quarta-feira, 15 de novembro de 2023

 

ANP/ Deputados aprovam Ordem do Dia com agendamento do Programa do Governo e OGE

Bissau,15 Nov 23(ANG) - Os deputados da nação aprovaram, terça-feira, o projeto da Ordem do Dia que conta com 19 pontos, dos quais a apresentação e discussão do Orçamento Geral do Estado, do Programa do Governo e do Orçamento da Assembleia Nacional Popular.

A Ordem do Dia foi aprovada com os votos a favor dos deputados da bancada da Coligação PAI-Terra Ranka, do Partido da Renovação Social (PRS) e do Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG), enquanto os deputados da bancada do Movimento para Alternância Democrática (MADEM) e um deputado da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU – PDGB), votaram contra a proposta do projeto da Ordem do Dia, que acabou por passar com os votos da Coligação que detém a maioria no Parlamento.

A  primeira sessão parlamentar da XI legislatura, tem em agenda para além da discussão do Programa do Governo e Orçamento Geral de Estado, a Proposta de Discussão  e Votação da Lei Orgânica do Tribunal de Contas, Projecto de Alteração da Lei da Comissão Nacional de Eleições entre outros e deve prolongar-se-á até 27 de Dezembro.ANG/ÂC

terça-feira, 14 de novembro de 2023

ANP/"O Governo em função reúne todas as condições para traduzir linhas da política em soluções", diz presidente da ANP

Bissau,14 Nov 23  (ANG) -  O Presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP), disse hoje que o Governo em função contando com amplo apoio parlamentar reúne todas as condições polícas necessárias para traduzir as grandes linhas de política magroeconómica em soluções concretas que respondam as necessidades das populações.

Domingos Simões Perreira falava na abertura da primeira sessão parlamentar da XI legislatura, acrescenta que  para o efeito, todos os deputados devem sentir-se instados a participar ativamente e a contribuir para o enriquecimento do instrumento de governação submetidos ao parlamento.

Disse que estão perante uma sessão parlamentar de dupla ortorga, nomeadamente da legitimidade parlamentar ao Governo e de instrumentos legislativos indispensáveis ao exercício das atividades do Executivo, quais sejam o Programa do Governo e Orçamento Geral do Estado tanto para o ano 2023 como 2024, em que este último aparece alicercado  de um Plano Nacional de Desenvolvimento.

Referiu que, o Orçamento Geral de Estado de 2024 que está sendo concebido a partir de uma dinâmica entre a visão programática de um Governo e contribuições, tanto dos deputados como das organizações da sociedade civil deve contar com  a atenção e participação de toda a sociedade guineense no país e na diáspora.

Sublinhou qu, os primeiros sinais da presente governação são muito apreciadas, não no sentido da satisfação das esperanças mais básicas do povo, e que o esforço gigantesco está a ser estendido no sentido de se alinhar com a obrigação de concretizar as promessas escritas no grande projeto do desenvolvimento do país, apresentado aos concidadãos durante as eleições legislativas.

"A construção de alavanca para uma economia autônoma suscetíveis de crescer ao longo dos níveis satisfatórios e atrativa ao investimento do capital externo, é uma tarefa que deve merecer o esforço de todas as instituições da República, contribuindo, cada uma na sua área de competências,  para criação de  ambiente de estabilidade política e social duradoura e promoção de  políticas públicas capazes de captar investimentos para o desenvolvimento das potencialidades que o país despõe”, disse.

Simões Pereira destacou que faltam  dois dias para a celebração do Dia das Forças Armadas, 16 de Novembro e que ainda se associa aos festejos dos 50 anos da proclamação da  independência realizada na localidade histórica de Lugadjol, em Boé, Leste do país.

"Congratulamo-nos com os esforços mobilizados para requalificação do centro histórico de cidade de Bissau, emprestando-lhe um indiscutível bonito postal de apresentação, saudámos com afeito o mérito que é devido ao Presidente da República, para a concretização deste projeto e para atração ao nosso país de importantes individualidades que estarão a visitar-nos nessa ocasião e serão todos bem-vindos”, enalteceu.

Solicitou ao Governo ao a observância do princípio de continuidade na ação governativa que permitiu o prosseguimento dos trabalhos à devida e competente conclusão e a cobertura integral dos custos inerentes, exigindo que haja rigor na apresentação das contas associadas e das implicações que terão na gestão económica do país.

