se no principal ator da própria estabilidade", afirmou Félix Tshisekedi, quarta-feira, na Assembleia Geral da ONU.

Para o efeito, disse, a retirada gradual da missão de manutenção da paz da ONU (Monusco) e de mais de 15 mil capacetes azuis "é um passo necessário para consolidar os progressos já alcançados".

O governante lamentou que as missões da ONU, presentes há quase 25 anos na RDC, "não tenham conseguido fazer face às rebeliões e aos conflitos armados que dilaceram o país e a região dos Grandes Lagos, nem proteger as populações civis".

Desde 2020, o Conselho de Segurança da ONU iniciou uma retirada cautelosa, aprovando um plano de saída gradual que estabelece parâmetros gerais para a transferência das responsabilidades das forças de manutenção da paz para as forças congolesas, com a previsão de arrancar, em 2024.

No entanto, o Presidente congolês insistiu que "este plano de retirada faseada, responsável e sustentável" da Monusco "é anacrónico", afirmando ser "ilusório e contraproducente continuar a agarrar-se à manutenção da Monusco para restaurar a paz" na RDC.

O Presidente pediu ao seu Governo para encetar conversações com a ONU sobre "a retirada acelerada da Monusco da RDC, antecipando o início desta retirada gradual para Dezembro de 2023, mês das próximas eleições.

Um pedido nesse sentido foi enviado ao Conselho de Segurança, no início deste mês, e as discussões estão em curso.

Em Junho passado, numa reunião do Conselho de Segurança, os Estados Unidos advertiram contra uma retirada "precipitada" da missão, argumentando que o país não está preparado para tal até ao final deste ano.

Estas discussões sobre a retirada da Monusco surgem numa altura em que a ONU tem enfrentado uma série de ataques e manifestações contra a presença das suas forças de manutenção da paz no país.

No final de Agosto último, a repressão de uma manifestação contra a ONU causou a morte de cerca de 50 pessoas, em Goma, no leste do país.

Félix Tshisekedi insistiu que "acelerar a retirada da Monusco está a tornar-se num imperativo para aliviar as tensões" entre a missão da ONU e a população. ANG/Angop

 

EUA/Presidente de Moçambique em Washington para assinar acordo de 500 milhões

Bissau, 21 Set 23 (ANG) - O governo moçambicano assina hoje, no Capitólio, em
Washington, com a Millennium Challenge Corporation (MCC), o segundo compacto de financiamento, de 500 milhões dólares, na presença do chefe de Estado, Filipe Nyusi.

De acordo com informação da MCC, a cerimónia de assinatura do Pacto de Conectividade e Resiliência Costeira de Moçambique está agendada para às 10h00 locais (15h00 em Angola) e contará também com a presença da presidente daquela agência de apoio externo do governo dos Estados Unidos da América (EUA), Alice Albright, e do ministro da Economia e Finanças de Moçambique, Ernesto Max Tonela.

De acordo com a Agência, o Pacto de Conectividade e Resiliência Costeira de Moçambique é uma tentativa ambiciosa e inovadora de abordar os riscos multifacetados das alterações climáticas para os investimentos do Compacto da MCC.

“Único na concepção do “pacto” é o foco em infraestruturas resistentes ao clima, no financiamento climático e no desenvolvimento costeiro, que visa fortalecer as economias locais dependentes da agricultura e das pescas, mas limitadas pela conectividade e pelo acesso fiável", explicou aquela agência.

Este compacto de financiamento vai contar com três projetos inter-relacionados que cumprem todos os critérios abrangentes de investimento da MCC", promovendo "uma forte inclusão social, de género, juventude", além de alavancar o investimento privado.

O conselho de administração da Millennium Challenge Corporation (MCC, agência de apoio externo norte-americana) aprovou, em 28 de Junho, um novo compacto de financiamento, de 500 milhões de dólares (465,7 milhões de euros), para o Pacto de Conectividade e Resiliência Costeira de Moçambique.

A aprovação segue-se ao memorando assinado com o governo em Janeiro e reafirma o compromisso da MCC em enfrentar diretamente as restrições ao crescimento económico através de soluções inovadoras", anunciou na altura a organização.

O programa vai incidir no desenvolvimento da província da Zambézia, centro do país.

