sexta-feira, 10 de novembro de 2023


Israel
/ Exército aceita pausas humanitárias diárias no norte da Faixa de Gaza

Bissau, 10 Nov 23 (ANG) - Israel aceitou pausas humanitárias de quatro horas diárias na Faixa de Gaza, a começar na quinta-feira(09), anunciou a  Casa Branca que adianta que as pausas serão informadas com três horas de antecedência.

Pausas humanitárias diárias no norte da Faixa de Gaza, vão permitir aos civis palestinianos deixarem a zona, onde os militares israelitas combatem com o Hamas. Todavia, Telavive avisa que não há perspectivas de um cessar-fogo.

Em declarações, quarta-feira à noite, ao canal FOX, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sublinhou que "um cessar-fogo com o Hamas significaria a rendição" do seu país. E repetiu que o objetivo de Israel é "erradicar o Hamas". "Nada nos deterá", concluiu.

No entanto, Israel concordou com "pausas" humanitárias diárias, a partir de quinta-feira, para permitir que os civis fujam do norte para o sul do território.

Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, são pausas "de quatro horas em algumas áreas do norte da Faixa de Gaza e serão anunciadas com três horas de antecedência". Washington recebeu a garantia de que "não haveria operações militares nessas áreas durante a pausa".

De acordo com o Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), o número de deslocados em Gaza agora é de 1,6 milhões de pessoas, dos 2,4 milhões de habitantes da Faixa de Gaza. 

No norte, alerta a ONU, onde ainda permanecem centenas de milhares de pessoas, "a falta de alimentos está a tornar-se cada vez mais preocupante". Desde há oito dias que nenhuma organização foi capaz de fornecer assistência ao norte da Faixa de Gaza. 

As autoridades israelitas avançam que, desde 07 de Outubro, cerca de 9.500 roquetes foram lançados a partir da Faixa de Gaza em direção a Israel, a maioria interceptada. No entanto, o número de roquetes "diminuiu significativamente" desde 27 de Outubro e o início das operações terrestres.

Netanyahu repetiu na quinta-feira à noite que Israel não procura "governar ou ocupar" Gaza, "mas procuramos dar a ela, e a nós, um futuro melhor". 

Philippe Lazzarini, chefe da agência de refugiados palestinianos da ONU (UNRWA), esta quinta-feira, durante uma conferência internacional organizada em Paris pelo presidente francês Emmanuel Macron, afirmou que a situação em Gaza se assemelha "mais a uma crise da humanidade do que a uma crise humanitária". ANG/RFI

 

Desporto/Coletivo de Árbitros de Futebol ameaça boicotar o arranque da próxima época desportiva 2023-24

Bissau, 10 Nov 23 (ANG) – O Coletivo de Árbitros de Futebol da primeira e segunda liga guineense ameaçaram boicotar o arranque da próxima época desportiva 2023-24,cuja abertura está prevista para  o próximo dia 25 do corrente mês de Novembro, caso a direção liderado por  Fidel Gomes não for demitido pela  Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB).

Em conferência de imprensa realizada, quinta-feira, o Porta-Voz de Coletivo de Árbitros, Raimundo da Vegas responsabilizou  a FFGB pala demora na resolução da exigência do referido Coletivo.

“Queremos deixar bem claro que, se a situação continuar assim, ou seja, a Direcção de Fidel Gomes não for demitida pela FFGB, estamos determinados a não apitar nenhuma partida da próxima época desportiva 2023-24, porque não estamos dispostos a trabalhar na corrupção para destruir o futebol nacional”, disse Raimundo da Vegas.

De acordo com Vegas, é urgente a intervenção do Governo na qualidade de fiscalizador das atividades da FFGB, para não por em causa o arranque da próxima época desportiva da “Guiness-Liga” e “Guiness-Bola”.

Segundo o Porta-Voz do Coletivo dos Árbitros, a sua organização está de consciência tranquila, porque mesmo se o Conselho de Arbitragem (CA) optar por  novos árbitros, será sem sucesso, porque a maioria dos árbitros está do  lado do Coletivo de Àrbitros.