Por outro lado, sublinhou que o equilibrio entre a inflação e o poder de compra dos cidadãos, a luta contra o desemprego, contra a fome e a miséria que assola a população requerem medidas claras no Orçamento Geral do Estado de 2024 e subsequentes que devem proporcionar ao país.

Domingos Simões Pereira, frisou que,  o Governo tem na proposta de lei do Orçamento Geral do Estado, a oportunidade de mostrar firme determinação em servir melhor o povo, dando sinais de cumprimento integral do programa de legistatura, porque o mando que recebe do povo o obriga a isso.

Sublinhou que todos têm a consciência de que o Estado precisa, urgentemente, de aperfeiçoamento em muitos setores da sua vida, referindo que estes acertos e inovações são dados essencialmente pelas leis que têm por missão produzir.

A presente sessão parlamentar tem em agenda para além da discussão do Programa do Governo e Orçamento Geral de Estado, a Proposta de Discussão  e Votação da Lei Orgânica do Tribunal de Contas, Projecto de Alteração da Lei da Comissão Nacional de Eleições entre outros e deve prolongar-se-á até 27 de Dezembro.ANG/MI/ÂC//SG 

         

ANP/Abertura do ano legislativo 2023/2024 marcada por contestações da bancada do Madem G-15

Bissau, 14 Nov 23(ANG) – A abertura do ano legislativo 2023/2024 foi esta, terça-feira, marcada por protestos da bancada do maior partido da oposição,o Madem G-15, relativos a Ordem do Dia adoptado para os trabalhos.

O Madem G-15 não concorda com a inclusão  da discussão e votação do Programa do Governo da XI legislatura, nem com o Orçamento Geral do Estado para 2024.

O vice-presidente da  bancada do Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) Fidélis Forbs diz  que discordaram   “literalmente” com alguns pontos do projeto  da Ordem do Dia, por violação de  prazos estipulados por lei , para que esses assuntos fossem objeto de apresentação, discussão e aprovação no parlamento.

Os protestos de Forbs foram feitos no período antes da Ordem do dia e vão ainda contra a inclusão na Ordem do Dia da apresentação, discussão e aprovação do Plano Nacional de Desenvolvimento(PND).

Forbs disse que, em relação a OGE/2024, a lei diz  que o governo deve submetê-lo  à ANP até 15 de Outubro de cada ano, o que, segundo diz, ainda não aconteceu.

Fundamentou que, em relação aos três instrumentos de governação, nomeadamnte, o OGE, PND e Programa do Governo, o artigo 130 do Regimento parlamentar diz que o Executivo tem 60 dias para apresentar o programa, razão pela qual diz  que tudo está fora da lei.

Fidélis Forbs afirmou que até ao momento, o Programa do Governo e o PND não teriam sido   aprovados em Conselho de Ministros  e diz que apenas o OGE/ retificativo de 2023 foi aprovado em Conselho de Ministros, pelo que pode ser debatido na ANP.

Pediu que os assuntos  referidos sejam retirados do projeto da  Ordem do Dia desta primeira sessão  Ordinária do ano Legislativo 2023/2024 que deverá decorrer até Dezembro.ANG/JD/ÂC//SG

          ANP/Presidente condena  violência contra  deputado da nação

Bissau, 14 Nov 23 (ANG) – O Presidente de Assembleia Nacional Popular (ANP) condenou o que considera de “ato bárbaro” contra o deputado Faride Michel Fadul, registado no  sábado, em Bissau.

Domingos Simões Perreira falava na abertura da primeira sessão parlamentar da XI legislatura, e  manifestou a sua solidariedade  com a vitima, e exigiu as  entidades responsáveis o cabal esclarecimento e a responsabilização dos implicados no alegado caso de espancamento do deputado Cuca Fadul.

Disse que é perante multiplicidades de sentimentos que iniciaram a  primeira sesssão do parlamento da 11ª   legislatura, numa altura que a democracia e o Estado de Direito sofreu duros golpes nos últimos dias.

“O mais recente e abominável aconteceu no final da semana que antecede esta sessão, traduzido no vil espancamento de um deputado da nação por individuos fardados e armados cuja identidade falta  apurar ou confirmar”, salientou.