"Em Moçambique, estamos a implementar o pacto mais climático da MCC, uma combinação de infraestruturas de transporte resilientes, oportunidades de economia verde, economia azul e reformas políticas e institucionais para permitir um crescimento mais eficaz e a longo prazo", detalhou a agência.

Este é o segundo pacto da MCC com Moçambique, depois de um outro no valor de 506,9 milhões de dólares (472,9 milhões de euros), concluído em 2013, e que apostou no abastecimento de água e saneamento, em questões de propriedade da terra, transporte e agricultura.

Desta vez, a aposta recai na melhoria das redes de transporte em áreas rurais, incentivar a agricultura comercial através de reformas políticas e fiscais e melhorar os meios de subsistência costeiros através de iniciativas de resiliência climática.

A MCC é uma agência financiada pelo governo dos Estados Unidos da América que providencia subsídios por um período determinado a países em desenvolvimento. ANG/Angop

ONU/Guterres diz que Cimeira Climática mostrou ser possível acelerar economia verde

Bissau, 21 Set 23 (ANG) – O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que a Cimeira da Ambição Climática, que decorreu em Nova Iorque, mostrou ser possível acelerar a “transição justa para uma economia global verde”.

Num discurso de encerramento da Cimeira da Ambição Climática, Guterres adotou um tom de otimismo, motivado pelas “medidas concretas” que foram apresentadas no evento para “um mundo de ar limpo e energia limpa acessível para todos”.

“Podemos dar passos significativos na direção certa. E vocês deram. Hoje ouvimos falar (…) de passos mensuráveis para acelerar a descarbonização e proteger aqueles que estão na linha da frente da crise climática. E medidas tomadas em conjunto para acelerar a ação e justiça climática através da cooperação e colaboração. Congratulo-me com os esforços conjuntos de que ouvimos falar hoje”, disse.

“Sabemos que a Agenda de Aceleração é prática, possível e alcançável. Vimos evidências disso hoje. E sabemos que é essencial manter vivo o limite de (aumento da temperatura) de 1,5 graus. Mas não tenhamos ilusões. Ainda há um longo caminho a percorrer para que a Cimeira COP28 seja um sucesso”, observou.

O ex-primeiro-ministro português defendeu que todas as cidades, empresas e países – e particularmente o G20 – têm de demonstrar verdadeira ambição e “honrem as suas promessas” climáticas.

Entre as prioridades urgentes para os próximos meses, o líder da ONU indicou que o G20 tem de mostrar que irá acelerar a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis, bem como a implantação de energias renováveis: “uma sem a outra é igual ao fracasso”, frisou.

“Precisamos que os países desenvolvidos entreguem urgentemente os prometidos 100 mil milhões de dólares por ano (93,8 mil milhões de euros) e criem um plano claro para duplicar o financiamento para a adaptação” verde, instou.

“Precisamos de todos os envolvidos para tornar isso uma realidade”, disse ainda António Guterres.

O secretário-geral convocou esta cimeira de alto nível durante a 78.ª Assembleia-Geral da ONU para instar os líderes de Governos, empresas, cidades e regiões, sociedade civil e instituições financeiras a tomarem medidas em prol da ação climática. ANG/Inforpress/Lusa

Arménia/Azerbaijão e separatistas arménios do Nagorno-Karabakh iniciam
conversações

Bissau, 21 Set 23 (ANG) - As primeiras conversações entre o Azerbaijão e os separatistas arménios do Nagorno-Karabakh começaram esta quinta-feira, na cidade azeri de Yevlakh, após a vitória militar relâmpago de Baku para recuperar o controlo deste território separatista.

As discussões resultam da assinatura de um acordo , após a capitulação dos separatistas arménios diante do exército do Azerbaijão, e devem garantir os direitos e a segurança dos habitantes do enclave do Nagorno-Karabakh.

No entanto, esta manhã, as autoridades arménias do Nagorno-Karabakh acusaram as forças azeris de violar o cessar-fogo, acusações que já foram desmentidas pelo Ministério da Defesa do Azerbaijão.

Quarta-feira, o Azerbaijão e as forças separatista arménias do Nagorno-Karabakh assinaram um acordo de cessar-fogo, mediado pela Rússia, pondo fim à ofensiva de grande escala lançada, na véspera, pelas forças do Azerbaijão no enclave Nagorno-Karabakh, causando, segundo os separatistas, duzentos mortos e mais de quatro centenas de feridos.