Vale recordar que no final da época 2022-23, registou-se  uma crise no seio da arbitragem, em que um grupo de árbitros, acusou a Direção do Conselho de Arbitragem liderado por Fidel Gomes de estar a implementar a corrupção e o nepotismo na arbitragem nacional.ANG/LLA/ÂC//SG  

 

 

      

Justiça/Polícia Judiciária  deteve  suspeito de furto de veículos em Bissau  

Bissau, 10 Nov 23 (ANG) - A Polícia Judiciária (PJ), capturou o principal suspeito de furtos de veículos, na via pública, que vem assolando a cidade de Bissau, há já algum tempo, no âmbito de uma operação realizada, quarta-feira.

A captura foi revelada através do  portal da Polícia Judicíaria, segundo o  qual  o suspeito será devidamente apresentado ao Juiz de instrução criminal para  determinação da medida de coação apropriada.

Segundo a PJ, na sequência  da perseguição policial, o suspeito foi alvejado na perna, sendo necessário o seu encaminhamento para o Hospital Simão Mendes, onde recebe assistência médica sob vigilância policial.

No âmbito da operação foi executado um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, expedido pelo Ministério Público.

Segundo a PJ, no local, foram apreendidos uma viatura e vários objetos, incluindo computadores, que se acredita estarem relacionados com os crimes de furto cometidos.

A Polícia Judiciária reforça o apelo a  colaboração da população no combate à criminalidade, e chama a atenção  à todos os citadinos sobre a necessidade de reforçar a vigilância  nos locais de  estacionamento na via pública.

ANG/MI/ÂC//SG

Política/Conselho de Ministros decide reintegração dos professores e quadros de saúde suspensos  

Bissau, 10 Nov 23 (ANG) - O Governo decidiu, quinta-feira, em Conselho de Ministros,  a reintegração, com maior celeridade possível, de professores e profissionais de saúde, na Função Pública, que haviam sido excluídos pelo anterior governo.

“O Conselho de Ministros deliberou que os ministros da Economia e Finanças, da Administração Pública, Trabalho e Modernização do Estado e da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica e de Saúde Pública procedessem com maior celeridade possível para concluir o processo de reintegração dos professores e readmissão dos quadros de saúde em situação de suspensão, a partir de Janeiro de 2024”, refere o comunicado sobre a reunião enviado à ANG.

Estima-se que cerca de 500 professores e profissionais de saúde estejam abrangidos pela expulsão da Função Pública , do governo anterior.

Ainda na parte deliberativa o coletivo ministerial deu anuência ao Primeiro-ministro para proceder a  restruturação da Central de Compra de Medicamentos Essenciais (CECOME). 

De acordo com comunicado, Conselho de Ministros protelou o processo de concessão do direito de uso privativo sobre 92,67 hectares, sito no ilhéu de Inhore (Canhabaque), setor de Bubaque ao grupo Santy Holding, e adoptou a governação da União Africana sobre a cooperação transfronteiriça.

No capítulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência a que, por Despacho de Primeiro-ministro se efetue a movimentação do pessoal dirigente da Administração Pública, da seguinte forma: para o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, Elmer Baticã Fereira foi nomeado Secretário-geral, Akssumi Luís Có, Diretor-geral dos Serviços Prisionais e Reinserção Social.


No Ministério das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo Braima Biai foi nomeado
   Diretor-geral de Geografia e Cadastro, e para o Ministério da Cultura, Juventude e Desportos, Cynthia Djenaba Évora Cassamá é a nova Diretora-geral da Cultura, Vânia Karina Coelho de Mendonça Vaz Dias foi nomeada Presidente da Agência de Carnaval e das festividades, e Abina Pereira de Jesus Cá, Presidente do Fundo de Fomento das atividades culturais. ANG/AALS/ÂC//SG

 


Economia
/Preços das moedas para sexta-feira, 10 de novembro de 2023

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

611.750

618.750

Yen japonês

4.035

4.095

Libra esterlina

748.500

755.500

Franco suíço

677.250

683.250

Dólar canadense

442.500

449.500

Yuan chinês

83.500

85.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

166.000

169.000

Fonte: BCEAO


    
Espanha
/Governo socialista e partido de Puigdemont assinam acordo

Bissau, 10 Nov 23 (ANG) – O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, obteve,quinta-feira, o apoio do partido do independentista catalão Carles Puigdemont, essencial para a sua reeleição, em troca de uma polémica lei de amnistia que está a aumentar as tensões no país.

Após semanas de intensas negociações, o Partido Socialista de Sánchez e o partido Juntos pela Catalunha (Junts per Catalunya) de Puigdemont, assinaram um acordo na manhã de quinta-feira em Bruxelas, onde o separatista se tinha refugiado para escapar ao processo judicial movido contra si, após a fracassada tentativa de secessão da Catalunha em 2017.