Simões Pereira sublinhou que é preciso agir em sinergias positivas  sobre autoridade da lei de modo à criar condições para que os guineenses possam acreditar nos políticos e instituições do país.

O Presidente da ANP referiu que,  espancamentos e outras formas de atropelo à Constituição e de mais leis da República não podem ser tolerados, e muito menos deixar que se estalem, de novo, entre os guineenses, os cenários semelhantes como os que aconteceu até a proclamação dos resultados das eleições legislativas  que deram origem à essa legislatura.

"Da nossa parte, tudo faremos para que este ciclo democrático se desenrole no clima de tranquilidade, de respeito pela dignidade de exercício livre da nossa liberdade e da tutela de promoção dos nossos direitos enquanto cidadãos”, disse.

O líder do parlamento afrmou que, pelo que já ficou prometido a casa da democracia e do povo se converterá gradual e paulatinamente no baluarte da transparência e da prestação de contas, por todos os servidores públicos, por forma a credibilizar a função representativa da vontade popular.

Exortou os demais órgãos da soberania e o Ministério Público a agirem com determinação e urgência, tendo por base as competências que a lei lhes reserva, na responsabilização dos atores dos atos criminosos  ocorridos no país nos últimos dias, sob pena de uma terrível  omissão de arrastamento do país para um quadro de anarquia e auto regulação das vontades e interesses.

ANG/MI/ÂC//SG

 

Cooperação/Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal inicia hoje visita a Guiné-Bissau   

Bissau,14 Nov 23(ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal chega esta terça-feira, à Guiné-Bissau para participar nas comemorações do 50.º aniversário da independência do país, tendo previstas audiências com o Presidente e o primeiro-ministro, além de reunir com o seu homólogo.

No primeiro dia da visita, Gomes Cravinho deverá reunir-se com Carlos Pinto Pereira, ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades, e tem agendadas audiências com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e com o primeiro-ministro, Geraldo Martins.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) refere que além das celebrações, na quinta-feira, a visita de João Gomes Cravinho a Bissau tem também foco nas relações económicas e a cooperação em áreas como a saúde ou educação.

O encontro com Carlos Pinto Pereira terá por objetivo debater “as relações bilaterais Portugal/Guiné Bissau, os principais temas da agenda regional e internacional e a aposta no aprofundamento da integração e cooperação no seio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de que a Guiné-Bissau assumirá a Presidência em 2025”, lê-se na nota.

A Guiné-Bissau autoproclamou a sua independência de Portugal em 24 de setembro de 1973, mas as comemorações oficiais estão marcadas para 16 de novembro, dia das Forças Armadas.

Entre os líderes convidados para as cerimónias oficiais estão o Presidente e primeiro-ministro portugueses, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, mas o programa oficial ainda não foi divulgado.ANG/Lusa

 

Ciências/Primeiro transplante de um olho inteiro representa uma “oportunidade de futuro”

Bissau, 14 Nov 23 (ANG) - Uma equipa de cirurgiões norte-americanos anunciou ter realizado o primeiro transplante de um olho inteiro a um paciente que tinha perdido a visão na sequência de um acidente de trabalho.

A operação decorreu em Maio, mas a equipa médica só agora deu a conhecer o resultado ao público, passados seis meses para a confirmar a "dinâmica positiva" do olho transplantado. 

O militar de 46 anos, apesar do sucesso do transplante, não recuperou a visão nem consegue mover o olho. Mas esta é, sem dúvida, para os cientistas, uma oportunidade sem precedentes para entender o funcionamento do olho humano. Para já, o olho do paciente continua a dar sinais de excelente saúde, incluindo fluxo sanguíneo até à retina.

A operação durou cerca de 21 horas e foi realizada no final de Maio por uma equipa do hospital universitário NYU Langone Health, em Nova Iorque. Além do olho esquerdo e da sua órbita, os cirurgiões também transplantaram o nariz, os lábios e outros tecidos faciais.

A equipa médica em causa ficou surpreendida com os resultados obtidos até ao momento, diz tratar-se de uma "conquista notável" rumo a um objectivo mais alargado que é o de restaurar a visão.

A principal dificuldade de um transplante de olho é conseguir restabelecer a transmissão de informações para o cérebro através do nervo óptico, uma vez que este é cortado tanto no paciente quanto no doador.

Para Cristina Jorge, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, este anúncio representa uma “oportunidade de futuro”.