O primeiro-ministro da Arménia já veio dizer que o país não participou na elaboração do acordo.

Com assinatura deste acordo os líderes separatistas concordam em depor as armas e dissolver as restantes unidades do Exército de Defesa do Nagorno-Karabakh.

Trata-se de uma viragem histórica, que marca a vitória de Baku no controlo desta pequena região montanhosa do Cáucaso, situada em território azeri, mas habitada principalmente por arménios. Os arménios, que são cristãos, reivindicam uma longa presença na área, que remonta a vários séculos antes de Cristo.

Nos últimos trinta anos, o Nagorno-Karabakh foi palco de duas guerras, a última no Outono de 2020, quando o Azerbaijão lançou uma ofensiva para retomar parte do território controlado por separatistas da Arménia.

A comunidade internacional já reagiu a este acordo, instando as partes a fazerem tudo para evitar que a Arménia “se encontre, apesar de tudo, envolvida” no conflito entre o Azerbaijão e os separatistas arménios do Nagorno-Karabakh. ANG/RFI

 

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

50 anos da independência/Citadinos de Bissau esperançados na “mudança positiva” do país para o bem-estar social

Bissau, 20 Set 23 (ANG) – Os citadinos de cidade de Bissau manifestaram  a confiança  e esperança  de que o país vai mudar para melhor, apesar das dificuldades enfrentados durante os 50 anos de independência, a completar no próximo dia 24.

As expetativas dos citadinos foram conhecidas através de uma  auscultação feita esta quarta-feira pelo repórter da Agência de Notícias da Guiné(ANG) sobre o balanço dos  50 anos da independência da Guiné-Bissau.

Alanso Mendes, de 33 anos de idade e estudante de último ano do curso superior de Sociologia, na Universidade Colinas de Boé, disse que, enquanto guineense a sua expetativa  em relação a evolução do país é muito grande, porque espera ver uma mudança positiva. “Passados todos esses anos  não há nenhum governo eleito que consegue terminar seu mandato”, referiu a título  de exemplo de crises por que tem passado o país.

Disse que, daqui pela frente, pensa que o governo eleito vai concluir o seu mandato e que  os seus governantes vão ter   em suas mentes que o povo os elegeu para trabalhar no sentido de haver  mudanças que criem o bem-estar do povo. Sustentou que o único Presidente que terminou seu mandato foi o José Mário Vaz(Jomav).

"O meu desejo é  que haja sempre uma mudança porque o nosso país já vai fazer 50 anos, os países que estão com 11 à 20 anos de independência já têm grandes progressões. A Guiné-Bissau com 50 anos ainda tem problemas de escola que funciona à meio gás, da saúde não vale a pena falar”, disse.

Bebé Armando Có, uma jovem rapariga de 29 anos de idade, que mora em   Bôr e escrivão no Tribunal Fiscal de Bissau, disse esperar que, passados os 50 anos da independência, os governantes e os cidadãos guineenses vão ter a consciência de que é preciso mudança no sentido de levar a  Guiné-Bissau para frente para que possa estar como outros países, sobretudo como os países vizinhos.

"O meu desejo e a minha esperança é ver um dia a Guiné-Bissau desenvolvida, para isso, peço que Deus mude o sentido de todas as pessoas, inclusive dos governantes, e juntar as nossas mãos, deixando de lado a ideia de dizer que a Guiné-Bissau não pode mudar. Cedo ou tarde a Guiné vai mudar” salientou.

Infamara Cassamá, de 23 anos,  Alfaiate de profissão,  disse ter a esperança de  que os governantes vão fazer o máximo para tirar  o país da situação de crise em que se encontra até ao momento, porque vai completar já 50 anos no póximo Domingo mas  nada mudou.

Disse que os governantes devem  fazer todos os esforços para  tirar a Guiné-Bissau nesta situação, uma vez que 50 anos não é cinco dias ou semanas.

Disse  que em 50 anos da independência, a capital do pais não melhorou em  nada e que as coisas não funcionam bem e o pais se  depara com enormes problemas nos setores da educação, estradas, hospitais e outros.

"Com 50 anos de independência, o aspeto de capital Bissau é como nas tabancas de outros países. Até hoje ainda há buracos nas estradas, para se chegar ao hospital com uma grávida ou doente é um problema, e a  grávida até pode acabar por ter o parto no caminho, até então as crianças não podem ir a escola regularmente”, criticou.