Esse acordo que permitirá a Pedro Sánchez manter-se no poder em troca de uma amnistia aos separatistas catalães, é bastante controverso e contestado por certas franjas da cena política espanhola.

Segundo Santos Cerdan, do Partido Socialista Espanhol (PSOE), numa conferência de imprensa em Bruxelas, a 9 de novembro de 2023, onde também participou o líder separatista catalão Carles Puigdemont, o acordo tem como objetivo "dar estabilidade à legislatura de quatro anos".

Graças a esse acordo, os sete deputados do Junts, cujos votos são decisivos num parlamento altamente fragmentado, irão votar para a reeleição do socialista, contra quem opunham nos últimos anos uma oposição frontal.

O debate e a votação para a nomeação de Pedro Sánchez deverão ter lugar na próxima semana, duas semanas antes de 27 de Novembro - data limite, o que subentende a convocação para novas eleições.

Em troca do apoio dos independentistas catalães, Pedro Sánchez aceitou a exigência de Puigdemont quanto a uma lei de amnistia para os líderes e ativistas catalães atualmente processados pelo seu envolvimento na tentativa de secessão de 2017, numa das piores crises políticas ocorridas na Espanha contemporânea. ANG/RFI

 

Grécia/Autoridades   investigam atuação da guarda costeira em naufrágio de migrantes

Bissau, 10 Nov 23 (ANG) - O Provedoria da Justiça da Grécia anunciou na quinta-feira uma investigação independente à forma como a guarda costeira lidou com um naufrágio de

migrantes em Junho, noticiou a Reuters.

As autoridades avançaram com esta decisão após a guarda costeira grega ter recusado iniciar uma investigação disciplinar, a pedido do Provedor de Justiça.

Um tribunal militar está a conduzir uma investigação preliminar ao naufrágio que ocorreu em 14 de Junho.

Na sequência deste naufrágio, foram recuperados 104 sobreviventes e 78 corpos.

A embarcação de pesca transportava até 750 pessoas, quando, durante a noite, acabou por afundar.

Quatro dezenas de sobreviventes moveram um processo contra a guarda costeira, acusando-a de não ter evitado o naufrágio e as mortes.

A atuação da guarda costeira tem vindo a ser criticada por ativistas e grupos de direitos humanos.

Por sua vez, a guarda costeira disse que o naufrágio deve ter ocorrido na sequência de um movimento em massa de pessoas no convés da embarcação.

Alguns sobreviventes alegam que o barco afundou, após uma tentativa de reboque, o que a guarda costeira negou. CNB/CS

 

Hungria/Governo rejeita chegada de migrantes ao país para evitar "mini Gazas"

Bissau, 10 Nov 23 (ANG) - O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, garantiu hoje que rejeita a chegada de migrantes ao país para evitar a criação de "mini Gazas", como considera que acontece nos países da Europa ocidental.

Na sua intervenção quinzenal na rádio pública Kossuth, Orbán afirmou que "a migração e o terrorismo andam de mãos dadas", garantindo que "os migrantes ilegais são cada vez mais radicais".

"Há grupos terroristas por trás deles (dos migrantes)", referindo-se a um relatório do serviço de segurança nacional húngaro.

Este relatório, publicado na semana passada, afirma que diferentes organizações terroristas estão envolvidas no tráfico ilegal de seres humanos.

Neste sentido, Orbán criticou o pacto europeu de migração que, entre outras medidas, prevê a deslocalização de migrantes e refugiados,  sublinhando que os países ocidentais querem forçar a Hungria a aceitar esta "má solução".

Anunciou ainda que o seu país aprovará um endurecimento das suas já muito restritivas políticas de migração antes do fim-do-ano.

Em relação à Ucrânia, Orbán, o maior aliado da Rússia dentro da União Europeia (UE), reiterou que as negociações de adesão dos ucranianos ao bloco europeu não deveriam começar porque o país estaria longe de estar pronto.

A Hungria é, juntamente com a Turquia, o único país da NATO que não forneceu ajuda militar à Ucrânia para se defender da agressão russa.