Existe uma quantidade enorme de gente no mundo com dificuldades de visão, com cegueira incurável neste momento e, portanto, isto é uma oportunidade no futuro.

Penso que, do ponto de vista técnico, foi uma cirurgia bastante inovadora. Foi a primeira. Foi uma longa cirurgia num doente que tinha uma necessidade de um transplante parcial da face e que, também, já não via daquele olho e, portanto, foi-lhe colocado o olho e a face do seu dador falecido.

Não havia certezas se o doente iria recuperar a visão e, realmente verifica-se que ele não recuperou visão. Portanto, esse é que vai ser um passo grande quando se conseguir obter esta possibilidade de recuperar a visão. Mas penso que ainda estamos a muitos anos que esse feito seja atingido.

Este transplante não significa a cura para a cegueira, mas a reacção deste paciente ao transplante do olho pode vir a abrir caminho nesse sentido. 

Cristina Jorge sublinha que este é um percurso que tem de ser trilhado, pois “só experimentando é que nós conseguimos verificar quais as verdadeiras limitações e os verdadeiros desafios que existem, que aparecem à medida que se experimenta e se confronta com estas necessidades.” ANG/RFI

    Libéria/ Segunda volta das presidenciais apertada entre Boakai e Weah

Bissau, 14 Nov 23 (ANG) – Os Liberianos começaram a votar esta terça-feira 14 de Novembro na segunda volta das eleições presidenciais, as primeiras que o país organiza de forma autónoma desde que a Missão das Nações Unidas se retirou pacificamente do país em 2018.

Um duelo político protagonizado por um veterano da política, Joseph Boakai, e um antigo craque do futebol internacional, George Weah.

Os liberianos são chamados às urnas para escolher entre o Presidente atual, George Weah, 57 anos, antigo jogador internacional de futebol e Joseph Boakai, antigo vice-presidente, função que exerceu durante 12 anos e que, com 78 anos de idade, poderá estar a viver a sua última candidatura política. 

Os dois candidatos já se enfrentaram em 2017, quando Weah venceu com 61% dos votos. Desta vez, na primeira volta, o atual Presidente foi o mais votado com uma margem de apenas 1 %.

Joseph Boakai ocupou várias funções no governo e na indústria petrolífera e promete "salvar o país", um discurso que tem eco junto das populações mais frustradas e desiludidas com o atual sistema. A Libéria, pequeno país da África Ocidental, viveu anos de guerra civil, até 2003, e conheceu a epidemia de ébola entre 2014 e 2016, dificultando a situação económica de uma população em que uma em cada cinco pessoas vive com menos de 3 dólares por dia, segundo o Banco Mundial. 

Quanto a George Weah, o atual Presidente, ex-jogador de futebol, tendo passado pelo Paris Saint-Germain e pelo AC Milan e único jogador africano que obteve o título de Bola de Ouro (a mais prestigiosa recompensa individual no futebol) é, segundo as estatísticas, o candidato favorito e alcançou 7.000 votos a mais do que o seu rival na primeira volta, a 10 de Outubro de 2023.

Nascido na periferia pobre da capital Monróvia, George Weah beneficia da imagem de um político popular e pacífico num país que sofreu guerras civis entre 1989 e 2003 e promete continuar as suas políticas de desenvolvimento de infraestruturas, sistema de saúde e gratuidade do ensino. 

Estas são as primeiras eleições presidenciais organizadas sem a intervenção de organismos internacionais, a Missão das Nações Unidas tendo-se retirado pacificamente do país em 2018, e o quarto escrutínio desde o fim da guerra civil em 2003. 

As mesas de voto estão abertas até às 18 horas locais e os resultados definitivos devem ser anunciados nos próximos 15 dias. Na primeira volta que decorreu no mês de Outubro, os observadores internacionais elogiaram o bom desenrolar do escrutínio, numa região que tem sofrido vários golpes de estado.  ANG/RFI



França/Justiça  abre 330 investigações a atos antissemitas

Paris, 13 Nov (ANG) – A justiça francesa abriu 330 investigações a atos antissemitas e de defesa do terrorismo, desde o início do conflito entre Israel e o grupo islamita Hamas, em 07 de Outubro.

O número de ataques antissemitas aumentou substancialmente em França, desde o início do conflito no Médio Oriente e, no domingo, mais de 182 mil pessoas, incluindo numerosos líderes políticos, desfilaram em França, em protesto contra o antissemitismo.