Para Cassamá, a Guiné-Bissau já deve passar disso, pelo que as pessoas têm que mudar a mentalidade, porque é possível mudar o país.

Defendeu que antes de se criticar que os govenantes não estão a trabalhar cada um deve olhar para si e  perguntar, “eu como cidadão o que é que estou a fazer para meu país”.

Disse que cada um dos guineenses deve ver o que pode fazer para a sua terra e dar seu máximo e diz que, se assim for, os governantes vão  seguir no mesmo caminho, “para o bem do país e do povo”.

"Este povo sofreu muito, desde os tempos dos nossos avôs e até hoje estamos a sofrer, se esse cenário manter até os nossos filhos vão também sofrer as consequências”, disse Cassamá.

Maria Ivone Batista, vendedeira de 57 anos de idade , disse que pelas movimentações que está a ver, em Bissau, tudo indica que algo vai mudar e que as coisas vão tomar seu curso normal como  antes.

Ela deu exemplo de que  até o preço de arroz foi reduzido  pelo governo, pelo que tem a esperança que outros produtos de primeira necessidade vão também sofrer uma redução de preços .

"O povo está cansado, as escolas do Estado, que há muito tempo não funcionam na  normalidade, estão a retomar e as crianças vão poder ir à escola  e os pais que não têm dinheiro para pagar escolas privadas vão poder  levar os seus filhos para  escolas públicas”, afirmou.

Ivone Batista  pede ao Governo para  nunca mais falhar, para que as escolas públicas possam funcionar normalmente, porque o dinheiro que ganham das vendas que fazem não chegam para mandar  os seus filhos para escolas privadas.

Demba Baldé, de 54 anos de idade, comerciante no Mercado Central, disse que, com o novo Governo espera que tudo seja diferente daqui para a frente .”Porque  as pessoas sofreram grandes crises durante os 50 anos de independência

A Guiné-Bissau completa no próximo domingo(24), 50 anos de independência do poder colonial, e a esperança de dias melhores se sobrepõe a necessidade do balanço crítico dos cidadãos. ANG/MI/ÂC//SG

Economia e Finanças/Preços das moedas para quarta-feira, 20 de setembro de 2023

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

609.750

616.750

Yen japonês

4.110

4.170

Libra esterlina

755.000

762.000

Franco suíço

680.250

686.250

Dólar canadense

452.500

459.500

Yuan chinês

83.250

84.750

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

165.500

168.500

Fonte: BCEAO

Empreendedorismo /PNUD abre Centro de Inovação e de Oportunidades “KAU CRIAR” em Bissau

Bissau, 20 Set 23 (ANG) – O Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) vai abrir hoje a tarde , em Cupelum de Cima,Bissau, o primeiro Centro de Inovação, Empreendedorismo e de Oportunidades, designado “Kau Criar”.

Para além deste Centro, segundo um documento da Organização distribuida à imprensa, será também apresentada uma plataforma virtual para apoiar e complementar o espaço físico.

“O nosso objectivo é fornecer um espaço para aproveitar o espírito empreendedor vibrante da Guiné-Bissau, cultivar start-ups e promover as capacidades necessárias que gerarão efeitos multiplicadores em toda a nação e além”, lê-se no documento.

Informa que o Centro e o Portal online oferecerão diversos programas e serviços com o objectivo de acelerar o desenvolvimento empreendedor de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), permitindo que contribuam para o desenvolvimento de negócio competitivo, sustentável e resiliente.

O PNUD pede  as pessoas à se juntarem a iniciativa,não só para explorar ideias inovadoras e contribuir para crescimento de estratégias inovadoras, mas também para aproveitar os recursos e oportunidades oferecidos pela plataforma virtual para impulsionar suas ambições empreendedoras e causar um im
pacto duradouro na Guiné-Bissau.ANG/LPG/ÂC//SG

Caso 01 de Fevereiro/Tribunal Militar Superior pede transferência dos detidos para Força Aérea Nacional

Bissau, 20 Set 23 (ANG) - O Tribunal Militar Superior  solicitou a transferência dos detidos no caso da suposta  tentativa de golpe de Estado de  01 de Fevereiro de  2022  para as instalações da Força Aérea Nacional.