As relações entre a Hungria e a Ucrânia são tensas, já que Kiev afirma que Budapeste apoia as políticas russas, enquanto os húngaros acusam a os ucranianos de não respeitar os direitos das minorias étnicas, incluindo os magiares, compostos por cerca de 150 mil pessoas. ANG/Angop

 

Portugal/Presidente Marcelo dissolve o parlamento e marca eleições para 10 de Março

Bissau, 10 Nov 23 (ANG) – O Presidente da República de Portugal anunciou quinta-feira que vai dissolver o parlamento e marcar eleições legislativas antecipadas para 10 de Março.

“Optei pela dissolução da Assembleia da República e a marcação de eleições em 10 de Março de 2024”, declarou o chefe de Estado, numa comunicação ao país a partir da Sala das Bicas do Palácio de Belém, em Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que os partidos foram “claramente favoráveis” a esta decisão, enquanto no Conselho de Estado se verificou um “empate e, portanto, não favorável à dissolução – situação, aliás, que já ocorrera no passado com outros chefes de Estado”.

“Fi-lo, portanto, por decisão própria, no exercício de um poder conferido pela Constituição da República Portuguesa”, afirmou.

Num curto discurso, de cerca de sete minutos, Presidente da República acrescentou que devolve “a palavra ao povo, sem dramatizações nem temores”, porque “é essa a força da democracia: não ter medo do povo”.

“E fi-lo por inúmeras razões, a primeira a natureza do voto nas eleições de 2022, personalizado no primeiro-ministro, com base na sua própria liderança, candidatura, campanha eleitoral e esmagadora vitória”, justificou.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que assumiu esta posição “logo em 30 de Março do ano passado no discurso de posse do Governo, ao falar em eventual substituição a meio do caminho, sublinhando o preço das grandes vitórias, inevitavelmente pessoais e intencionalmente personalizadas”.

Por outro lado, considerou que haveria “fraqueza” na “formação de novo Governo com a mesma maioria, mas com qualquer outro primeiro-ministro, para tanto não legitimado política e pessoalmente pelo voto popular”, solução que foi proposta pelo PS, como alternativa a eleições.

Segundo o chefe de Estado, haveria também “o risco já verificado no passado de essa fraqueza redundar num mero adiamento da dissolução para pior momento, com situação mais crítica e desfecho mais imprevisível”.

Esse executivo seria visto como “um Governo presidencial, isto é, suportado pelo Presidente da República, e o Presidente da República como um inspirador partidário, tudo enfraquecendo o papel presidencial num período sensível em que ele deve ser, sobretudo, uma referência interna e externa”, argumentou.

O Presidente da República defendeu que dissolução e eleições trarão “maior clareza e mais vigoroso rumo, para superar um vazio inesperado, que surpreendeu e perturbou tantos portugueses afeiçoados que se encontravam aos oito anos de liderança governativa ininterrupta” de António Costa.

“Agora do que se trata é de olhar em frente, estugar o passo, escolher os representantes do povo e o Governo que resultará das eleições”, prosseguiu.

Do próximo Governo, espera que “procure assegurar a estabilidade e o progresso económico, social e cultura, em liberdade, pluralismo e democracia” e tenha “visão de futuro, tomando o já feito, acabando o que importa fazer, inovando no que ficou por alcançar”.

“Como sempre, portugueses, confio em vós, no vosso patriotismo, no vosso espírito democrático, na vossa experiência, no vosso bom senso, na vossa liberdade. Como sempre, sois vós e só vós a certeza decisiva do futuro do nosso Portugal”, concluiu.

Nos termos da Constituição e da lei eleitoral, a dissolução do parlamento terá de ser oficialmente decretada no período entre o 55.º e o 60.º dias anteriores à data escolhida para as eleições, que neste caso será entre 10 e 15 de Janeiro.

Esta será a nona dissolução da Assembleia da República desde o 25 de Abril de 1974 e a segunda decretada por Marcelo Rebelo de Sousa, ambas no seu segundo mandato presidencial, iniciado em Março de 2021.

“Tentei encurtar o mais possível o tempo desta decisão, tal como o da dissolução e convocação das eleições. E se não foi possível torná-lo mais breve isso tem a ver com o processo de substituição na liderança do partido do Governo, como aconteceu no passado”, disse o chefe de Estado.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Poder Tradicional /PR aconselha anciões da Região de Biombo para recorrerem ao regulado ou autoridades policiais  para resolução  de qualquer conflito

Bissau, 10 nov 23 (ANG) – O Presidente da República aconselhou ,quarta-feira aos anciões da região de Biombo a recorrerem ao regulado ou autoridades policias em caso de necessidade de resolução de qualquer conflito, em vez de uso de força que possa provocar perdas de vidas humanas.