Na sexta-feira, o ministro do Interior, Gérald Darmanin, indicou que foram registados 1.247 incidentes antissemitas desde 07 de Outubro, que levaram à detenção de 539 pessoas, incluindo 154 estrangeiros, e cerca de 20 condenações.

Os autores de atos antissemitas são frequentemente muito jovens e por vezes menores, segundo Darmanin.

A Procuradoria de Paris informou que oito adolescentes foram detidos hoje no âmbito de uma investigação sobre canções ou comentários antissemitas registados no metro de Paris em 31 de Outubro.

A investigação visa casos de apologia do terrorismo, o insulto público baseado na adesão ou não adesão, real ou suposta, a um grupo étnico, nação, raça ou religião específicos, e o apelo público ao ódio, à violência ou à discriminação racial. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

    Faixa de Gaza/ Israel alega ter controlo de parlamento, polícia do Hamas

Bissau, 14 Nov 23 (ANG) – O exército israelita afirmou ter assumido nesta terça, 14 de Novembro, o controlo de várias instituições do Hamas na cidade de Gaza.

Enquanto a situação no principal hospital do território causa grande preocupação, um estabelecimento cercado pelas forças israelitas que está privado também de energia e água, quase 180 corpos foram entretanto enterrados no recinto.

O parlamento e prédios do governo e da polícia, até agora sob controlo do Hamas, na cidade de Gaza, teriam passado para as mãos do exército israelita, segundo Tsahal citado pela agência AFP.

Numa altura em que seriam milhares os civis bloqueados no principal hospital da mesma cidade, sem água nem eletricidade, precisamente em combates entre Israel e o Hamas.

O diretor do hospital afirmou nesta terça-feira que cerca de 180 pessoas foram enterradas em valas comuns. 

Pelo menos 179 corpos foram enterrados no recinto do Hospital Al Chifa, segundo anúncio do respectivo diretor à agência AFP.

Segundo Mohammed Abdou Salmiya havia corpos a bloquear os corredores do complexo hospitalar e os compartimentos frigoríficos da morgue deixaram de ter acesso à eletricidade.

Jornalistas no local falam de um cheiro nauseabundo.

Tanques israelitas estão posicionados, segundo ainda a AFP, às portas do hospital e combates e ataques aéreos prosseguiram durante a noite passada. ANG/RFI

 


Economia
/Preços das moedas para terça-feira, 14 de novembro de 2023

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

609.250

616.250

Yen japonês

4.010

4.070

Libra esterlina

750.000

757.000

Franco suíço

676.750

682.750

Dólar canadense

440.000

447.000

Yuan chinês

83.250

84.750

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

165.250

168.250

Fonte: BCEAO

Saúde/”Sónia Farmácia fornece medicamentos à cerca de  70 por cento dos clientes do interior do país”, diz o porta voz

Bissau,14 Nov 23(ANG) – O porta voz da Sónia Farmácia, afirma que, cerca de 70 a 80 por cento das instituições farmacêuticas do interior do país, adquirem seus produtos nesta empresa grossista de venda de medicamentos.

Malick Kamará em entrevista  à ANG, sobre a recente denúncia da Associação Nacional dos Proprietários das Farmácias,  segunda a qual empresas grossistas de  venda de medicamentos não têm capacidades para abastecer todo o país.

“Reconheço algumas dificuldades em termos de abastecimento de medicamentos no interior do país, que de uma parte, se deve a degradação   das estradas do país e que constituem enormes estrangulamentos para a empresa”, disse.

Aquele responsável diz  que a Sónia Farmácia possui  licença de operação no mercado de venda em grosso de medicamentos, há cerca de 10 meses, e que neste período já  importaram 14 contentores de medicamentos de “40 pés”, para abastecer os seus clientes.

“A empresa dispõe de estoques suficientes para abastecer o mercado nacional de medicamentos de qualidade”, salientou.

Questionado sobre o volume de encomendas diária da empresa, Malick Kamará afirmou  que 90 por cento das farmácias de Bissau fazem as suas compras de medicamentos na Sónia Farmácia, e que os seus medicamentos são adquiridos na Índia, China e Portugal.