A informação consta na carta que o Gabinete do Presidente de Tribunal Militar Superior enviou à ministra de Interior, Adiatu Djaló Nandigna esta terça-feira, à que a ANG teve acesso hoje.

A solicitação visa manter os detidos em melhores condições prisionais e de segurança, refere a carta.

“Por motivos de segurança e melhoria das condições prisionais, o Tribunal Militar entendeu por bem solicitar a transferência dos reclusos do “caso 1 de Fevereiro de 2022” que se encontram nas celas da 2ª  Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), para as da Força Aérea Nacional”, lê-se no documento

O advogado dos  detidos,  Marcelino N’Tupe, voltou a pedir ,recentemente,  a libertação dos seus constituintes com alegações de que o tempo limite de detenção preventiva, determinado por lei, já se expirou há muito tempo.

Marcelino N’Tupe, que representa 23 dos 37 detidos, defende que as novas autoridades governamentais têm de ordenar a “libertação imediata” de todos os detidos, de acordo com a anterior decisão judicial.

"Nós não temos nenhuma movimentação jurídica para fazer. O que está aqui é a libertação imediata das pessoas detidas. Há uma decisão do Tribunal e essa decisão tem que ser cumprida, imediatamente", diz N´Tupe.

O advogado de José Américo Bubo Na Tchuto, antigo Chefe de Estado Maior da Armada, e Júlio Nhaté, ex-Comandante do Para-comando e Chefe de Quadros do Estado-maior General das Forças Armadas, e outras dezenas de oficiais e civis atrás das grades, espera das novas autoridades governamentais medidas conducentes a soltura dos detidos.

"As novas autoridades foram eleitas para governar e isso significa resolver os problemas do povo. Ora se governar incide sobre o interesse do povo, acho que o novo Governo deve dar prioridade para a libertação dessas pessoas, sob pena de não estar a governar", conclui Marcelino Ntupé
.ANG/AALS/ÂC/SG

ONU/Presidente da República em Nova Iorque a participar na Assembleia Geral da organização mundial

Bissau,20 Set 23(ANG) - O Presidente da República,Umaro Sissoco Embaló, já se encontra em  Nova Iorque, para onde se deslocou terça-feira para participar da 78.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas (AGNU), informa a página oficial da Presidência da República na Facebook.

Fonte da Presidência da República conformou a ANG que o chefe de Estado Sissoco Embaló discursa, quinta-feira, na plenária da Assembleia-geral da ONU.

A fonte refere que, à margem da 78.ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas o Presidente da República recebeu em audiência a Primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni com quem abordou questões relacionadas  a cooperação  bilateral  e a situação de segurança na sub-região oeste africana.

A 78.ª Assembleia-geral da ONU reúne líderes mundiais de 193 países para discutir os principais desafios globais sob o tema “Reconstruindo a confiança e reacendendo a solidariedade global: acelerando a ação na Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável rumo à paz, prosperidade, progresso e sustentabilidade para todas as pessoas”. ANG/ÂC//SG

Cooperação/“Portugal disponível para dar assistência técnica à Guiné-Bissau na área das finanças”, diz  embaixador luso

Bissau, 20 Set 23(ANG) – O Embaixador de Portugal na Guiné-Bissau manifestou esta terça-feira a disponibilidade de o seu país dar assistência técnica à Guiné-Bissau na área das Finanças, informou o gabinete de assessoria de imprensa do Ministério da Economia e Finanças, em nota enviada à ANG.


A nota refere que José Caroço fez esta afirmação depois do encontro com o ministro das Finanças com quem abordou a questão do apoio Orçamental e as perspectivas do reforço da cooperação bilateral, na área das finanças, entre Bissau e Lisboa.

O diplomata português lembrou na altura, do apoio Orçamental dado por Portugal ao país em 2022, e declarou o interesse de voltar a apoiar  à Guiné-Bissau.

O  ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seidi debateu com o diplomata português  as relações entre os dois países e os desafios com que  o Governo se depara.

Suleimane Seidi fez saber que, brevemente, o Executivo  irá apresentar ao parlamento um Programa e o Orçamento Geral do Estado(OGE) para o resto do ano em curso, e os instrumentos indispensáveis para governar.

A visita de cortesia do diplomata português ao MEF serviu igualmente para sublinhar as necessidades de aprofundamento  das relações entre Bissau e Lisboa  no plano económico e financeiro. ANG/JD/ÂC//SG