Umaro Sissoco Embaló que falava  num encontro de comprimentos que recebeu da parte dos anciões da Região de Biombo.

Pediu igualmente aos imames que integraram a comitiva dos anciões para ajudarem na resolução dos problemas que possam surgir na região.

Em relação a preocupação levantada por Samanta Té, relativamente a situação de fome na região , o Chefe de Estado prometeu oferecer arroz a região ainda no final desta semana, mas sem avançar a quantia.

Samanta Té pediu ao Chefe de Estado para prosseguir  esforços na luta para a promoção de unidade nacional e para o desenvolvimento do país, sobretudo na melhoria de condições de algumas estradas na região de Biombo.

O Representante dos anções de Biombo, Silva Có, enalteceu a intervenção do deputado da nação, eleito na lista do Partido da Renovação Social, Ilídio Vieira Té na resolução do conflito  ocorrido recentemente  na sessão de Bejimita, região de Biombo, e na melhoria das condições de estradas locais.

ANG/LPG//SG

 

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Demissão de PM/Portugal suspenso à decisão do Presidente da República

Bissau, 09 Nov 23 (ANG) – O primeiro-ministro português não resistiu às suspeitas de corrupção e apresentou a demissão ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, após o Ministério Público revelar que António Costa é alvo de investigação autónoma do Supremo Tribunal de Justiça sobre projectos de exploração de lítio e hidrogénio verde.

A demissão aceite pelo Presidente da República tem como efeito, nos termos da Constituição, a demissão do Governo, que será oficializada por decreto, que ainda não foi publicado em Diário da República.

Marcelo Rebelo de Sousa convocou os partidos com assento parlamentar para  quarta-feira e o Conselho de Estado para esta quinta-feira e falará ao país a seguir. 

Na sequência deste terramoto político, as reações sucederam-se. A maioria dos partidos da oposição deseja eleições antecipadas.

O PSD (Partido Social-Democrata), principal partido da oposição, defendeu a realização de eleições antecipadas, dizendo que “o Governo caiu por dentro” e que a degradação do executivo “impõe que não se perca mais tempo e se devolva a palavra ao povo".

O Chega considera que "não há outro cenário possível que não seja a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições".

A IL (Iniciativa Liberal) diz que "não há outra solução que não seja a dissolução da Assembleia da República e eleições para que os portugueses possam pronunciar-se".

O BE (Bloco de Esquerda) afirmou que o Presidente deve convocar eleições legislativas antecipadas e pediu celeridade à justiça para que as suspeitas sejam esclarecidas.

Já o PCP (Partido Comunista Português) defendeu que o país precisa de "soluções e não de eleições”, mas manifestou-se preparado para ir a votos.

O PAN (Pessoas–Animais–Natureza) indicou que vai aguardar para ouvir as soluções que estão a ser equacionadas pelo Presidente da República.

O Livre considerou que o país está numa “situação grave e séria”, diz estar preparado para todos os cenários, mas escusou-se a falar em eleições antecipadas por considerar que este é ainda “o tempo do Presidente da República”.

Por seu lado, os socialistas dizem estar preparados para uma decisão do chefe de Estado de convocar eleições antecipadas ou optar por uma mudança da liderança do Governo.

 

Portugal/ "Decisão presidencial não vai nascer do vazio, depende dos partidos", diz professor Adelino Maltez

Bissau, 09 Nov 23 (ANG) - Um dia depois da demissão apresentada pelo primeiro-ministro português, António Costa, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu  quarta-feira, as oito formações partidárias com representação parlamentar, antes de tomar uma decisão sobre o futuro da governação do país.

António Costa tem uma maioria absoluta, considerou  terça-feira que nada lhe pesa na consciência, aceitou a fragilidade em que se encontra e pediu a demissão, na sequência de investigações que o visam a ele e pessoas do seu núcleo duro e membros do executivo.

O professor catedrático de Ciência Política do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, Adelino Maltez, fez a análise da situação política em Portugal.

RFI: António Costa fez o que está certo, a seu ver, apesar de a lei não o obrigar a tomar esta decisão?