Em relação a eventual rotura de medicamentos no país, o porta voz da Sónia Farmácia afirmou que ainda dispõe de estoques para abastecer o país por um período de três meses.

Confrontado sobre a falta de um Laboratório de Controle de Qualidade de Medicamentos no país, aquele responsável reconheceu a importância desta infraestrutura para o sector, sobretudo papara o combate  ao contrabando e pirataria de medicamentos.

“O Laboratório de Controle de Qualidade é uma ferramenta muito importante, por isso, o novo ministro da Saúde está muito empenhado na criação desta instituição no país”, disse.

O país dispõe de quatro empresas grossistas de venda de medicamentos, nomeadamente, Aliance Pharmácia Sarl, Sofargui Lda, Sónia Farmácia e Guifarma Lda. ANG/ÂC//SG

Sociedade/Redução do  preço do peixe no mercado de Bissau saudada por vendedeiras

Bissau, 14 nov 23 (ANG) – O preço do peixe deve sofrer  uma redução no
mercado , as vendedeiras saúdam a medida mas pedem que seja oficializada, rapidamente.

Fonte do Ministério das Pescas, confirmou à Lusa que “existe um processo em curso para baixar consideravelmente o preço do pescado”, mas que ainda aguarda pela aprovação em Conselho de Ministros “proximamente”.

De acordo com a fonte, o valor atual do peixe que é vendido no mercado guineense pode baixar 50%.

Fonte do Governo adiantou que a redução do preço do pescado será um dos assuntos a ser debatidos na próxima reunião do Conselho de Ministros que acontece, ordinariamente, às quintas-feiras e extraordinariamente às terças-feiras

No porto de pesca de Bandim, arredores de Bissau, lugar onde funciona a principal lota da capital guineense, o ambiente é de festa, desde o passado dia 09, entre as mulheres que operam na revenda do peixe.

Carlota Djedju, 43 anos, que compra e vende peixe há mais de 20 anos no porto de Bandim, disse segunda-feira à Lusa que “não cabe em si de contentamento” quando soube que ao invés de 33 mil francos CFA, por cada caixa agora terá de desembolsar 12 mil francos CFA .

“Criei e sustento os meus três filhos com esse trabalho de venda do peixe. Agora vou poder guardar algum dinheiro e fazer outras coisas, até porque o meu filho mais velho deve ir para universidade”, observou Carlota Djedju, com um largo sorriso no rosto.

A decisão de baixar o preço do pescado ainda não é oficial, mas Safiatu Camará, que se recusa a dizer a idade, só sabe que desde a semana passada que vende rápido todo o peixe que compra diariamente na lota e que leva ao mercado em Caracol, no centro de Bissau.

“Agora não perco tempo porque o preço do peixe é acessível, compro e vendo rapidamente”, enfatizou Safiatu para quem o preço acaba por determinar a dinâmica do negócio do qual sustenta a sua casa.

Safiatu disse que é solteira há 15 anos, desde que perdeu o marido falecido de uma doença, deixando-a com cinco crianças para criar.

Meta Gomes, 39 anos, elogiou a decisão do Governo, salientando que esta também é sentida pelos consumidores.

Se antes um quilograma de uma certa espécie de peixe custava ao consumidor final 1.000 francos CFA, agora é vendido por metade do preço o que, afirmou, faz com que o negócio "esteja a fluir”.

 Aminata Djaló, 50 anos, saudou a decisão e exortou o Governo a oficializá-la rapidamente para fazer com que o pescado chegue às regiões do interior do país.

Aminata observou que, atualmente, as mulheres que trabalham na revenda do peixe compram o produto em Ziguinchor, província do sul do Senegal, para que possam ganhar “alguma coisa”.

“Deslocamo-nos até Ziguinchor onde o peixe é mais barato em comparação com o preço que se praticava em Bissau. Só assim ganhamos alguma coisa neste negócio. Agora que vão baixar o preço penso que poderemos ganhar ainda mais”, enfatizou Aminata Djaló.

A Lusa confirmou no mercado da Santa Luzia, subúrbios de Bissau, que o preço de várias espécies do peixe baixou consideravelmente, chegando algumas a custar menos 75% do valor que era comprado há 10 dias.

A descida do preço do pescado segue-se ao abaixamento dos preços do pão, da farinha, do arroz e dos combustíveis, na sequência de decisões tomadas pelo Governo liderado por Geraldo Martins, da coligação Plataforma Aliança Inclusive (PAI)- Terra Ranka, que entrou em funções em agosto último.ANG/Lusa

 


Política
/Coligação PAI - Terra Ranka pede ao Governo esclarecimentos sobre  espancamento do deputado “Cuca Fadul

Bissau, 14 Nov 23 (ANG) - A Coligação PAI-Terra Ranka pede ao Governo esclarecimento sobre o caso de espancamento do Deputado da bancada do Partido da Renovação Social, Farid Michel Tavares Fadul, por elementos de segurança da Presidência da República, no sábado, em Bissau.

O pedido foi feito em comunicado à imprensa pela Coligaçãpo que suporta ao Governo de que o PRS partido da vítima faz parte .

No mesmo documento, a Coligação PAI-Terra Ranka apelou  para que o Governo acione todas as instâncias e entidades competentes sob sua alçada, com a finalidade de permitir a responsabilização legal de todos os implicados no caso, para “banir definitivamente a repetição de atos que perturbam a sã convivência social”.

A Coligação PAI-Terra Ranka, segundo  o comunicado,  qualificou de “brutal, vergonhoso, repugnante e de bastante lamentável”, o ato, por envolver elementos da segurança da Presidência da República.

“A ocorrência de atos semelhantes,  absolutamente indignos e inaceitáveis em qualquer sociedade civilizada, que reclame ser Estado de Direito Democrático, tem sucedido com uma frequência assustadora e interminável que tem minado, não só a segurança dos cidadãos, o respeito aos princípios elementares dos Direitos Humanos, bem como a dignidade e a liberdade de expressão”, refere o Comunicado à Imprensa.

Para a Coligação PAI- Terra Ranka , a reputação do Estado e de todos os seus órgãos de soberania, ficou abalada, com o incidente que  projetara uma imagem negativa e subsidiária da Guiné-Bissau no plano internacional.

“Pelas razões expostas, este intolerável ato de espancamento não deixa de merecer o mais vivo repúdio e condenação da Bancada Parlamentar da Coligação PAI-Terra Ranka”, lê-se no comunicado.

De acordo com o documento, a Bancada Parlamentar da Coligação PAI-Terra Ranka manifesta a sua total solidariedade para com o Deputado alvo de ”brutal espancamento”, e ainda com o PRS e sua Bancada Parlamentar.

Em conferência de imprensa, segunda-feira, o também chamado Cuca Fadul contou que foi surpreendido por um grupo de elementos da segurança da Presidência de República que, a pretexto de estar a filmar o quintal da Presidência da República, o espancaram até se desmaiar.

Disse que filmou, com drone, as obras de reabilitação da Avenida Amílcar Cabral, onde deverá decorrer as cerimónias de celebração dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau, na próxima quinta-feira, 16 de Novembro, dia das Forças Armadas da Guiné-Bissau. ANG/AALS/ÂC//SG

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Política/Governo firma acordo de 13, 776 milhões de f cfa com UN-HABITAT para implementação do projecto "Nô Misti Disinvolvimentu Local"

Bissau, 13 Nov 23 (ANG) – O Governo, através do Ministério de Administração Territorial e Desenvolvimento Local celebrou, esta segunda-feira, um acordo de 13, 776 milhões de franco cfa com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-HABITAT).

O acordo foi celebrado no  âmbito da implementação do projeto Fortalecendo a Governação Urbana e o acesso a Serviços Básicos para um desenvolvimento local inclusivo e resiliente na Guiné-Bissau "Nô Misti Disinvolvimentu Local".

Na ocasião, o Ministro de Administração Territorial e Desenvolvimento Local, José António Cruz de Almeida agradeceu a União Europeia por acompanhar Guiné-Bissau na implementação das suas políticas públicas, em diferentes projetos, e igualmente ao UN-HABITAT.

"É um programa de cidades verdes financiado  pela União Europeia  num montante de 21 milhões de euros, e hoje estamos a assinar um acordo do projeto de cooperação inserido num programa que envolve  quasde 10 milhões euros sobre o reforço da governação urbana, disse o governante.

Cruz de Almeida  referiu que  atualmente  o assentamento populacional está a crescer duma forma muito descontrolada, sem que haja um quadro regulamentar para o efeito.