Adelino Maltez: António Costa disse na comunicação ao país que falou com o tribunal da consciência. Foi uma decisão pessoal, de quem se sentiu incapaz de governar, mas numa relação com a respectiva consciência. Foi uma decisão pessoal, livre, do indivíduo António Costa. O problema é sabermos como é que o Presidente da República interpretou a maioria absoluta. O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa disse no acto de posse de Costa que a maioria era de uma pessoa, António Costa, e não era do Partido Socialista. Portugal tem neste momento, formalmente, uma estabilidade, uma maioria absoluta e um parlamento em plena vigência, e a decisão que vai tomar é manter este parlamento, que está na sua plenitude, ou dissolver-se o parlamento para constituir um novo governo.

A solução governativa está nas mãos de Marcelo Rebelo de Sousa e existem três cenários possíveis: O Presidente da República pode convocar eleições antecipadas ou deixar que o PS se mantenha no poder, com outro primeiro-ministro. Existe ainda uma terceira via: o controlo do país pela via presidencial. Essa é uma hipótese?

Na Constituição, desde o começo da década 80, o Presidente da República já não tem tantos poderes, como tinha na fase inicial da Constituição de 1976. Nós estamos perante um falso problema porque, ainda ontem, os partidos começaram a manifestar-se, vão ser ouvidos pelo Presidente, vai ser ouvido o Conselho de Estado e a decisão presidencial não nasce no vazio, vai depender daquilo que os partidos forem dizendo. O que os partidos, ontem, disseram foi; 'venham eleições antecipadas' ou se não vierem, 'nós cá estamos'. Os partidos admitem e quase aconselham o Presidente a fazer uma dissolução do Parlamento. O nosso presidencialismo é um presidencialismo mitigado. É um presidencialismo que tem que passar pelo Parlamento. No tempo do general Ramalho Eanes, quando surgiram três governos de iniciativa presidencial, o primeiro nem passou à primeira investida parlamentar e o segundo passou porque o Parlamento continuava vigente o admitiu. O nosso presidencialismo só existe se for aliado ao parlamentarismo. O problema aqui é o de saber qual é a melhor solução para Portugal e para a clarificação da política interna.

O que acontece num cenário em que o Presidente da República não dissolva a Assembleia da República?

Seria obrigado, como diz a Constituição, a formar um governo atendendo aos resultados eleitorais. Em princípio, teria que formar um novo governo do Partido Socialista, conseguir um bloco central, conseguir formar através de uma personalidade consensual um governo apoiado pelo PS e pelo PSD, mas não há ambiente para isso. A maioria dos partidos prefere clarificar a situação através de eleições antecipadas 

Caso António Costa se mantenha à frente do país, até haver eleições antecipadas, existe o risco de influenciar o curso das investigações?

Não, não, as instituições quer do Ministério Público, quer da Magistratura têm autonomia, como ser viu. Pela primeira vez na história em Portugal, um polícia de rua, um polícia de segurança público entrou para executar um mandado e proceder a buscas no gabinete do primeiro-ministro. É uma questão inédita e um símbolo de que ninguém está acima da lei, nem o gabinete do primeiro-ministro.

O Presidente da República pode dissolver a Assembleia da República e convocar novas eleições, destas eleições antecipadas podem sair soluções fortes que o país precisa, num mundo em crise e perante tantos desafios não resolvidos?

O país tem estabilidade, apesar da questão europeia e das questões das duas guerras em curso. Felizmente que em Portugal nos dois grandes partidos e outros, existe um consenso interno daquilo que são as opções fundamentais do país. Nesse sentido não há uma crise, não vamos mudar nenhuma posição europeia ou de política internacional depois das eleições. Há uma estabilidade e a democracia funciona, de tal maneira que as pessoas nem se preocupam com isto. As pessoas pensam 'isto é com eles', mas quando dizem que é com eles, estão confiantes. Não se vive num ambienta de dramatismo, nem de preocupação. Já acreditamos que as instituições funcionam.

Quanto à economia, quais as consequências da demissão do primeiro-ministro para Portugal, uma vez que o Orçamento de Estado cai, a bolsa caiu esta terça-feira.

Se os partidos cometerem erros haverá consequências. Como o Parlamento funciona, fala-se muito da questão dos fundos europeus através desta linguagem nova a que chamamos PPR, que implicam decisões internas para poder fluir, de outra maneira não entram na economia portuguesa. Os partidos portugueses são responsáveis e se for preciso decisões legislativas tomá-las-ão. Não se vê um ambiente destas oposições do quanto pior, melhor

Se se comprovarem crimes de corrupção no seio do núcleo central do poder. Depois do caso Sócrates, BES, como é que se recupera a confiança nos políticos portugueses?

Há um exagero que é típico do português; que é dizer mal de tudo e de todos. Olhando justamente para António Costa e para o prestígio dele, ele é, sem dúvida, o melhor político de esquerda da sua geração. 

Na Presidência da República, temos o melhor  político português de todas as gerações à direita - não é por falta de qualidade. Temos como se viu, e até deitámos fora - porque sentiu que estava num pântano - o atual secretário-geral das Nações Unidas, até corremos - porque ele quis - um tipo que foi Presidente da Comissão Europeia, o Durão Barroso. Há um exagero quando se diz que não temos qualidade dos políticos. António Costa não saiu do governo por falta de qualidade, e o Presidente tem qualidade. Um dia os que dizem isso vão arrepender-se que faltavam políticos em Portugal. António Costa costumava dizer que temos a geração mais qualificada de sempre e isso aplica-se também à política.   

Num momento de instabilidade há riscos de aproveitamento político. É o que está a dizer?

Há riscos de aproveitamento porque vamos ter uma campanha eleitoral e há partidos que a partir da crise querem sacar 5 ou 10% de quem votada no PS ou no PSD. Isso pode acontecer, o Chega e o Bloco de Esquerda podem crescer a partir desta instabilidade. ANG/RFI

 

Vaticano/Papa defende que violência de género deve ser eliminada da sociedade

Bissau,  09 Nov 23(ANG) – O Papa defendeu hoje que a violência de género é uma “erva venenosa que afeta a nossa sociedade e deve ser eliminada”, garantindo que as suas raízes são culturais e desenvolvem-se através do preconceito e da injustiça.

Francisco referiu que, em muitas ocasiões, as mulheres são consideradas inferiores ou objetos e relegadas “para segundo plano”.

Nestes casos “a sua dignidade não é vista. [A mulher] é considerada apenas um bem que pode ser alienado de qualquer forma, até mesmo eliminado”, declarou o Papa numa mensagem para uma campanha contra a violência de género promovida pela rádio e televisão pública italiana.

“Quantas mulheres são oprimidas pelo peso e pelo drama da violência! Quantas são maltratadas, abusadas, escravizadas, vítimas da arrogância daqueles que pensam que podem dispor dos seus corpos e das suas vidas, obrigadas a render-se à ganância dos homens”, afirmou.

Francisco acusou ainda os meios de comunicação social de serem ambíguos no combate à violência de género, uma vez que “transmitem continuamente mensagens de hedonismo e consumismo”.

O Papa defendeu a “urgência de redescobrir formas de relações justas e equilibradas baseadas no respeito”.

Francisco apelou que seja dada a voz “às mulheres vítimas de abuso, exploração, marginalização e pressão indevida”, bem como “agir imediatamente, a todos os níveis, com determinação, urgência, coragem”.

ANG/Inforpress/Lusa

 

França/Cientistas pedem em Paris mais fundos para a investigação sobre os polos

Bissau, 09 Nov 23 (ANG) - A cimeira "One Planet - Polar Summit" começou hoje em Paris e vai decorrer até sexta-feira, com cientistas e decisores políticos a discutirem o futuro dos polos mundiais e os especialistas a pedirem mais fundos para a investigação.

O degelo está no centro das preocupações dos especialistas que participam a partir de hoje na cimeira "One Planet - Polar Summit", organizada em Paris pelo Palácio do Eliseu. Durante três dias, cientistas que monitorizam há décadas os Polo Sul e o Polo Norte vêm partilhar estatísticas, mas também conselhos para travar a erosão acelerada do gelo.

Este é um tema que preocupa todo o mundo, com este fenómeno a ter sido mencionado pela primeira vez na resolução da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, COP, no ano passado. Os especialistas pedem agora mais fundos para continuar a sua pesquisa deste "espaço frágil".

Em Paris estão também decisores políticos que vão participar neste encontro, com o objetivo de criar uma instituição de cooperação internacional sobre o estudo e repercussões do aquecimento global nos glaciares e nos polos, assim como a importância da adaptação à erosão da criosfera.