Garantiu  que enquanto  presidente de comité de pilotagem vai tudo fazer para que  as outras instituições do governo que fazem parte do projecto possam participar ativamente na sua implementação .

"Cinco cidades foram escolhidas, nomeadamente Bissau, Gabu, São Domingos, Mansoa e Bolama justifica, mas em nossa visão do desenvolvimento ainda há outras cidades prioritárias que achamos que, à  curto prazo, poderémos efetivamente ter a contribuição da União Europeia para replicar trabalhos nessas cidade", frisou.

O projecto "Nô Misti Disinvolvimentu Local" conta com fiananciamento da União Europeia e será implementado pelo UN-HABITAT em colaboração com  o governo  durante 54 meses. ANG/MI //SG             

Política/Bancada parlamentar do PRS pede “ justiça” para  alegado caso de espancamento do deputado  Tarid Fadul

Bissau, 13 Nov 23 (ANG) – O líder da bancada parlamentar do Partido da Renovação Social(PRS)  pediu hoje que se faça justiça em relação ao alegado espancamento, no sábado, do deputadoTarid Michel Tavares Fadul, por elementos de segurança da Presidência da República, a mando do agente de nome Tanu Bari.

Em conferência de imprensa,esta, segunda-feira,  Mário Fambé,  disse que, os deputados da nação estão solidários e que condenaram, com veemência, este ato e pedem que o culpado seja traduzido à justiça.

Fadul disse ter sido espancado, a mando de Tanu Bary, até se desmaiar, por alegadamente estar a filmar, com drone, as obras de ornamentação da Avenida Amilcar Cabral , que será palco central das festividades  dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau, no próximo dia 16 de Novembro.

Disse que foi abordado,  primeiro: por um grupo de indivíduos, a paisana, que recusou se identificar, em como estava a  filmar a Presidência da República mas que depois o grupo verificou  que não se tratava de uma filmagem da Presidência . Acrescenta que, ainda  na conversa com elementos do grupo perante o qual se identificou como deputado, outro grupo se insurgiu numa viatura sem matrícula,  e foi então que Tano Bary ordenou, por duas vezes, que lhe dessem porrada.

Mário Fambé considerou de “crime” o ato de espancamento do deputado, e diz  ser  “uma brutalidade”, que nem em situações de guerra se verifica.

“É muito complicado, os agentes de Presidência da República a espancar pessoas ainda um deputado de nação deve ser responsabilizado, se não, não será um bom exemplo para todos”, disse.

O deputado Fadul diz que filmou a Avenida Amilcar Cabral e o centro da cidade com a intenção de promover a imagem no país e as obras que estão a ser feitas na avenida, no quadro dos preparativos para as celebrações do dia 16 de Novembro. ANG/JD/ÂC//SG



Telecomunicações/Governo apresenta projeto de relançamento das empresas Guiné Telecom e Guinetel aos parceiros

Bissau,13 Nov 23(ANG) – O Governo, através da Secretaria de Estado das Telecomunicações e Economia Digital, procedeu hoje a apresentação simbólica do projeto de relançamento das empresas Guiné Telecom e Guinetel aos parceiros de desenvolvimento.

Na ocasião, o Secretário de Estado das Telecomunicações e Economia Digital, Djibril Mané disse que o projecto,  elaborado há muitos anos, graças ao apoio e assistência  do Banco Mundal  foi hoje apresentado  aos parceiros para eventual venda de  ações.

Acrescentou que o encontro de hoje com os parceiros serviu para apresentação do que  o Governo pretende com a empresa Guiné Telecom,   que, no futuro, passará a ser a gestora das infraestruturas das telecomunicações do país, dentre as quais a rede de internet.

Essa apresentação, segundo o presidente do Conselho de Administração da Guiné-Telecom, António Mendes deveria ser feita em Novembro 2021, não aconteceu por sugestão do Banco Mundial, que  considerou haver necessidade de se melhorrar o dossiê de concurso.

“Os pressupostos para a venda das acções da Guine Telecom foram elaborados em Setembro de 2021 e  constam parte dos documentos,  o dossiê de concurso, caderno de encargos, plano de negócios e informações sobre o mercado, para a seleção de um parceiro com experiência do setor e capacidade financeira”, disse João Mendes.

As duas empresas guineenses de telecomunicações se encontram há vários anos inoperacionais, por falência técnica.ANG/ÂC//SG