Nesta cimeira, os investigadores lembram ainda que as tensões geopolíticas afetam os polos, criando assim novas fronteiras do multilateralismo. ANG/RFI

 

Cabo Verde/Presidente da República e antigos chefes de Estado defendem “comemoração condigna” do centenário de Amílcar Cabral

Bissau, 09 Nov 23 (ANG) – O Presidente da República, José Maria Neves, e os antigos chefes de Estado Pedro Pires e Jorge Carlos Fonseca pediram, na cidade da Praia, uma “comemoração condigna” do centenário do nascimento de Amílcar Cabral.

Os três defenderam esta posição, na noite de quarta-feira, 08, quando solicitados pela plateia, durante o “Presid Talk- Inovação Política em Cabo Verde” para comentar sobre o chumbo do projeto de resolução do centenário Amílcar Cabral, no parlamento, tendo atribuído tal reprovação ao “excesso de partidarização” no País.

Para Jorge Carlos Fonseca, a independência não se discute, enfatizando que a “partidarização do espaço político excessivo” é um fenómeno que condiciona o estado da democracia em Cabo Verde.

“Tenho a percepção de que Cabo Verde, do ponto de vista daquilo que nós chamamos as representações coletivas, está dividido ao meio, praticamente. Essa divisão tem razão de ser, há a ideia de que a maioria dos simpatizantes do PAICV vê o PAICV a referência maior decisiva de independência com Cabral. E os simpatizantes do MpD, na sua representação mental e coletiva, veem a democracia como conquista do MpD”, concretizou

Este facto, assinalou, ainda divide o País, pelo que “favoreceu e potenciou” o chumbo da resolução.

No entanto, referiu que desconhece a resolução, tendo ressaltado que o centenário de Amílcar Cabral deve ser comemorado “com dignidade” e que de uma forma ou de outra a efeméride será celebrada.

Brevemente, anunciou Jorge Carlos Fonseca, irá lançar em Cabo Verde uma instituição que terá denominação provável de iniciativa liberdade e democracia, que se vai dedicar à promoção da cultura da liberdade, da democracia e da constituição em Cabo Verde, para que isso seja um ponto de partida para um “desenvolvimento sustentável, justo e igualitário” para Cabo Verde.

“Não estaria muito de acordo relativamente a esta separação entre o povo da independência e da democracia”, discordou, por outro lado, José Maria Neves.

“Eu sou do PAICV, exerci o cargo de primeiro-ministro em democracia durante 15 anos, eu acho que é uma narrativa da elite política cabo-verdiana, e não é a representação do cidadão ou do povo cabo-verdiano. Há um só Cabo Verde que lutou pela independência e pela construção da democracia, ganhos de todos os cabo-verdianos”, disse, vincando que se assiste a uma “disputa de protagonismo” entre estes dois momentos históricos para Cabo Verde.

“Acho que esta questão da resolução tem a ver com a excessiva partidarização em Cabo Verde, pode haver estes problemas de natureza jurídica que o presidente Jorge Carlos Fonseca se refere, mas já aprovamos outra resoluções com o mesmo conteúdo (…) Mas acho que depois dessa discussão, haverá um espaço para um debate político e para se comemorar condignamente o centenário do nascimento de Amílcar Cabra|”, declarou José Maria Nves.

Por fim, Pedro Pires, por seu lado, enquanto presidente da Fundação Amílcar Cabral, avançou que há que se discutir mais sobre a independência de Cabo Verde, argumentando que há “muita desinformação”, bem como gente que “não pode ouvir falar dos movimentos da libertação”.

Sobre a não aprovação da resolução, explicou que quem está a trabalhar no centenário de Amílcar Cabral há mais de dois anos é a própria Fundação, que vem desempenhado um “papel importante” neste aspecto, levando a população a refletir mais sobre a personalidade de Cabral.

Pedro Pires sustentou que a proposta levada à Assembleia Nacional não é uma iniciativa do PAICV e sim da fundação, que consultou todos os líderes parlamentares e o presidente da Assembleia Nacional, e o grupo parlamentar PAICV foi escolhido para levar a proposta.

“A posição da fundação é que não devemos entrar em disputa e que devemos fazer tudo para que essa celebração seja mais abrangente possível e que não seja motivo de conflito, portanto vamos continuar a agir neste sentido(…) o Estado de Cabo Verde só ganha com esta celebração adequada do centenário Amílcar Cabral, porque a ideia é fazer um simpósio internacional com participação das pessoas, de estudiosos (…)”, considerou Pedro Pires.

ANG/Inforpress